Itabaiana vence o Confiança no Batistão e avança em 1º lugar Com a derrota, Dragão não se classifica para o quadrangular final do 1º turno

A tarde deste domingo não foi nada agrádavel para o torcedor azulino que compareceu ao Batistão para assistir ao jogo entre Confiança e Itabaiana pela 10ª e última rodada do 1º turno. O Tricolor da Serra, que entrou em campo já classificado para o quadrangular final pelo Grupo A, venceu o adversário por 3 a 2. Além do Itabaiana, o outro classificado do Grupo A foi o São Domingos que goleou o Olímpico por 5 a 1.
Com a derrota, o Dragão não se classificou e terminou o primeiro turno em terceiro lugar no Grupo B, com 19 pontos. Mesma pontuação do River que avançou em segundo lugar por ter mais gols que o adversário azulino. A equipe de Carmópolis venceu o Sergipe por 3 a 1 neste domingo. O líder do grupo B foi o Socorrense que venceu o Guarany por 1 a 0 e acumulou 20 pontos.

Itabaiana segurou o Confiança no Batistão (Foto: Filippe Araujo/Divulgação)
O JOGO
A partida começou com o Confiança pressionando. O Itabaiana já estava classificado e imprimia um ritmo lento na partida. Porém, foram os tricolores que abriram o placar. Aos 41 minutos do 1º tempo, o goleiro Ricardo fez falta em Ney Carioca, foi expulso e o árbitro ainda marcou pênalti. Fábio foi para o gol do Confiança, mas Váldson cobrou bem e fez Itabaiana 1 a 0.
Na etapa complementar, o Confiança voltou decidido a virar o jogo. Aos 4 minutos, após um bate-rebate dentro da área, a bola sobrou no braço de Mazinho e o árbitro marcou pênalti a favor do Confiança. Cristiano Tiririca foi para a cobrança e deixou tudo igual no Batistão: 1 a 1.
Váldson fez o primeiro gol do tricolor da serra (Foto: Filippe Araujo/Divulgação)Váldson fez o primeiro gol do tricolor da serra (Foto: Filippe Araujo/Divulgação)
Mas o Itabaiana queria mesmo era estragar a festa do adversário e jogou um balde de água fria no Dragão aos 35 minutos. Raulino avançou sozinho, limpou a jogada e mandou um chute certeiro para fazer o segundo do tricolor. Itabaiana 2 a 1 em cima do Confiança.
E os gols não pararam por aí. Nos acréscimos, aos 49, o Itabaiana conseguiu ampliar com Alex Paulista. Sozinho na área, o jogador marcou o terceiro do tricolor da Serra: 3 a 1 para o Itabaiana.
Mesmo assim os jogadores do time proletário não desistiram e um minuto depois, aos 50, o artilheiro Cristiano Tiririca apareceu para diminuir fazendo o segundo do Confiança: 3 a 2 placar final do jogo que acabou com a esperança do torcedor azulino no primeiro turno do Sergipão 2012.
Pelo quadrangular final do 1º turno, o Itabaiana enfrentará o River Plate no próximo domingo. 
  Varjota Esportes - Ce.  /   Globoesporte

Fábio Santos, com quatro pontos na cabeça, valoriza o grupo do Timão Lateral volta a se machucar na Vila. Dessa vez em choque com Borges. Apesar da derrota, jogador elogia atuação da equipe

Borges e Fabio Santos disputam bola de cabeça (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Dividida com Borges rende quatro pontos a Fabio
Santos (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Fábio Santos não tem tido sorte na Vila Belmiro. No ano passado, pelo Campeonato Brasileiro, ele fraturou a clavícula num jogo no campo santista. Neste domingo, na derrota por 1 a 0 para o Peixe, pelo Paulistão, levou quatro pontos na cabeça depois de choque com Borges. Mesmo assim, ficou até o final da partida e comentou a atuação do time.

Para o lateral-esquerdo, apesar do tropeço, o Timão não foi tão mal. Apresentou, segundo ele, um bom futebol e merecia até mesmo o empate.

- A nossa equipe tentou marcar, mas o Ganso conseguiu enfiar uma bela bola para o Ibson. Eles foram felizes. Temos que valorizar as coisas boas. O jogo foi importante para valorizar o grupo. Perdemos o jogo, mas fomos bem - disse.

Fábio Santos acredita que o que pesou a favor do Santos foi a maior posse de bola e também um melhor conhecimento do gramado, apesar de a Vila Belmiro ter sido reaberta neste domingo, após três meses de reforma no campo.

- O Santos teve mais posse de bola. E além de conhecerem melhor o gramado, eles têm jogadores leves. Sem tirar o mérito do Santos, mas talvez um empate seria merecido - concluiu o jogador.

Fabio, abraçado por Muricy, teve de jogar com uma touca (Foto: Marcos Ribolli/   Varjota   Esportes - Ce    /  GLOBOESPORTE)

Na volta de Eder Luis, Vasco perde Tenório e vence Olaria com reservas Camisa 7 retorna aos gramados e marca na vitória por 2 a 0. Equatoriano também faz gol, mas se lesiona e não joga mais no semestre. Time dorme líder

Visando ao confronto contra Alianza Lima-PER pela Libertadores, o Vasco optou por escalar os reservas, neste sábado, contra o Olaria. Mas o jogo acabou levando boas novidades para os vascaínos. Valeu pela vitória por 2 a 0 – a primeira do time na Taça Rio. Valeu pela boa estreia do jovem lateral-esquerdo Dieyson, de apenas 18 anos. Valeu pelo bom retorno de Eder Luis, que provou estar recuperado e pronto para ajudar a equipe principal. E valeu, principalmente, pela liderança provisória do Grupo B da Taça Rio.
A notícia ruim ficou por conta da grave lesão do equatoriano Carlos Tenório. Após marcar seu primeiro gol pelo Vasco no primeiro tempo, o atacante rompeu o tendão de Aquiles e deixou o campo chorando. O jogador não joga mais pelo Campeonato Carioca e pela Libertadores, uma vez que passará por uma cirurgia e deve ficar seis meses afastado dos gramados.
Com o triunfo, o Vasco chegou a quatro pontos e dorme na liderança da chave. O Olaria, por sua vez, segue com apenas um ponto e pode terminar a rodada na lanterna do Grupo A, caso Madureira e Flamengo vençam Americano e Duque de Caxias, respectivamente, neste domingo.
Vasco supera adversidades e sai na frente

Da equipe considerada titular, o técnico Cristóvão Borges optou por escalar apenas o goleiro Fernando Prass. Com o time repleto de reservas, os minutos iniciais deram a impressão de que o Vasco sofreria com o calor, com o péssimo estado do gramado do estádio Moça Bonita e, principalmente, com a falta de entrosamento. Os muitos passes errados reforçaram a tese, uma vez que a equipe encontrava dificuldades para desenvolver seu jogo no setor ofensivo.

Eder Luis comemora seu gol no retorno aos gramados (Foto: Cezar Loureiro/Globo)
As adversidades, porém, logo foram superadas por um surpreendente entendimento entre os principais jogadores de frente do Vasco – Felipe, Tenório e Eder Luis. O camisa 7, aliás, retornou aos gramados após 105 dias parado por conta de uma lesão no pé direito e foi bem. Mostrou boa desenvoltura e faro de gol, participando das principais jogadas do ataque cruz-maltino. Quem também esteve bem foi o estreante lateral-esquerdo Dieyson, de apenas 18 anos, novidade na escalação de Cristóvão Borges.
E, em uma bonita jogada após longa troca de passes, o Vasco inaugurou o placar em Moça Bonita. Diego Rosa achou Felipe na entrada da área e, no melhor estilo “maestro”, deixou Tenório livre na área para fazer o gol, aos 11 minutos. Foi o primeiro do equatoriano pelo clube carioca.
No minuto seguinte, Tenório mostrou sua outra faceta: a de garçom. No melhor estilo “demolidor”, rompeu pela defesa do Olaria e encontrou Eder Luis livre na área. O goleiro Wanderson, porém, aproveitou um rápido momento de indecisão do atacante para abafar o chute e evitar o segundo do Vasco.
Do outro lado, o Olaria pouco ameaçava. Com Pedrinho lesionado e fora de jogo, em toda a primeira etapa, apenas Juninho, em três chutes de fora da área, ameaçou o gol de Fernando Prass. Em dois deles, aliás, o goleiro foi muito bem.
Duas estreias e o drama de Tenório
Com o time da Rua Bariri pouco inspirado, não demorou para o Vasco chegar ao segundo. E novamente o gol surgiu após uma bonita troca de passes. Cheio de personalidade, Dieyson tocou para Diego Rosa na esquerda. Ele cruzou para Eder Luis driblar o goleiro e celebrar com gol sua volta aos gramados. No fim da primeira etapa, o argentino Chaparro quase aumentou, mas esbarrou na grande defesa do goleiro Wanderson.

Se o primeiro tempo foi animador para o Vasco, o início da segunda etapa foi marcado por um susto e uma perda. Logo aos seis minutos, o Olaria marcou em um lance muito confuso na área. A arbitragem anulou o gol, assinalando impedimento. Na jogada seguinte, Tenório caiu sozinho em um ataque cruz-maltino e rompeu os ligamentos do tendão de Aquiles. O atacante não joga mais no semestre. Jonathan entrou em seu lugar.

Se começou quente, o ritmo do segundo tempo caiu. Mesmo com a estreia do atacante paraguaio Christian Ovelar e em desvantagem no placar, o Olaria pouco ameaçou. Com a vitória aparentemente segura, Cristóvão Borges promoveu outras duas estreias no Vasco. O jovem Paulista entrou no lugar de Fellipe Bastos, enquanto Eder Luis deu lugar ao argentino Abelairas. O meia, que não atuava há quase dois anos, ficou pouco mais de 15 minutos em campo e não teve tempo para mostrar muita coisa. No fim, o Olaria ensaiou uma pressão, mas, desorganizado, não ameaçou o gol de Fernando Prass. 
  Varjota  Esportes - Ce.  /  Globoesporte 

Teixeira diz que preocupações da Fifa são legítimas, mas ressalta confiança Após bate-boca público entre governo e Fifa, presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) se diz tranquilo quanto à Copa de 2014

Teixeira garantiu que o Brasil sediará uma Copa
impecável (Foto: Gustavo Tilio / Globoesporte.com)
A crise entre governo brasileiro e Fifa fez com que o presidente da CBF e do Comitê Organizador Local (COL) da Copa de 2014, Ricardo Teixeira, se pronunciasse a respeito da organização da Copa do Mundo. Em comunicado oficial no site da entidade, o dirigente não se mostrou surpreso pelas duras críticas do secretário-geral da Fifa, Jérôme Valcke, à organização da Copa do Mundo no Brasil.
Ricardo Teixeira considera as preocupações da Fifa normais. Ele também garantiu que o país receberá o próximo Mundial e tranquilizou a Fifa, afirmado que o país dará conta do recado e organizará uma Copa do Mundo "impecável".
- As preocupações da FIFA em relação aos preparativos de todas as Copas do Mundo são naturais e legítimas. Mas a entidade pode ficar tranquila porque o Brasil e seu povo têm competência e seriedade para organizar uma Copa do Mundo impecável, inesquecível... A Copa do Mundo de 2014 acontecerá, sim, no Brasil.
Ricardo Teixeira recordou dos motivos que fizeram o Brasil ser escolhido para sediar a Copa de 2014 e ressaltou que a democracia brasileira e o governo brasileiro devem ser respeitados.
- Ela (Copa) veio através de uma construção política que possibilitou o rodízio de continentes. Chegou à América do Sul pela sua força de nove títulos mundiais. Foi confiada ao país mais vitorioso da história das Copas, o único que disputou todas as edições do torneio. Veio para uma das seis maiores economias do planeta, para o país que segue crescendo enquanto a maior parte do mundo atravessa uma grave crise. Algumas questões na organização da Copa do Mundo podem parecer que avançam lentamente. Mas em todo processo democrático as discussões devem ser amplas e sempre levar em conta os interesses do povo. O Brasil não tem um dono, é uma democracia sólida e reconhecida mundialmente. O país e seus três poderes devem ser respeitados sempre – concluiu Ricardo Teixeira.
Na última quarta-feira, em Assembleia Geral extraordinária na sede da CBF, Ricardo Teixeira afastou as especulações de que poderia deixar a presidência da entidade após mais de 22 anos no poder. No entanto, com um quadro de diverticulite, existe a possibilidade de o dirigente se licenciar, de acordo com alguns presidentes de federações que estiveram presentes no encontro. 
  Varjota  Esportes - Ce.   /   Globoesporte

Lucas e Casemiro brilham, e Tricolor derrota o Guaratinguetá no Morumbi Mesmo cansado após maratona, meia faz golaço no primeiro tempo, e volante dá duas belas assistências na vitória são-paulina por 3 a 0

Duas partidas dentro do mesmo jogo, uma importante vitória e a volta da confiança após dois empates consecutivos no Campeonato Paulista. No primeiro tempo, enquanto o Guaratinguetá jogou fechadinho no campo defensivo, o São Paulo teve enormes dificuldades. Errou muitos passes, abusou das jogadas individuais e só conseguiu marcar um gol aos 42 minutos, com Lucas, que, apesar da maratona dos últimos dias, teve boa atuação. Na etapa complementar, quando a equipe do Vale do Paraíba se expôs para buscar o empate, o Tricolor deitou e rolou. Com passes açucarados de Casemiro e dois gols em três minutos, a equipe chegou aos 3 a 0, resultado que fez a torcida voltar a comemorar nas arquibancadas.
Com o resultado, a equipe comandada por Emerson Leão deu sinal de recuperação, mas segue estacionada na sexta posição na tabela de classificação, com 22 pontos, sete a menos que o líder Corinthians. O Tricolor tem a mesma pontuação de Mogi Mirim e Guarani, que levam vantagem nos critérios de desempate.
Já  o Guaratinguetá, que sofreu sua sétima derrota em 11 jogos disputados, fechou a rodada na 15ª colocação, com nove pontos, pontos a mais que o Comercial, primeiro integrante da zona de rebaixamento.
As duas equipes voltarão a campo no fim de semana. O Tricolor seguirá até Piracicaba, onde no domingo enfrentará o XV, que faz péssima campanha e ocupa a lanterna da competição. Já o Guaratinguetá buscará a reabilitação no mesmo dia, contra o Paulista, em Jundiaí.

Lucas deixa adversário no chão e chuta para abrir o placar (Foto: Idário Café/VIPCOMM)

Golaço de Lucas salva o primeiro tempo no Morumbi
O primeiro tempo não despertou grande interesse do pequeno público que compareceu ao estádio do Morumbi. O São Paulo entrou em campo com uma baixa de última hora: Piris, com um desconforto na coxa esquerda, foi sacado do jogo. Como o recém-contratado Douglas segue em recuperação de lesão no púbis, Leão foi obrigado a improvisar o volante Rodrigo Caio na posição. Do lado do Guaratinguetá, desde que a bola rolou, a postura dos comandados de Vilson Tadei era clara: marcação forte, sem a menor preocupação de avançar ao ataque. Tanto que Denis, nos primeiros 45 minutos, só foi notado em campo em cobranças de tiro de meta.
Com um adversário retrancado, o São Paulo, mais uma vez, explicitou suas deficiências. Jadson, novamente, esteve muito apagado. Sem um armador em campo, o time só levou perigo quando seus atletas buscaram as jogadas individuais. Pelas laterais, o jogo não existia. Isso porque, Rodrigo Caio, apesar de ter iniciativa, errava todos os cruzamentos que tentava, enquanto Cortez, que seria a válvula de escape pela esquerda, era vigiado constantemente por dois jogadores.
Sem inspiração, o jogo se tornou amarrado. O Guaratinguetá mal conseguia trocar passes no campo ofensivo. Do outro  lado, nas poucas vezes em que o Tricolor chegou, Jailson evitou o pior para o time do Vale do Paraíba.
A torcida já dava sinais de impaciência. Até que, aos 42, quando finalmente o São Paulo conseguiu tramar uma jogada, saiu o gol. E foi um golaço. Após toque de calcanhar de Cícero, Lucas avançou pela direita, tocou para Jadson, que devolveu para o meia-atacante. Dentro da área, ele deixou o zagueiro Baggio no chão e bateu no canto direito da meta do Guará: 1 a 0 e festa para o camisa 7, que desembarcou na madrugada desta quinta após defender a Seleção Brasileira contra a Bósnia e descansou o dia inteiro no CT para poder jogar.
Willian José, do São Paulo, contra o Guaratinguetá (Foto: Idário Café/VIPCOMM)Willian José tenta o cabeceio diante do Guaratinguetá (Foto: Idário Café/VIPCOMM)
Garçom Casemiro se destaca, e Willian marca seu nono gol em 2012
O ferrolho armado pelo Guaratinguetá no primeiro tempo perdeu força na etapa complementar pela necessidade de buscar o empate. Isso fez com que o São Paulo atuasse como mais gosta, com espaço para contra-atacar. Em dois passes açucarados de Casemiro, a equipe marcou dois gols em apenas três minutos e decidiu a partida. Aos 14, Willian José invadiu a área e bateu por cima de Jailson. Aos 17, foi a vez de Fernandinho, que havia acabdo de entrar na vaga de Lucas, disparar uma bomba e marcar um belo gol.
Com 3 a 0, o time se tranquilizou em campo. A festa tomou conta das arquibancadas. Em campo, Leão também colocou Osvaldo na vaga do apagado Jadson, e Maicon no lugar de Casemiro. Na saída do campo, o volante passou pelo banco, ganhou sorrisos, cumprimentos e até um tapinha carinhoso de Emerson Leão - ano passado, o treinador, irritado com a postura do jogador, deixou-o por um tempo na "geladeira". O Guaratinguetá, entregue, seguia com seu futebol inoperante e que, em nenhum momento, assustou a equipe do Morumbi. A defesa, após ser vazada em nove jogos consecutivos, finalmente conseguiu sair de campo zerada.
Até o apito final de Luiz Vanderlei Martinucho, o São Paulo esteve perto do quarto gol. Cortez ganhou terreno pelo lado esquerdo e fez uma dupla perigosa com Fernandinho. Pela direita, Osvaldo também levava vantagem nas jogadas individuais. Jailson, aos 39, fez boa defesa em falta cobrada por Cícero. Aos 44, na última jogada, Willian José quase fez de cabeça. Mas nem precisava de mais. Depois de um período de instabilidade, o São Paulo, enfim, voltou a animar seu torcedor. 
  Varjota  Esportes - Ce.  /  Globoesporte

Botafogo supera retranca, vira sobre o Americano e 'salva' os grandes Time faz 4 a 2, em Campos, com gols de Fellype Gabriel, Renato, Herrera e Caio e é o único entre os favoritos a abrir vantagem no começo da Taça Rio


Renato
Pouco inspirado, mas muito persistente, o Botafogo arrancou uma vitória difícil sobre Americano, na noite desta quinta-feira, em Campos. Mesmo com muitos erros, o time de Oswaldo de Oliveira conseguiu virar o resultado e saiu de campo com um 4 a 2 suado, construído nos vinte minutos finais, gols do estreante Fellype Gabriel, Renato, Herrera e Caio. Marcos Felipe e Hugo descontaram para o mandante, que jogou fechado por quase 90 minutos.
Com o resultado, o Glorioso foi o único grande carioca a estrear com os três pontos na Taça Rio, depois de derrotas de Flamengo e Fluminense e empate do Vasco, e "salvou" a honra dos favoritos. Pelo saldo de gols construído, lidera o Grupo A, deixando o Cano na lanterna da outra chave. O Botafogo volta a campo neste domingo, para enfrentar o Volta Redonda, em São Januário, enquanto o rival visita o Madureira, no mesmo dia.
Quem começou melhor, e assim permaneceu durante a etapa inicial, foi o Botafogo, que chegou a ter 70% de posse de bola. Logo no primeiro minuto, Andrezinho deu um cartão de visitas - agora com suas tranças presas à lá Vagner Love - ao girar e chutar a bola rente à trave direita. E Herrera, na sequência, fez Erivélton trabalhar, ao escorar cruzamento na pequena área.
Passada a empolgação, o Americano entrou mais no ritmo do jogo e abriu o placar na primeira tentativa. Marcelo Mattos se enrolou, e o lateral-esquerdo Marcos Felipe pegou na veia, de pé direito, acertando o ângulo de Jefferson, aos oito minutos. Balde de água fria no Glorioso, que, a partir daí, só teve que se preocupar em furar o bloqueio do mandante, que abdicou de atacar.
Com o campo ruim e pequeno, além da grama alta, a bola pouco rolou e as trombadas se multiplicaram. Alguns jogadores ficaram mais no chão do que em pé. Mas, apesar da baixa qualidade técnica, o duelo era movimentado. Em desvantagem, o Botafogo não caprichava nos passes, porém, na marra, conseguia chegar. Só esbarrava na má pontaria e na aglomeração dos rivais, muito recuados, que formaram uma barreira em frente ao gol.
O esquema 4-2-3-1 trouxe novos meias abertos. O estreante Fellype Gabriel acertou a maioria das vezes, à vontade no setor. Faltava mais sorte na conclusão das jogadas e espaço em meio à confusa marcação. Já o jovem Willian esteve sem inspiração, demorou a se adaptar às condições e tomou decisões erradas. Resultado: foi substituído no intervalo por Caio. Não antes de ver o empate, com o próprio Fellype, depois de bate e rebate na área, aos 32 minutos. 
O time de Oswaldo de Oliveira seguiu apertando, criando perigo, e o panorama não mudou uma vírgula no segundo tempo. De cara, Herrera sofreu um pênalti não marcado. E os erros no último passe se sucediam. Do lado do Cano, Hugo, com muita velocidade mas pouca inteligência, e o hábil veterano Pachola, organizando o meio, eram os sopros de criatividade. Foi dos pés de Pachola, aliás, o melhor momento campista, em cobrança de falta que Jefferson espalmou.
Nos 15 minutos posteriores, pouca ação e muita paralisação do jogo. O Americano bateu um bocado e levou três amarelos no período - cinco no total. De tanto persistir - e errar -, enfim o Botafogo foi eficiente. Precisou que o volante Renato saísse lá de trás para completar cruzamento rasteiro de Márcio Azevedo, após lançamento na medida de Andrezinho, aos 28.
A virada inflamou a torcida, presente em ótimo número no Godofredo Cruz, e fez com que o time de Luiz Antônio Zaluar saísse para o jogo. Então, os buracos na defesa se tornaram mais evidentes, e o Glorioso, mais relaxado, passou a contragolpear. Sem perdão, Herrera deixou o seu, aproveitando-se de passe de Lucas, e pareceu dar tranquilidade.
Só pareceu, porque dois minutos depois uma pane aérea da zaga permitiu que Hugo completasse cruzamento da direita, desviado por Adalberto: 3 a 2. O confronto ganhou em emoção e ficou aberto. Oswaldo de Oliveira mexeu no time mais duas vezes, administrou o tempo e saiu com a vitória na estreia da Taça Rio, a única entre os grandes cariocas. No fim, um gol de Caio ainda fechou o marcador. 
  Varjota  Esportes - Ce.  /  Globoesporte

Antes de novo confronto, Thiago Neves diz: 'Boca tem trauma do Flu' Camisa 7 lembra jogos pela Libertadores de 2008, sonha com vitória na Bombonera e afirma que hoje situação é diferente: 'Vão respeitar mais'

A cada dia que passa, a ansiedade e a expectativa aumentam. No dia 7 de março, próxima quarta-feira, o Fluminense vai enfrentar pela terceira vez em sua história o Boca Juniors em uma Libertadores. Mas um detalhe faz com que esta data seja ainda mais aguardada: o jogo será no mítico estádio da Bombonera. Presente nas duas partidas anteriores - pela semifinal da edição de 2008 - e destaque em ambas, Thiago Neves não vê a hora de encarar um novo confronto contra o badalado camisa 10 dos argentinos: Juan Román Riquelme.
Thiago Neves olha para o passado: "Na época, o Riquelme falou que não conhecia o clube" (Foto: Andre Durão/GLOBOESPORTE.COM)
Na ocasião, o craque e outros jogadores causaram uma certa polêmica ao dizerem que tinham poucas informações a respeito do Fluminense. Foi um fator de motivação a mais para o elenco conseguir a classificação para a final da Libertadores, eliminando os argentinos, algo que só o Santos de Pelé havia feito. Agora, Thiago Neves acha que o contexto será bem diferente.
- O Boca tem um trauma não só comigo, como do Fluminense também. Na época, o Riquelme falou que não conhecia o clube, e demos a resposta em campo. Agora que sabem como é, vão respeitar mais - afirmou o jogador, em papo com o GLOBOESPORTE.COM.
Quero poder dizer para minha família, para minha filha e para os meus amigos: eu venci o Boca e o Riquelme na Bombonera. Lá dentro, com torcida e tudo"
Thiago Neves
Thiago Neves sabe que uma vitória seria marcante, por tudo o que envolve a partida. E o que ele mais deseja é poder contar para a filha, Maria Carolina, e para os amigos que esteve presente em um triunfo sobre o badalado apoiador na temida Bombonera - algo que nao aconteceu em 2008, já que o estádio estava interditado.
- Certamente, esse jogo vai ser mais especial. Em 2008 não foi na Bombonera. Era o Boca, tinha o Riquelme, mas o estádio faz a diferença. Agora vamos encarar tudo isso de novo, mas na casa deles. E eu quero poder dizer para minha família, para minha filha e para os meus amigos: eu venci o Boca e o Riquelme na Bombonera. Lá dentro, com torcida e tudo - disse.
Fluminense e Boca Juniors se encontraram na semifinal da Libertadores de 2008. A partida de ida foi realizada no El Cilindro, estádio do Racing, pois a Bombonera estava interditada por um mês por causa de um objeto arremessado no auxiliar durante partida contra o Cruzeiro, pelas oitavas. Houve empate por 2 a 2, gols de Riquelme (dois), Thiago Neves e Thiago Silva. No jogo de volta, no Maracanã, Palermo abriu o placar, mas os tricolores viraram com Washington, Conca e Dodô. Após a partida, em entrevista coletiva, o técnico Renato Gaúcho soltou a frase:
- Boca, muito prazer. Fluminense.
Nesta sexta-feira, você confere a íntegra da entrevista exclusiva de Thiago Neves no GLOBOESPORTE.COM e ainda uma matéria especial no programa "Globo Esporte", da TV Globo. 
 Varjota  Esportes - Ce. / Globesporte

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