4ª RODADA AMÉRICA-MG DERROTA CRICIÚMA E SE ISOLA NA LIDERANÇA DA SÉRIE B Coelho põe fim à invencibilidade do Tigre, mantém 100% de aproveitamento e abre três pontos de vantagem no topo da classificação


Num dos confrontos mais aguardados da quarta rodada da Série B, o América-MG levou a melhor sobre o Criciúma, neste sábado, no estádio Independência, em Belo Horizonte, ganhando por 3 a 0. Encerrou com a invencibilidade do adversário e manteve os 100% de aproveitamento na competição, além de se isolar na liderança, com 12 pontos, três à frente do próprio Tigre e do América-RN, que tem um jogo a menos.
De cabeça, Bruno Meneghel e o estreante Agenor deixaram o América-MG com boa vantagem no primeiro tempo. Na etapa final, Leandro Ferreira ampliou com um golaço de fora da área, diante de um público de 5.191, que gerou uma renda de R$ 120.060.
América-MG, de Fábio Júnior, atropela o Criciúma (Foto: Rodrigo Fuscaldi / Globoesporte.com)


Na próxima rodada, o América-MG encara o São Caetano, nesta terça-feira, às 21h (de Brasília), no Anacleto Campanela, em São Caetano do Sul. O Criciúma, por sua vez, voltará a campo apenas no sábado, às 16h20m, no Heriberto Hulse, diante do Goiás.
Pelo alto
A primeira chance do América-MG surgiu logo aos três minutos. Após uma cobrança de falta de Gilberto, pela direita, Fábio Júnior dominou, girou sobre o marcador e bateu para o gol. A bola entraria, mas Leandro Ferreira, em posição duvidosa, completou a jogada. O auxiliar, porém, assinalou o impedimento.
Embora o América-MG apresentasse muito mais força ofensiva e posse de bola, o Criciúma não estava morto. Aos oito minutos, Neneca recebeu um recuo, mas, na hora de mandar para longe, tocou nos pés de Lucca, que, da entrada da área, buscou o ângulo direito do goleiro americano. A bola passou muito perto da trave.
Mas o Coelho era mais forte, e o gol não demorou a sair. Aos 12 minutos, após cobrança de falta de Rodriguinho, Gabriel cabeceou forte, e o goleiro Douglas fez uma defesa impressionante. Porém, no rebote, Bruno Meneghel, de cabeça, estufou as redes catarinenses.
O América-MG mais tranquilo e armado em campo, chegava sempre com perigo. No entanto, o Criciúma, aos poucos, também passou a incomodar, principalmente com Lucca e Zé Carlos. Neneca, em vários momentos, teve que aparecer para evitar o empate do Tigre.
O Criciúma mostrava que a campanha 100% não era à toa. O time, com qualidade, buscava o empate a todo momento. Na segunda metade do primeiro tempo, os catarinenses chegaram a dominar as ações. O Coelho só voltava a apertar em lances de bola parada.
E, aos 46 minutos, o Coelho chegou ao segundo gol. Gilberto aproveitou a sobra e, pela direita, fez cruzamento perfeito, na cabeça de Agenor, que fazia sua estreia com a camisa preta e verde. O goleiro Douglas ainda tocou na bola, mas não evitou mais um do América-MG: 2 a 0.
Supremacia mineira
O Criciúma voltou para o segundo tempo com uma alteração. Saiu Gilmar, e entrou Giovanni Augusto. Assim, Lucca foi adiantado para o ataque. Inicialmente, a substituição gerou resultado, já que o Tigre partiu para cima do América-MG, que tentava o gol apenas em jogadas de contra-ataque.
Porém, quando o Coelho chegava, sempre levava perigo. Gilberto, cada vez mais entrosado com os companheiros, dava o toque de classe, em tabelas com Rodriguinho e Fábio Júnior. Quem destoava era Boiadeiro, que não acertou nenhum cruzamento.
A partir dos 15 minutos, a partida ficou aberta. Como o Criciúma se mandou para cima do Coelho, sobravam espaços. Gilberto chegou a driblar Douglas, mas deu tempo ao goleiro, que se recuperou e fez a defesa. O Criciúma, no contragolpe, com Giovanni Augusto, acertou a trave direita de Neneca.
Mas, aos 22 minutos, o Coelho chegou ao terceiro gol. Leandro Ferreira, sem marcação, arriscou de fora da área e matou o goleiro Douglas. Assim como já havia feito diante do CRB, na rodada passada, o volante do América-MG marcou um golaço: 3 a 0.
Giovanni Augusto, mais uma vez, acertou a trave de Neneca. Aos 32 minutos, o jogador cobrou falta com perfeição e, caprichosamente, explodiu na trave direita do Coelho, que nem esboçou a defesa.
Até o fim do jogo, o Coelho tocou a bola, esperando o tempo passar. O Criciúma, visivelmente desgastado fisicamente, ainda tentou, mas não conseguiu chegar com perigo. 
  
  Varjota  Esportes - Ce.   /    Globoesporte

Rivais na segunda divisão, Jabuca e Briosa já contaram com Neymar Craque do Peixe já passou pelas categorias de base das duas equipes santistas, que fazem neste fim de semana o Clássico das Praias


Neymar é o grande astro de um Santos cada vez mais campeão. Mas nem sempre ele foi astro do Peixe. Sua história começou em clubes bem mais humildes, vizinhos da Vila Belmiro: Jabaquara e Portuguesa Santista. As duas equipes - que neste domingo, às 10 horas, fazem o Clássico das Praias pela quinta rodada do Campeonato Paulista da Segunda Divisão - já puderam contar com o futebol do atacante antes de ele ir para o Alvinegro Praiano, sempre sob a batuta de Roberto Antônio dos Santos, o Betinho, descobridor e primeiro treinador do craque.
Neymar, com uma faixa na cabeça, atuando pela Briosa (Foto: Raimundo Rosa/Jornal A Tribuna)
O primeiro a ter a camisa vestida por Neymar foi o Jabaquara, em 1998. Na ocasião, o então garoto de seis anos treinava com Betinho no Tumiaru, tradicional clube de São Vicente, cidade vizinha a Santos, e participou de um torneio interno de futebol de salão no Jabuca, a convite do próprio técnico - que também possuía uma escolinha no clube da Caneleira.
Neymar já era muito inteligente, isso a gente percebia rapidamente"
Betinho, primeiro técnico do craque, no Jabaquara
- Era um torneio de fim de semana e, naquela época, onde eu ia, o Neymar ia comigo. Então, chamei ele e mais alguns meninos para disputar aquele campeonato. E não deu outra: o time do Neymar foi campeão, ele foi o melhor jogador e o artilheiro da equipe - recorda Betinho, que também foi responsável por revelar o atacante Robinho e hoje trabalha como um dos avaliadores das franquias de escolas de futebol do Santos.
Desde cedo, no Jabaquara, o futebol do então pequeno Neymar chamava atenção. Veloz e habilidoso, o hoje ídolo santista já se destacava pela agilidade de raciocínio e se sobressaía mesmo contra os garotos mais velhos.
- Neymar ainda não era forte fisicamente, mas era muito dinâmico, jogava com muita facilidade. Já era muito inteligente, isso a gente percebia rapidamente. Sempre chegava antes da marcação. E ele não ficava parado em quadra, buscava se movimentar constantemente. Já demonstrava uma coordenação motora muito grande - conta o antigo treinador do atacante.
Bicicleta na Briosa
No ano seguinte, Betinho passou a treinar o futsal da Portuguesa Santista - que havia firmado uma parceria para disputa da Série Ouro do campeonato regional da modalidade. Mais uma vez, levou Neymar para fazer parte da equipe. O título não veio (a Briosa ficou em terceiro lugar), mas o atacante mais uma vez brilhou, sendo o goleador do time rubro-verde.
neymar jabaquara (Foto: Arquivo / Jabaquara AC)Neymar com o troféu que ganhou defendendo o Jabaquara (Foto: Arquivo / Jabaquara AC)
Em 2003, os caminhos de Neymar e Portuguesa Santista voltaram a se cruzar - e não só no futsal. Foi naquele ano que o jogador disputou pela primeira vez um torneio oficial no futebol de campo. Mais uma vez, comandado por Betinho.
- Na Portuguesa, o Neymar começou de meia-esquerda, e já fazia muito do que faz hoje, que é buscar a bola lá atrás e partir para cima com ela, sempre com muita habilidade - lembra Betinho, recordando ainda que foi com a camisa da Briosa que o craque marcou o gol que até hoje persegue como profissional. - Foi na final de um torneio em Cascavel, no Paraná. Ele virou uma bicicleta linda e marcou um golaço, em plena decisão. Impressionou todo mundo! - conta, empolgado.
No ano seguinte, Neymar se transferiu para o Santos. E se a carreira do craque tomou um rumo ascendente após a chegada à Vila Belmiro, o mesmo não pode ser dito de Jabuca e Portuguesa, que estão na última divisão do futebol paulista. Para Betinho, com a experiência de quem já trabalhou nos dois clubes, ver a dupla nesta situação é algo um tanto diferente.
- É esquisito, vamos dizer assim. Quem sabe, uma saída fosse esses garotos que não estão com espaço no Santos e acabam deixando o clube na base darem sequência nas demais equipes da região. Temos muitos talentos aqui na Baixada Santista - diz. 
    Varjota  Esportes - Ce.   /   Globoesporte

Com gol em rede furada, América-RN vence Guaratinguetá e mantém 100% Time potiguar faz 2 a 0 fora de casa e assume liderança provisória da Série B, com um jogo a menos. Paulistas ficam perto da zona de rebaixamento


Em seu primeiro jogo como visitante, o América-RN mostrou força também fora de casa. Na noite desta sexta-feira, no Estádio Dario Rodrigues Leite, o time venceu o Guaratinguetá por 2 a 0, manteve os 100% de aproveitamento e, com nove pontos, assumiu provisoriamente a liderança da Série B do Campeonato Brasileiro pelos critérios de desempate, mesmo com um jogo a menos. Os potiguares têm a mesma pontuação e saldo que o América-MG, mas levam vantagem no número de gols pró: oito contra sete. Já a equipe paulista, que tem a pior defesa do torneio com dez gols sofridos, caiu para a 15ª posição com três pontos e corre o risco de terminar a rodada, no sábado, na zona de rebaixamento, caso Guarani ou Paraná ganhem suas partidas.
O América-RN volta a campo na terça-feira, às 21h (de Brasília), contra o Vitória, no Barradão, em jogo atrasado da segunda rodada do campeonato. Já o Guaratinguetá terá uma semana para treinar, já que só viaja para enfrentar o Paraná no dia 9 de junho, às 16h20m (de Brasília), no Durival de Britto.
Em primeiro tempo sonolento, árbitro distribui amarelo
Os primeiros 45 minutos foram tecnicamente fracos, onde os visitantes tiveram um ligeiro domínio, mas sem efetividade. O atacante Isac até teve uma boa chance no início, ao receber na entrada da área e finalizar por cima do gol de Saulo. Depois disso, o que se viu foi uma sucessão de faltas e cartões amarelos. Ao todo, o árbitro João Batista de Arruda distribuiu seis, quatro para o AMérica-RN (Isac, Edson Rocha, Júnior Xuxa, Cléber) e dois para o Guaratinguetá (Júlio César e Rafael Mussamba).
O jogo só melhorou nos minutos finais da etapa. Aos 45, Marcelinho cruou a única chance do Guará e chutou forte, de fora da área, obrigando o goleiro Dida a trabalhar pela primeira vez, de fato, na partida. No lance seguinte, o América-RN respondeu: Lúcio, que aos 37 havia perdido uma boa oportunidade ao escorregar na área, conseguiu passar pelo zagueiro e concluir à queima-roupa, para grande defesa de Saulo.
Gol em rede furada e expulsão ajudam América-RN
Sem alterações, os treinadores resolveram tentar mudar o jogo na postura. E deu certo. O segundo tempo começou melhor, com boas chances dos dois lados. Pelo time potiguar, Norberto assustou em conclusão perto do travessão, enquanto Leandro Silva, pela equipe paulista, entrou driblando na área e chutou forte para defesa de Dida. Mas quem balançou a rede foi o América-RN: aos 22, Gustavo avançou livre pela esquerda, invadiu a área e soltou a bomba no ângulo de Saulo. Como a bola furou a rede e ficou em cima do gol, o árbitro demorou, mas confirmou o 1 a 0 no placar.
Os cartões amarelo, que continuaram sendo distribuídos em grande quatidade na etapa final, chegaram a somar oito para a equipe potiguar. Porém, quem transformou dois deles em vermelho foi o Guaratinguetá: o zagueiro Rafael Mussamba, aos 27, foi expulso após falta em Lúcio. Pingo quase ampliou o marcador dois minutos depois, em um chute que raspou a trave direita de Saulo.
Apesar de ter um homem a mais, o Amércia-RN escapou de sofrer o empate. Aos 30, Lenilson tabelou na área e finalizou em cima de Dida, e aos 41, Marcelinho cruzou na medida para Leandro Silva, que entrou no segundo pau, na cara do gol, mas cabeceou para fora de forma inacreditável. No fim, o castigo: Lúcio recebeu na esquerda, invadiu a área e chutou para fazer o segundo, após um desvio na zaga que fez a bola encobrir o goleiro. 
    Varjota  Esportes - Ce.   /   Globoesporte

Iarley enaltece primeira vitória e diz: 'A torcida tem que jogar com a gente' Atacante do Goiás minimiza atuação irregular da equipe contra o CRB



O Goiás cumpriu com sua obrigação. Na missão de vencer as duas partidas em sequência que tem no Serra Dourada para arrancar na Série B, o Esmeraldino passou pela primeira etapa ao vencer o CRB-AL por magro 1 a 0. Mas desconfiança da torcida ainda não foi embora totalmente.
O futebol envolvente do começo do ano novamente não esteve em campo, mas para Iarley este não é um grande problema por enquanto. O atacante focou no resultado, e pediu calma à torcida (Veja o vídeo).
- A gente ainda está começando essa competição, acho que a gente tem que ter mais tranquilidade, a torcida tem que jogar com a gente, calma, estamos começando, já temos quatro pontos, mas um jogo dentro de casa, então a gente está no caminho certo – declarou.
Iarley fez questão de afastar qualquer desconfiança ou preocupação por conta da série ruim pela qual o Goiás passou, e devido ao desempenho irregular contra o CRB. Para o atacante, uma vitória contra o Paraná na próxima terça-feira colocará o Esmeraldino de vez no pelotão de cima da Série B.
- É a estreia, é sempre assim. O time tem qualidade, tem que se acostumar a jogar Série B, é desse jeito mesmo, e a gente está no caminho certo. Estamos com quatro pontos, tem outro jogo em casa para ir para sete e já estar entre os primeiros – avaliou.
Com a vitória, o Goiás pulou para a 11ª colocação, com quatro pontos conquistados. Entretanto, a rodada será completada neste sábado e o time esmeraldino deve perder sua posição. O time goiano volta a campo na próxima terça-feira, às 21h, no estádio Serra Dourada, contra o Paraná. 
  
  Varjota  Esportes - Ce.  /   Globosporte

Brasil Afora: criado por médico, Uniclinic quer sair da UTI no Ceará Time cresceu rapidamente e chegou a disputar título cearense, mas viveu momento de "pior do mundo" e hoje sobrevive da estrutura que montou


Moré marcou apenas um gol pelo Uniclinic na
Segundona (Foto: Diego Morais/Globoesporte.com)
Tarde, em pleno meio da semana. Treino forte no bairro da Lagoa Redonda, extremo leste de Fortaleza. O atacante Moré, com passagens por grandes clubes do Nordeste - incluindo Bahia, Vitória e Ceará -, aparece como um "tiozão" experiente entre um bando de garotos.
- Aqui me sinto bem - conta o atacante de 30 anos.
E é bom que se sinta. Dele e de outros jogadores depende um clube criado por um médico e que leva nome de clínica, mas que precisa mesmo é sair da UTI. Para infelicidade da equipe, o impacto da chegada de Moré, autor de 13 gols pelo Guarani de Juazeiro na Primeira Divisão, não foi suficiente para o Uniclinic retornar à elite do futebol cearense. O clube chegou à última partida da Segundona, no domingo passado, já sem chances de subir. Terminou a competição na terceira colocação e com mais um ano de frustrações.
Batendo na trave
Faltou pouco para o time ascender novamente. Uma derrota na penúltima rodada, para o São Benedito - adversário direto pelo acesso -, acabou com os sonhos do Uniclinic de voltar, ou pelo menos adiou por mais um ano.
Desde que foi rebaixado, em 2008, o time vem sempre batendo na trave. Em 2009, parecia que o retorno seria imediato. A melhor campanha na fase classificatória, porém, foi manchada por uma série de exibições ruins no hexagonal final. Em 2010, o drama foi maior, já que o clube não subiu por apenas um ponto. Ano passado, com mudança na administração, o clube não fez boa campanha, terminando apenas na oitava posição.
Este ano, contratou para a fase final - além de Moré - jogadores experientes, como os meias Zé Augusto e Marquinhos Portugal e o atacante Jéferson Maranhense. A diretoria trouxe ainda o técnico Oliveira Lopes, que dirigiu o Icasa na Primeira Divisão Cearense - e que começou a carreira de treinador justamente no Uniclinic.
- Eu comecei minha carreira aqui como treinador. Já saí e voltei outras vezes. Mas cada vez que eu venho aqui é como se eu tivesse sempre uma dívida de gratidão com o clube. Tenho um carinho muito especial por tudo isto - revela o treinador.
Oliveira Lopes chegou a treinar profissionais e categorias de base do Uniclinic no mesmo ano (Foto: Diego Morais / Globoesporte.com)Oliveira Lopes chegou a treinar profissionais e categorias de base do Uniclinic no mesmo ano (Foto: Diego Morais / Globoesporte.com)
Oliveira Lopes encerrou sua carreira de jogador no Uniclinic em 1998, no ano em que o clube disputou o Campeonato Cearense da Segunda Divisão pela primeira vez, e logo se sagrou campeão. No ano seguinte, Oliveira foi técnico do time profissional e das categorias de base no primeiro ano do clube disputando a elite do futebol cearense.
- Lembro muito daquela época. Foi marcante porque foi também o início de uma história. Lembro muito que conquistamos o título e logo chegamos fortes no ano seguinte - relembra Oliveira.
Anos dourados
Uniclinic disputou a final do 2º turno em 2005 e perdeu para o Fortaleza  (Foto: Gustavo Pelizzon / Ag. Diário)Uniclinic disputou final do returno em 2005 e perdeu
para o Fortaleza (Foto: Gustavo Pelizzon / Ag. Diário)
De fato, o Uniclinic chegou à Primeirona cearense e logo surpreendeu. Em sua primeira campanha, terminou na quinta posição. O mesmo aconteceu no ano seguinte. Em 2001, ficou na quarta colocação, mas foi rebaixado no ano seguinte.
Em 2003, foi vice na Segundona e garantiu o retorno à elite cearense. E o retorno foi ainda melhor do que a primeira passagem. O Uniclinic disputou a semifinal do primeiro turno em 2004, perdendo para o Ceará. Em 2005, em sua melhor campanha, disputou a final do segundo turno, perdendo, na ocasião, para o Fortaleza.
As boas campanhas cessaram nos dois anos seguintes, quando a equipe chegou a ser ameaçada pelo rebaixamento. O pior, no entanto, só se concretizou em 2008.
O pior time do mundo
As cores amarelo e roxo, que representam o Uniclinic, são as mesmas do Tabajara Futebol Clube - time de futebol criado pelo programa Casseta e Planeta, da Rede Globo. Se a turma do Casseta conhecia ou não o time do Uniclinic, não se sabe exatamente, mas bem que a equipe cearense levou a sério e viveu uma terrível fase de Tabajara em 2008.
Saco de pancadas naquele ano (veja no vídeo acima), o clube perdeu todos os jogos do primeiro turno do Campeonato Cearense e ainda mais duas partidas pelo segundo turno, totalizando uma série de 11 derrotas seguidas. Na ocasião, foi considerado o pior time do mundo pela mídia e por torcedores de outros clubes. O primeiro ponto daquele ano só foi conquistado no dia 1º de março, no empate por 2 a 2 com a equipe do Itapipoca, na terceira rodada do returno do Estadual.
Ao final do Campeonato Cearense de 2008, o Uniclinic conseguiu contabilizar incríveis quatro pontos -13 atrás do penúltimo colocado. O time não fugiu da chacota e dos apelidos de "Íbis Cearense" e "Tabajara". Da mesma forma, não escapou do rebaixamento e de mudanças drásticas em sua administração.
Uniclinic foi chamado de pior time do mundo em 2008 (Foto: Kid Júnior/ Agência Diário)Uniclinic foi chamado de pior time do mundo em 2008 ao alcançar a marca de onze derrotas consecutivas (Foto: Kid Júnior/ Agência Diário)
O Criador
O Uniclinic nasceu em 1997 a partir do sonho de um médico apaixonado por futebol. Vanor Cruz, diretor de uma clínica homônima ao clube e conselheiro do Fortaleza, resolveu montar seu próprio time no bairro da Lagoa Redonda. Primeiramente, funcionava apenas como equipe sub-20. No ano seguinte, disputou a Segundona cearense e tornou-se campeão.
O médico cuidou presencialmente do clube até 2008, quando passou o bastão para o filho Davi Cruz. Em dezembro de 2010, a morte de Davi fez com que o fundador se afastasse mais ainda do futebol e do clube que viu nascer.  
Ainda em 2010, arrendou o clube ao empresário gaúcho Getúlio Santos que, desde então, assumiu o desafio de tentar recolocar o Uniclinic entre os grandes. Hoje, Vanor Cruz divide a vida entre Brasil e Estados Unidos, mas sempre faz uma visitinha ao seu clube.
- Ele vem aqui sempre que pode e claro que nos ajuda na medida do que estivermos precisando - declara Léo Castro, diretor de futebol do Uniclinic.
À procura da felicidade
Desde que foi arrendado, o Uniclinic tenta voltar a pensar em dias melhores. Os valores investidos na transação não foram revelados pelo atual dono do clube. Getúlio Santos paga uma taxa mensal ao fundador e tem os direitos de arrecadar e administrar a instituição.
Para driblar a falta de arrecadação na Segundona Cearense - a média por jogo em 2011 foi de R$ 276,91, enquanto em 2012 foi de R$ 195,56 -, o administrador busca parcerias e tenta aproveitar a estrutura do clube de forma mais adequada.
- É difícil continuar na Segunda Divisão, porque arrecadamos pouco e temos menos visibilidade. Precisamos voltar o mais rápido possível para a Primeira, ter mais patrocínios, cotas de televisão para ajudar financeiramente - diz Getúlio Santos.
O Uniclinic tenta fazer valer a boa estrutura que tem. É, por exemplo, a única equipe da capital que possui um Centro de Treinamento pronto e com estrutura adequada. São sete campos de futebol, junto com o campo principal do Estádio Antônio Cruz, na Lagoa Redonda. O local, inclusive, quer estar presente na Copa do Mundo de 2014 como Campo Oficial de Treinamento (COT).
Uniclinic tenta arrecadar também com aluguel de campos e espaços do clube (Foto: Diego Morais / Globoesporte.com)Uniclinic tenta arrecadar também com aluguel de campos e espaços do clube (Foto: Diego Morais / Globoesporte.com)
Para arrecadar, os campos hoje são alugados para eventos festivos. Há também estrutura de academia, restaurante e salão de festas.
Com apenas 15 anos desde sua fundação, a Águia da Precabura, como é conhecido o Uniclinic, não quer permanecer na UTI do futebol cearense. O time tenta se renovar, fazer caixa - e não apenas existir. Trabalha atletas jovens e negocia alguns com clubes maiores.
- Já conseguimos vender em torno de dez jogadores. Foram alguns para o Figueirense, outros para o Grêmio. Nós precisamos focar neste trabalho de base, mas precisamos da visibilidade de uma Primeira Divisão - declara o presidente do clube.
Getúlio assumiu os sonhos de um médico louco por futebol. Agora, precisa dar seguimento, até mesmo por questão de sobrevivência dele, do Uniclinic e de quem sente falta de ver o clube não como um Tabajara, mas como um verdadeiro incômodo aos tradicionais times da capital cearense. 
  
   Varjota  Esportes - Ce.   /   Globoesporte

No jogo dos medalhões, Atlético-PR faz valer seu veterano sobre o Barueri Meia Paulo Baier, de 37 anos, faz dois gols pelo Furacão na vitória por 3 a 0 sobre os experientes Ronaldo Angelim e Marcelinho Paraíba


Atlético-PR e Barueri apostaram na experiência para o duelo desta sexta-feira, e quem levou a melhor foi o rubro-negro Paulo Baier. O maestro de 38 anos comandou a vitória do Furacão por 3 a 0 , na Vila Capanema, mostrando categoria num belo chute de fora da área para abrir o marcador, além de oportunismo ao ampliar. O atacante Fernandão fechou o resultado, aos 45 minutos da etapa final.
O Barueri apostou em dois veteranos. Na defesa, o comando ficou por conta do experiente zagueiro Ronaldo Angelim, de 36 anos. No currículo, títulos do Brasileirão, Copa do Brasil, Cariocas e Cearense. No meio-campo, Marcelinho Paraíba , de 37 anos, usava a malandragem para os lançamentos na pequena área atleticana. Além deles, promoveu a estreia do atacante Jobson, contratado ao Botafogo, que optou por emprestá-lo após nova série de atos de indisciplina.
Nada disso foi suficiente para parar o jogador mais velho em campo. Paulo Baier até tentou várias vezes infiltrar a bola na defesa comandada por Angelim. Sem sucesso, chegou a ouvir vaias da torcida. O jeito foi tentar de longe e mandar no ângulo, uma pintura no primeiro tempo. Na volta do intervalo, Baier fez valer o oportunismo para ampliar o placar quando aproveitou rebote de chute de Fernandão.
O resultado recupera o Atlético-PR, que passa a somar seis pontos em três jogos, além de subir na tabela. Sua posição só será definida com o complemento da rodada, neste sábado. Por outro lado, nada bom para o Barueri, que permanece na lanterna, com apenas um ponto em quatro jogos.
O Atlético-PR retornaria a campo na próxima terça-feira, mas o jogo contra o Ipatinga foi adiado para 10 de julho. Sendo assim, o Furacão ganha uma semana de folga e atua só no sábado, dia 9 de junho, contra o CRB, no estádio Rei Pelé, às 16h30m (de Brasília). No mesmo dia e horário, o Barueri joga contra o Guarani, no interior paulista.
Baier ergue as mãos ao céu, após dois gols pelo Furacão (Foto:Geraldo Bubniak/Footo Arena/Ag. Estado)
Primeiro tempo fraco, mas com golaço do Baier
Apesar de ser o lanterna, o Barueri começou ditando o ritmo do jogo. O time do interior paulista se postava bem na defesa e saía com rapidez no contra-ataque. O responsável pela cadência era Marcelinho Paraíba, que atuava como um líder em campo. Só que na hora de lançar a bola ao ataque, o experiente meia esbarrava no estreante Jobson, que abusou dos impedimentos. Em quatro oportunidades, o auxiliar assinalou a posição adiantada do camisa nove.
Nas arquibancadas, a torcida não compareceu em grande número, com apenas 2.865 pagantes. No lado do visitante só cinco pessoas. Durante todo o primeiro tempo, os atleticanos que enfrentaram o frio e a fina chuva se mostravam irritados com a falta de agilidade do Furacão, que abusava das ligações diretas e não tinha poder de criação.
Em uma jogada, Paulo Baier perdeu a bola e ouviu as vaias vindas das arquibancadas. Mas bastou uma oportunidade para o maestro mostrar que não perdeu o jeito com a bola, mandando no ângulo esquerdo. A torcida mudou o ritmo e passou a aplaudir.
Baier faz a diferença de novo
Apesar da vantagem no placar, o técnico Juan Ramon Carrasco não ficou contente com a produção rubra-negra e tratou de trocar duas peças do time. No ataque, Bruno Mineiro por Fernandão. No meio-campo, Ligüera por Zezinho. O técnico Vinícius Eutrópio esperou a bola rolar para tirar Jobson, sem ritmo, e colocar Willian Henrique, que só se destacou pelo reluzente moicano.
O Furacão melhorou de produção. Passou a dominar mais o meio-campo e se impôs na partida. O segundo gol não demorou para sair. Fernandão chutou bonito de fora da área, mas Fernando Leal defendeu. No rebote, brilhou a estrela do maestro Paulo Baier, que, bem colocado, mandou para o fundo das redes.
Após o segundo gol, Carrasco seguiu com o planejamento e tirou o volante Deivid (que estava desgastado) por Renan Teixeira. No Barueri, após uma longa conversa entre treinador e auxiliares, o volante Marcus Vinícius saiu para a entrada do lateral-esquerdo Leonardo. No ataque, troca entre Tadeu e Marcelinho.
O Barueri teve uma grande chance, mas o atacante Willian Henrique se precipitou na hora do chute. O Atlético-PR continuou rondando a área do adversário, e, aos 45 minutos, o atacante Fernandão acertou o pé e fechou o resultado na Vila Capanema. 
   Varjota  Esportes - Ce.   /   Globoesporte

Fla ameaça cobrar R$ 325 milhões do Palmeiras por negociação com R10 Patricia Amorim diz ter provas de que as conversas do clube com o jogador começaram antes da saída dele do Fla. Verdão nega: 'História fantasiosa'


Ronaldinho ganhou a primeira batalha do Fla na
Justiça (Foto: Vicente Seda / Globoesporte.com)
A guerra entre Ronaldinho Gaúcho e Flamengo já começou. E respingou no Palmeiras. No primeiro contra-ataque à liminar obtida pelo jogador na Justiça que rompe seu vínculo com o clube, o Rubro-Negro, em documento assinado pela presidente Patricia Amorim, enviou na noite desta sexta-feira uma notificação extrajudicial para o presidente do Palmeiras, Arnaldo Tirone, com cópias para a CBF e a Federação Paulista. Patricia alega que tem evidências de uma negociação entre o jogador e o clube paulista antes do rompimento do contrato do atleta com o Rubro-Negro, o que caracterizaria indução de quebra de vínculo. O Flamengo diz que, caso haja um acerto entre jogador e o Palmeiras, irá à Justiça cobrar indenização de R$ 325 milhões. A diretoria do Verdão negou de forma veemente a acusação dos rubro-negros.
Segundo o documento, o Flamengo “tem evidências de que a Sociedade Esportiva Palmeiras iniciou tratativas para contratação do atleta Ronaldo de Assis Moreira em data anterior à concessão de antecipação de tutela proferida pela 9ª Vara do Trabalho da Comarca do Rio de Janeiro”, o que aconteceu na quinta-feira.
Na notificação extrajudicial emitida pelo Rubro-Negro, existe até um detalhe sobre a negociação com o Verdão, que estaria sendo financiada por um fundo de investimentos.
O Flamengo argumenta que a negociação do Palmeiras com o jogador caracterizaria indução à quebra do vínculo do atleta com o clube rubro-negro
Por fim, o Rubro-Negro diz que, caso a negociação se concretize, Arnaldo Tirone fica ciente de que o Flamengo tomará providências judiciais cabíveis em relação ao “reconhecimento de solidariedade” do Palmeiras no pagamento da cláusula indenizatória, e cita “o inciso 1º do caput do art.28 da Lei 9615-98, no valor de R$ 325.000.000,00 conforme previsto no parágrafo segundo do art.28 da citada Lei”. O valor teria que ser pago pelo clube paulista.
O diretor jurídico do Palmeiras, Piraci Oliveira, disse que não havia visto o documento até o momento em que deixou a sede do clube, às 21h30m desta sexta. Ele ficou irritado ao saber pela reportagem das alegações presentes na notificação do Flamengo.
- Eu refuto de forma veemente esse tipo de acusação, porque o Palmeiras nunca conversa com jogador que tem contrato em vigência. Não vamos deixar que eles façam isso com o Palmeiras, pois é uma história fantasiosa, completamente absurda - afirmou o diretor jurídico.
Depois de um ano e cinco meses na Gávea, Ronaldinho Gaúcho cobra do Rubro-Negro uma dívida de R$ 40.177.714,00, e conseguiu a tutela antecipada na 9ª Vara do Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro. A liminar concedida pelo juiz André Luiz Amorim Franco foi protocolada na tarde de quinta-feira na CBF, e o fim do vínculo contratual será oficializado assim que a liminar passar pelos departamentos jurídico e de registros da entidade, o que libera o jogador para assinar com outro clube.
Na tarde desta sexta, Patricia Amorim já dera o tom da guerra com Ronaldinho:
- A luta será implacável.
Mudança de discurso de Tirone
Pelo lado do Palmeiras, Tirone mudou o discurso depois de ter descartado a contratação de Ronaldinho. Inicialmente, o presidente do Palmeiras afirmara que Ronaldinho só seria contratado se ele deixasse a presidência do clube.
– Todo grande jogador interessa, o Ronaldinho é um craque. Mas nossa realidade financeira é difícil, vamos aguardar e ver o que acontece – afirmou o presidente. 

 Varjota  Esportes - Ce.   /   Globoesporte

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