CEARÁ Deixa pra depois

Mesmo após mau resultado contra o Icasa, técnico alvinegro ensaia manter a escalação no confronto diante do ASA
Na derrota para o Icasa em Juazeiro do Norte, estreia do técnico Sérgio Guedes, o desempenho do Ceará foi abaixo até do que o time havia jogado nas seis rodadas anteriores à paralisação da Série B do Brasileiro para a Copa das Confederações.

Aposta do treinador Sérgio Guedes seria na continuidade da formação para dar mais entrosamento ao time titular alvinegro FOTO: BRUNO GOMES

Assim, nada mais natural que, na retomada dos trabalhos, crescesse a expectativa por mudanças na equipe para enfrentar o ASA, dia 13, no Castelão.

Mas no treino técnico-tático de ontem o técnico contrariou a lógica e manteve a mesma formação que iniciou a partida de sábado. Exceto por Dionantan - titular na ausência de Fernando Henrique, que viajou ao Rio para uma audiência de uma ação que move contra o Fluminense, seu time - a equipe foi a mesma: Marcos, Douglas, Anderson Marques e Vicente; Hamilton, João Marcos e Ricardinho; Rychely, Macena e Magno Alves.

Com a decisão, Sérgio Guedes dá a entender que gostou da equipe que iniciou a partida, e que os atuais reservas - e com potencial para serem titulares - como o volante Diogo Orlando e o meia Rogerinho terão de esperar mais um pouco.

Guedes perdeu até opções, como Eric, lesionado, e Lulinha, suspenso, e ainda pode não ter Romário. Este, com dores no tornozelo, será avaliado hoje.

O volante João Marcos opinou sobre a manutenção da equipe, mesmo após a derrota, apostando na busca por entrosamento. "Ele (o técnico) quer dar um padrão para o time. O Sérgio aposta nessa formação e temos de nos esforçar ao máximo para fazer o que ele pede. A gente acredita que assim, teremos bons resultados", analisou ele.

Voto de confiança
Para João Marcos, o técnico acertou ao insistir com a equipe nos primeiros treinamentos. "Não se dá um padrão ao time mexendo muito. O pensamento dele é esse, e é correto. Ele está apostando nessas escolhas e temos de fazer o melhor trabalho, dar mais intensidade ao jogo, estarmos mais ligados na defesa e no ataque. É preciso respeitar os onze que ele escolheu", finalizou.

VLADIMIR MARQUESREPÓRTER  


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Jogada FUTSAL Maracanã bate o Sumov

Lutando para avançar à próxima fase do Estadual-2013, o time de Maracanaú bateu o lanterna por 4 a 2
O Ginásio Paulo Sarasate foi palco, ontem, de mais uma partida do Campeonato Cearense de Futsal. Maracanã e Sumov duelaram pela oitava rodada do Grupo A da competição e fizeram movimentado jogo. Os maracanauenses levaram a melhor ao vencer o confronto por 4 a 2.

O Maracanã venceu o Sumov pela segunda vez na temporada. No dia 8 de junho, os maracanauenses derrotaram os rivais por 2 a 0, pela 3ª rodada Foto: Kiko Silva
Com a vitória, o Maracanã chega aos 16 pontos, pulando para a vice-liderança do grupo. Novamente derrotado, o Sumov continua na lanterna com quatro pontos conquistados. Restam duas rodadas nesta fase do Estadual-2013.

O jogo

A partida começou com o Sumov mostrando maior poder ofensivo. Com pouco mais de um minuto, o artilheiro Serginho mandou um petardo para a meta defendida por Valter, que defendeu com maestria.

Passado o bom início, o jogo teve uma inversão de papéis. Antes acuado, o Maracanaú partiu para o ataque e não tomou conhecimento dos sumovianos. Foram cinco minutos de intensa pressão e de boas defesas do goleiro Ricardo.

O volume de jogo da equipe maracanauense parecia não surtir efeito. Apesar do bom trabalho com a bola no setor defensivo, os passes sempre encontravam os atacantes marcados ou em condição ruim de jogo.

A vida do Maracanã melhorou apenas na metade do primeiro tempo. Percebendo a barreira humana na zaga do Sumov, a equipe optou por triangulações com velocidade, e foi assim que Júnior Piu-Piu abriu o placar. O atleta recebeu passe de Rafael da esquerda para balançar as redes do Paulo Sarasate.

Em nova triangulação rápida, o Maracanaú chegou ao segundo gol com Thompson, que recebeu de Marquinhos, deixou Windston no chão e definiu.

O Sumov mudou de postura e marcou seu primeiro tento. Caio chutou na saída do goleiro, a bola bateu na trave e entrou. A arbitragem, contudo, deu o gol para o atleta Bob.

No 2º tempo, o Maracanã aproveitou o desespero sumoviano para marcar. Rafael aproveitou a ausência do goleiro rival, que estava na linha, para chutar desde a zaga e marcar.
O Sumov voltou a diminuir com Bob, mas Rafael repetiu a dose nos segundos finais para fazer o quarto e o último do jogo.  


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COPA DO BRASIL Reencontro esperado



Tricolor volta ao PV para encarar um adversário indigesto, a quem ainda não venceu por competições nacionais
Após 47 dias sem atuar em casa, o Fortaleza reencontra o seu torcedor e um adversário bem conhecido, às 19h de hoje, no PV. Trata-se do Luverdense/MT, pela terceira fase da Copa do Brasil.

Meio-campista Joilson deverá substituir Jackson Caucaia no compromisso de hoje contra o Luverdense, podendo ser a segunda modificação no time, caso o goleiro Flávio não tenha condições de atuar FOTO: FABIANE DE PAULA

Para a equipe, a participação da torcida será muito importante, visto que o Leão ainda não venceu esse adversário na Série C do Brasileiro. Em 2012, o Luverdense venceu por 2 a 0 em Lucas do Rio Verde (MT) e houve empate em 3 a 3 no PV.

O técnico tricolor, Hélio dos Anjos, mostra conhecimento sobre o rival de hoje. "Será um jogo dificílimo. Não é um adversário qualquer. Eles perderam o Carlos Alberto e o Rubinho (ambos meias), mas mantiveram um grupo de qualidade e cresceram muito nas competições".

No Tricolor do Pici, o goleiro Flávio não treinou na tarde desta terça-feira por conta de uma gripe. O atleta ficou em observação e será reavaliado hoje. Se não atuar, João Carlos reassume a posição de titular.

Outra modificação em relação ao time que venceu o CRB, em Sobral, deverá ser a entrada de Joilson no posto de Jackson Caucaia, que ficará na reserva.

Hélio pensava em deixar como opção o zagueiro Adalberto, entretanto, ele já atuou nesta edição da Copa do Brasil pelo CSA e não poderá ser relacionado.

Luverdense
O Luverdense terá dois desfalques: o zagueiro Luis Eduardo e o volante Júlio Terceiro, ambos por razões burocráticas. O técnico Júnior Rocha optou por Murilo no lugar do primeiro e Max Carrasco na vaga do último.

Ivan BezerraRepórter 


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Suspenso por um ano, brasileiro Leonardo pede demissão do PSG Diretor esportivo seguirá exercendo funções até o fechamento do mercado

Paris Saint-Germain já não contava oficialmente com um diretor esportivo. Pois agora a ausência será definitiva: o brasileiro Leonardo pediu demissão nesta quarta-feira. A informação foi dada pelo site "beIN Sport" e confirmada posteriormente pelo próprio clube através de um comunicado. Ele seguirá exercendo suas funções até o fim de agosto, quando se encerrará o período de transferências na janela de verão europeu.
- Nós lamentamos a sua escolha, mas respeitamos sua decisão. Nós o agradecemos pelas suas importantes contribuições no projeto de construir um clube europeu de primeira linha e desejamos a ele o melhor em sua futura escolha na carreira - disse o comunicado.
Leonardo estaria abalado com a suspensão de 13 meses que pegou por empurrar o árbitro Alexandre Castro em maio, após um jogo do PSG no Campeonato Francês. Afastado do cargo inicialmente por nove meses, o brasileiro viu sua punição aumentar até junho de 2014 em um último julgamento, realizado na semana passada. Ele teve o recurso negado pela comissão de apelação da Federação Francesa de Futebol, mas não compareceu ao tribunal.
Leonardo pede demissão do PSG (Foto: Reprodução / Site Oficial do Paris Saint Germain)Página do PSG confirma a saída de Leonardo (Foto: Reprodução / Site Oficial do Paris Saint Germain)
Com a suspensão, Leonardo não pode ter mais acesso ao banco de reservas e ao vestiário, ficando impedido de trabalhar de maneira oficial durante o período de jogos. Ele segue, no entanto, participando da negociação de contratos e aquisições para o clube. O atacante uruguaio Edinson Cavani, atualmente no Napoli, é um dos nomes mais próximos de ser anunciado pelo Paris Saint-Germain.
Entenda o caso:
Ao final da partida entre Paris Saint-Germain e Valenciennes, válida pela 35ª rodada do Campeonato Francês, Leonardo deu uma trombada no árbitro do jogo, Alexandre Castro. O ato repercutiu negativamente na imprensa francesa, embora o dirigente tenha garantido que o gesto não tenha sido intencional.
- O que aconteceu não foi nada como a imprensa está falando. Eu simplesmente tentei falar com o juiz no intervalo, e o delegado do jogo é que me empurra, e eu esbarro no árbitro logo em seguida. O delegado tentou abrir espaço para o juiz passar e veio contra mim. Vocês podem ver nas imagens que o juiz nem tem uma reação de quem estava sendo agredido. O que estão falando não representa a realidade – disse Leonardo ao GLOBOESPORTE.COM, após o jogo.
Leonardo se encontrou com o árbitro para tentar falar sobre os lances polêmicos do jogo, que acabou empatado em 1 a 1. O principal motivo das reclamações do dirigente foi a expulsão do zagueiro Thiago Silva por reclamação.
No dia 30 de maio, Leonardo apresentou sua defesa diante da Comissão Disciplinar da Liga Profissional de Futebol da França, alegando que não tinha empurrado Castro de forma proposital. A LFP ignorou seus argumentos e suspendeu o dirigente do PSG por nove meses - pena que seria estendida para 13 meses.

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Santa Fé vence, mas Olimpia se agarra à história e avança à final Time paraguaio perde com gol polêmico, mas vai a sua sétima decisão de Libertadores. Adversário sai do confronto Atlético-MG x Newell's Old Boys


Após muito sufoco, a torcida do Olimpia pôde cantar "o tricampeão voltou". Na noite desta terça-feira, no El Campín, o time paraguaio se agarrou à história, resistiu à pressão do Santa Fé nos 2.600m de altitude de Bogotá e garantiu com muito custo a sua sétima final de Libertadores. A heroica vitória colombiana por 1 a 0 (assista aos melhores momentos), com um gol polêmico de Medina - a bola quicou em cima da linha e saiu - não foi suficiente para levar a equipe para a sua primeira decisão do tornio sul-americano. O Olimpia venceu o jogo de ida por 2 a 0, no Defensores del Chaco, e agora briga pelo tetracampeonato do principal torneio sul-americano.
Os paraguaios agora esperam pelo vencedor do confronto entre Atlético-MG e Newell's Old Boys, da Argentina, que se enfrentam nesta quarta-feira, às 21h50m (de Brasília), no Independência, em Belo Horizonte. No primeiro duelo, vitória argentina por 2 a 0.
Olimpia comemora vaga na decisão da libertadores (Foto: Reuters)Olimpia comemora vaga na decisão da libertadores (Foto: Reuters)
Borja e Medina encurralam o Olimpia mas pecam na pontaria
Entre as cinco modificações feitas pelas duas equipes, Prono foi o primeiro a mostrar serviço. O jovem atacante do Olimpia soltou uma bomba de longe, defendida por Vargas, e quase fez a torcida esquecer momentaneamente o ídolo Salgueiro, expulso no jogo de ida. Já Molina foi o primeiro a não mostrar serviço. Escolhido como substituto do também expulso Bedoya no Santa Fé, o meia argentino entrou com a responsabilidade de dar maior mobilidade ofensiva. Mas no primeiro pique, sentiu dores na virilha esquerda e deixou a partida com cinco minutos de bola rolando.
O imprevisto fez o técnico Wilson Gutierrez arriscar e lançar mais um atacante no time: Borja, ex-Internacional e Flamengo. O colombiano entrou motivado e, com a ajuda de Medina e Cuero, encurralou os paraguaios na defesa. A bola aérea virou arma. Borja entrou completamente livre num cruzamento na segunda trave, mas errou a cabeçada. Medina, com uma linda bicicleta, por muito pouco não fez um golaço: a bola raspou a trave de Martín Silva.
Com o gol aberto na pequena área, o carrasco do Grêmio na Libertadores não conseguiu desviar na direção certa o chute cruzado de Acosta, perdendo a melhor chance do primeiro tempo. Faltou calibrar a mira. Só Cuero, aparentando nervosismo, destoou dos demais companheiros de ataque. Mesmo assim, o jogo era todo do Santa Fé, dono de 66% da posse de bola na etapa inicial. Assustado, o Olimpia sequer conseguiu explorar os contra-ataques.
Wilder Medina, Santa Fé x Olimpia (Foto: AP)Medina e a bicicleta espetacular que tirou tinta da trave direita do goleiro Martín Silva (Foto: AP)
Santa Fé tem gol polêmico, e trave salva o Olimpia
A pressão fez o técnico Ever Almeida mudar o Olimpia no intervalo, deixando o time mais precavido. Ele tirou o meia Giménez para a entrada do zagueiro Mazacotte, e Prono deu lugar ao atacante Castorino, que entrou em campo mais para fechar o lado esquerdo e ajudar na marcação. Deu resultado imediato, e o ímpeto do Santa Fé diminuiu. Os chuveirinhos pararam de levar perigo. Na única vez em que a equipe conseguiu invadir a área com a bola dominada, Cuero foi derrubado por Manzur, mas o árbitro uruguaio Martín Vázquez não marcou.
Foi o último dos poucos atos de Cuero, que deu lugar a um outro atacante: Lalinde. Os colombianos seguiram dando um banho na posse de bola. Para piorar a situação do Olimpia, Castorino se machucou e deu lugar ao volante Paredes, deixando os paraguaios ainda mais recuados. O castigo veio de forma polêmica: aos 30 minutos, após rebote da falta cobrada por Omar Pérez, Medina chutou, a bola bateu no travessão e quicou sobre a linha antes do goleiro Martín Silva tirar. O juiz deu gol para o Santa Fé, incendiando os minutos finais.
O Santa Fé resolver fazer a última mudança do duelo: o zagueiro Centurión saiu para a entrada do lateral Roa, e os donos da cada foram para o ataque. Aos 39, a trave evitou o gol que parecia certo quando Borja concluiu um chute cruzado na pequena área. A última esperança colombiana caiu nos pés de Meza, que soltou uma pancada da entrada da área, mas no meio do gol, facilitando o trabalho de Martín SIlva. Sem pernas, o time não conseguiu aproveitar os quatro minutos de acréscimo e se despediu da competição saudado pela torcida. 

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Comentarista critica árbitro por gol do Cruzeiro com massagista em campo Primeiro gol do time mineiro na vitória sobre o Atlético-GO, no Mineirão, aconteceu no momento em que havia um massagista dentro do gramado


 
O Cruzeiro abriu grande vantagem contra o Atlético-GO, vencendo o primeiro jogo da terceira fase da Copa do Brasil por 5 a 0, nesta terça-feira, no Mineirão. A jogada do primeiro gol foi cercada de polêmica e, na opinião do comentarista Bob Faria, deveria ter sido paralisada pela arbitragem. No lance, dois fatos chamam atenção: o goleiro caído na área, antes da conclusão, e a presença do massagista da equipe goiana em campo (assista ao vídeo).
- O juiz se enrolou todo. Primeiro: o goleiro estava no chão, ele foi avisado por um jogador do Atlético-GO e mandou a jogada seguir. Segundo: entrou um corpo estranho, o massagista estava dentro de campo, com a jogada rodando. Não pode, a jogada tem que parar - afirmou o comentarista.
Na jogada anterior, o zagueiro Artur tentou afastar uma bola e acabou atingindo o goleiro Márcio, que espalmou. A bola seguiu em jogo e o Cruzeiro armou novo ataque, mesmo com o jogador caído. Ao perceber o lance, Márcio ainda se levantou, mas não defendeu o chute de Diego Souza. No momento da conclusão, o massagista Meinha, do time goiano, estava dentro de campo, após ter invadido o gramado justamente para atender o goleiro.
Para o comentarista, mesmo que o árbitro não tenha conseguido ver tudo que aconteceu, deveria ter recebido auxílio e parado a jogada.
- Tem um jogador do Atlético-GO que olha, levanta o braço e avisa que o goleiro está caído. O árbitro assistente estava olhando para dentro da área, tem muita gente que poderia estar ajudando. A equipe de arbitragem mandou muito mal. Acho muito difícil que ninguém tenha visto que o goleiro estava no chão e tinha um massagista perto da grande área - considerou.
Massagista Meinha, Atlético-GO, gol do Cruzeiro (Foto: Reprodução/SporTV)Detalhe mostra posicionamento do massagista pouco antes do gol do Cruzeiro (Foto: Reprodução/SporTV)
Bob Faria lembra a regra e afirma que mesmo que o árbitro tenha entendido que a lesão do goleiro não era grave, levando em conta que ele se levantou e tentou a defesa, a presença do massagista pedia a interrupção do jogo, mesmo implicando no benefício do infrator, no caso, o Atlético-GO.
- Se o árbitro julgar que a lesão é grave, ele tem que paralisar o jogo. Vamos supor que ele não julgou que a lesão fosse grave, achou que era conversa do goleiro... entrou uma pessoa não autorizada no gramado. Aí não tem que julgar: tem que parar o jogo, expulsar a pessoa que entrou e recomeçar com bola ao chão. Ele não fez isso. Está na regra, ele não cumpriu - explicou.
Com a goleada, o Cruzeiro pode perder por até quatro gols de diferença no jogo de volta, em Goiás, que garante vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. A partida será dia 17, no Serra Dourada.
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Era Dinamite tem média de um técnico a cada cinco meses Favorito para substituir Autuori, Dorival Junior é um dos 12 treinadores que passaram pelo banco de reservas nos cinco anos do presidente no Vasco

Dorival Junior técnico Vasco arquivo (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Dorival: único na era Dinamite a ficar um ano inteiro
(Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Com cinco anos de gestão à frente do Vasco, o presidente Roberto Dinamite agora lança mão de um dos 12 treinadores que passaram pelo clube em sua gestão para voltar aos trilhos nesse tumultuado 2013 em São Januário. O escolhido é Dorival Junior, que, aliás, tem outra marca no Vasco de Dinamite. Além do título da Série B em 2009, ele foi o único treinador a trabalhar um ano inteiro, do início ao fim, no clube. A média é de um treinador a cada cinco meses (ou 2,4 por ano)  sob o comando do atual presidente. Dorival tem reunião marcada nesta quarta com o diretor de futebol do clube, Ricardo Gomes.
Quando Dinamite assumiu o cargo, em julho de 2008, o treinador era Antônio Lopes, que vinha na função desde o antecessor, Eurico Miranda. Pouco depois, com a má campanha, Dinamite o demitiu e chamou Tita, ex-jogador de Flamengo e Vasco e com pouca experiência como técnico. Não durou até o fim do campeonato. Renato Gaúcho ainda conseguiu uma pequena reação do time, que terminou rebaixado pela primeira vez em sua história para a Segunda Divisão do Brasileiro.
Dorival Junior chegou após uma boa passagem pelo Coritiba, também na Segundona, e ficou todo o ano de 2009, conquistando o título Brasileiro da Série B. Ao fim do contrato, clube e treinador não chegaram a um acordo. Renato e Dorival foram os únicos treinadores da era Dinamite que conseguiram chegar ao fim do contrato sem serem demitidos e não permaneceram no clube.
Paulo Autuori não foi o único a pedir demissão nesse período. Celso Roth, em 2010, foi contratado para substituir Gaúcho e saiu depois de um mês, com proposta para disputar a Libertadores pelo Inter. Cristóvão Borges substituiu em 2011 Ricardo Gomes, vítima de AVC, e teve o contrato renovado para o ano seguinte. Mas decidiu sair após perder a base do time que ganhou a Copa do Brasil de 2011 e jogou a Libertadores de 2012. No seu último jogo, sofreu uma goleada de 4 a 0 em São Januário para o Bahia - por coincidência, seu atual time. O seu sucessor, Marcelo Oliveira, também pediu para ir embora após desastrosas seis derrotas consecutivas na reta final do Brasileiro do ano passado.
Na lista de demitidos, além de Antônio Lopes e Tita (2009), aparecem Vagner Mancini (2010), Gaúcho (2010 e 2013, nas duas oportunidades em que foi efetivado depois de assumir a equipe como interino) e Paulo César Gusmão (2011).

Varjota  Esportes - Ce.            /            Globoesporte

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