Pisculichi volta a marcar, e River Plate busca empate com o Atlético Nacional Herói contra o Boca Juniors faz gol outra vez, evita a derrota dos argentinos na Colômbia e deixa tudo igual para decisão da Sul-Americana em Buenos Aires

 Leonardo Pisculichi já havia sido herói do River Plate com o gol da vitória no superclássico contra o Boca Juniors. Nesta quarta-feira, ele voltou a ser decisivo para os Millonarios no primeiro jogo da final da Copa Sul-Americana. Em casa no estádio Atanasio Girardot, o Atlético Nacional saiu na frente, mas Piscu voltou a deixar sua marca e garantiu o empate por 1 a 1 em Medellín. 
O campeão da Sul-Americana será decidido na próxima quarta-feira, no Monumental de Nuñez. Como na final o gol fora de casa não é critério de desempate, uma nova igualdade leva a partida em Buenos Aires para a prorrogação.
- Serviu para o empate da equipe e conseguir um bom resultado em um campo difícil, contra um grande time. Agora tem o segundo jogo no nosso campo e esperamos fazer as coisas bem. Ainda faltam 90 minutos. Se fizermos as coisas direito, temos a vantagem de jogar no nosso campo e esperamos fazer isso valer - disse Pisculichi.
Leonardo Pisculichi gol River Plate (Foto: AFP)Leonardo Pisculichi comemora o gol de empate do River Plate no jogo desta quarta-feira.  (Foto: AFP)

Empurrado pela torcida, que fez uma festa incrível antes do início do jogo, o Atlético Nacional começou o confronto partindo para cima e acertou a trave do River logo aos 5 minutos, após falha de Barovero em cobrança de falta de Cardona. O time da casa seguiu melhor e, justo quando o River começou a se encontrar na partida e passou a criar chances, os colombianos abriram o placar aos 34 minutos. Berrío recebeu passe por trás da defesa e bateu com força para fazer 1 a 0. 
Daniel Bocanegra e Teofilo Gutierrez Nacional x River Plate (Foto: AFP)Téo Gutiérrez e Bocanegra disputam a bola durante o empate (Foto: AFP)
Depois de um primeiro tempo tímido, o River Plate voltou com mais vontade para o segundo tempo, obrigando o goleiro Armani a duas boas defesas, e ainda escapou de ver os anfitriões marcarem o segundo aos 16, quando Pérez acertou cabeçada no travessão. Os argentinos não perderam a próxima chance que tiveram. Pisculichi acertou belo chute de longe, com efeito, e superou Armani, que chegou a tocar na bola mas não evitou o empate aos 20 do segundo tempo.
O gol deixou a partida mais aberta, mas os dois times acumularam chances perdidas. Do lado do Atlético Nacional, Berrío cabeceou mal após falha do goleiro Barovero. Pelo River, Funes Mori também acertou cabeçada perigosa, mas para fora. Aos 42, Cavenaghi ainda teve boa chance para a virada, mas chutou cruzado para fora, mesmo com Téo Gutiérrez livre na área. 


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Bonner homenageia Rogério Ceni e cutuca rival Corinthians com gol 100 Apresentador do "Jornal Nacional" provoca Timão ao elogiar goleiro tricolor: "Tem clube que vai passar para a história como clube que levou 100º gol dele"

Rogério Ceni não encerrou sua carreira, pois ainda quer disputar mais uma edição da Taça Libertadores da América. No entanto, sua história no futebol brasileiro, sobretudo na galeria de ídolos do São Paulo, já está mais do que registrada. Quem deu voz como fã do goleiro durante o programa"Bem, Amigos!" foi o apresentador do Jornal Nacional, da Rede Globo, William Bonner. Mesmo morando no Rio de Janeiro, o jornalista não esqueceu a rivalidade do seu clube com o Corinthians. Bonner provocou o Timão lembrando que dos 123 gols de Ceni, o 100º foi marcado contra o rival no Campeonato Paulista de 2011: "Tem clube aí que vai passar para a história como o clube que levou o 100º gol do Rogério Ceni" (assista ao vídeo).
- Esse gol só é tão lembrado e tão marcante por ter sido contra um rival e uma agremiação tão importante como o Corinthians. E eu acho que estava reservado. Nós jogamos com o Paulista e nós perdemos, por 3 a 2. Eu fiz o gol na quarta-feira à noite, de pênalti. E foi a primeira oportunidade, após esse jogo, justamente em um clássico com o São Paulo vindo de 10 ou 12 jogos sem vítoria. Tem coisas que são desenhadas para acontecer. E tinha que ser de falta. Foram todos os elementos naquele dia, juntaram-se todos para que fosse um presente para o torcedor são-paulino - declarou Ceni.
Ceni se emociona com depoimento de William Bonner (Foto: Reprodução SporTV)Ceni se emociona com depoimento de William Bonner (Foto: Reprodução SporTV)
O jornalista fez um pronunciamento revelando admiração pelo camisa 1 e fez uma série de elogios ao capitão são-paulino: "Para gente, que é tricolor de coração, o Rogério é e será sempre um mito". O goleiro respondeu se dizendo emocionando.
- Eu não tenho essa oratória, essa qualidade, essa voz. O maior "boa noite" da televisão brasileira. A gente não tem tanta proximidade pela distância. Mas eu vejo aquele "boa noite" sempre e até respondo para a televisão. E eu agradeço o carinho, tanto o William como a Fátima (Bernardes, esposa do apresentador) também. A Fátima em Copa do Mundo, 2002, Japão e Coréia, 2006, na Alemanha. Ótima profissional. Eu fico até emocionado por ele dedicar esses minutos falando para mim. É algo fantástico, algo especial. Eu tenho a maior admiração pelo profissional, a pessoa que é. Tive a oportunidade de conhecê-lo lá no CT, foi com a família - respondeu o goleiro.
Confira abaixo o depoimento completo de William Bonner para o goleiro do São Paulo:
"Quando se pergunta para alguém que torce para um determinado clube qual foi o motivo pelo qual ele se tornou um torcedor daquela agremiação, sempre surge alguma história. "O meu pai torcia para o time, aprendi com o meu tio, tinha um irmão, um amigo". No meu caso, foi porque eu achei a camisa do São Paulo bonita. 
Quando conheci a camisa do São Paulo, bem moleque, conheci a do Corinthians, também a do Palmeiras. Mas eu achei a do São Paulo mais bonita. E aí eu comecei a acompanhar o São Paulo porque a camisa era bonita. E foi um momento importante porque o São Paulo estava ganhando muito. Era no início dos anos 1970. Faz algum tempo.
Eu estou dizendo isso porque eu tenho a certeza absoluta que a história que o Rogério construiu dentro do Tricolor terá explicado a decisão de milhares e milhares de são-paulinos de terem escolhido esse clube para ter no coração. Porque um clube que tem um goleiro que é artilheiro, quer dizer, um goleiro que marca gols, que bate recordes atrás de recordes, e que não troca de camisa, é sempre o goleiro do seu time. A sua vida inteira, ao longo de tantos e tantos anos, esse goleiro tem o poder de agregar torcedores.
Ele é muito mais que um jogador. Ele é a marca do clube. Ele é um instrumento de marketing, se você quiser considerar mercadologicamente a coisa. Ele é um agregador de multidões para aquela paixão. É por isso que o Rogério tem o respeito que tem, não só dos torcedores do São Paulo, ele não tem o respeito, ele tem a admiração dos torcedores do São Paulo. Mas ele tem o respeito de torcedores de outras agremiações.
Alguns até falam mal dele porque morrem de ódio de saber que o São Paulo é que tem o Rogério Ceni. Não é o clube deles. Tem clube aí que vai passar para a história como o clube que levou o 100º gol do Rogério Ceni. Não tem jeito. E nem por isso vai odiá-lo. Porque quem gosta mesmo de futebol gosta também daqueles que são apaixonados pelo futebol e pelas agremiações.
O Rogério é um apaixonado pelo São Paulo Futebol Clube. Ele age de maneira a provar isso em cada partida, em cada entrevista, em cada dia de treino, com um profissionalismo que é dele e de outros tantos profissionais que tem por aí. Mas é dele, sobretudo dele. Para gente, que é tricolor de coração, o Rogério é e será sempre um mito". 


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Artilheiro do Ano: Léo Gamalho e Fred fazem dois; Magnata perto do prêmio Goleador do Santa Cruz se isola na vice-liderança, e Fred segue subindo no ranking; Magno Alves fecha ano em jejum, mas só perde troféu se Barcos viver "dia iluminado"

                                                                                                                                                                                   

Léo Gamalho comemora gol do Santa Cruz contra o Atlético-Go (Foto: André Costa / Agência estado) 

O Troféu Artilheiro do Ano, aparentemente, já tem dono. Magno Alves, do Ceará, deve arrebatar seu prêmio na próxima semana, agora que só tem a concorrência dos adversários da Série A, a uma jornada do fim. Sua participação na Segundona, como a de Léo Gamalho, do Santa Cruz, terminou no último fim de semana - com jejum de 41 dias, ampliado diante do Luverdense. 

Com 37 gols, o Magnata até viu o cabeludo do Santinha se isolar na vice-liderança, com 32, graças aos dois gols marcados sobre o Atlético-GO, mas só perde a disputa se Barcos, maior artilheiro da elite, fizer chover contra o Flamengo. Chover, no caso, significa fazer pelo menos oito gols. Ou seja, tarefa bastante improvável.

Segundo entre os homens-gol da Série A, Fred fez dois para o Fluminense nos 5 a 2 sobre o Corinthians e se desgarrou de outros três que o acompanhavam na quinta posição. O camisa 9 tricolor chegou a 26 gols. Já Júnior Viçosa aproveitou a rodada derradeira da Série B para entrar no Top 10. Contra o time de Léo Gamalho, marcou um gol e cravou 22 na temporada, junto a Marcelo Moreno, do Cruzeiro, em décimo lugar.
Vale ressaltar que somente competições oficiais envolvendo clubes brasileiros fazem parte da disputa do Prêmio Artilheiro do Ano: a primeira divisão de todos os estaduais do país, as Séries de A a D do Campeonato Brasileiro, a Copa do Brasil, a Copa do Nordeste, a Copa Verde, a Taça Libertadores da América, a Copa Sul-Americana, a Recopa Sul-Americana e o Mundial de Clubes.
INFO - Artilheiro do Ano 01/12 (Foto: Editoria de arte)
O PRÊMIO
O troféu do Prêmio Friedenreich é uma iniciativa do programa "Globo Esporte", da TV Globo, em parceria com o GLOBOESPORTE.COM. E a disputa pelo troféu é bastante democrática - e, com isso, acirradíssima. Todos os que disputam as Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro estão na briga. Além dos gols marcados nas quatro divisões da competição, serão contabilizados os feitos nos Estaduais (apenas da primeira divisão), Copa do Nordeste, Copa do Brasil, Taça Libertadores, Copa Sul-Americana, Recopa Sul-Americana e Mundial de Clubes da Fifa.

O HOMENAGEADO
Se Charles Miller trouxe a bola para o país e deu, com isso, o pontapé inicial para aquela que se tornou a grande paixão nacional, Artur Friedenreich foi um dos pioneiros do talento "made in Brazil". Ainda que existam controvérsias sobre o número de gols marcados pelo atacante - uma estatística aponta 1.329, apesar de outras assegurarem pouco mais de 500 -, a história, seja pelos recortes de jornais ou pelos testemunhos dos já saudosos bisavós, confirma que Fried foi um jogador extraordinário. Conquistou sete títulos paulistas (seis pelo Paulistano e um pelo São Paulo da Floresta, que deu origem ao atual São Paulo Futebol Clube), uma Copa Rocca (1914) e dois Sul-Americanos (1919 e 1922) pela seleção brasileira. Ainda no Campeonato Paulista se consagrou como artilheiro em oito edições.

OS VENCEDORES
2008 - Keirrison (Coritiba), com 41 gols
2009 - Diego Tardelli (Atlético-MG), com 39 gols
2010 - Jonas (Grêmio) e Neymar (Santos), com 42 gols cada
2011 - Leandro Damião (Internacional), com 38 gols
2012 - Neymar (Santos), com 43 gols
2013 - Hernane (Flamengo), com 36 gols
montagem Artilheiros anos (Foto: Editoria de Arte) 

 
 Varjota   Esportes - Ce.                /             Globoesporte.

Pelé fará exames nesta terça para saber se precisará voltar à hemodiálise Novo boletim médico, divulgado nesta segunda-feira à tarde, reitera informações do comunicado emitido pela manhã. O Rei vem evoluindo bem

Hospital Albert Einstein (Foto: Leonardo Lourenço)Hospital Albert Einstein, onde Pelé está internado há uma semana (Foto: Leonardo Lourenço)
Novo boletim médico de Pelé, divulgado na tarde desta segunda-feira, pelo Hospital Israelita Albert Einstein, informa que o Rei do Futebol segue evoluindo bem e sem intercorrências clínicas. 
O estado do craque é estável do ponto de vista hemodinâmico e respiratório.  Ele vem rebebendo antibióticos por via endovenosa e não teve febre. Os exames de sangue e urina permanecem negativos.
Nesta terça-feira, Pelé realizará avaliação clínica e laboratorial para que os médicos possam verificar se haverá necessidade da volta ao tratamento de suporte renal (hemodiálise). 
No domingo, o hospital havia confirmado a suspensão da hemodiálise, para ver como o rim do ex-jogador reagiria sem ajuda artificial. As informações passadas durante todo o dia foram de evolução e melhora no quadro do Rei, como a de que ele já caminha pelo quarto. 
 
Pela manhã, a assessoria do Albert Einstein também relatou que o Rei tem recebido mensagens do mundo inteiro por meio do e-mail do hospital. Aos poucos elas são passadas para ele, que está lúcido - até já pediu um violão para tocar - e agradece o carinho vindo de todas as partes.
No final da noite de quinta-feira, o quadro de Pelé era considerado delicado, já que ele não estava reagindo bem ao antibiótico para conter infecção no sangue. Havia enorme preocupação de uma infecção generalizada por conta disso.
Aos 74 anos, Edson Arantes do Nascimento passou por uma intervenção cirúrgica para retirada de cálculos renais recentemente. No entanto, ele voltou a passar mal na última segunda-feira, por conta de uma infecção urinária, e teve de ser internado novamente no Hospital Albert Einstein. Na quinta-feira, porém, ele piorou e foi transferido para unidade de terapia intensiva.
Confira a íntegra do boletim médico:
"O paciente Edson Arantes do Nascimento (Pelé) evolui bem, sem intercorrências clínicas e permanece sob cuidados na unidade de terapia intensiva. Continua estável do ponto de vista hemodinâmico e respiratório. Recebe os antibióticos por via endovenosa e não teve febre.
As culturas de sangue e urina permanecem negativas. Realizará avaliação clínica e laboratorial amanhã cedo para análise da necessidade de suporte renal.
O Hospital fornecerá boletim assim que houver nova informação." 

 Varjota  Esportes - Ce.            /               Globoesporte.

Sem Falcão, Sorocaba bate Orlândia e sai na frente na decisão da Liga Lesionado, camisa 12 assiste de fora da quadra à vitória da sua atual equipe sobre o seu ex-clube em Paulínia. Segundo jogo será em Uberlândia

Com uma lesão na virilha, Falcão assistiu de fora da quadra à vitória da sua atual equipe, o Sorocaba, sobre o seu ex-clube, o Orlândia, nesta segunda-feira, pela primeira partida da final da Liga Futsal. Criado este ano, o time sorocabano está a um empate do título graças aos gols de Fellipe Mello (dois), Rodrigo e Mauricinho na vitória por 4 a 2 sobre o Orlândia, que balançou a rede com Jackson duas vezes.
O jogo derradeiro da decisão acontece na próxima segunda-feira, às 19h, em Uberlândia (MG), com mando de quadra do time alvigrená, que terá de vencer e forçar uma prorrogação para tentar o inédito tricampeonato consecutivo da Liga.
Fellipe Mello abre o placar
O Sorocaba começou melhor e não demorou a abrir o placar. Logo com um minuto e meio de bola rolando, Fellipe Mello dominou no ataque e encheu o pé para fazer 1 a 0 para a equipe mandante. O Orlândia mal teve tempo de terminar. Aos dois, Xuxa finalizou da intermediária, Guitta deu rebote e Rodrigo apareceu para marcar o segundo. O gol acordou o Orlândia, que tratou de diminuir na sequência. Em cobrança de falta da entrada da área, Jackson chutou forte para reduzir para 2 a 1.
Orlândia X Sorocaba - Liga Futsal (Foto: Danilo Camargo / Divulgação)Orlândia sai na frente na decisão da Liga Futsal, com vitória por 4 a 2 . (Foto: Danilo Camargo / Divulgação)
O jogo seguiu movimentado, e, aos quatro, Xuxa e Rafa desperdiçaram oportunidades para o Sorocaba. Aos cinco, porém, não teve jeito. Mauricinho finalizou prensado, e a bola foi morrer no fundo do gol. Era o terceiro do Sorocaba. O Orlândia não se entregou e continuou buscando a reação. Aos sete, Jackson chutou de longe e marcou pela segunda vez no jogo. Dois minutos depois, Jackson por muito pouco não anotou o terceiro em jogada semelhante. Atento, Tiago fez grande defesa.
O Sorocaba respondeu em finalização frontal de Xuxa. A bola saiu rente ao poste esquerdo de Guitta. Aos 12, Ciço foi lançado na frente e derrubado por Tiago. Falta e cartão amarelo para o goleiro do Sorocaba, em meio a pedidos de expulsão feitos pelos jogadores do Orlândia. Um minuto depois, Lukaian ganhou no ataque e chutou no canto. Tiago foi buscar.
Futsal Sorocaba x Orlândia (Foto: Márcio Damião / Divulgação)Vinícius elogiou a estratégia do time adversário
(Foto: Márcio Damião / Divulgação)
Aos 15, houve um lance incrível. Após avançar ao ataque, Tiago arriscou o chute, a bola bateu na defesa rival e armou um contra-golpe do Orlândia. Quando Cabreúva se preparava para tocar para o gol, Xuxa apareceu para salvar o Sorocaba do que parecia um gol certo do rival. Nos minutos finais, os times deram uma diminuída no ritmo. A dois minutos do intervalo, Gadeia fez jogada individual e chutou rasteiro para a defesa de Tiago, no último lance de emoção do primeiro tempo da grande decisão.
Orlândia pressiona
A segunda etapa começou com o Orlândia em cima, em busca do empate. Aos dois minutos, Cabreúva recebeu na frente e chutou com perigo. Na jogada seguinte, o Sorocaba assustou, quando Rafa puxou contra-ataque, mas errou o último passe. Cobrando falta da intermediária, Rodrigo deu trabalho para Guitta aos quatro. Aos seis, Lukaian pegou de primeira e mandou a bola por cima da meta de Tiago. Um minuto depois, o goleiro sorocabano fez grande defesa em finalização de Vinicius na entrada da área.
Jogando no erro do adversário, o Sorocaba chegou com perigo aos nove, com Bruno Souza executando jogada de pivô. A bola ficou com Guitta. Aos 12, o Sorocaba chegou ao seu quarto gol. Em cobrança de falta ensaiada, Rodrigo serviu Adriano Foglia, que passou para Fellipe Mello na área. O camisa 18 não perdoou e marcou o seu segundo gol na partida. Após o gol, o técnico Cidão lançou Gadeia como goleiro-linha, mas já era tarde. A vitória era do Sorocaba.
Escalações:
Sorocaba: 
Tiago, Ricardinho, Tatu, Bruno Souza e Mauricinho. Entraram: Rafa, Fellipe Mello, Xuxa, Rodrigo, Felipinho, Adriano Foglia e Pimpolho. Técnico: Vander Iacovino.
Orlândia: Guitta, Ciço, Vinicius, Gadeia e Dieguinho. Entraram: Marinho, Jackson, Caio, Cabreúva, Lukaian, Junai, Renan e Diece. Técnico: Cidão. 


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Cavalieri lamenta despedidas no Flu: "Triste ver alguns jogadores chorando" Destaque da vitória sobre o Corinthians, goleiro, que também não sabe se continuará, aguarda definição do clube sobre sua renovação: "Quero permanecer, contente, feliz"


 

Sem chances de ir à Libertadores da América desde o último sábado, o Fluminense venceu o Corinthians neste domingo por 5 a 2 e terminará sua participação no Campeonato Brasileiro em partida contra o campeão Cruzeiro, prevista para domingo no Mineirão - mas como os dois times não almejam mais nada na competição, o duelo pode ser antecipado pela CBF. O jogo contra os paulistas marcou a despedida do time do Maracanã em 2014, e alguns atletas podem ter jogado pela última vez com a camisa tricolor diante dos torcedores. Foi o caso do lateral-esquerdo Carlinhos, que não terá o contrato renovado após o dia 31 de dezembro. 
Além dele, outros atletas vivem dias de indefinição. A maioria está perto do adeus, como os volantes Diguinho e Valencia. O zagueiro Gum, o meia-atacante Chiquinho e o goleiro Diego Cavalieri têm mais chances de ficar. Cavalieri, aliás, lamenta que o momento seja de despedida e fim de um ciclo nas Laranjeiras. 
- Triste ver alguns jogadores chorando. Alguns já têm a certeza (de que não ficam), outros com dúvida. A gente está chegando no fim da temporada com jogadores com contrato vencendo, jogadores importantes, que fizeram parte de uma fase vitoriosa do clube. Se não me engano, seis ou sete jogadores estão com esse problema. Jogadores que foram bicampeões brasileiros, que fizeram história. Eu cheguei em 2011, o ambiente era maravilhoso, em 2012 foram muitas conquistas, o ano passado conturbadíssimo. Esse ano foi de altos e baixos, tivemos problemas, mas o ambiente sempre foi de amizade e união. Se criou um laço muito forte. 
Diego Cavalieri, Fluminense X Corinthians (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)Diego Cavalieri foi o melhor em campo na vitória por 5 a 2 sobre o Corinthians.  (Foto: Nelson Perez / Fluminense FC)

A gente está chegando no fim da temporada com jogadores com contrato vencendo, jogadores importantes, que fizeram parte de uma fase vitoriosa do clube. Se não me engano, seis ou sete jogadores estão com esse problema. Jogadores que foram bicampeões brasileiros, que fizeram história. Se criou um laço muito forte"
Diego Cavalieri
Cavalieri é um dos jogadores que não sabe se fica. O camisa 12 diz que pretende continuar e está à espera da posição do clube e da Unimed sobre seu caso. 
- Agora é sentar e ver o que acontece. O mercado começa a se movimentar após os clubes saberem o que vão disputar no ano que vem, alguns passaram por eleições disputadas. Agora começam a projetar o ano seguinte. A gente que tem contrato acabando tendo que ver o que pode acontecer. Quero permanecer, contente, feliz. Se não acontecer de ficar, é ver o que pode ocorrer no mercado, propostas e analisar. Não tem que ter pressa, pressionar, nunca fiz isso. Fui muito grato ao Fluminense, que me abriu uma porta. Sempre fui transparente com a diretoria, continua a mesma coisa. É torcer para renovar - afirmou.
Os jogadores do Fluminense estão de folga até esta terça-feira. Voltam a treinar na manhã de quarta, nas Laranjeiras. 

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Futuro promissor: conheça quatro talentos lapidados na base do Cruzeiro Eurico, Bruno Ramires, Judivan e Hugo Ragelli são esperanças na sequência de revelação de talentos na Raposa, assim como Mayke, Lucas Silva e Alisson


 

Os torcedores cruzeirenses podem se acostumar aos nomes de Eurico, Bruno Ramires, Judivan e Hugo Ragelli nas escalações do time nos próximos anos. Afinal, o futuro do clube passa por eles. Assim como Mayke, Lucas Silva e Alisson, nomes sólidos dos profissionais, os quatro são oriundos das categorias de base e, pelo que demonstraram diante da Chapecoense, têm tudo para repetir o sucesso dos antigos companheiros (veja acima o gol de Ragelli).
O trabalho desenvolvido na Toca da Raposa I, local de concentração das divisões de base do Cruzeiro, vem sendo colhido nos últimos anos. Não são somente os títulos, mas também o número de jogadores revelados e aproveitados pela equipe de cima. No time misto na partida em Chapecó, quatro novas caras se apresentaram para a torcida. Conheça um pouco mais sobre eles.
O polivalente Eurico   
Eurico, volante do Cruzeiro (Foto: Washington Alves/ Light Press)Eurico: na lateral ou no meio-campo, pode escalar (Foto: Washington Alves/ Light Press)
Natural de Santa Luzia, cidade da região metropolitana de Belo Horizonte, Eurico se destacou no Campeonato Brasileiro Sub-20 de 2012, conquistado pelo Cruzeiro. O volante chegou às categorias de base do clube em 2008, quando ainda tinha 13 anos, e sempre mostrou personalidade forte, maturidade e coragem, por nunca fugir das divididas em campo e das responsabilidades fora dele. Eurico já disputou seis partidas pelo time profissional. Mas a primeira como titular foi diante da Chapecoense. Outro ponto forte do jogador é a versatilidade. Volante de origem, ele também atua como lateral-direito.   
- Eu procurei aproveitar a oportunidade, tanto como volante quanto como lateral. É sempre bom o jogador fazer mais de uma função em campo, porque isso ajuda na hora de ser relacionado. Há muito desgaste no Campeonato Brasileiro. No ano que vem vamos disputar o Mineiro e temos que estar preparados para corresponder e fazer o nosso melhor dentro de campo.   
Eurico elogiou o desempenho dos companheiros da base diante da Chapecoense e o trabalho feito pelo Cruzeiro nos últimos anos.   
- É muito bom. É sinal de que a categoria de base do Cruzeiro está sempre revelando bons jogadores. Quando a gente está lá, tenta aprender o máximo possível para chegar ao profissional pronto. Tivemos bom desempenho (domingo), tanto eu quanto o Judivan, o Hugo Ragelli e o Bruno. Temos que estar sempre preparados para fazer nosso papel da melhor forma possível.   
Bruno, o novo Ramires   
bruno ramires treino cruzeiro (Foto: Tarcísio Badaró)Bruno e as semelhanças com o veterano Ramires:
"Apelido carinhoso" (Foto: Tarcísio Badaró)
Ele surgiu no futebol como Bruno Edgar, nome de batismo. Mas aos poucos está se tornando conhecido como Bruno Ramires. Para entender o apelido, basta dar uma olhada na foto ao lado. E, também, vê-lo jogar. O estilo é semelhante ao ex-cruzeirense (e atualmente no Chelsea). O apelido não o incomoda, muito pelo contrário.   
- Podem me chamar de Bruno Ramires, tanto faz, é um apelido carinhoso, pelo estilo de jogo parecido. Fico muito feliz com isto. Meu estilo de jogo é de muita marcação, com saída de jogo rápida, com passadas largas. Chego bem à frente para procurar sempre surpreender o adversário.   
Baiano de Salvador, Bruno Ramires chegou ao Cruzeiro em 2007, com 13 anos, depois de ter passado por Bahia e Vitória. Também jogou pelo Itaúna, emprestado pelo Cruzeiro por dois anos, até voltar à Toca da Raposa em 2009, de onde não saiu mais. Jogou no time campeão brasileiro sub-20 em 2012. No domingo, aos 20 anos, teve a primeira chance entre os profissionais.   

- Todo jogador da base sonha com isto: uma chance no profissional. Agradeço a todo o elenco pela força que me deu, pela confiança. Estou muito feliz. 
O veloz Judivan 
Judivan e Hugo Ragelli, Cruzeiro (Foto: Marco Antonio Astoni)Judivan e Hugo Ragelli duas das promessas do Cruzeiro (Foto: Marco Antonio Astoni)
A torcida cruzeirense deve ter se surpreendido ao ver a desenvoltura com que Judivan entrou em campo contra a Chapecoense. O estilo agressivo, que combina velocidade e habilidade, desmontou a defesa adversária e foi fundamental para o Cruzeiro empatar a partida, numa jogada sua pela direita, concluída com cabeceio de Hugo Ragelli. Este é o jeito de jogar do garoto de 19 anos, nascido na Paraíba e que, aos seis anos, se mudou para o interior de São Paulo, onde chamou a atenção dos olheiros do Cruzeiro.
- Eu venho trabalhando há bastante tempo. Estou treinando bastante e me dedicando ao máximo. Sem dúvida é isto que a torcida pode esperar, um jogador rápido, veloz, que parte pra cima - disse o jogador, desde 2010 no Cruzeiro.
O entrosamento com Hugo Ragelli vem desde o começo do ano, quando começaram a jogar juntos no time profissional. Judivan falou sobre o amigo como um legítimo campeão brasileiro.   
- Essa parceria já vem desde a base. Desde que ele chegou ao Cruzeiro temos este entrosamento. Hoje (domingo) não foi diferente. Pude dar um passe para ele fazer o gol. Estou muito feliz com minha estreia. É muito bom fazer parte deste grupo campeão brasileiro.   
Ragelli: estreia com estrela 
Trinta e quatro segundos. Foi o tempo que Hugo Ragelli precisou para fazer o primeiro gol como jogador profissional. O atacante, que é de Montes Claros (norte de Minas), passou quatro anos na base do Palmeiras até chegar ao Cruzeiro, no começo deste ano. Ele entrou em campo no segundo tempo da partida contra a Chapecoense e não demorou a gravar o nome na história do tetracampeonato brasileiro da Raposa.   
- Eu sou um cara tranquilo, na minha, humilde. Eu vou buscar meu espaço no Cruzeiro. Vim para o Cruzeiro no começo deste ano e também estou fazendo muitos gols. Hoje (domingo), a minha estrela brilhou. Foi uma emoção muito grande: entrar em campo e em poucos segundos fazer um gol.
Para Hugo, o gol não foi por acaso, já que conhece bem o estilo de jogo do companheiro Judivan.   
- Esta parceria com o Judivan tem dado certo na base e hoje (domingo) deu certo também. Realizei um sonho de criança. Joguei com vários jogadores importantes. O Cruzeiro é um clube vitorioso.  

  Varjota  Esportes - Ce.              /                Globoesporte.

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