Neto explica reapresentação na Chape: 'Ou encaro ou me afundo na depressão'

Chapecó - Pouco mais de um mês depois de sobreviver ao acidente aéreo na Colômbia, o zagueiro Neto esteve na reapresentação do elenco da Chapecoense para 2017. O retorno ao futebol ainda é um objetivo distante para o jogador, mas ele optou por estar junto de seus novos companheiros nesta sexta-feira. E após se juntar a eles, explicou por que decidiu ir ao clube. 







Neto explicou que ainda tem dificuldades psicológicas para lidar com o acidenteReprodução Twitter

"Tenho que encarar, não tenho para onde correr. Ou encaro, vou representar aqueles caras como merecem, ou me afundo na depressão. Eu lembro das coisas como aconteceram até a batida do avião. Está muito fresco na minha mente ainda. A minha mente tinha bloqueado tudo que tinha passado, perguntei o que tinha acontecido comigo, se eu tinha machucado no jogo...", lembrou.
Neto foi o sobrevivente que viveu estado mais crítico após a queda do avião da Chapecoense na madrugada de 28 para 29 de novembro do ano passado. O acidente deixou 71 mortos, sendo boa parte deles integrantes da delegação do clube, que ia para a Colômbia disputar a decisão da Sul-Americana, contra o Atlético Nacional. O zagueiro foi o último resgatado com vida, chegou a ficar em coma nos primeiros dias no hospital, mas evolui rapidamente desde então.
"É uma situação muito diferente da que sempre vivi. Entrar num clube que estava na final, em que tinha muitos amigos há anos. É uma situação diferente, mas a gente tem que crer que Deus tem um propósito para todas as coisas. Tenho que recuperar, né? Tenho algumas lesões importantes. Uma hora ou outra ia ter que vir para cá e dar de frente com isso. É duro, tinha gente que conhecia desde os 17 anos, pessoas que me ajudaram. Mas tem uma hora que a gente tem que encarar a realidade", comentou.
Apesar da boa evolução física, a recuperação não está sendo nada fácil para Neto. Ele explicou que ainda tem dificuldades psicológicas para lidar com o acidente, uma vez que só ficou sabendo do ocorrido dias depois de ser acordado. Além disso, ainda sofre com lesões que limitam suas atividades diárias.
"Quando eu falo que estou um caco, minha esposa fala que eu não me vi antes. Para mim, eu estou muito mal. Não era para eu estar aqui. Tenho quase 10 quilos para recuperar ainda. Eu me sinto frágil, lesão no pulso. Ninguém imagina estar em uma situação dessas. Eu não sabia nem ficar em pé e engolir comida. Quando entrei no chuveiro pela primeira vez, parecia o mar do Caribe de tão bom", contou.
Neto também comentou sobre a diferença de tratamento que tem sentido dos torcedores da cidade. "Muita gente veio me dar um abraço, dizer que eu estava vivo. A gente agradece o carinho de todos. Alguns eu não conheço, mas eles me conhecem. Quero ajudar o clube de alguma forma. Estando aqui, acho que posso agregar de alguma forma para quem está chegando. Me viam como ídolo, agora me veem como um milagre, não acreditam que eu sobrevivi. Nossa vida é assim, uma luta constante."
Com a recuperação evoluindo bem, o prognóstico é de que Neto possa voltar a atuar em cerca de 120 dias. O desejo do jogador é este, mas antes ele quer deixar para trás de vez os traumas do acidente. "Primeiro tenho que recuperar minha saúde, minha mente, vir aqui é o que vai me dar força. Eu fiquei 10 dias apagado, em coma, então para me contarem a verdade foram mais 5 dias. 15 dias depois eu não sabia de nada. Para mim está sendo tudo meio novo." 

  Varjota  Esportes - Ce. 
         /           Estadão.

Experiente e confiante, Muriqui é apresentado: "Isso aqui é Vasco" Aos 30 anos, atacante assina contrato até maio do ano que vem e afirma que amadureceu na China: "Meus números melhoraram"

Muriqui (Foto: Reprodução SporTV)Muriqui é apresentado ao lado do vice-presidente de futebol, Eurico Brandão (Foto: Reprodução SporTV)











 











Segundo reforço contratado pelo Vasco para 2017, o atacante Muriqui foi apresentado nesta sexta-feira, em São Januário. É um reencontro depois de mais de dez anos, já que ele defendeu o Cruz-Maltino em 2004 e 2005, quando ainda era um promessa. Hoje, a realidade é bastante diferente. Muriqui fez sucesso principalmente na China, onde se tornou ídolo do Guangzhou Evergrande, e depois fechou contratos milionários com o Al Sadd, do Catar, e FC Tokyo, do Japão, seu último clube. 
- Independente da estrutura, isso aqui é Vasco. Um clube tradicional. Hoje está mais estruturado, mas, mesmo se não tivesse, meu desejo seria voltar. Deu certo - disse o jogador. 
+ O novo Muriqui: confira trajetória do atacante no futebol asiático

O atacante assinou contrato que vai até maio de 2018, mas que pode chegar a dois anos, desde que ele alcance as metas estipuladas no compromisso. 
Muriqui sabe que, de volta à Série A, o Vasco terá de satisfazer aos anseios da torcida: 
- Cobrança tem em todo lugar. Isso é normal em clube grande. O Vasco sempre entra com pensamento de vencer. Se vai conseguir, é outra história.

Muriqui, de 30 anos, tinha um pré-contrato com o FC Tokyo para os próximos dois anos. Entretanto, pesou o desejo de voltar para o Brasil. Nesta semana, ele iniciou tratamento no Vasco para finalizar a recuperação de uma lesão no joelho que sofreu em outubro.
Ele exaltou sua passagem pelo futebol chinês: 
- Amadureci bastante na China. Antes, eu me preocupava mais em dar assistência. Mas minha função requer gol. Meus números melhoraram. Tenho jogado mais aberto pelo lado esquerdo, ou então centralizado. Vez ou outra eu jogava de centroavante, mas quando não tinha outro disponível.
Muriqui, porém, não se encantou com as iguarias da culinária chinesa.
- Lá eu comia arroz e feijão. Fazia estoque. Era uma mala só disso. Mas também tinham restaurantes e hotéis. Nunca tive problema. Os chineses comiam escorpião, cobra... mas eu estava fora disso. 

  Varjota  Esportes - Ce.               /              Globoesporte.

Taubaté larga na Copinha com vitória sobre o Operário-MS no Joaquinzão Burro da Central marca com Gabryel, perde chances, mas segura o triunfo na estreia

Anfitrião do Grupo 17 da Copa São Paulo de Futebol Júnior, o Taubaté fez o dever de casa na primeira rodada da chave. Em duelo contra o Operário-MS, no estádio Joaquinzão, o Burrinho venceu o embate por 1 a 0, com gol de Gabryel no primeiro tempo. O resultado deixa o time na liderança provisória da chave, com três pontos. Corinthians e Pinheiro-MA se enfrentam às 18h45 no mesmo local e podem mudar a classificação do grupo.
Taubaté x Operário-MS no Joaquinzão pela Copa São Paulo (Foto: Bruno Castilho/EC Taubaté)

Superior no primeiro tempo de jogo, o Taubaté abriu o placar aos 23 minutos da etapa inicial, após jogada trabalhada entre Thallis e Gabryel. Nos 45 minutos finais, o jogo ficou mais movimentado e equilibrado, com chances de gol dos dois lados. Porém, a bola não encontrou as redes no segundo tempo. Melhor para o Taubaté, que garantiu o triunfo na estreia.

Nesta sexta-feira, o Taubaté encara o Pinheiro-MA às 19h. No jogo de fundo, o Operário-MS joga contra o Corinthians, às 21h. As partidas serão disputadas no estádio Joaquinzão, e o GloboEsporte.com acompanha os jogos em Tempo Real.
Joaquinzão Taubaté x Operário-MS (Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com)Gabryel comemora o gol do Taubaté (Foto: Danilo Sardinha/GloboEsporte.com)
O JOGO
Embaixo de um sol forte, Taubaté e Operário começaram o jogo se estudando. Com o passar do tempo, os donos da casa começaram a buscar mais o ataque. A boa defesa dos visitantes impedia o Burrinho de levar perigo ao gol de Lucas. Aos 23 minutos, veio o gol. O meia Thallis recebeu na área, cortou o goleiro e tocou para Gabryel, que só teve o trabalho de empurrar para as redes. Os anfitriões seguiram mais ofensivos em busca do segundo gol, mas não atingiram a meta no primeiro tempo.

Na volta do intervalo, o Operário deixou o campo de defesa e passou a atacar mais o Taubaté. Os donos da casa, porém, não recuaram e seguiram buscando o segundo gol. Assim, a partida passou a ser mais movimentada na etapa final. Ao longo dos 45 minutos, ambas equipes criaram chances de balançar as redes. Porém, nenhuma das duas atingiu a meta.
Varjota   Esportes  - Ce.         /              Globoesporte.

Mancini espera ter 70% do time e pular etapa com trabalho integrado no 1º dia Treinador da Chape fala em cerca de 3/4 do elenco à disposição na apresentação do grupo; Mancini fala em elaborar treino tático, técnico e físico em conjunto dese o início

Na corrida para a reconstrução de todo um clube após o acidente aéreo em novembro, a Chape precisar acelerar processos neste início de ano. Para começar a temporada na sexta-feira, com a apresentação dos jogadores, e estrear em 20 dias com um time todo remontado, o técnico do Verdão tem um plano: integrar ou pular etapas para que o processo de adaptação seja o mais rápido possível. 

- Estamos ainda buscando nomes e tentando acertar o mais rápido possível o elenco. Alguns atletas, que estavam em outras equipes, talvez não estejam no dia 6 porque não fechou tempo de férias, por lei temos que respeitar (esse período), mas vou ter boa parte da base para 2017 na sexta-feira. Estou ansioso não só pela montagem, mas pela chegada e início de trabalho, vai nos dar uma boa possibilidade de vislumbrar em campo as ideias que só temos na cabeça por enquanto. Sexta teremos uma noção do que vai acontecer

Em entrevista coletiva no fim da tarde desta segunda-feira, Vagner Mancini pediu desculpas por não citar nenhum reforço, mas afirmou que espera ter cerca quase 3/4 do time à disposição logo no primeiro dia de trabalho com os jogadores. 
Vagner Mancini Chapecoense (Foto: Sirli Freitas/Chapecoense)

- Acho que na sexta teremos cerca de 70% do elenco. Ao longo de todo o processo, não apenas janeiro, teremos mais atletas porque as vezes o mercado oferece aos poucos. Também o clube vai se conhecendo, houve uma mudança, que todos sabemos, e estamos aos poucos nos adaptando ao um novo processo. 70% é pouco ainda para pensar em 2017 inteiro, mas suficiente para iniciar os trabalhos, montar uma equipe. Ai vamos fugir um pouco do habitual e já introduzir a parte técnica desde o primeiro dia, porque precisamos acelerar um processo, você consegue fazer hoje em dia um treinamento sistêmico e integrado, com parte física, tática e técnica elaboradas em conjunto para ter ganho significativo para estrear depois de 20 dias. 

Apesar de um time incompleto, Mancini tem certeza que os primeiros reforços já conseguirão dar os primeiros traços de uma equipe competitiva para os primeiros compromissos oficiais, na Primeira Liga, no dia 26, e Catarinense, no dia 29. Para a Libertadores, depois de cerca de dois meses do novo trabalho, o treinador esperar ter uma formação ainda mais robusta. Ele tem consciência, porém, que muita coisa vai mudar ao longo do ano. 

- Esse é um grupo que esta sendo montado para o incio do ano, para disputar estadual, daqui a pouco entra em Libertadores... Necessário dizer que vamos ter outros atletas ao longo do processo, mas que no inicio precisa ser competitivo, porque um time montado em janeiro da forma como foi, com 25 a 30 atletas, você dificilmente levará todos até o fim do ano. Quando se vira uma temporada e se contrata 6, 7 reforços, você já tem um grande número de erros, o que dirá com um grupo de  25, 28 atletas novos... 
Vagner Mancini Chapecoense (Foto: Sirli Freitas/Chapecoense)Vagner Mancini Chapecoense (Foto: Sirli Freitas/Chapecoense)






















Principais trechos da coletiva
PRIMEIRO DIA ÚTIL DE 2017
Tivemos acesso a algumas informações muito importantes, pudemos também juntar informações do que tem sido feito por diversos departamentos, e é importante para iniciar na sexta-feira a nossa caminhada. Antes disso, no dia 3, 4 e 5 alguns, atletas já estarão aqui fazendo exames, avaliações, para dia 6 iniciar a pré-temporada.  
PATAMAR ESTABELECIDO
Esperamos que esse time dê resultado rapidamente e ao longo do ano essa base vai servir para que outros atletas possam chegar e se incorporar. Diante desse quadro, a gente precisa fazer um paralelo com o clube, que está entrando em outro patamar, que hoje não conseguimos mensurar. Não sabemos quanto a Chapecoense vai receber de ajuda, o quanto vai ter de disponibilidade financeira porque é tudo muito recente. Não podemos montar uma equipe pensando em novembro, dezembro e sim no patamar que temos hoje. Talvez essa equipe, como aconteceu nos últimos anos, possa dar um retorno rapidamente, e é o que eu espero.

LIBERTADORES EM MARÇO...
Temos o inicio dia 6 (de janeiro), esperamos que dia 26 (1º jogo oficial) tenhamos um esboço bacana, que o time possa até ter uma melhoria. Até o incio da Libertadores tem a Primeira Liga, Catarinense, mas é difícil mensurar o nível que vamos estar no começo da Libertadores. Espero que, com 60 dias, a gente conte com o lastro dos jogadores, porque não podemos usar o esquema ou base do passado, porque não temos. Mas temos certeza que todos serão tolerantes, porque a ajuda da Chapecoense também passa por isso. Que todos entendam que é uma equipe que está sendo montada e que todos esperamos que rapidamente produza algo que chame a atenção, até porque vamos disputar jogos oficias e é necessário ganhar partidas.  
#FORÇACHAPETem muita gente ajudando. E quando falamos em ajuda tem muita gente que não quer aparecer, seja no social ou no âmbito desportivo, que é o caso. Hoje sabemos que, para realmente o #forçachape fazer efeito, temos que contar não apenas com os atletas, que vão usar o manto sagrado. É necessário pensar que temos muita gente atrás do time, temos imprensa, comunidade, torcida, que vai impulsionar. É pouco pensar que a Chape depende apenas dos 11 atletas que entram em campo. Neste momento a ajuda é muito grande, com energia, mas lógico que estamos esperando ser contagiados por todos que gostam do clube. 


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 Varjota  Esportes - Ce.               /                Globoesporte

Acertado com Grêmio, Kayke valoriza aprovação de Renato: "Muito feliz" Atacante desembarca em Porto Alegre para realizar exames médicos e assinar com o Tricolor. Evolução na parte tática é grande legado de passagem pelo Japão

 Kayke atacante Yokohama Marinos (Foto: Igor Rodrigues/GloboEsporte.com)

Após  uma temporada no futebol japonês, Kayke está cada vez mais de acertar a volta ao futebol brasileiro. O atacante de 28 anos desembarca nesta terça-feira em Porto Alegre para realizar exames médicos e assinar com o Tricolor gaúcho. Não há mais entraves na transação com os japoneses do Yokohama Marinos, que aceitaram a liberação por empréstimo – a multa rescisória é considerada fora dos padrões do Brasil. 
GloboEsporte.com conversou com o jogador na última sexta-feira de 2016, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. De regata e óculos escuros sob sol escaldante, muito diferente do clima encontrado do outro lado do mundo, o jogador destacou o crescimento como profissional, comemorou os primeiros meses como pai e ainda falou do Grêmio, com o qual já obteve acerto e está em fase final de negociação. Ao saber que Renato Gaúcho o colocou na lista de interesse durante entrevista no Jogo das Estrelas, no Maracanã, o sorriso apareceu junto com os elogios ao atual campeão da Copa do Brasil. 
- O treinador tem que conhecer o grupo que tem na mão, e o Renato (Gaúcho) faz isso com perfeição. Não é a toa que pegou o Grêmio no meio do caminho, poderia ter se arrasado em uma competição de mata-mata, que é muito difícil pegar numa fase final (...) O treinador fecha uma pirâmide. Começa lá de baixo, mas se o treinador não quiser lá em cima nada vai acontecer. O fato dele ter aprovado me deixa muito feliz e muito animado para o que possa vir acontecer no Grêmio, porque é uma grande equipe. Seria um prazer, ainda mais com o aval de um treinador como o Renato. Um time que recentemente foi campeão da Copa do Brasil, acredito que venha muito forte para o próximo ano, deve fazer algumas contratações para melhorar o elenco. Estamos conversando e escutando, não só do Grêmio, sondagens de times interessados. Expus minha vontade, mas não é tudo. Espero que vá por um caminho que eu fique feliz. 
 Seria um prazer (jogar no Grêmio), ainda mais com o aval de um treinador como o Renato Gaúcho."
Kayke
A temporada, em números, pode não ter sido a dos sonhos. Kayke terminou sem títulos a passagem no Japão e com nove gols marcados - em 2015 balançou a rede 26 vezes, pelo Flamengo. Consciente da evolução, mas com saudade da fase artilheira, o atacante confirmou o desejo de voltar ao Brasil, principalmente pelas mudanças na diretoria do Marinos. 
- A carreira de futebol é muito rápida. Eu fui para o Japão por um propósito, que era atingir um nível diferenciado. Hoje estou num outro nível como jogador, aprendi bastante, mas infelizmente não alcancei os objetivos coletivos na liga, saímos na semifinal da Copa. A gente tinha tudo para conquistar pelo menos um título, mas não aconteceu. Acaba frustrando um pouco, porque você vai numa expectativa muito grande, o pessoal depositando muita confiança, no final você acaba pensando, “falhei”. E o planejamento futuro do Yokohama também, uma troca de diretoria, de presidência, mudança drástica no elenco, jogadores importantes estão de saída, como o Nakamura, lenda nossa do Japão. Tem outro brasileiro, o Fábio, que está indo para o Gamba Osaka. Isso conta muito para mim como jogador, tenho contrato de três anos. Deixei bem claro para a diretoria que não quero voltar para um time montado de qualquer jeito, mas sim para um que queira ser campeão, que busque reforços. Minha vontade é realmente estar aqui.
Japão, pai e tudo mais
O dia 7 de março de 2015 marcou o fim da passagem de Kayke pelo Flamengo e o início da era no futebol japonês. Uma temporada depois, o jogador revelou estar adaptado, mas não foi fácil, principalmente nos primeiros meses. Entre os complicadores, a língua. Fluente no inglês, acabou "batendo a cara na parede" ao ver que por lá apenas o japonês era falado. Aulas de nihongo (dialeto japonês) depois, algo melhorou, principalmente dentro de campo. 
Kayke Yokohama Marinos (Foto: Reprodução/Twitter)

A vida com os familiares também é ponto positivo, especialmente pelo tempo disponível para passar com o pequeno Yan, filho que nasceu em fevereiro de 2016. Futebolisticamente falando, a evolução tática é a grande herança da passagem pelo futebol japonês. 
- Eu já me achava um pouco diferente dos atacantes que só jogaram no Brasil. Eu atuei três anos na Dinamarca antes de voltar ao Flamengo, joguei na Suécia, na Noruega, passagem rápida pela Alemanha. Aprendi bastante nos treinamentos, jogos, no tempo que estive lá fora para poder voltar. Quando você cai num time que exige muito da sua parte tática isso fica mais visível, dá para ver que o cara consegue fazer. Quando cai num time que não necessita tanto da parte tática, eu como um atacante, as pessoas acabam não tendo muito essa percepção. Foi com certeza mais um aprendizado. Da mesma forma que eu não queria ter ido para o Japão, percebi que estava lá por um propósito quando cheguei, e era esse, aprender nessa temporada, jogando e sendo mais forte taticamente. 
O nível do futebol japonês não surpreendeu o atacante, que fez questão de apontar o Mundial de Clubes como um dos grandes exemplos para justificar a qualidade dos clubes do país. A vitória do Kashima Antlers contra o Atlético Nacional e o jogo duro diante do Real Madrid na decisão foram motivos de comemoração para o brasileiro. 
- A maior resposta é o Mundial, né? Fiquei muito feliz do Kashima ter chegado à final, passado pelo campeão sul-americano, que bateu em todos os brasileiros, ganhou a Libertadores com sobra. Se o melhor time da América do Sul perdeu taticamente, fisicamente, perdeu para tudo contra um time japonês, mostra que o futebol do Japão não é aquilo que as pessoas imaginam. Se você vai para lá achando que vai ser fácil está muito enganado. Outra prova disso é o número de gols que fiz na temporada, só eu sei a dificuldade que foi para estar marcando os nove. Eles marcam muito forte, os espaços entre as linhas de meio-campo, defesa e ataque praticamente não existem, eles são bem disciplinados taticamente, se esforçam muito para serem perfeitos. Os japoneses têm essa cultura para tudo, no futebol entram na bola carregando a cultura.
"Vasco está bem longe de ser um Flamengo"
Kayke Flamengo x Avaí (Foto: Alexandre Lago/GloboEsporte.com)
Como não é segredo para ninguém, Kayke tem uma relação próxima com o Flamengo. Criado na base do clube, voltou à equipe em 2015 e teve o carinho da torcida renovado. No meio de sondagens do mercado de negociações, o atacante falou sobre profissionalismo de ter que aceitar propostas de outras equipes no futebol brasileiro. Contudo, no atual cenário dos clubes, afirmou que não aceitaria defender o rival Vasco. 
  Hoje eu não jogaria no Vasco, sendo bem sincero, porque o Vasco está bem longe de ser um Flamengo."
Kayke
- É uma pergunta difícil. Analiso muito o momento. Hoje, eu não jogaria no Vasco, sendo bem sincero, porque o Vasco está bem longe de ser um Flamengo, fazendo a comparação. Não pela rivalidade, acho que ela é válida fora das quatro linhas, mas sendo profissional, hoje, acho que o Vasco está bem abaixo dos outros times grandes do Brasil. Não que seja um clube grande, eu considero sim, mas não dá para comparar com o Flamengo hoje, é uma realidade bem diferente. Não é um pensamento só meu, no mercado os jogadores iriam dar preferência a outros clubes do que o Vasco. Não sabemos amanhã, o passado também foi diferente, o Vasco já foi campeão da Libertadores, enfim, futebol é momento. Se no momento tiver oportunidade de ir para um clube que estiver bem, com uma estrutura legal, o cara tem que ser profissional.
Mesmo com o fuso horário trocado, o atacante sempre acompanha o Flamengo pela internet. Já pensa até mesmo no futuro rubro-negro do pequeno Yan. As muitas mensagens dos torcedores nas redes sociais pedindo o retorno chegam a assustar o jogador, que retribui o carinho com declarações de amor ao clube. 
- Pelas redes sociais recebo muita mensagem, cara. Me deixa muito feliz, é um fato que chega até a ser surpreendente para mim pelo fato de ser pouco tempo de convívio no ano de 2015. Foi impactante. Acho que o fato de eu ter começado no Flamengo conta muito. Fui torcedor, torço para o Flamengo, todos sabem. Eu ia nas arquibancadas, sei do que estou falando. Sei o que eles pensam porque eu pensava igual. Hoje sou profissional, mas quando eu era moleque estava lá no Maracanã vendo os caras. Basicamente é isso, quando vem da base é um carinho diferente, começou aqui no time que eu torço, está desde os oito anos, gosta do clube, tem identificação. É aquela coisa do amor da camisa, que não existe mais. 

  Varjota  Esportes - Ce.          /            Globoesporte.

Em busca de centroavante, Santos intensifica conversa com Luis Fabiano

 Luis Fabiano pode reforçar o Santos na Libertadores deste ano (Foto: Alexandre Vidal/Tianjian Quanjian) 
© Fornecido por Areté Editorial S/A Luis Fabiano pode reforçar o Santos na Libertadores deste ano (Foto: Alexandre Vidal/Tianjian Quanjian)
O Santos tem encontrado dificuldades no mercado para reforçar o elenco para a Libertadores. Visando jogadores principalmente para o setor ofensivo, o Peixe intensificou na reta final do ano as conversas para acertar com o centroavante Luis Fabiano, que encerrou seu contrato com o Tianjin Quanjian, da China.
O ex-atacante do rival São Paulo é visto com bons olhos pela diretoria e pela comissão técnica do clube para ser o reserva imediato do capitão Ricardo Oliveira. Apesar dos 34 anos, Fabuloso ainda atuava há pouco mais de um ano no Tricolor Paulista e não é visto como uma "aposta de risco".
Inicialmente, a ideia santista era propor um contrato nos moldes daquele acertado com o próprio Ricardo Oliveira no início de 2015: vínculo curto e com vencimentos mensais de aproximadamente R$ 50 mil. Luis Fabiano, que recebia cerca de R$1,5 milhão na China não gostou e se distanciou de um acerto para reforçar o Santos na Liberta.
Agora, com Rodrigão cobiçado por diversos clubes e com o desejo da diretoria em emprestar o camisa 22 contratado no meio do ano passado, o nome de Luis Fabiano voltou à pauta no clube. O Santos, desta vez, aceitou aumentar o valor dos salários e oferecer também um contrato fixo com bonificações por metas atingidas, como gols marcados e jogos disputados.
Para o acerto se concretizar, o centroavante também aceitou diminuir consideravelmente sua pedida inicial. Com desejo de disputar novamente grandes competições, Luis Fabiano vê com bons olhos a chance de defender o Alvinegro e ainda conta com os "conselhos" do volante Renato e do agora auxiliar-técnico Elano para acertar transferência à Baixada Santista.
Nos próximos dias as negociações devem se intensificar e chegar a um desfecho. Além do Santos, Luis Fabiano é alvo também de Vasco e Ponte Preta, clube que o revelou para o futebol. O Peixe, porém, é o único classificado para disputar a Libertadores.

Perto do Palmeiras, Inter de Milão libera Felipe Melo de treinos da equipe

 Felipe Melo 
© Foto: Divulgação/ Internazionale Felipe Melo
Felipe Melo está cada vez mais perto do Palmeiras e neste dia primeiro dia do ano a Inter de Milão deu uma boa notícia aos torcedores do Verdão. Isso porque o clube italiano anunciou por meio de uma nota no site oficial alguns jogadores que não participarão de alguns treinos na Espanha e o nome do volante está entre os citados.
A Inter de Milão já iniciou os trabalhos neste domingo e no dia 2 de janeiro parte rumo à Espanha para uma intertemporada. Em seu site oficial, a Nerazzurri colocou alguns jogadores que não farão parte da delegação que irá viajar: Felipe Melo está liberado, Radu trata de uma lesão e Andrea Pinamonti está com amigdalite.
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Sendo assim, Felipe Melo se aproxima cada vez mais de um acerto com o Palmeiras. Na última semana, seu empresário afirmou que havia um interesse forte do time paulista na contratação do volante, no entanto a partir do dia 2 de janeiro provavelmente é que haveria uma definição no caso.
Ex-companheiros de seleção brasileira juntos

Caso se confirme o reforço de Felipe Melo, será o sexto reforço do Verdão para a temporada 2017. A coincidência é que o volante irá reencontrar Michel Bastos, jogador no qual jogou a Copa do Mundo de 2010 e que foi confirmado como novo reforço neste sábado (31). 

  Varjota  Esportes - Ce.                     /    MSN.

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