Com torcida à la Boca, São José vence Brasília na estreia das quartas do NBB Nas mãos de Fulvio, que fez duplo-duplo, time cresce nos dois últimos quartos e, empurrado pelos torcedores, fecha placar em 90 a 76


Na estreia das quartas de final do Novo Basquete Brasil (NBB), São José e Brasília reeditaram a decisão da última temporada em que o time do Distrito Federal levou a melhor. Mas, desta vez, quem ficou com a vitória foi a equipe do interior de São Paulo. Após um duelo tenso e equilibrado, o placar terminou em 90 a 76. E muito do resultado deve-se à torcida, que incendiou as arquibancadas.
Uma parte dos torcedores utilizava uma camisa azul com uma faixa amarela no meio, lembrando o uniforme tradicional do time de futebol do Boca Juniors, da Argentina, cuja torcida é conhecida por lotar o Estádio La Bombonera, em Buenos Aires, e apoiar o tempo inteiro. A disposição e a vontade em empurrar o time lembrou a dos xeneizes.
Os torcedores vibraram a todo momento no ginásio Lineu de Moura e, nas mãos de Fulvio e Murilo, viram a equipe sair com o resultado positivo no primeiro jogo da série de cinco partidas. As duas equipes voltam a se enfrentar nesta quarta, às 17h, no ginásio Nilson Nelson, e na sexta, às 21h, no mesmo local. O GLOBOESPORTE.COM acompanha tudo em tempo real.
O cestinha do duelo foi Murilo, com 21 pontos e nove rebotes. Fulvio conseguiu um duplo-duplo, com 13 assistências e 20 pontos. Giovannoni fez 19 pontos e quatro assistências. Paulão pegou sete rebotes.

O jogo
Sob o comando de Paulão Prestes, que fez seis pontos em três chutes curtos, e Nezinho, que acertou duas bolas de três, o Brasília disparou no início do primeiro quarto. Um lance chamou a atenção na etapa. Chico, do São José, tentou dar um tapa para tirar, mas fez cesta contra. A arbitragem, contudo, creditou os pontos a Paulão. Mesmo assim, aos poucos, o São José começou a jogar bem e equilibrou o confronto, mostrando que a reação poderia acontecer no segundo quarto. O placar ficou 24 a 17.
A equipe do interior de São Paulo entrou melhor no segundo quarto. Com o apoio da torcida, que não parava de cantar, o São José passou a frente, liderado por Fulvio, que conseguiu oito assistências no primeiro tempo. Mas não demorou muito para que o rival voltasse à dianteira. Nas mãos de Paulão Prestes, que chegou a 11 pontos e seis rebotes, e Giovannoni, que deu três assistências, o Brasília fez 43 a 36.
Basquete NBB - São José x Brasília (Foto: Cláudio Capucho/PMSJC)Fulvio consegue duplo-duplo e leva o São José à vitória (Foto: Cláudio Capucho/PMSJC)
Após o intervalo, o time do Distrito Federal administrou a vantagem, mas acabou sofrendo nova virada em 50 a 49. Depois, o Brasília fez quatro pontos seguido. O duelo seguia bastante equilibrado. Fulvio, que chegou aos 17 pontos, e Murilo, com oito rebotes, eram os melhores do São José. Chico seguia demonstrando um pouco de falta de atenção. Com o jogo em 57 a 56, o Brasília desperdiçou uma chance. O São José começou um ataque que poderia colocá-lo à frente, mas o jogador acabou bobeando e errou um passe curto. O placar ficou 61 a 58.
Basquete NBB - São José x Brasília (Foto: Cláudio Capucho/PMSJC)Com as cores do Boca Juniors, torcida do São José canta o tempo todo (Foto: Cláudio Capucho/PMSJC)
O último quarto esquentou o duelo. Logo no início, Murilo deu um toco espetacular em Giovannoni, mas a árbitra deu a falta. O atleta do São José foi tirar satisfação com a arbitragem, que acabou marcando conduta antidesportiva. Alex Garcia errou os dois lances livres, e a torcida foi ao delírio. A partir daí, o Brasília se mostrou nervoso e deixou de marcar, enquanto o rival aproveitou. Em uma jogada em que Fulvio saltou para dar a bandeja, Alex quase arrancou o short do adversário. Até os atletas do banco ficaram irritados. O São José virou e fez a maior vantagem na partida até então - 67 a 61.
Depois, o Brasília estourou o limite de faltas, claramente tendo perdido a cabeça no confronto. Fulvio sentiu dores e teve que sair. O departamento médico afirmou se tratar apenas de câimbra. Mas o São José continuou bem, com a torcida vibrando a cada lance, e conseguiu controlar o jogo, fechando em 90 a 76. 

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Mano diz que manteve-se fiel à linha de ação, apesar de 'riscos' na Seleção Na primeira declaração sobre saída, técnico evita criticar CBF, mas cita ditado: 'Alemão não é teimoso. Teimoso é quem teima com o alemão'



Durante mais de cinco meses, desde que foi demitido da seleção brasileira, Mano Menezes evitou os jornalistas para não ter que comentar a sua saída. Nesta segunda-feira, o técnico tocou no assunto publicamente pela primeira vez, na edição de aniversário de dez anos do "Bem, Amigos!". Mano mediu as palavras para evitar criticar a direção da CBF, mas não escondeu a sua contrariedade com o seu afastamento. Ele diz que foi fiel ao que pensava ser o correto para a Seleção. mesmo "advertido" por amigos.
- Continuo pensando assim (que o Brasil precisa voltar a ser protagonista). Trabalhei durante dois anos e meio nesta direção. Durante algumas passagens, fui advertido por amigos que não deveria continuar perseguindo isso. Mas lá na minha terra, que tem muitos descendentes de alemães, tem um ditado que diz "Alemão não é um sujeito teimoso. Teimoso é quem teima com o alemão". Eu entendi que deveria, mesmo correndo todos os riscos, continuar nesta direção. E tentei fazer isso até quando estive à frente da seleção brasileira - afirmou.
Mano Menezes Parreira Bem Amigos (Foto: Marcos Ribolli)Mano e Parreira se encontraram no 'Bem Amigos!'
(Foto: Marcos Ribolli)
Mano foi demitido pelo presidente da CBF, José Maria Marin, em 23 de novembro, dois dias depois da conquista do troféu do Superclássico das Américas, após superar a Argentina nos pênaltis, após derrota por 2 a 1 no tempo normal no estádio La Bombonera, em Buenos Aires.
Sobre Neymar, o ex-treinador da Seleção deixou escapar uma ponta de mágoa com as críticas que recebeu no período em que esteve no cargo, quando defendeu que o atacante do Santos deveria jogar no exterior.
- No Brasil, é meio engraçado. Quando você enxerga um pouquinho antes e fala antes, toma porrada para caramba. Sofri. Me chamaram de corintiano. Que eu contra o Santos. Até o Rei (Pelé) disse que eu não gostava do Santos. Que eu queria ver o Neymar fora.
Questionado sobre quem deveria ser convocado para a Copa das Confederações, Kaká ou Ronaldinho Gaúcho, Mano adotou o bom humor.
- Vivi dois anos com esse problema e agora não tenho mais - disse, sorrindo. 

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Ronaldo fica devendo samba no pé e leva 'aula' de Júnior e Caio no palco Ex-jogadores aceitam convite da cantora Daniela Mercury e dançam no programa Bem, Amigos! especial comandado por Galvão Bueno


O ex-atacante Ronaldo Nazário foi um dos convidados do Bem, Amigos!especial, em comemoração aos 10 anos do programa, e se mostrou à vontade no palco montado em um hotel na Zona Sul de São Paulo. Ele só não mostrou muito talento para a dança. O jogador arriscou alguns passos ao som de Daniela Mercury e ficou devendo, enquanto os comentaristas e ex-jogadores Caio Ribeiro e Júnior mostraram que têm samba no pé (assista ao vídeo).
Junior dança 10 anos Bem amigos (Foto: Marcos Ribolli)Junior mostrou talento na dança (Foto:Marcos Ribolli)
Ronaldo levantou da cadeira para dançar na primeira participação da cantora e sambou ao som de "Mais que nada", música de Jorge Ben Jor, ignorando as dores no corpo - ele admitiu estar "arrebentado" após ter atuado por quase 90 minutos na partida de reabertura do Maracanã, no último sábado, no Rio de Janeiro. Só faltou um pouco de molejo e ele não escondeu que estava um pouco sem graça com a situação.
A cantora também desafiou outros convidados a entrar na dança, incentivada pelo apresentador Galvão Bueno. O comentarista de arbitragem Arnaldo Cezar Coelho não quis arriscar, mas os ex-jogadores Caio e Júnior aceitaram o convite e deram show, arrancando aplausos da plateia, recheada de personalidades do esporte, medalhistas olímpicos, ex-jogadores, técnicos e outros convidados.
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Ronaldo dançando Daniela Mercury 10 anos Bem amigos (Foto: Marcos Ribolli)Ronaldo aceitou convite de Daniela Mercury, mas ficou devendo no samba no pé (Foto: Marcos Ribolli) 
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Maracanã: grupo de Eike vence 2ª fase da licitação e fica perto de concessão Na análise das propostas econômicas e técnicas, Consórcio Maracanã obtém primeiro lugar com 98,26 pontos. Resultado final deve sair em 9 de maio


O grupo que conta com a empresa de Eike Batista ficou mais perto nesta segunda-feira de ganhar a concessão do Complexo do Maracanã pelos próximos 35 anos. O Governo do Estado do Rio de Janeiro concluiu a segunda fase da licitação e deu a maior nota das análises das propostas econômicas e técnicas ao "Consórcio Maracanã", formado por Odebrecht Participações e Investimentos S.A., IMX Venues e Arena S.A (de Eike) e AEG Administração de Estádios do Brasil LTDA: 98,26 pontos.
O outro grupo na disputa é o "Consórcio Complexo Esportivo e Cultural do Rio de Janeiro" - composto por Construtora OAS S.A., Stadion Amsterdam N.V. e Lagardère Unlimited -, que ganhou 94,4624 pontos da Comissão Especial de Licitação. Os resultados serão publicados terça no Diário Oficial do Rio de Janeiro.
No último dia 16 de abril, a comissão apresentou os valores das propostas dos dois consórcios. A oferta que conta com a empresa de Eike foi R$ 26,4 milhões superior à do concorrente (R$ 181,5 milhões contra R$ 155,1 milhões, ambos divididos em 33 parcelas).
O nome do vencedor pode ser conhecido no dia 9 de maio, às 10h, quando acontecerá a abertura da documentação de habilitação da licitante classificada em primeiro lugar. Mas o governo afirma que somente após o julgamento dos documentos e esgotada a fase de recursos é que será anunciado o nome do consórcio que tomará conta do Maracanã pelos próximos 35 anos.
Operários comparecem ao evento-teste do Maracanã, sábado: licitação perto do fim (Foto: Cahê Mota)
De acordo com o edital, a proposta técnica tem 60% do valor da nota, enquanto a econômica vale 40%. Para se adequar às exigências, as empresas brasileiras se uniram a internacionais: a AEG, parceira de Eike, é de origem americana e possui algumas equipes nos Estados Unidos (como o Los Angeles Galaxy, de futebol, e o Los Angeles Lakers, de basquete); no outro consórcio, há a francesa Lagardère Unlimited (especializada em marketin esportivo) e a holandesa Stadion Amsterdam N.V., que administra o estádio do Ajax.
Os quesitos usados para pontuar a proposta técnica são: a) experiência em gestão e operação de estádios de futebol, de alta capacidade (até 25 pontos); b) experiência em gestão e operação de arenas multiuso (até até 20 pontos); c) experiência em gestão e operação de complexos integrados de entretenimento que contenham, ao menos, quatro dos seguintes equipamentos dentro de uma mesma área comum e adjacente: (i) estádio de capacidade mínima de 20.000 pessoas, (ii) arena multiuso ou casa de shows com capacidade mínima para 5.000  pessoas, (iii) museu com área mínima de 2.000 metros quadrados, (iv) estacionamento com no mínimo 2.000 vagas, e (v) bares e restaurantes situados fora das instalações do estádio e da arena (até 20 pontos); d) experiência em comercialização de áreas e assentos premium, isto é, camarotes, frisas e assentos especiais com serviços exclusivos (até 20 pontos); e) apresentação de proposta que demonstre a compreensão dos desafios do Empreendimento e as soluções contempladas para o melhor atendimento do “Plano de Execução” (até 15 pontos).
No edital está ainda a previsão de quanto o consórcio vencedor terá que gastar com investimento total no Complexo do Maracanã: R$ 594.162.148,71. "Caso o valor total efetivo das obras incidentais seja inferior ao valor estimado neste item, a diferença apurada reverterá em favor do Poder Concedente, mediante aumento do Valor da Outorga e pagamento proporcional nas parcelas vincendas, nos termos da Cláusula Décima Quarta do Contrato", diz o texto.
Vencedor terá que fazer investimento inicial de R$ 469 milhões
torcida reabertura maracanã  (Foto: André Durão / Globoesporte.com)O estádio terá a inauguração oficial no dia 2 de
junho com Brasil x Inglaterra (Foto: André Durão)
No último sábado, o Maracanã teve seu primeiro evento-teste para a Copa das Confederações. Na vitória dos "Amigos de Ronaldo" por 8 a 5 sobre os "Amigos de Bebeto", apenas operários (com familiares), imprensa e convidados do governo fluminense entraram, ocupando 30% da capacidade do estádio.
Antes da apresentação das propostas das empresas, no início do mês, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP/RJ) ingressou com ação civil pública para suspender a licitação. O órgão alegava que diversas obras previstas no edital - como a demolição do parque aquático Júlio Delamare e do estádio de atletismo Célio de Barros - não são necessárias para a realização da Copa do Mundo, assim como os Jogos Olímpicos de 2016.
O MP/RJ também questionava a legalidade da participação da empresa IMX, de Eike, no processo de licitação, uma vez que foi ela a responsável pelo estudo de viabilidade da concessão. Segundo o órgão, todo o processo favorece a IMX, já que a empresa teve acesso a informações privilegiadas e exclusivas. A baixa rentabilidade do negócio para o governo do Rio de Janeiro é outro ponto abordado.
Como os clubes de futebol foram proibidos de participar diretamente do processo de licitação, a vencedora terá de negociar com pelo menos dois deles, como manda o edital. Caso a empresa não cumpra as exigências, o governo do Rio de Janeiro pode abrir nova licitação.
De acordo com o edital de licitação, a vencedora também terá como compromisso a demolição do estádio de Atletismo Célio de Barros e do parque aquático Julio Delamare e a remodelação do Museu do Índio, que será o Museu Olímpico, localizados no complexo do Maracanã. No local, o concessionário terá que construir áreas de entretenimento, museus do futebol e olímpico e um amplo estacionamento. Além disso, terá de erguer centros esportivos de atletismo e natação nas proximidades do estádio.
Vale ressaltar que os valores da concessão não irão quitar os gastos com as obras de reforma do estádio, que chegam a quase R$ 1 bilhão. Durante a Copa das Confederações deste ano, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, o estádio será exclusivo dos organizadores dos eventos (Fifa e COI).
No ano passado, durante o lançamento do edital, as receitas e despesas do Maracanã foram estimadas pelo governo. Pelo estudo, o estádio vai gerar R$ 154 milhões por ano e terá um gasto de R$ 50 milhões. A previsão é de que os recursos investidos pelo concessionário sejam quitados em 12 anos. Com isso, o novo gestor teria lucro durante 23 anos do contrato, gerando R$ 2,5 bilhões.
Desde o lançamento do edital, em outubro do ano passado, todo o processo de licitação foi marcado por protestos e polêmicas. Na audiência pública para a aprovação do edital, em novembro, estudantes, índios e atletas revoltados com a demolição do Célio de Barros e do Júlio Delamare protestaram no Galpão da Cidadania, na Zona Portuária do Rio de Janeiro, e impediram a realização do evento. Após quase três horas, o governo do Rio deu como encerrada a audiência, e o edital foi aprovado. Em março, após muito tumulto, foi necessário que o Batalhão de Choque da Polícia Militar entrasse em ação para desocupar o Museu do Índio.
Maracanã (Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro)Obra da reforma do Maracanã está em quase R$ 1 bilhão (Foto: Divulgação/Governo do Rio de Janeiro) 
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'Filho de tetra', Romarinho volta a La Bombonera: 'Sonho com outro gol' Herói do primeiro jogo da final de 2012, atacante vai ao estádio do Boca pela segunda vez em menos de um ano, e em alta com Tite


Romarinho, em treino  (Foto: Rodrigo Faber )
O ambiente hostil, a pressão de uma torcida que joga junto, um time seis vezes campeão da Libertadores do outro lado. O clima proporcionado pelo Boca Juniors em La Bombonera pode intimidar grande parte dos jogadores do futebol sul-americano. ComRomarinho, isso não acontece. Menos de um ano depois de seu gol heroico no primeiro jogo da decisão do torneio passado, o atacante do Corinthians está de volta ao estádio com os sonhos renovados.
Aos 40 minutos do segundo tempo daquela partida, Romarinho deixou de ser o “filho de Romário”, como acreditava parte da imprensa argentina, e passou a ser conhecido como o carrasco que tiraria a empolgação de 50 mil vozes em La Bombonera. Vale reforçar que o atacante não tem qualquer parentesco com o tetracampeão do mundo. Desta vez, porém, os xeneizes saberão bem quem é o dono da cabeleira que estará em campo com a camisa 14.
Autor do gol de empate por 1 a 1 no fim daquela primeira partida, em Buenos Aires, Romarinho virou xodó instantâneo da torcida do Corinthians e passou por altos e baixos até chegar às oitavas de final da atual Libertadores. Sem Renato Augusto, machucado, ele virou o novo responsável pela armação das jogadas - foi titular contra a Ponte Preta, no domingo, e deve ser mantido no time. Em La Bombonera, ele estará à vontade. Quem sabe, com um novo gol histórico.
Tenho de sonhar jogar, fazer outro gol como aquele. Estou sonhando sempre"
Romarinho
– Tenho de sonhar jogar, fazer outro gol como aquele. Estou sonhando sempre. Mas primeiro temos de pensar no título e na vaga nas quartas de final. O resto vem naturalmente – afirmou Romarinho.
– Espero trabalhar bem e ser titular. Caso contrário, vou aguardar minha chance – completou, humilde, ainda em solo brasileiro, já que ele e os demais jogadores do Timão não deram entrevistas na chegada a Buenos Aires, na tarde desta segunda-feira.
Recém-contratado pelo Bragantino, Romarinho ainda era uma aposta do técnico Tite naquela noite de 27 de junho de 2012. Ele só tinha feito uma partida com a camisa do Corinthians, três dias antes, e marcou dois gols logo em um clássico contra o Palmeiras. Por isso, a confiança do técnico era plena ao colocar o reforço em campo contra o Boca, a dez minutos do fim, com o Timão perdendo por 1 a 0.
Com uma frieza incomum, Romarinho recebeu passe de Emerson Sheik e deu uma “cavadinha” na saída do goleiro Orión. O empate deu tranquilidade ao Corinthians para o jogo de volta, vencido pelo Timão por 2 a 0, no Pacaembu.
Romarinho marca gol do Corinthians contra o Boca Juniors (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Romarinho marca sobre o Boca Juniors na Bombonera (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Um ano depois, o atacante chega a La Bombonera com responsabilidade bem maior. O talismã de ontem quer ser o homem de confiança de hoje. Se depender de Tite, ele terá essa chance.
– O Romarinho está muito bem, merece a sequência que está tendo. Está cada vez mais adaptado, vai ajudar como Danilo, Emerson, Guerrero... Todos serão importantes – avisou o técnico. 

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São Paulo oferece R$ 10 milhões por dupla da Ponte Preta Diretoria faz proposta por Cléber e Cicinho, mas Macaca não aceita receber jogadores oferecidos pelo Tricolor


Cleber e Cicinho, em treino da Ponte Preta: na
mira do São Paulo (Foto: Reprodução EPTV)
A diretoria do São Paulo espera acertar nos próximos dias a contratação do zagueiro Cléber e do lateral-direito Cicinho, ambos da Ponte Preta. O Tricolor ofereceu R$ 10 milhões pela dupla, mas incluindo neste valor jogadores que não estão sendo muito aproveitados pelo técnico Ney Franco no Campeonato Paulista e na Taça Libertadores.
A direção da Macaca quer receber o valor integral e não aceita a lista colocada à disposição pelos são-paulinos. Para o lugar de Cicinho, que atua também como um meio-campista aberto pelo lado direito, o clube gostaria de ter Douglas, um dos jogadores preferidos do técnico Ney Franco.
A dupla, aliás, vem sendo bastante cobiçada neste início de temporada. Vários clubes já procuraram a Ponte Preta para negociar, mas o clube de Campinas bate o pé para mantê-los, principalmente por viver boa situação econômica e por disputar a Série A do Campeonato Brasileiro.
Cicinho, de 24 anos, vem se destacando desde o ano passado. Lateral de origem, ele vem sendo escalado por Guto Ferreira no meio campo, tendo liberdade para virar até um ponta. Já Cléber, de 22, é considerado uma das revelações e um dos principais zagueiros do Paulistão 2013.
O São Paulo varre o interior do estado em busca de reforços. O clube chegou a flertar também com Daniel Borges, de 20 anos, lateral-direito autor de quatro gols pelo Botafogo no estadual.
A diretoria são-paulina também tenta reforçar o sistema ofensivo. Ney Franco pede desde o início do ano a chegada de um atacante de velocidade, sobretudo depois da venda de Lucas ao Paris Saint-Germain. Montillo, agora no Santos, e Vargas, do Grêmio, eram as alternativas, mas as negociações fracassaram.
O treinador não esconde que sente falta de mais opções pelos lados. Osvaldo, titular absoluto, e Wallyson, que em muitas vezes sequer fica no banco de reservas, são as alternativas. 

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Depois de expulso, treinador pega árbitro pelo pescoço no sul de SC Jogo de futebol amador em Criciúma é marcado por muita confusão


A imagem dos jogadores do Caravaggio com a taça da Copa Sul dos Campeões ficou em segundo plano. A partida decisiva contra o Internacional de São Defende, segundo jogo da decisão da Copa Sul dos Campeões, competição que reúne os vencedores de ligas amadoras regionais da região sul de Santa Catarina, foi marcada pela quantidade de incidentes que levaram o jogo a cerca de três horas de duração. Entre eles o estrangulamento do árbitro Edésio Weber. Ainda houve troca de agressões entre adversários e alambrado derrubado, em partida no estádio Antônio Peruchi, em Criciúma.
Árbitro estrangulado em jogo de futebol amador em SC  (Foto: Lucas Colombo / Jornal A Tribuna)
No confronto de ida, o Internacional de São Defende havia vencido na casa do rival. No sábado, os times se reencontram no estádio do Inter, de Criciúma. O primeiro incidente ocorreu por volta dos 30 minutos do primeiro tempo, e desencadeou na atitude do técnico Maurílio Gralha, do time mandante.
Após uma falta dura do jogador do Inter, houve uma confusão porque o árbitro Edésio Weber aplicou o cartão vermelho para quem cometeu a infração e quem a recebeu. A partir deste instante houve uma briga generalizada entre os participantes da partida. Sobrou até para quem trabalhava na cobertura do jogo.

- A confusão veio em cima dos profissionais de imprensa. Cheguei a tomar um tapa ao tentar escapar do bolo – relata o repórter Mateus Mastella, do Jornal A Tribuna.
Confusão Internacional Caravaggio futebol amador SC (Foto: Lucas Colombo / Jornal A Tribuna)Muita confusão durante final de campeonato
amador (Foto: Lucas Colombo / Jornal A Tribuna)
O árbitro Weber expulsou Maurílio Gralha pouco antes do apito que reiniciaria a partida. O juiz puniu o treinador por não ter contribuído para terminar a briga. Logo em seguida, o comandante do Internacional pegou Edésio Weber com as duas mãos no pescoço, indignado por ter sido 'convidado a se retirar'.

O policiamento foi chamado depois do incidente, e também quando um dos auxiliares da arbitragem teve as costas atingidas por uma pedra e uma garrafa de água, arremessados por espectadores. O jogo ainda teve rojões estourados dentro de campo e um alambrado derrubado por torcedores do Caravaggio, na comemoração de um dos três gols da equipe. Com os 3 a 0 no placar quando o estrangulado Edésio Weber apitou o final do confronto, o time de Nova Veneza celebrou o título da competição.
Não há registro de queixa na polícia pelas agressões no decorrer. A Liga Urussanguense de Desportos (LUD), que responde pela organização da competição, vai julgar os incidentes no decorrer da partida. Os times entraram em acordo, no entanto, para o pagamento do alambrado avariado.  
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NOSSO FUTEBOL COM ERNANDO MESQUITA.