24ª RODADA FLU VENCE DE VIRADA MAIS UMA VEZ E CHEGA A SETE JOGOS SEM PERDER Fluminense dorme na sexta colocação, com 33 pontos, e dá presente de grego a Enderson Moreira no dia em que o treinador faz dois anos de Goiás

 

O Fluminense segue sua escalada no Campeonato Brasileiro. Em jogo sem muito brilho, mas com muita determinação e raça, venceu por 2 a 1 o Goiás, de virada, no Serra Dourada, e ampliou sua série invicta para sete partidas (quatro vitórias e três empates). Esta foi a terceira vez seguida que o time conseguiu os três pontos depois de sair atrás no placar. O bom momento afasta o Tricolor da zona de rebaixamento e faz o time olhar para cima, já que chegou à sexta colocação provisória, com 33 pontos, ultrapassando, inclusive, o Goiás, com a mesma pontuação, mas que tem menos vitórias.
O Esmeraldino abriu o placar com William Matheus, algoz tricolor nas oitavas de final da Copa do Brasil, mas os comandados de Vanderlei Luxemburgo conseguiram a virada com gols de Jean e Rafael Sobis. O público no Serra Dourada não chegou a empolgar: 8.610 pagantes, com renda de R$ 187.055,00.
Felipe, que entrou no segundo tempo e começou a jogada do segundo gol do Fluminense, comemorou a importante vitória e o crescimento do time, mas não quer saber de empolgação exagerada. Segundo ele, ainda há muito a fazer para o time lutar na parte de cima da tabela.
- Vamos buscar um lugar no topo do campeonato passo a passo. Primeiro vamos sair da confusão em que a gente entrou, e depois vamos em busca do G-4, que é o lugar onde o Flu merece estar.
No duelo entre Sobis e Walter, os jogadores que mais finalizaram até o momento no Brasileiro, o tricolor levou a melhor. Chutou quatro vezes, contra apenas uma do gordinho. E fez o gol da vitória. Enderson Moreira, que completou dois anos de Goiás, recebeu uma homenagem da diretoria goiana antes do jogo e um presente de grego em campo do clube responsável por colocá-lo no cenário nacional. Ao fim, reclamou muito da postura do árbitro Márcio Chagas da Silva.
- O pênalti no Walter foi uma coisa absurda. Depois, ele demorou dois minutos para autorizar a entrada do William Matheus. Eu acho que os árbitros têm medo do Luxemburgo. O Flu é um gigante do futebol brasileiro, e acredito que não precisa disso para vencer.
O Fluminense ficou com um problema sério para o clássico contra o Botafogo, marcado para a próxima quarta-feira, às 21h, no Maracanã. Não terá laterais-direitos, já que Bruno, por falta no primeiro tempo, e Igor Julião, acusado de simulação, levaram o terceiro amarelo.
Jean gol Fluminense contra Goiás (Foto: Cristiano Borges/ Photocamera)Jean comemora o primeiro gol do Fluminense na partida (Foto: Cristiano Borges/ Photocamera)
Objetividade do Goiás é premiada
Objetividade sobrou no Goiás e quase inexistiu no Fluminense durante o primeiro tempo. O Tricolor chegou a deter 69% da posse de bola no início do confronto, mas se limitava a ficar tocando para o lado sem levar qualquer perigo à meta adversária. O meio-campo formado por três volantes explicava a falta de criatividade dos cariocas. Tanto que a melhor jogada do Flu nasceu do improviso de Gum, surpreendendo a todos com um ótimo lançamento para Biro Biro. Na sequência, Rafael Sobis demorou para chutar e acabou carimbando a defesa.
Os donos da casa pouco trocavam passes curtos, optavam pela ligação direta e se deram bem assim. Chegaram com perigo primeiro com Roni, que obrigou Cavalieri a uma linda defesa após receber enfiada de Dudu Cearense. Depois, Walter achou Ramon com uma esticada ainda mais impressionante, porém o companheiro acabou perdendo a passada. Quando a jogada não foi planejada, saiu o gol. Walter, mais uma vez muito participativo, deu um bico para o alto. A bola quicou, Roni ajeitou e William Matheus colocou na rede, com um chute seco do lado esquerdo da grande área.
Flu vira com os medalhões
Luxemburgo voltou do intervalo com duas mexidas. Colocou Eduardo e Igor Julião no time, substituindo Diguinho e Bruno. A estratégia rendeu frutos logo aos sete minutos. O primeiro recebeu no meio, esticou para Rhayner, que cruzou. Sobis ajeitou para Jean, que, contando com a sorte, empatou. O chute explodiu na trave direita, voltou nas costas do goleiro Renan e entrou, para desespero do goleiro.
Depois da igualdade, o jogo ficou equilibrado. Mas a insistência de Rafael Sobis, que procurou o gol a todo instante, foi premiada. Já no fim do jogo, Felipe mostrou visão ao puxar o contra-ataque e encontrou Biro Biro na esquerda. O jovem deu belo passe para Sobis dentro da área. Ele só completou para o gol e deixou claro que o Fluminense não briga mais contra o rebaixamento no Brasileiro. 

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24ª RODADA PONTE SURPREENDE E BATE BOTAFOGO NO MARACANÃ EM DIA RUIM DE SEEDORF Título brasileiro fica mais distante para alvinegros, que podem perder segundo lugar na rodada. Macaca vence primeira no estádio em sua história

 

Numa noite que teve furada de Seedorf e bico de Lodeiro na cobrança de escanteio, seria muito, muito difícil o Botafogo vencer. Precisando dos três pontos para não deixar o Cruzeiro disparar na liderança do Brasileiro, a equipe alvinegra tropeçou em hora péssima e local errado. Num sábado à noite, no Maracanã, perdeu de 1 a 0, gol de pênalti polêmico, para uma Ponte Preta que, se pouco chegou ao gol e pode ter sido beneficiada por um erro de arbitragem, teve ao menos o mérito de se fechar bem e tentar decidir nos contra-ataques.
Com a terceira derrota seguida - segunda em casa -, o time se mantém com 42 pontos, pode ver a líder Raposa abrir 11 de vantagem e ainda, de quebra, perder a segunda posição na tabela neste domingo, caso o Atlético-PR, com 41, supere o Vitória, em casa. Ou terminar em quarto, se o Grêmio, com 39, bater o São Paulo no Morumbi.
A Ponte Preta, treinada pelo técnico Jorginho, ex-Flamengo, permanece na penúltima colocação, mas, com 22 pontos e um jogo a menos, começa a ter esperanças de reação para escapar do rebaixamento. O gol marcado por Elias deu ao clube a primeira vitória no Maracanã em toda sua história e um alento ao time, que na terça-feira receberá o lanterna da competição, o Náutico, no Moisés Lucarelli. O Botafogo fará o clássico com o Fluminense, quarta-feira, também no Maracanã, em que precisará vencer para quebrar a má fase e reagir na tabela.
Antes da partida, que teve 6.272 pagantes,
9.673 presentes e renda de R$ 260.010, os jogadores do Botafogo campeões da Copa Conmebol em 1993 receberam homenagens da diretoria pelos 20 anos da conquista, que serão completados nesta segunda-feira. Depois do jogo, os atuais atletas eram só tristeza pelo resultado da noite de sábado. Seedorf, que teve desempenho ruim e saiu vaiado pela torcida, pediu tranquilidade.
- Estamos em segundo. É um momento que a gente tem de refletir, mas com calma. Nossa situação é sempre positiva, visto que estamos brigando lá em cima. Vir de três derrotas não é bom. Esperamos que a gente não perca muitos pontos para o Cruzeiro e fique longe demais, mas não podemos abaixar a cabeça. O Botafogo fez coisas muito boas para pensar que não vai retomar a pegada de antes.
Na Ponte, o volante Fellipe Bastos comemorou o resultado, principalmente por ter sido fora de casa e contra um adversário forte.
- Essa vitória é importantíssima, em cima de um time que está lutando para ser campeão. Com certeza,.temos chances de escapar (do rebaixamento). A gente tem mostrado nos jogos, apesar de ter perdido para o Atlético-PR. Jogamos fechadinhos contra um time que está lutando para ser campeão. A gente soube jogar, fizemos um gol no primeiro tempo e no segundo só exploramos o contra-ataque.
Elias gol Ponte Preta contra Botafogo (Foto: Nina Lima / Agência O Globo)Time da  Ponte celebra Elias, autor do gol da vitória histórica (Foto: Nina Lima / Agência O Globo)

Vantagem para a Ponte
O Botafogo teve mais posse de bola, foi mais ofensivo, incisivo e mais organizado taticamente. E, mesmo tramando mais jogadas, não conseguiu, nos primeiros 45 minutos, criar uma chance de perigo que fizesse a torcida se empolgar no Maracanã num sábado à noite até então sem grandes emoções.
Aquele toque final, aquela jogada que faz a diferença não existiu no primeiro tempo. A quantidade de passes errados, sem dúvida, contribuiu. Foram 30 dos alvinegros em 45 minutos.  O time estava mal tecnicamente. Pouco inspirados, Seedorf e Lodeiro, os grandes responsáveis pelo talento da equipe, pouco produziram. Pela direita, Hyuri também teve raros momentos para empolgar o torcedor. Bem marcado, Rafael Marques arriscou uma bola de fora da área que nem chegou a assustar muito. Até os volantes, Marcelo Mattos e Gabriel, tentavam de longe um bom arremate, sem sucesso.  O melhor tiro foi do lateral Edílson, mas Diego Sacoman, bem na partida, como seu companheiro de zaga, Ferron, desviou de cabeça, para escanteio.
Diante de sua posição bem incômoda na tabela - figura em penúltimo lugar -, a Ponte pouco ia ao ataque. O lema era se fechar bem na defesa à espera de um bote. As apostas eram na velocidade de Adaílton. Os laterais pouco se arriscavam a avançar. Até que, aos 41, Artur arrancou pela direita, e, após a entrada de Lima, caiu na área. O árbitro marcou o pênalti, bastante discutível. Elias bateu de canhota quase no meio do gol, mas a bola passou por baixo de Jefferson e morreu no fundo da rede: 1 a 0 para a Macaca, aos 42.  Justo ela, que pouco foi à frente e chegou ao Maracanã apenas para se proteger.
Oswaldo saca Seedorf
O primeiro tempo terminou como uma lição para o Botafogo. Não bastava apenas ter o domínio territorial, a posse de bola. Faltavam brilho e empolgação. A exemplo da partida contra o Flamengo, Seedorf recuou no segundo tempo para ficar mais solto, como um volante que iniciasse as jogadas. A torcida já perdia a paciência, e escolheu o lateral Lima, substituto de Julio César, poupado e no banco, como vítima. Mas o técnico Oswaldo de Oliveira botou Otávio e tirou Hyuri, apagado principalmente após ter levado o terceiro cartão amarelo, que vai tirá-lo do clássico contra o Fluminense.
Seedorf jogo Botafogo contra Ponte Preta (Foto: Nina Lima / Agência O Globo)Seedorf tem atuação apagada e é substituído por
Henrique (Foto: Nina Lima / Agência O Globo)
Jorginho, técnico da Ponte, mexeu logo em seguida, trocando Adaílton por Adrianinho. A intenção do técnico da Macaca era manter-se ligado nos contra-ataques, mas com um pouco mais de marcação no meio de campo, auxiliando os volantes Baraka e Fellipe Bastos. Com isso, o técnico deixou apenas Rildo na frente, tentando resolver na correria. O camisa 11, apesar de isolado, incomodava a zaga. Mas àquela altura - 15 minutos do segundo tempo -, o Botafogo pressionava um pouco mais. O goleiro Roberto já fizera boa intervenção em centro de Lima. Mas Seedorf errava. Com direito a furada de bola. Oswaldo percebeu e resolveu sacar a estrela da companhia. Seedorf saiu balançando a cabeça, sem olhar para o treinador. Em seu lugar, entrou Henrique, com Rafael Marques recuando para exercer a função do holandês.
Curioso é que Lodeiro também não estava em seu dia. A ponto de jogar um cobrança de escanteio direto pra fora, por trás do gol. O tempo passava, e Oswaldo ainda tentou uma última cartada, com Alex no lugar de Marcelo Mattos. Jorginho já se fechara, trocando Alef por Magal. O Botafogo pressionava, e a guerreira zaga da Ponte sobrevivia aos ataques. O Alvinegro só deu susto com Alex, no último lance. Bom para a Ponte, que conseguiu a primeira vitória no Maracanã em toda sua história. 

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Achei! Ex-Grêmio na Batalha dos Aflitos, Ricardinho recomeça na PB Titular contra Náutico no duelo marcante responsável por acesso do time à Série A do Brasileiro, ele jogará final por Santa Cruz de Santa Rita, da Série B

ricardinho, atacante ricardinho, ricardinho ex-grêmio, ex-grêmio, santa cruz de santa rita, santa cruz-pb (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)Ricardinho, ex-Grêmio, tenta o recomeço na
segunda divisão do futebol da Paraíba
(Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)
Titular do Grêmio durante a conquista da Série B do Campeonato Brasileiro de 2005, o atacante paraibano Ricardinho foi um dos responsáveis pelo retorno do clube gaúcho à elite do futebol brasileiro. Ainda que tenha sido coadjuvante na "Batalha dos Aflitos", partida contra o Náutico realizada no dia 26 de novembro daquele ano e que marcou os torcedores do Tricolor como um dos momentos mais épicos de sua história (mesmo se tratando de um confronto numa divisão de acesso). Em 2013, contudo, o jogador perdeu espaço no cenário nacional e tenta recomeçar a carreira aos 29 anos defendendo as cores do Santa Cruz de Santa Rita, que joga a 2ª divisão do Campeonato Paraibano. E com dois gols marcados na campanha, o atleta vai jogar no próximo domingo a final da competição estadual.
A partida será contra o Esporte de Patos, no Estádio José Cavalcante, em Patos, às 17h. Naquele dia de 2005, o jogo era outro. O Grêmio jogava pelo empate para conquistar o acesso. Uma derrota classificaria o time pernambucano em seu lugar. O Náutico, no entanto, perdeu dois pênaltis. E com quatro atletas expulsos perto do fim da partida, o Grêmio não só conseguiu segurar os pernambucanos como ainda marcou um gol aos 60 minutos do segundo tempo - a partida ficou paralisada por 25 minutos. Para tornar o cenário ainda mais impressionante, o jogo foi no Recife, num Estádio dos Aflitos lotado. Ricardinho começou jogando, mas acabou sendo substituído no intervalo após ter sofrido uma contusão e assistiu à vitória por 1 a 0 do banco de reservas.
Depois, o atacante teve no currículo passagens por Palmeiras, Botafogo, Figueirense, Jeju United da Coreia, Kashiwa Reysol do Japão e São Caetano. Agora, mesmo sem estar num grande clube e recomeçando em um time de segunda divisão da Paraíba, Ricardinho garante que a sua carreira não está chegando ao fim.
Quero ser feliz para que em breve possa voltar a um grande clube a nível de Série A"
Ricardinho, atacante
- Espero ter no Santa Cruz as coisas boas que tive lá no Grêmio. Houve a "Batalha dos Aflitos" e o Campeonato Gaúcho, por exemplo. Quero ser feliz para que em breve possa voltar a um grande clube de Série A. Sabemos que a carreira de jogador é curta, e em qualquer clube que formos temos que colocar na cabeça: é um recomeço. Seja qual for a agremiação - filosofou.
Depois de 14 anos longe da Paraíba, o atacante diz que essa é uma oportunidade para voltar a jogar perto de casa, da família e dos filhos. E que seria uma espécie de estágio para recarregar todas as energias para poder ter a chance de despontar no futebol.
- Vivemos muito fora. E tem hora que bate aquela saudade. Nosso trabalho é sempre estar em atividade. Sabemos que jogador não pode parar totalmente. A proposta do Santa Cruz foi boa e me agradou. Jogador tem que trabalhar independentemente de onde for. Pesou também a vontade de voltar a jogar no meu estado na companhia de quem eu mais gosto: os meus familiares.
 Batalha dos Aflitos
Qualquer jogo pode sair da cabeça de Ricardinho. Menos a "Batalha dos Aflitos" (assista ao vídeo ao lado). Essa será uma partida que o atacante vai carregar para o resto da vida. Para conquistar o título da Série B do Brasileirão em 2005, o Grêmio não teve vida fácil.
O paraibano revela que, naquele ano, o Tricolor vivia uma situação difícil e tinha alguns problemas judiciais. Mas todo o elenco decidiu esquecer as confusões internas e se unir em busca do acesso no ano seguinte. E conseguiu.
Na partida contra o Náutico, Ricardinho precisou deixar o gramado no intervalo para dar lugar ao volante Lucas Leiva, que atualmenta atua no Liverpool, da Inglaterra, e voltou a ser convocado para a Seleção, desta vez por Felipão. O atacante ainda se recuperava de uma lesão muscular, voltou a ter a contusão e ainda estava debilitado por causa de uma gripe.
- Acho que foi um jogo inesquecível, e que vai ficar marcado para o resto da minha vida, como também para o dos torcedores. E uma partida como aquela eu acho que nunca mais vai acontecer. Espero que nunca mais mesmo. Foi um sufoco, uma experiência única, e isso faz com que a gente possa crescer na vida. O Grêmio vivia alguns problemas, e a gente colocou na cabeça que o time teria que subir para ficar marcado na história do clube. Conseguimos. Até hoje todo mundo lembra daquela batalha.
Ricardinho comemora com a torcida o título do Brasileiro de 2005 no Olímpico (Foto: Acervo do Grêmio)
Companheiros inseparáveis no Tricolor
No ano histórico para o Grêmio, a união do elenco foi grande. E naquele time, que tinha destaques como Galatto, Pereira, Domingos, Márcio Goiano, Marcel, Marcelo Lipatin, Lucas e Anderson, Ricardinho tinha companheiros inseparáveis no Tricolor. Mesmo de longe, ele carrega todos esses na lembrança.
Uns estão na Europa, outros jogando no Brasil. E quando nos encontramos lembramos do momento que ficou marcado"
Ricardinho mantém pouco contato com os companheiros do Grêmio em 2005
O goleiro Galatto e os zagueiros Pereira e Domingos, por exemplo, estavam sempre ao lado do paraibano nas brincadeiras de concentração. Mas, com o giro por vários clubes do Brasil, o atacante perdeu um pouco o contato com os parceiros daquela época.
- Às vezes a gente troca telefone. De vez em quando, conversa com um ou outro. Uns estão na Europa, outros jogando pelo Brasil. E quando nos encontramos, lembramos do momento que ficou marcado. Eu sempre me dei bem com todo mundo. Mas um dos caras com quem mais me dava bem na época era Pereira, atualmente no Sport, e Domingos, que era meio maluco da cabeça. Teve Galatto também, que me ensinou a tomar chimarrão - relembrou aos risos.
ricardinho, ex-grêmio, atacante ricardinho, ricardinho ex-grêmio, santa cruz-pb, santa cruz de santa rita, (Foto: Acervo do Grêmio)Ricardinho (de bandana) faz a festa no Olímpico
(Foto: Acervo do Grêmio)
Saudades do Grêmio
Torcedor declarado do Grêmio, Ricardinho sente saudades do time gaúcho. No Santa Cruz-PB, ele declarou o carinho enorme que tem pelo clube gaúcho. E até hoje acompanha tudo sobre o time. Assiste aos jogos pela televisão e acompanha as notícias na internet.
- Tenho saudade de uma coisa que me fez bem. Espero que um dia eu possa voltar para o Grêmio. O carinho pelo clube é enorme. Faço de tudo para acompanhar o Tricolor seja onde for. Se eu tivesse que voltar agora para um time de Série A, voltaria para o Grêmio. Temos que pensar alto - declarou.
Bagagem para a 2ª divisão do Paraibano
Mesmo com toda a sua bagagem, Ricardinho tenta dividir com os novos companheiros do Santa Cruz-PB a responsabilidade e garante que trouxe apenas um pouco mais de experiência para a equipe da Paraíba.
- Não sou eu que vou resolver todos os problemas do Santa Cruz. Mas ao lado dos meus companheiros vamos dar o nosso máximo dentro de campo. É claro que queria estar em um grande clube de Série A, mas respeito e agradeço pela oportunidade no Santa Cruz. Não tenho do que reclamar - concluiu.
ricardinho, atacante ricardinho, ricardinho ex-grêmio, ex-grêmio, santa cruz de santa rita, santa cruz-pb (Foto: Lucas Barros / Globoesporte.com/pb)Ricardinho quer ser campeão pelo Santa Cruz-PB (Foto: Lucas Barros /  
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Odvan chega a Tocantins confiante em levar o São José à elite estadual Recebido com festa, ex-zagueiro do Vasco e da Seleção fala em garimpar jovens promessas no estado para fazê-los despontar no futebol brasileiro

Bicampeão brasileiro, em 1997 e 2000, da Taça Libertadores, em 1998, e da Copa Mercosul, em 2000, com o Vasco. Passagem pela seleção brasileira, com 12 jogos disputados entre 1998 e 1999, época em que ganhou do técnico Vanderlei Luxemburgo a alcunha – carinhosa, diga-se – de "zagueiro-zagueiro". Com a camisa amarela, conquistou a Copa América em 1999. Foi com essas credenciais que Odvan foi oficialmente apresentado, na noite desta sexta-feira, com o elenco do São José que disputará a Segunda Divisão do Campeonato Tocantinense.
No auditório da Assembleia Legislativa, o jogador de 39 anos foi recebido pelo time sub-19, que atualmente disputa o estadual da categoria, e pelo restante do elenco principal. Odvan chegou dono da camisa 39, uma referência a sua idade, e confiante na subida do São José para a elite do futebol de Tocantins.
–  A minha motivação é poder ajudar o clube nessa nova caminhada. Gostei do planejamento que me foi mostrado, e eu e os outros jogadores estamos em busca de mais um desafio – disse o veterano zagueiro, revelando que uma de suas metas é colocar promessas do futebol tocantinense no mapa nacional. – Quero fazer contatos para revelar bons jogadores. Com o conhecimento que tenho, porque joguei em vários clubes, quem sabe posso levar alguns valores do estado.
Odvan irá usar a camisa número 39 no estadual da segunda divisão (Foto: Marcos Martins/GLOBOESPORTE.COM)Odvan usará a camisa número 39 na Segunda Divisão (Foto: Marcos Martins/GLOBOESPORTE.COM)
Antes disso, no entanto, Odvan pensa apenas em subir com a nova casa. Ele garante estar em forma, destacando que sua experiência será importante para adaptar-se rapidamente à equipe e a Tocantins.
– O São José é um grande clube, mais um na minha vida. Queri usar minha experiência para ajudar o time. Quero sair vitorioso, e vamos passar por cima dos obstáculos. Procuro sempre me manter em forma, preparado para estar 100% no decorrer do campeonato. É fundamental para um jogador profissional estar sempre se cuidando.
Marcos Martins, estagiário, sob supervisão de Monique Almeida
Odvan recebe das mãos do presidente, Djacir Almeida, a camisa 39 do São José (Foto: Marcos Martins/GLOBOESPORTE.COM)Odvan recebe das mãos do presidente, Djacir Almeida, a camisa do São José
(Foto: Marcos Martins/ 
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Participação de R10 no Mundial 'será um desafio', afirma médico do Galo Confiante na recuperação a tempo de Ronaldinho disputar torneio no Marrocos, Rodrigo Lasmar fala em todos os esforços possíveis

A torcida do Atlético-MG tem razão ao ficar preocupada. Ronaldinho Gaúcho corre mesmo o risco de não participar do Mundial de Clubes, em dezembro, no Marrocos. Em coletiva realizada nesta sexta-feira, na Cidade do Galo, o médico Rodrigo Lasmar confirmou a gravidade da lesão de R10, que sentiu dores na coxa esquerda durante um treinamento na véspera. O craque foi submetido a exames de ressonância magnética, que identificaram uma ruptura na musculatura.
info lesão do ronaldinho (Foto: arte esporte)Entenda como foi a lesão de Ronaldinho Gaúcho (Foto: arte esporte)
– Ronaldo sentiu dores na região adutora da coxa esquerda, e os exames clínico e de imagem caracterizaram o problema. O tratamento intensivo começou na manhã de hoje (sexta-feira). Agora é aguardar a evolução do jogador. Ele nunca havia se queixado de qualquer dor no local, na região da coxa e do adutor. Normalmente, são traumas ou pancadas causadas pelo jogo que melhoram em dois ou três dias. Sem dúvida, esta foi a lesão mais grave em toda a sua carreira.
O Atlético-MG estreia no Mundial no dia 18 de dezembro, contra um adversário ainda indefinido, e o departamento médico do clube preferiu não estipular um prazo para a recuperação de Ronaldinho. Ao explicar a lesão do camisa 10, Lasmar chegou a falar numa margem de tempo, mas pediu cautela.
– Falamos em grau um, dois e três para explicar se é leve, moderada ou grave. A do Ronaldo é grau três, uma ruptura total do músculo no adutor junto à virilha. Há critérios como idade e posição do jogador, por isso precisamos ter cuidado ao falar em recuperação. Não existe regra nem comportamento uniforme numa lesão muscular. Muitas coisas estão envolvidas. Lesões graves têm um tempo de recuperação longo, girando em torno de dois meses e meio a três meses e meio.
Rodrigo Lasmar; Atlético-MG: Cidade do Galo (Foto: Léo Simonini / Globoesporte.com)Rodrigo Lasmar fala da lesão de Ronaldinho Gaúcho (Foto: Léo Simonini / Globoesporte.com)
Segundo Alexandre Kalil, Ronaldinho será submetido a um “tratamento de guerra” para deixá-lo pronto para o Mundial de Clubes. E Lasmar diz que o presidente atleticano deu carta branca para o departamento médico fazer todos os esforços possíveis  (veja a entrevista do médico do Atlético-MG no vídeo abaixo).
– Ele deixou à disposição tudo o que é preciso ser feito. Faremos um esforço, e o atleta também. Agora, temos que ter calma e tranquilidade. É um prazo longo, e todo mundo quer saber do Mundial. Acredito na possibilidade (de Ronaldinho jogar), e será feito tudo para que ele esteja à disposição do Cuca. Será um desafio. O Ronaldo está motivado, e nós também. Não vamos ter restrição em relação ao que será feito. O tratamento é em período integral.
Certo mesmo é que R10 está fora de todo o restante do Campeonato Brasileiro. Mesmo que se recupere a tempo, será preservado para a disputa do Mundial. Assim, o técnico Cuca tem de achar um substituto para ocupar a lacuna já para o jogo contra o Santos, neste domingo, às 18h30m (de Brasília). Expulso no empate em 1 a 1 com o Criciúma, o goleiro Victor também não joga.
Ronaldinho Gaúcho desfalca o time nos próximos jogos (Foto: Bruno Cantini / Site Oficial do Atlético-MG) 
 
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Grandes do Rio aprovam turno único para o Campeonato Carioca de 2014 Fórmula, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Nacional do Esporte (CNE) e passar pelo Arbitral da Ferj, que será no dia 7 de outubro

Rubens Lopes aguarda resposta do CNE
(Foto: Felippe Costa /Globoesporte.com)
Em reunião na sede da Federação de Futebol do Rio de Janeiro (Ferj) nesta sexta-feira, os representantes dos quatro grandes clubes de futebol do Rio de Janeiro aprovaram a ideia proposta pela entidade, em mudar a fórmula do Campeonato Carioca de 2014 e realizá-lo em turno único. A proposta, no entanto, ainda precisa ser aprovada pelo Conselho Nacional do Esporte (CNE) e passar pelo arbitral na própria Ferj, na presença dos demais 12 clubes participantes, no dia 7 de outubro.
Pela proposta, a entidade sugere um Carioca com 15 rodadas, todos contra todos. Os quatro melhores se classificariam para as semifinais, utilizando 19 datas, contra 21 de 2013. No antigo formato, havia a divisão em dois grupos e a disputa da Taça Guanabara e Taça Rio. No fim, os vencedores de cada turno se enfrentavam em duas partidas. Também esteve presente ao encontro o vice-presidente da Federação Nacional de Atletas Profissionais de Futebol (FENAPAF) e presidente do Sindicato de Atletas de Futebol do Rio de Janeiro (Saferj), Alfredo Sampaio.
- O importante é criar dentro da competição uma condição que tenha atrativo de levar o torcedor a participar diretamente do processo. A razão foi essa, e também com relação ao período de férias dos jogadores. É um ano atípico, entendo que isso foi importante já projetando para os próximos anos a discussão sobre o número de participantes, essa coisa de ter a disputa direta dos quatro primeiros colocados para chegarem à decisão. Acho que foi bom. Tem que discutir, expor, ouvir e achar o encaminhamento melhor para os clubes - opinou o presidente do Vasco, Roberto Dinamite, que esteve presente na reunião.
Rodrigo Caetano, diretor executivo do Fluminense, também se mostrou a favor da mudança no regulamento do estadual para a próxima temporada.
- Foi uma decisão muito boa por vários motivos. Primeiro que retarda o início da competição em uma semana e nos dá mais tempo de preparação. Privilegia também a parte técnica. Foi uma medida acertada. Esperamos agora que ela passe pelo arbitral.
A necessidade da aprovação do CNE se dá pelo fato de o Estatuto do Torcedor não permitir que se altere a fórmula de disputa de uma competição sem que a mesma seja aplicada por dois anos seguidos. A Ferj, contudo, pede a mudança para que possa iniciar o Estadual do Rio apenas no dia 19 de janeiro, contrariando o calendário divulgado pela CBF. Nele, os torneios regionais teriam de começar no dia 12.
Consultada pelo GLOBOESPORTE.COM, a assessoria de imprensa do CNE informou que o órgão ainda não foi notificado oficialmente e por isso não pode se posicionar sobre o caso. Na hipótese de a mudança seja liberada, a fórmula terá de ser também aprovada pelo arbitral na sede da federação. A tendência é que os clubes pequenos não se oponham, mas, caso discordem e votem juntos, desbancariam o desejo da própria Ferj e dos quatro grandes. Juntos, os 12 times de menor expressão possuem 78 votos, contra 58 de Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco.
Para 2015, o presidente da Ferj, Rubens Lopes, promete mudanças mais radicais e que, se forem colocadas em prática, devem agradar ainda mais aos quatro clubes grandes do Rio de Janeiro. A ideia é que o Carioca seja iniciado no primeiro fim de semana de fevereiro e que haja partidas apenas aos fins de semana. 

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Quartas de final ZAGA DO FURACÃO FALHA, INTER EMPATA NO FIM E AMENIZA CRISE PARA VOLTA Veterano Baier marca para o Furacão, enquanto jovem Otávio salva time colorado e alivia pressão sobre Dunga

 

Um tem 38 anos, o outro, 18. O experiente Paulo Baier abriu o placar para o Atlético-PR no estádio do Vale nesta quinta-feira e só não garantiu a vitória por causa de um garoto. Uma das principais apostas coloradas, Otávio empatou nos instantes finais no primeiro duelo das quartas de final da Copa do Brasil. Aproveitou falha da zaga paranaense e garantiu o empate em 1 a 1, salvando o Inter de nova derrota em casa - a segunda seguida -, que coloraria o cargo de Dunga sob risco.
As duas equipes farão o confronto de volta somente em 23 de outubro, no estádio Durival de Britto. O Atlético-PR fica com a vantagem do empate sem gols para garantir classificação para a semifinal. Já o Colorado terá de empatar por pelo menos dois gols para ter a vaga. Um novo 1 a 1 levará para as penalidades. E o vencedor pegará Corinthians ou Grêmio, que empataram por 0 a 0 no primeiro jogo, em São Paulo.
Na saída de campo, dois sentimentos: enquanto os jogadores do Atlético-PR valorizaram o gol fora de casa, os colorados se mostraram aliviados por aquele que seria um novo vexame em casa - a equipe vinha de derrota para a Portuguesa no Vale, pelo Brasileirão, além de revés para o Bahia, na Fonte Nova.
- A gente sai com um bom resultado daqui, conseguimos fazer gol, que é importante - destacou Baier.
- Não era o resultado que a gente queria, mas o time está vivo - disse Otávio.
Antes, no entanto, as equipes voltam a ‘mudar o chip’ para o Brasileirão. No domingo, a equipe gaúcha tem a difícil missão de encarar o líder Cruzeiro, novamente no Vale. Também em casa, o Furacão enfrenta o Vitória, já certo de que não contará, no dia 23 de outubro, com Fran Mérida e João Paulo, expulsos na segunda etapa.
Internacional e Atlético-PR copa do Brasil (Foto: Vinicius Costa / Vipcomm)Equipes voltam a se enfrentar em 23 de outubro (Foto: Vinicius Costa / Vipcomm)

A classe da experiência
Seis segundos. Esse foi o tempo que o Inter levou para chegar à área do Atlético-PR. Prelúdio de boa atuação? Pelo contrário. Com poucos toques na bola, percebia-se um time nervoso, afoito – especialmente no setor defensivo. Nesse cenário, escancaravam-se espaços para o Furacão explorar. Comandados pelo experiente Paulo Baier, os paranaenses avançavam a marcação, ganhando a liderança em campo e no placar. Logo aos 5 minutos, o camisa 30 aproveitou bola parada quase no bico da grande área. A bola ainda desviou na cabeça de Leandro Damião, enganando Muriel: 1 a 0.
Paulo Baier comemora gol do Atlético-pr contra o Internacional (Foto: Vinicius Costa / Vipcomm)Paulo Baier comemora gol do Atlético-PR
(Foto: Vinicius Costa / Vipcomm)
A reação colorada era apenas territorial, no campo ofensivo. Só que essa iniciativa não era sinônimo de poderio. Os chutes saíam mascados. Havia erros toscos de saída de bola ou até de domínio. Incrivelmente, Josimar era o jogador mais presente no ataque. Quando tinha a chance, disparava de longa distância, mas normalmente sem qualidade. Na única vez que levou perigo, a bola desviou em Luiz Alberto e Weverton saltou na bola, espalmando para escanteio. 
Só que o Furacão soube se adaptar a essa circunstância. Vagner Mancini ajeitou o setor defensivo e passou a tentar vantagem em contra-ataques de velocidade, principalmente com Marcelo. E o Atlético-PR só não ampliou por preciosismo na finalização. Primeiro, Paulo Baier tentou ajeitar de calcanhar para Ederson, dando tempo para Juan afastar. Depois, Ederson foi lançado entre Índio e Gabriel. O artilheiro do Brasileirão avançou com liberdade incompatível pela posição em campo, viu o avanço de Muriel e disparou rente à trave direita.  
Juventude que salva
Dunga tentou mexer. Precisava da equipe mais ofensiva. E, por incrível que pareça, sacou o centroavante. Leandro Damião foi substituído no intervalo, somando dez partidas sem estufar as redes. Josimar também foi sacado, enquanto Otávio e Scocco foram os escolhidos. A alteração deu resposta imediata. Forlan cruzou, Otávio desviou no travessão. Na sobra, Scocco concluiu em cima de Weverton.
De forma atabalhoada, o Inter se lançou ao ataque. Quando os defensores do Furacão não se mostravam efetivos, Weverton virava um paredão. Mais uma vez, Baier teve a chance de marcar. Em falta frontal, cobrou no ângulo. Só que desta vez, Muriel saltou para salvar. Caio já havia perdido chance clara e a partida parecia se encaminhar para vitória paranaense. Aos 44, no entanto, Otávio aproveitou sobra na área após falha da zaga paranaense e chutou para as redes: 1 a 1. 
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