Acerto entre Santos e Arouca deixa volante livre para o Palmeiras Apesar de o acordo não ter sido assinado, volante se comprometeu a abrir mão da ação na Justiça para ser liberado ao Verdão

Arouca (Foto: Bruno Giufrida)Arouca retira ação na justiça contra o Santos e vai para o Palmeiras (Foto: Bruno Giufrida)
Caminho livre para o Palmeiras definir a contratação do seu 17º reforço para 2015. Na tarde desta quinta-feira, o volante Arouca entrou em acordo com o Santos e retirou a ação que movia na Justiça do Trabalho contra o clube alvinegro por causa do atraso no pagamento de salários e direitos de imagem. Apesar de o acordo ainda não ter sido assinado, ele já foi liberado pelos santistas para acertar com o Verdão, que assumirá a dívida do Peixe: quase meses de salário atrasado, cerca de R$ 1,4 milhão.

Em compensação, o Peixe vai continuar com 40% dos direitos econômicos sobre o atleta. O Palmeiras adquiriu outros 40%. O restante (20%) segue com o fundo de investimentos Terceira Estrela S.A. formado por empresários ligados ao Peixe.

Nos últimos dias, dirigentes de Palmeiras e Santos intensificaram as conversas pela liberação  ido jogador. Em litígio com o Peixe, Arouca não vinha participando da pré-temporada comandada pelo técnico Enderson Moreira. O atleta, inclusive, foi visto almoçando na região de Perdizes, bairro em que ficam localizados a sede social e o estádio do Verdão, nesta quinta-feira.

A primeira tentativa palmeirense foi rejeitada pelos santistas. O Verdão ofereceu o empréstimo de um atleta de uma lista com três nomes - Mendieta era um destes jogadores. A ideia até agradava ao técnico Enderson Moreira, mas a oferta foi recusada pela direção do Peixe, que tentava lucrar de alguma maneira com a negociação. 


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De Amaral a Zé Roberto, veteranos do interior formam "seleção" no Paulista Aos 41 anos, volante retorna ao futebol após duas temporadas para ser o "vovô" entre os mais experientes das equipes do interior. Tem time com campeão mundial

O interior do Campeonato Paulista é carisma puro. Não apenas pela tradição dos clubes ou as particularidades dos estádios e cidades. As escalações contam com cada figura. Jogadores com currículo de primeira linha, rodados, com a carreira consolidada após tantos anos e anos no mundo da bola. Os trintões e quarentões invadiram o interior paulista. 
São caras conhecidas dos torcedores dos grandes times e que agora emprestam sua imagem para atrair a atenção para os coadjuvantes. Quem não se lembra do volante Amaral? Ou dos zagueiros Fabiano Eller, André Luís, e do polêmico meia Zé Roberto? Sim, aqueles mesmos. Juntos, formam uma seleção de respeito, com bagagem de sobra. Seguem na ativa para tentar dar razão ao ditado: "panela velha é que faz comida boa"

CAMPINHO SELEÇÃO Veteranos campeonato paulista (Foto: Editoria de Arte)- É legal, uma honra estar disputando mais uma vez o Paulista. Quero deixar uma imagem boa no campeonato que ganhei quatro vezes e fui vice uma, além de ter sido campeão do interior pelo Barueri. Espero levar o Capivariano o mais longe possível. No futebol, nada é impossível - disse Amaral. De volta ao futebol profissional após dois anos parado, Amaral, supercampeão no Palmeiras e com passagens pela Seleção, puxa a fila. Principal atração do caçula Capivariano, é o "vovô" entre os veteranos, com 41 anos - fica atrás apenas de Rogério Ceni, de 42, entre jogadores do estadual. O mais novo da lista tem 33 anos. Trata-se do volante Andrade, ex-Vasco, Santos e Coritiba. A exemplo de Amaral, ele pertence a um estreante da elite estadual: o RB Brasil. A soma das idades dos 11 escolhidos dá 383 anos, média de 34,8 anos por jogador. 
Fabiano Eller zagueiro RB Brasil (Foto: Divulgação / Red Bull Brasil)Fabiano Eller, campeão do mundo pelo Inter, lidera o RB Brasil (Foto: Divulgação / Red Bull Brasil)
A escalação começa com Lauro (34). Revelado na Ponte Preta, ganhou destaque com a camisa do Internacional. Também defendeu Cruzeiro e Portuguesa e atuará pelo Bragantino neste Paulistão. Volante de origem, Andrade será improvisado na lateral direita. A dupla de zaga impõe respeito: conta com o campeão mundial Fabiano Eller (37 anos), que fez história pelo Internacional, também passou por Flamengo, Fluminense e Santos e está desde a temporada passada no RB Brasil, onde foi o capitão do acesso inédito à elite. O parceiro é André Luis (35), bicampeão brasileiro pelo Santos em 2002 e 2004 e rodou por Cruzeiro, Botafogo, São Paulo, Fluminense, Boa Esporte e Brasiliense até chegar ao Mogi Mirim para o Paulista
Completa a defesa Zé Carlos (34), que ganhou projeção pelo Goiás, se destacou pelo São Caetano e passou pelo Corinthians em 2004. Agora, é uma das armas do Ituano para defender o título estadual e se vê em totais condições de enfrentar de igual para igual os mais jovens. 
- Está mais do que comprovado que "panelha velha faz comida boa". Os atletas que chegam nessa idade disputando Paulistão tiveram cuidado com a parte física durante a carreira. Acho que o maior exemplo é o Zé Roberto, hoje no Palmeiras. É a referência para todo jogador. 
No meio de campo, ao lado de Amaral, estão Cristian (35), Adrianinho (34) e Caio (34). O primeiro carrega a passagem pelo Palmeiras em 2005 como auge da carreira. Após ser um dos destaques da conquista do Ituano no ano passado, segue no clube em 2015. Cria da Ponte, Adrianinho retornou ao Majestoso em 2012 depois de passagens por Corinthians, Flamengo, Brasiliense e Ceará, e tem status de líder no atual elenco alvinegro. Ex-Avaí, Flamengo, Atlético-MG e Ponte Preta, Caio integra o grupo do Bragantino desde o fim do ano passado e renovou vínculo para o estadual. 
Zé Roberto, meia-atacante do Botafogo-SP (Foto: Cleber Akamine)Muito rodado, Zé Roberto chega para defender o Botafogo-SP na disputa do Campeonato Paulista. (Foto: Cleber Akamine)

O setor ofensivo tem outros dois nomes de peso. Zé Roberto reforça o Botafogo-SP após ser um dos principais nomes do xará carioca entre 2005 e 2008. Vitória, Flamengo, Vasco, Internacional, Bahia, Figueirense e Brasiliense recheiam o currículo do atacante de 34 anos.  
 É uma honra, estar disputando mais uma vez o Paulista. Quero deixar uma imagem boa"
Amaral, volante do Capivariano
- O prazer que tenho de jogar futebol é o mesmo que eu sinto em qualquer clube. O Botafogo está chegando nos últimos anos, é organizado, tem estrutura. Chego pelo prazer de jogar futebol. Não tem motivação melhor do que essa. Estou há quatro anos escolhendo onde jogar. Não adianta estar num clube que você não se sinta bem. Estou aqui por sentir motivação de jogar um Campeonato Paulista, por um clube organizado - comentou Zé Roberto, campeão brasileiro pelo Fla em 2009. 

A referência do ataque é Edmilson. Revelado na base do Palmeiras, onde foi campeão da Série B de 2003, quando fez o gol do título da segunda divisão, passou 10 anos no exterior, estava no Vasco, onde foi artilheiro do time na temporada passada com 14 gols, e agora vestirá a camisa do RB Brasil. 
São tantas opções que dá para formar até um banco de reservas. Aos 37 anos, Mauro, campeão brasileiro pelo Santos em 2002, está no Mogi Mirim. Álvaro, ex-zagueiro de São Paulo, Flamengo e Seleção, defende o Linense aos 37 anos. Alex Bruno, campeão mundial pelo São Paulo em 2005, tem 32 e está no Marília, onde também atuam o meia Fabiano Gadelha (36) e o atacante Wellington Amorim. Outro defensor que merece lembrança é Julio César, revelado pelo Tricolor paulista, e que, aos 33 anos, assinou com o São Bento. 
Outros jogadores de tão rodados até passam a sensação de serem veteranos, mas ainda têm muito chão pela frente. É o caso de Lulinha, eterna promessa do Corinthians que aos 24 anos foi contratado pelo RB Brasil após defender o Ceará em 2014, Sérgio Mota, que surgiu como novo Kaká no São Paulo e, aos 25 anos, está no Penapolense. Também estão na mesma situação Boquita, cria do Corinthians e reforço do Marília aos 24 anos, e Renan, campeão mundial pelo São Paulo em 2005 e está no São Bento, aos 29 anos. 

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Aniversariante, Romário é homenageado pelo Barcelona com vídeo de golaços

Romário é um dos aniversariantes desta quinta-feira. O ex-jogador completou 49 anos e recebeu uma homenagem do Barcelona, seu ex-clube, que preparou um vídeo com os cinco maiores golaços do brasileiro na Catalunha. Como se sabe, o gol por cobertura era uma de suas especialidades...

Veja os lances do Baixinho abaixo (é preciso clicar na imagem para assistir)


  Romário vídeo golaços Barcelona 

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Atlético-PB e Auto Esporte empatam e registram o primeiro 0 a 0 do estadual Em jogo sem graça no Perpetão, times criam poucos e não alteram o placar do jogo

Atlético de Cajazeiras x Auto Esporte, Auto Esporte, Atlético-PB, Campeonato Paraibano  (Foto: Ângelo Lima / GloboEsporte.com)Torcida atleticana compareceu bem ao Perpetão, mas não conseguiu empurrar o Trovão à vitória (Foto: Ângelo Lima / GloboEsporte.com)
O Atlético de Cajazeiras recebeu o Auto Esporte nesta quarta-feira em busca da primeira vitória no Campeonato Paraibano. Mas, mesmo jogando com o apoio da sua torcida (e que torcida), o time atleticano não passou de um empate por 0 a 0, no Estádio Perpetão, em Cajazeiras. 
Foi o primeiro ponto conquistado pelo time sertanejo. Já a equipe automobilista chegou aos quatro pontos na tabela, ficando na quarta colocação.  Na próxima rodada, o Atlético-PB encara o Sousa no Estádio Marizão, enquanto o Auto Esporte enfrenta o Lucena no Almeidão. Os jogos acontecem no domingo, às 16h.

Times fazem jogo equilibrado no primeiro tempo

Atuando pela primeira vez em seus domínios, o Atlético-PB não apresentou bom volume de ataque nos minutos iniciais da partida. Já o Auto Esporte, tratou de apresentar seu cartão de visita logo aos três minutos. Foi quando o atacante Jó Boy invadiu a área e acertou o travessão. 
Passado o susto, o Trovão respondeu em seguida com Renatinho, que chutou de fora da área e obrigou o goleiro Robson a fazer a defesa. A partir daí, o time da casa manteve a pressão sobre o adversário. Em outro bom momento do primeiro tempo, Cleiton Cearense chutou por baixo e a bola quase enganou o camisa 1 automobilista, aos 20 minutos.
Empurrado pela torcida, o Trovão insistia nas jogadas ofensivas. No entanto,  o Auto conseguiu equilibrar as ações e sair para o intervalo com o placar em branco.
Jogo caiu de produção na segunda etapa 
No retorno para o segundo tempo, os dois times não mudaram. Com a necessidade da vitória, o Atlético saiu novamente em disparada para o ataque. E logo no primeiro minuto, Maurinho avançou e chutou forte, mas Robson defendeu. 
Tranquilo no campo de defesa, o Alvirrubro procurou jogar nos erros do time sertanejo. Mas o Trovão insistia na busca do gol, porém, sem sucesso. Irritado com a apatia do ataque, o treinador Tassiano Gadelha colocou Geninho em lugar de Maurinho.
A mudança deu certo. O time melhorou o poder ofensivo e quase abriu o placar aos 15 minutos. Renatinho puxou o contra-ataque e chutou, mas o goleiro Robson segurou com firmeza. Com o forte calor, os times cansaram rápido e o duelo ficou mais morno. Com uma postura defensiva na etapa compelmentar, o time pessoense conseguiu segurar o empate até o final da partida.


ATLÉTICO-PB 0 X 0 AUTO ESPORTE 
(Gerson, Marquelino, Dorin, Alisson (Vidal), Cleiron Cearense; Fabinho Vitória, Fernando Pilar (Almir Sergipano), Diogo, Renatinho; Juninho e Maurinho (Geninho))
(Robson, Eli (Wagner), Henrique, Julio, Felipe Ramon; Nal, Emerson, Léo Lima, Misael (Leo LIma); Jó Boy e Gil Bala (Gil Paraíba))
Técnico:  Tassiano Gadelha
Técnico:  Jazon Vieira
Gols: - 
Arbitragem:  Jefferson Nolete, auxiliado por Kildenn Tadeu e Adriana Basílio
Local:  Estádio Perpetão  

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Assisinho brilha, faz dois e Ceará vence Itapipoca no Domingão Atacante repete performance da estreia contra o mesmo Garoto Travesso e Vovô vence por 2 a 0. Alvinegro chega aos dez pontos e segue líder. Itapipoca é lanterna

Itapipoca x Ceará Campeonato Cearense Domingão (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)Ceará deu pouco espaço para o Itapipoca jogar em 90 minutos (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
Não tem Magno Alves? O jogo é contra o Itapipoca? Não se preocupe, torcedor alvinegro. Assisinho resolve. Mais uma vez a estrela do atacante do Ceará brilhou contra o Garoto Travesso. Duas vezes. Nesta quarta-feira (28), o Vovô bateu o Itapipoca por 2 a 0, no estádio Domingão, em Horizonte, pela quinta rodada do Campeonato Cearense. Na estreia do estadual, o camisa 9 do Alvinegro também balançou as redes duas vezes na vitória por 3 a 0. Quanta estrela contra o Itapipoca!

O Ceará começou mandando no jogo. Wescley, Marinho, Ricardinho. Todos tentavam, mas as portas se abriram somente com Assisinho, que marcou aos 32 minutos do primeiro tempo. No segundo, a história se repetiu. Aos 33, Assis marcou mais um. Com o resultado, o Alvinegro de Porangabuçu segue na liderança (10 pontos) e amplia a diferença para o segundo colocado, o Guarasol, com sete. O Garoto Travesso segue na lanterna do Grupo A2, com apenas dois pontos.

Na próxima rodada, o Ceará encara o Guarany de Sobral no estádio Presidente Vargas. O jogo será no sábado (31), às 18h45. O Itapipoca volta a campo contra o Maranguape no da 4 de fevereiro, no mesmo PV, às 20h20.
Muita falta, pouco futebol e estrela de Assisinho

O Ceará podia até estar sem Magno Alves, mas não se intimidou e logo partiu para o ataque. Marinho e Assisinho eram os homens de frente e logo tramaram algumas jogadas para tentar balançar as redes do Itapipoca, que apenas assistia a bola rolando. Mas o jogo mostrou pouco futebol. Logo aos 18 minutos, Victor fez falta mais dura em Sandro e levou o vermelho direto. O zagueiro do Vovô não aguentou e Wellington Carvalho assumiu a vaga ao lado de Charles.
Uma colisão entre Assisinho e Carlinhos resultou na saída precoce do zagueiro do Itapipoca, que deixou o campo direto para a ambulância. Foi aí que apareceu a estrela de Assisinho. Após receber bom passe do volante Ricardinho, o atacante do Vovô dominou e balançou as redes do Itapipoca. Assis, que já havia marcado duas vezes contra o Garoto Travesso na estreia do estadual, no PV.
Assisinho Itapipoca x Ceará Campeonato Cearense Domingão (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)Assisinho marcou duas vezes contra o Itapipoca no Domingão (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)


É contra o Itapipoca? Assisinho resolve! 

O segundo tempo começou como terminou o primeiro, com o Ceará no ataque. Eusébio, Wescley e Marinho, de longe, acertaram chutaços e obrigaram o goleiro Alberto a trabalhar. O técnico Dado Cavalcanti queria mais. Sacou João Marcos e colocou Uillian Correia que, na primeira jogada, cruzou na cabeça de Marinho, que perdeu ótima oportunidade de ampliar o marcador.

Se o goleiro Alberto começava a trabalhar bem, Assisinho chegou para estragar a festa. Após receber bom passe de Marinho, o camisa 9 balançou novamente as redes e deu números finais ao duelo: 2 a 0 para o Vovô e liderança mais do que garantida no Grupo A2. 


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Central do Mercado: Timão negocia com Love; Vasco tenta Jorge Henrique Cruzeiro procura Cleiton Xavier e destaques sul-americanos; São Paulo se aproxima de Centurión, e Palmeiras oferece pacote por Arouca. Flu pode perder joias da base

Vagner Love, Palmeiras (Foto: Marcos Ribolli)Vagner Love ainda tem mais um ano de contrato com o Shandong Luneng, da China (Foto: Marcos Ribolli)
Às vésperas do início dos principais campeonatos estaduais do país, o mercado de negociações do futebol brasileiro teve nesta quarta-feira um de seus dias mais agitados desde dezembro. O Corinthians, por exemplo, que corre o risco de perder Guerrero para a Europa e Lodeiro para o Boca Juniors, abriu negociações com Vagner Love. O atacante do Shandong Luneng, da China, aceitou reduzir o salário e espera por um acordo entre os clubes, embora seu empresário, Evandro Ferreira, e a diretoria alvinegra desconversem sobre o assunto. A procura por reforços ofensivos se intensifica com as situações do elenco: o centroavante peruano revelou à rádio espanhola "Cadena Cope Madrid"o desejo de trocar de continente, e o meia uruguaio deve receber nova investida do clube argentino de R$ 6,45 milhões por 50% de seus direitos.
Com o cofre cheio após as vendas de Lucas Silva, Éverton Ribeiro, Ricardo Goulart e Egídio, o Cruzeiro entrou forte no mercado para qualificar o elenco após as perdas. Um dos alvos é o meia-atacante brasileiro Felipe Gedoz, que brilhou na última Libertadores pelo Defensor, do Uruguai, e está no Club Brugge, da Bélgica, mas os valores foram considerados altos. Jorge Luna, meia argentino de 28 anos do Santiago Wanderers, do Chile, também interessa, e dirigentes celestes já se reuniram com representantes do jogador. Porém, o custo também seria alto: o clube chileno só admite negociar o atleta em definitivo por R$ 6,7 milhões. Outro nome que entrou em pauta é o de Cleiton Xavier, do Metalist, da Ucrânia. Por causa dos conflitos no país, o meia de 31 anos tem o desejo de retornar ao Brasil, embora tenha contrato por lá até 2017. E segundo o portal colombiano "As", a Raposa estaria perto de Sherman Cárdenas, destaque do Atlético Nacional, da Colômbia. Por ora, o único reforço encaminhado não é do exterior: trata-se do lateral-esquerdo Pará, do Bahia, que deve chegar a Minas nesta quinta.
São Paulo recebeu um "não" do River Plate, da Argentina, para a oferta que fez pelo zagueiro colombiano Balanta. Mas está perto de Centurión. O Racing apresentou uma contraproposta ao Tricolor de € 4,9 milhões (R$ 14,2 milhões) por 70% dos direitos do jogador, e o clube argentino está confiante em fechar negócio. Já o Vasco, após sondar Rafael Moura e ver o atacante recusar uma possível transferência, foi atrás de outro atacante do Internacional: Jorge Henrique. O meia-atacante não faz parte dos planos do Colorado, e o Cruz-Maltino tenta contrato por empréstimo de uma temporada. O Palmeiras, que avançou nas conversas com o goleiro Aranha, ofereceu três de seu elenco ao Santos por Arouca. Mas do trio, o Peixe se interessou apenas por Mendieta - único nome divulgado -, e deve rejeitar o pacote pela negociação. O Alviverde quer definir a contratação antes da audiência do volante contra o clube santista na Justiça do Trabalho.
Entre as outras negociações do dia, destaque para a volta do atacante Élton ao Vitória, após rescindir com o Flamengo; o retorno ao Brasil do zagueiro Jéci, repatriado pelo Avaí aos 34 anos, depois de três temporadas no futebol japonês; a renovação do empréstimo do zagueiro Thiago Heleno com o Figueirense, encerrando uma longa novela; e a chegada de um campeão mundial para jogar a Segunda Divisão do Campeonato Gaúcho: o atacante Adriano Gabiru, herói do Inter na conquista do Mundial de Clubes de 2006, assinou contrato com o Panambi até o fim da primeira fase do estadual. Ele está com 37 anos.
FLU PODE PERDER JOIAS DA BASE
Depois de ver uma debandada no time principal com a saída da ex-patrocinadora Unimed, a torcida do Fluminense corre o risco de perder também destaques da categoria de base do clube. OWolfsburg, da Alemanha, fez proposta pelo atacante Kenedy, que está a serviço da seleção brasileira sub-20 e também interessa ao futebol inglês. Já o capitão tricolor na última Copinha, o volante Marlon Freitas, de 19 anos, interessa ao Fort Lauderdale Strikers, dos Estados Unidos - equipe que tem Ronaldo Fenômeno como sócio. A transferência seria por empréstimo até outubro. E segundo o jornal italiano "Gazzetta dello Sport", a Juventus está disposta a oferecer 11 milhões de euros pelo meia-atacante Gerson, de 17 anos e que está disputando o Sul-Americano Sub-20 ao lado de Kenedy. O Flu já havia recusado uma proposta de 10 milhões de euros pelo jovem no ano passado. 

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Lembra dele? Márcio Theodoro: erro fatal e apelido rival que incomodava Ex-zagueiro do Botafogo diz que inexperiência o prejudicou na decisão da Taça GB em 95, contra o Fla. Formado como analista de sistemas, ele trabalha com imóveis

 "Márcio Te Adoro". Poderia ser a exaltação de uma torcida apaixonada por quem enverga a camisa do seu time. No entanto, o grito era uma fina ironia da torcida do Flamengo para agradecer ao zagueiro do Botafogo Márcio Theodoro. Na decisão da Taça Guanabara de 1995, ele havia falhado ao recuar a bola para o goleiro Wagner, e o lance definiu a vitória do Rubo-Negro: a bola foi parar nos pés de Romário, que não perdoou e fez 3 a 2, aos 37 minutos do segundo tempo. O Alvinegro havia empatado a partida – o arquirrival chegou a abrir 2 a 0 – e pressionava, mas o lance acabou com a chance de uma nova reação. O defensor alvinegro ficaria marcado pelo erro, e seu nome, atrelado ao jogo mesmo depois de 20 anos.

  Depois de quase uma década longe da fama, atuando no futebol português, Márcio Theodoro, que voltou a morar no Rio de Janeiro em 2005, voltou a aparecer. Abriu as portas de sua casa à reportagem do GloboEsporte.com e falou do lance com a sobriedade de quem completará 47 anos no próximo mês .
– Naquele momento tive de decidir rapidamente. Tomei uma decisão que não foi a mais acertada. Foi uma falha de execução de movimento, tentei atrasar de cabeça. Em nenhum momento senti pressão, independentemente de quem estivesse ali. O Romário era um grande jogador, mas não foi esse tipo de pressão que me fez cometer o erro. Talvez a inexperiência tenha feito com que eu tomasse uma decisão que não fosse a acertada. Se tivesse mais experiência, vivido isso outras vezes, saberia que poderia tomar outra decisão – explicou o ex-zagueiro.
E realmente faltava experiência, mas de vestir a camisa de um grande clube, de disputar decisões, de atuar num Maracanã lotado. À época com 27 anos, Márcio Theodoro havia chegado recentemente ao Botafogo, oriundo do Madureira.
– Não estava acostumado a participar de eventos desse nível. Faltava rotina de finais, de competir em alto nível. Era um ambiente diferente dos que tive nos clubes anteriores (Coleginho e Madureira). Reconheço que tive dificuldades, o que culminou com aquilo em 95. Se tivesse mais experiência, poderia ter tido outro desfecho. Mas é uma coisa que acontece no futebol e vai continuar acontecendo. Não tem jeito.

Márcio lamentou a derrota e recordou a confiança que o elenco alvinegro tinha na vitória. O time estava perdendo por 2 a 0 e buscou o empate, porém, levou o terceiro gol – na fatídica falha – aos 38 minutos da segunda etapa (assista à reportagem sobre o jogo no vídeo acima).
Frame Márcio Theodoro e Romário (Foto: Reprodução)Atento, Romário observa e corre para cortar a bola que seria recuada pelo zagueiro do Botafogo (Foto: Reprodução)
– Esperávamos ansiosamente pela final: Maracanã cheio, ambiente festivo, torcida na expectativa. O Botafogo era uma boa equipe, entramos confiantes e sabendo da responsabilidade. Tínhamos competência para ganhar. Eles abriram dois gols de vantagem e nem por isso nos entregamos. Infelizmente, num lance individual, foi tudo a perder – lamentou.
Naquela quarta-feira, dia 23 de março de 1995, Márcio Theodoro deixou o Maracanã carregando nas costas o peso de ser apontado como o culpado pela derrota. O vilão tinha nome e sobrenome.
– Foram dias difíceis. Foi uma falha individual que afetou o trabalho de uma equipe inteira: jogadores, comissão técnica, departamento médico... Milhões de torcedores frustrados. Isso conta bastante. No momento que ocorreu, pensei nos meus companheiros. Perdemos a oportunidade de vencer uma decisão. Tive apoio deles, não tenho do que reclamar, nenhum companheiro me criticou. E é normal o torcedor reclamar, pois ele cobra. Se o jogador não estiver preparado para receber cobranças, não irá atuar bem nunca, em time nenhum – disse Márcio, que garantiu não ter pensando em abandonar a carreira naquele momento.
O apelido de "Te Adoro", um trocadilho com seu sobrenome, foi uma das provocações que teve de aturar, especialmente, enquanto o assunto esteve vivo na memória da torcida rubro-negra.
Marcio Theodoro ex-jogador (Foto: Marcelo Barone)Orgulhoso, Theodoro veste a camisa do ano do título nacional e exibe a faixa de campeão (Foto: Marcelo Barone)
– Quando ocorreu, tive que seguir uma linha, manter a postura. O que falei: "Não posso dar ouvido a isso. Tenho que fazer ouvido de mercador." Procurava ignorar. Para mim, foi a melhor forma. Evitava certos ambientes para me resguardar. Incomodar, incomodava. As pessoas tentam, em alguns momentos, que você revide, que fale a alguma coisa. Sempre fui tranquilo. Já escutei coisas como a que você comentou agora. Não tinha o que falar. Procurava manter a tranquilidade. Se me sentisse incomodado, ia para outro lugar. E assim fui levando a vida.
A ferida pela falha, de acordo com Márcio Theodoro, está cicatrizada há algum tempo. O assunto volta e meia é tema de suas conversas. E não é tabu para o ex-jogador falar sobre isso.
– Vinte anos é um bom tempo. Claro que tem a lembrança, sou um ser humano e não posso dizer: "Não lembro de nada, não aconteceu, não foi comigo." Vira e mexe conversam comigo sobre o lance. Aflora um pouco, mas está tudo superado, não tem problema nenhum. Converso com amigos de amigos, que têm curiosidade, perguntam o que aconteceu. Não há nenhum constrangimento em falar.

Apesar do tempo no exterior e de não ser figurinha fácil em peladas de fim de ano, por exemplo, Márcio conta que ainda é lembrado por torcedores nas ruas. A forma de abordar, no entanto, é outra.

– Não vou falar que as pessoas me reconhecem muito, mas aquele torcedor ferrenho, que acompanha o futebol, não adianta... Você chega em algum lugar e ele fica te olhando, toma coragem, encosta e pergunta. O tempo faz as pessoas, no caso do torcedor, absorverem. Naquele momento é de reclamar, contestar. E nós, jogadores, temos de aceitar. Os torcedores de 20 anos atrás estão mais maduros, então é uma abordagem diferente. Ele pergunta, questiona. Àquela altura, depois de dois ou três anos, eles chegavam criticando. Isso era um pouco constrangedor. Não podemos dominar o que o torcedor vai falar. 
Marcio Theodoro ex-jogador (Foto: Marcelo Barone)Márcio Theodoro observa a foto da equipe que levantou o troféu do Brasileirão 20 anos atrás (Foto: Marcelo Barone)
Apesar do início vacilante, o ano de 1995 teve sabor de volta por cima. O Botafogo viria a conquistar o Campeonato Brasileiro. E ainda que não fosse titular, Márcio Theodoro, que entrou em campo ante Criciúma, Internacional e Flamengo, participou da campanha vitoriosa. 

–  Formamos um grupo bacana, de amigos. As pessoas falam de divergência de A e B, mas é como formar uma família: você anda com quem tem mais afinidade. Havia ajuda entra os jogadores. O (técnico Paulo) Autuori manteve a motivação do elenco. Ninguém se sentia reserva. Os rachões eram bem disputados, havia interferência do treinador para ficarem mais suaves... Depois de um certo tempo, via que o Botafogo tinha condições de enfrentar qualquer time, até os que tinham mais estrutura – conta o ex-jogador, enquanto pega o pôster da equipe alvinegra.
A final contra o Santos, no Pacaembu, está gravada na memória do ex-zagueiro. Foi o ápice do time liderado pelo artilheiro Túlio Maravilha, e o título mais expressivo da carreira de Theodoro.

– É uma dificuldade tão grande chegar numa decisão de Brasileiro... Participar, estar num grupo competitivo, muitas vezes é difícil. Foi um ano conturbado para mim no começo, profissionalmente, e depois conquistamos o campeonato. É uma emoção, um sentimento difícil de descrever. Tem jogadores que passam a carreira toda sem disputar uma final de Brasileiro. Fiquei muito feliz mesmo – comenta, saudosista. 
Marcio Theodoro ex-jogador (Foto: Arquivo Pessoal)Theodoro (o primeiro, em pé) durante passagem pelo Vitória de Guimarães, em 2000 (Foto: Arquivo Pessoal)





Em 1996, a oportunidade de respirar novos ares apareceu. De supetão, foi para o Marítimo, de Portugal, para ficar um ano. Permaneceu na Terrinha durante nove. 
– Foi até um escape daquela situação. Nem pensei duas vezes, não vou negar. Foi uma forma de respirar melhor e procurar direcionar minha carreira de outra forma. O Antônio Rodrigues (vice de futebol do Botafogo à época) falou: "Márcio, quer ir para Portugal?" Bateu uma luz na minha cabeça, nem perguntei qual era o clube. Falei: "Quero, quero sim." Fui na correria, não sabia qual era o clube, quem era o treinador, falou-se mais ou menos em valores. Lembro que dois dias depois eu já estava viajando. Chegando lá fui saber que o treinador era o Marinho Perez, que trabalhou no Botafogo, uma grande pessoa. Joguei no Marítimo, e quando acabou o campeonato o Vitória de Guimarães me deu melhores condições. Eram quatro anos de contrato. Para ajustar a vida foi uma coisa boa – explicou Márcio, que também defendeu o Portimonense e o Felgueiras no país.
Marcio Theodoro ex-jogador (Foto: Marcelo Barone)Jogador tem uma mesa de sinuca em sua casa, localizada 
na Zona Oeste do Rio de Janeiro (Foto: Marcelo Barone)
No Vitória de Guimarães passou quatro temporadas. Foi capitão sob comando de Paulo Autuori, seu técnico no Botafogo em 1995. E admite que seu rosto é mais conhecido em Portugal do que no Brasil.

– Se eu for à (Ilha da) Madeira hoje, com certeza serei reconhecido na rua, embora usasse cabelo comprido na época. Lá amadureci mais rápido. Foi gratificante, não tenho do que reclamar.

Em 2006, a saudade do Brasil e da família apertou. Aposentado, Márcio decidiu retornar ao Rio de Janeiro. Casado e pai de duas filhas, ele atualmente trabalha com imóveis, uma atividade que gostava antes mesmo de trilhar carreira no futebol.

– Tentei me preparar antes de finalizar a carreira. Sabia que precisava manter a família, por isso, investi em imóveis, em aluguéis. Hoje em dia arrisco um pouco mais: construo para alugar. Isso tudo com investimento próprio, não são coisas de grande montante. É dessa forma que vivo, construindo e alugando.

Quando ainda buscava seu espaço no futebol, Márcio Theodoro estudava Engenharia na Universidade Federal Fluminense (UFF), em Niterói. Ele abriu mão dos estudos quando a bola tomou conta da sua rotina.

– Os imóveis são uma paixão antiga. Quando comecei a jogar profissionalmente, tive de optar. Como o futebol dava o retorno necessário para eu viver, parei de estudar. Voltei mais velho e me formei em Análise de Sistemas numa faculdade particular, mas não exerço a função. A construção é minha prioridade, e sinto-me realizado. 

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NOSSO FUTEBOL COM ERNANDO MESQUITA.