René elogia Botafogo na derrota e lamenta gol sofrido: "Maldade" No dia em que Alvinegro deixou de balançar rede pela primeira vez em 2015, técnico mostra confiança ao ver equipe ser campeã, mesmo com vantagem do Vasco
Mal o árbitro apitou o fim da partida, Carleto correu para o vestiário. Aborrecido, René Simões o chamou para retornar imediatamente ao campo e cumprimentar a torcida. Esse foi um dos poucos motivos de tristeza do treinador neste domingo. Mesmo com a derrota por 1 a 0 para o Vasco, e a perda da vantagem do empate na decisão do Campeonato Carioca, René foi só elogios ao desempenho do Botafogo, mesmo que pela primeira vez em 20 partidas a equipe não tenha marcado um gol. (confira os melhores momentos do jogo acima)
O gol marcado por Rafael Silva nos descontos, René Simões classificou como resultado da surpresa causada por um erro na cobrança de falta de Bernardo. Mesmo assim, o treinador mostrou confiança por ver no próximo domingo a sorte do lado do seu alvinegro.
- Há alguns pontos a serem destacados. Fisicamente a equipe foi esplêndida. A coragem de jogar também foi sensacional. A equipe busca o gol o tempo todo. Foi uma maldade, mas a beleza do futebol está exatamente aí, sabia? Saio doído daqui, mas a beleza está aí. Você está dominado, prestes a perder o jogo e ganha. Duro pra mim, não merecíamos isso, mas aconteceu. Agora é analisar o que aconteceu e trabalhar em cima disso. Desafios são feitos para serem enfrentados. Gostei da equipe, foi melhor atuação dela no campeonato. Esteve todo o tempo bem organizada, com consciência tática, e o entendimento foi excepcional. Bom ver jogadores que não jogam por jogar, mas entendendo o jogo - frisou.
René Simões ficou "doído" com o gol vascaíno, feito nos acréscimos (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)
Confira outros trechos da entrevista coletiva de René Simões:
Jogo contra o Capivariano
Ninguém dos 10 que jogaram hoje viaja. Esses jogadores folgam amanhã e voltam na terça. Ganhando ou perdendo, isso já estava decidido.
Treinos fechados
O que o Vasco poderia fazer? Dagoberto no lugar do Rafael Silva ou Bernardo no lugar do Marcinho. O que eu poderia fazer seria Jobson com Pimpão no ataque e guardar o Bill para depois. Não tinha muita surpresa, apenas uma jogada ou outra. O Doriva foi bem quando disse que nos treinos fechados se pode falar mais alto, pegar pesado numa correção, arriscar sem medo de errar. Só isso, o resto não dá para fazer muita coisa. Só esses detalhes.
Vantagem do Vasco e ataque em branco
Passamos pelo Fluminense também. Não acho uma grande vantagem. Pela primeira vez em 20 jogos o Botafogo não marcou um gol e deveria ter marcado. Saio machucado pelo resultado, mas com a felicidade de ver os times jogando. Saio daqui feliz de ver como os jogadores estão evoluindo e vão evoluir muito mais.
Falta de atenção no lance do gol do Vasco?
Não faltou atenção. O que aconteceu foi que o Bernardo errou. Se ele acerta nós tiramos a bola. Mas ele errou, e aí é o imponderável. Você trabalha em cima de alguém que tem precisão nas cobranças, mas ela erra e engana todo mundo. Se a bola vai lá em cima a gente consegue tirar. Mas com essa bola à meia altura não estamos acostumados. Achei que o time foi pego de surpresa com o erro do Bernardo, e o Vasco tem mesmo que comemorar. O futebol é desse jeito. Agora teremos mais 90 minutos e vamos trocar figurinhas até domingo que vem.
Detalhes
O que aconteceu hoje é que não fizemos o gol que sempre fazemos. Foram duas bolas na trave, e no lance do Bill foi inacreditável a bola não ter entrado. Ele fez tudo certo. Não tinha que ser, paciência. Saio satisfeito com a produção, mas triste com a derrota. O Vasco é um belíssimo time, mas temos esperança de reverter esse jogo.
Condição física
O Botafogo acabou o jogo em cima do Vasco o tempo todo. Não teve problema físico. A equipe foi valente, muito bem.
Jobson
Se ele pudesse jogar, o ataque seria Jobson e Pimpão. O Jobson fez um ótimo treino na última quinta-feira, véspera do anúncio. Por isso cheguei a passá-lo para a equipe titular. Não sei como ele está. Passei duas mensagens e não tive resposta. Ficou de ir hoje ao hotel almoçar conosco, mas não foi. Imagino que esteja em dificuldade, e realmente é um momento difícil.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
Em casa, Ceará quer enterrar vices de 1994 e 2014 e brilhar nacionalmente Há 21 anos, Vovô era vice diante do Grêmio, com derrota por 1 a 0 ainda entalada na garganta. No ano passado, novo baque impede o título de visibilidade no País
Em 2015, o Ceará vê bater à porta novamente a oportunidade de conquistar um título de repercussão nacional. Contra o Bahia pela Copa do Nordeste, o Vovô pode deixar para trás um rastro negativo. No ano passado, chegou à decisão diante do Sport, mas ficou na vice-liderança do Nordestão. O mesmo ocorreu em 1994 na Copa do Brasil, quando encarou o Grêmio, mas perdeu o título nacional após empate em 0 a 0 e casa e derrota por 1 a 0 fora, ainda entalada na garganta dos alvinegros.
Ricardinho festeja gol na 1ª final da Copa do Nordeste (Foto: LUCIO TAVORA/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO)
Bahia e Ceará fizeram o primeiro primeiro duelo da final da Copa do Nordeste na quarta-feira (22), e o Vovô foi superior e venceu por 1 a 0, com gol do meia Ricardinho, no segundo tempo. Agora, as duas equipes se reencontram na Arena Castelão no dia 29 deste mês, no mesmo horário, definindo quem fica com a taça. Antes, porém, o GloboEsporte.com relembra a trajetória do Vovô nas finais da Copa do Brasil 1994 e da Copa do Nordeste 2014, respectivamente, contra o Grêmio e o Sport. Dessa vez, o torcedor do Ceará não quer terminar somente no quase.
01
VICE: UMA MÁGOA GUARDADA HÁ 21 ANOS
Felicidade ou motivo de lamento? Em agosto de 1994, o Ceará entrava em campo para uma missão honrosa. Havia confirmado vaga na decisão da Copa do Brasil diante do Grêmio. E dera trabalho. Tanto é que o primeiro duelo entre as equipes, no dia 7 daquele mês, no estádio Castelão, terminara empatado em 0 a 0. DImas Filgueiras comandava o Vovô, enquanto Luiz Felipe Scolari, também ex-treinador da Seleção Brasileira, estava à frente do Tricolor gaucho.
No segundo confronto, muita polêmica e crítica à arbitragem. Que se estende até hoje, do lado do Alvinegro. O Grêmio superou o Ceará por 1 a 0, no Olímpico, no dia 10 de agosto. Sagrou-se campeão. A vitória foi com um gol de Nildo. O ídolo do Ceará Sérgio Alves e o zagueiro Vitor Hugo, do Vovô, foram expulsos. Em inferioridade numérica, o time cearense não conseguiu a reação. A revolta ficou por conta de um suposto pênalti não marcado pelo árbitro paulista Oscar Roberto de Godoy em Sérgio Alves.
Na primeira fase, o Ceará passou de fase após superar o Campinense. Depois, deixou para trás o Palmeiras, nas oitavas de final, o Internacional na quartas de final, o Linhares-ES na semi e caiu diante do Grêmio na final. O time de Dimas Filgueiras atuava com: Chico; Ronaldo, Airton, Vitor Hugo e Claudemésio; Mastrillo, Ivanildo e Elói; Catatau, Jerônimo e Sérgio Alves. Luiz Felipe Socolari mandou a campo a seguinte formação: Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Émerson e Carlos Miguel (Wallace); Fabinho e Nildo (Carlinhos).
- Formamos um time com muitos pratas da casa, como Ronaldo, Airton, Jaime, Ivanildo e Claudemésio. Ninguém acreditava, mas, aos poucos, o time foi crescendo e se tornou a sensação da competição - relembrou o ex-treinador Dimas Filgueiras, ao Diário do Nordeste, no "aniversário" de 15 anos do vice, no ano de 2009.
02
60 MIL EMUDECIDOS NO CASTELÃO
Em 2014, o Ceará novamente teve perto o título de repercussão nacional, mas, no caso, da Copa do Nordeste. E viu o Sport fazer a festa na Arena Castelão pronta para a Copa do Mundo. Na primeira fase, o Vovô ficou na liderança do Grupo C, com 11 pontos, seguido por CRB, Potiguar e Treze. Na segunda fase, eliminou o Vitória, a exemplo da semi de 2015. Na semifinal de 2014, a vítima do Ceará foi o América-RN, que ficou pelo caminho. Na decisão, os pernambucanos venceram sob olhares de cerca de 60 mil alvinegros.
O treinador Sérgio Soares, hoje no Bahia, comandava o Alvinegro de Porangabuçu. Sandro, Ricardinho, Magno Alves, Luís Carlos, Assisinho foram alguns dos que viveriam aquele momento frustrante. O Castelão calou com o gol de Neto Baiano, de pênalti. Magnata havia marcado o primeiro gol do Vovô. O Sport já havia conquistado a Copa do Nordeste em 1994 e em 2000 - desde então, foram realizadas seis edições. O Ceará deixava escapar o título inédito.
Ceará x Sport na 2ª decisão da Copa do Nordeste, no Castelão (Foto: Elton de Castro)
- A gente procura estudar bem o adversário, escuta o que o preparador de goleiros fala. Exemplo, o Léo Gamalho (atacante do Bahia) eu já joguei contra e com ele. O Bahia tem um excelente ataque. Vamos estar atentos em todos os minutos (da decisão de 2015) - declarou Luís Carlos, goleiro do Vovô, que vivenciou o vice-campeonato em 2014, diante do Sport.
Varjota Esportres - Ce. / Globoesporte.
Ricardinho festeja gol na 1ª final da Copa do Nordeste (Foto: LUCIO TAVORA/AGÊNCIA A TARDE/ESTADÃO CONTEÚDO)
Bahia e Ceará fizeram o primeiro primeiro duelo da final da Copa do Nordeste na quarta-feira (22), e o Vovô foi superior e venceu por 1 a 0, com gol do meia Ricardinho, no segundo tempo. Agora, as duas equipes se reencontram na Arena Castelão no dia 29 deste mês, no mesmo horário, definindo quem fica com a taça. Antes, porém, o GloboEsporte.com relembra a trajetória do Vovô nas finais da Copa do Brasil 1994 e da Copa do Nordeste 2014, respectivamente, contra o Grêmio e o Sport. Dessa vez, o torcedor do Ceará não quer terminar somente no quase.
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VICE: UMA MÁGOA GUARDADA HÁ 21 ANOS
No segundo confronto, muita polêmica e crítica à arbitragem. Que se estende até hoje, do lado do Alvinegro. O Grêmio superou o Ceará por 1 a 0, no Olímpico, no dia 10 de agosto. Sagrou-se campeão. A vitória foi com um gol de Nildo. O ídolo do Ceará Sérgio Alves e o zagueiro Vitor Hugo, do Vovô, foram expulsos. Em inferioridade numérica, o time cearense não conseguiu a reação. A revolta ficou por conta de um suposto pênalti não marcado pelo árbitro paulista Oscar Roberto de Godoy em Sérgio Alves.
Na primeira fase, o Ceará passou de fase após superar o Campinense. Depois, deixou para trás o Palmeiras, nas oitavas de final, o Internacional na quartas de final, o Linhares-ES na semi e caiu diante do Grêmio na final. O time de Dimas Filgueiras atuava com: Chico; Ronaldo, Airton, Vitor Hugo e Claudemésio; Mastrillo, Ivanildo e Elói; Catatau, Jerônimo e Sérgio Alves. Luiz Felipe Socolari mandou a campo a seguinte formação: Danrlei; Ayupe, Paulão, Agnaldo e Roger; Pingo, Jamir, Émerson e Carlos Miguel (Wallace); Fabinho e Nildo (Carlinhos).
- Formamos um time com muitos pratas da casa, como Ronaldo, Airton, Jaime, Ivanildo e Claudemésio. Ninguém acreditava, mas, aos poucos, o time foi crescendo e se tornou a sensação da competição - relembrou o ex-treinador Dimas Filgueiras, ao Diário do Nordeste, no "aniversário" de 15 anos do vice, no ano de 2009.
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60 MIL EMUDECIDOS NO CASTELÃO
Em 2014, o Ceará novamente teve perto o título de repercussão nacional, mas, no caso, da Copa do Nordeste. E viu o Sport fazer a festa na Arena Castelão pronta para a Copa do Mundo. Na primeira fase, o Vovô ficou na liderança do Grupo C, com 11 pontos, seguido por CRB, Potiguar e Treze. Na segunda fase, eliminou o Vitória, a exemplo da semi de 2015. Na semifinal de 2014, a vítima do Ceará foi o América-RN, que ficou pelo caminho. Na decisão, os pernambucanos venceram sob olhares de cerca de 60 mil alvinegros.
O treinador Sérgio Soares, hoje no Bahia, comandava o Alvinegro de Porangabuçu. Sandro, Ricardinho, Magno Alves, Luís Carlos, Assisinho foram alguns dos que viveriam aquele momento frustrante. O Castelão calou com o gol de Neto Baiano, de pênalti. Magnata havia marcado o primeiro gol do Vovô. O Sport já havia conquistado a Copa do Nordeste em 1994 e em 2000 - desde então, foram realizadas seis edições. O Ceará deixava escapar o título inédito.
Ceará x Sport na 2ª decisão da Copa do Nordeste, no Castelão (Foto: Elton de Castro)
- A gente procura estudar bem o adversário, escuta o que o preparador de goleiros fala. Exemplo, o Léo Gamalho (atacante do Bahia) eu já joguei contra e com ele. O Bahia tem um excelente ataque. Vamos estar atentos em todos os minutos (da decisão de 2015) - declarou Luís Carlos, goleiro do Vovô, que vivenciou o vice-campeonato em 2014, diante do Sport.
Varjota Esportres - Ce. / Globoesporte.
"Precisamos coroar esta campanha", diz Chamusca antes da final estadual Fortaleza enfrenta o Ceará no primeiro jogo da final do estadual no domingo. Marcelo Chamusca lembra números expressivos e acredita em trabalho no caminho certo
Fortaleza venceu o Ceará na Arena Castelão, pela 4ª rodada sob comando de Chamusca (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
- São números expressivos, que comprovam que o trabalho está no caminho certo. Outro aspecto importante é ter garantido o calendário cheio para a próxima temporada. A caminhada foi árdua até aqui e precisamos coroar esta campanha sendo campeões estaduais e com o acesso à Série B (do Brasileiro) - afirmou Marcelo Chamusca.
O primeiro dos jogos da final será neste domingo (26), às 16 horas, na Arena Castelão. Marcelo Chamusca tem uma boa memória recente diante do Vovô. Foi com ele à beira do gramado que o Fortaleza quebrou um jejum de 13 jogos e mais de três anos diante do Ceará, vencendo o Clássico-Rei, por 2 a 1, no último dia 7 de março, pela 4ª rodada do estadual. Mesmo eliminado de forma precoce da Copa do Nordeste, em que o Ceará chegou à decisão diante do Bahia, o treinador do Tricolor ressalta a qualidade do elenco às vésperas da final do estadual.
- Foi um resultado importante, que motivou o grupo ainda mais para seguir na briga pelo título. O torcedor também estava ansioso por uma vitória diante do maior rival e ela veio. Agora, teremos o Ceará novamente pela frente e sabemos das dificuldades desse clássico, mas nos preparamos bem e vamos lutar até o fim para presentear nosso torcedor, que é tão apaixonado, com esta taça.
Marcelo Chamusca, em um dos encontros entre Fortaleza e Ceará neste ano (Foto: Tom Alexandrino)
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
Sem William e Wescley, Silas Pereira relaciona 21 atletas para Clássico-Rei Silas Pereira não terá William, no departamento médico, e Wescley, suspenso, no domingo. Nesta sexta, Ceará concentra, às 22 horas, pensando na 1ª final
William Batoré é o desfalque certo no Ceará diante do Fortaleza no domingo (Foto: Juscelino Filho)
Após desembarque caloroso na última quinta-feira (23), o Ceará treinou na manhã desta sexta-feira pensando na primeira final do estadual diante do rival Fortaleza. Os jogadores do Vovô fizeram trabalhos físicos na academia. Em seguida, no gramado de Porangabuçu, quem jogou diante do Bahia fez apenas um treino físico leve, enquanto os demais atletas enfrentaram a equipe Sub-17 na atividade.
Os atletas do Ceará aproveitaram ainda para aprimorar as finalizações. Nesta noite, eles concentram, às 22 horas, pensando no Clássico-Rei. O primeiro dos jogos da final será neste domingo (26), às 16 horas, na Arena Castelão. Silas Pereira não terá William, no departamento médico, e Wescley, suspenso, no domingo. O segundo duelo decisivo será no dia 3 de maio.
Confira os 21 relacionados do Ceará para a 1ª decisão:
Assisinho, Carlão, Charles, Eloir, Éverton, Fernandinho, Gilvan, Jean Cléber, João Marcos, Luís Carlos, Magno Alves, Marcos Aurélio, Marinho, Ricardinho, Robinho, Samuel, Sandro Manoel, Tiago Cametá, Tiago, Uillian Correia e Wellington Carvalho.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
Rio e Osasco disputam o título no dia de despedida de Fofão na Superliga Em seu último jogo na competição, levantadora recebe carinho de Dani Lins, sua herdeira na seleção brasileira, e admite que tem vivido uma confusão de sentimentos
Quando deixou a quadra após a final das Olimpíadas de Londres, Dani Lins estava aliviada. Não queria nem pensar em decepcionar Fofão. Precisava deixar a seleção no patamar que havia herdado. Tornou-se campeã olímpica e nunca esqueceu as palavras ditas pela experiente levantadora pouco antes dos Jogos, quando vivia um período de dúvidas e não aparecia mais como a primeira opção. A admiração só fez aumentar e os olhos nunca saíram de sua direção. O aprendizado acontece mesmo durante partidas decisivas, quando tenta imitar alguma jogada que considerou genial. Neste domingo, às 10h15, na Arena da Barra, elas estarão frente a frente pela última vez numa partida oficial. A final entre Rio de Janeiro e Osasco marcará a despedida da jogadora de 45 anos da competição. A TV Globo e o SporTV transmitem ao vivo, e o GloboEsporte.com acompanha em Tempo Real, com vídeos.
Fofão e Dani Lins prontas para a final (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
- Fofão é um espelho. É alguém que faz você querer jogar igual. Sempre fui fã. Ver uma jogadora como ela, com essa idade jogando assim, é um incentivo para a gente querer treinar mais. Meu sonho é chegar longe como ela, depois de ter meus filhos. Vou até onde o corpo permitir. É triste saber que vai parar no fim desta temporada (o Rio de Janeiro ainda disputará o Mundial de Clubes). Quando estou ali perto dela na rede, não posso pensar que do outro lado está a Fofão. Penso que quero ganhar. Aí vejo que ela faz alguma coisa e tento fazer igual. Ela tem uma finta de mão e de corpo... Tem a manha, o toque, sabe jogar. Se não está no auge fisicamente, tem a cabeça e a experiência para contornar. Pouco antes das Olimpíadas de 2012, no Grand Prix em São Bernardo, ela me disse para ter tranquilidade, confiar em mim e conquistar meu lugar. É uma responsabilidade muito grande ser levantadora da seleção depois da Fernanda Venturini e da Fofão. Digo que quem ocupar aquele espaço tem que ter muito carinho, tem que cuidar como um filho mesmo. Fofão é uma pessoa maravilhosa e é triste ver que vai parar de jogar - disse Dani.
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Fofão sabia bem o que Dani estava sentindo naquele momento, após a vitória sobre as americanas, de virada, que garantiu o ouro. Tinha sentido na pele a pressão de virar número 1 depois de anos como reserva de Fernanda. Ficou feliz com a atuação e a preocupação de Dani. Acha que foi ali que entendeu que seria a titular da seleção.
- Não somos muito amigas, mas temos muito carinho uma pela outra. Acho que a Dani tem uma personalidade boa, carisma. Gosto muito dela. Agora é uma referência, é a melhor levantadora do Brasil e tem sempre que pensar em melhorar. Se tiver que deixar uma mensagem para ela é que sempre treine muito, se dedique e nunca pense que já sabe tudo. A gente sempre aprende algo todo dia e assim consegue ir longe. Não é fácil se manter em alto nível por tantos anos. Sei que quando estamos ali na rede, ela olha para mim depois de uma jogada como quem diz: "Vou fazer isso também". Eu dou um sorriso. Existe essa rivalidade entre os times (sorri) - afirma Fofão.
Jogadoras do Rio de Janeiro querem título para presentear Fofão (Foto: Divulgação)
Existe e elas gostam. Nas nove vezes em que se enfrentaram pelo título da competição, o Rio de Janeiro levou a melhor em seis. Nesta edição, as atuais campeãs venceram os dois jogos da fase de classificação (3 a 0 e 3 a 2). Com uma campanha que contabiliza apenas uma derrota em 24 compromissos, o time comandado por Bernardinho quer erguer o caneco que considera especial. E Fofão é o motivo. Ela diz que esta foi a temporada para a qual mais se preparou. Tanto a cabeça quanto o corpo. Nos últimos dias, o comportamento foi mudando, e a confusão de sentimentos se instalou. Tem evitado até mesmo ler o tanto de mensagens que não param de chegar na tentativa de se blindar e manter o foco na decisão.
- Não foi fácil, mas foi uma temporada gostosa, divertida. E devo isso a todos do time, que estão muito envolvidos. Ando passando por uma confusão de sentimentos. É uma mistura de tudo, um pouco de ansiedade, quero que chegue logo a final. Só que em cada dia vinha uma coisa na cabeça, e passei a ver que estou fazendo tudo pela última vez na Superliga. Tento não pensar nisso, mas não consigo isolar o pensamento. E tenho pela frente uma grande luta contra um adversário forte e para controlar a minha emoção. Espero que este domingo seja um espetáculo. Aposentadoria é uma palavra forte, que sempre pedi para não falarem perto de mim, mas vou ter que me acostumar a usar daqui a pouco. Vou ser a ex-Fofão e virar a dona Helia (risos). Estou escolhendo o momento de parar e isso poucos atletas têm oportunidade de fazer.
Dani e suas companheiras querem voltar ao alto do pódio (Foto: João Pires/Fotojump)
Dani Lins e suas companheiras respeitam o momento, mas deixam claro que farão o possível para voltarem ao alto do pódio. O último troféu foi conquistado na edição 2011/2012. A levantadora acredita que o time se fechou para superar a fase ruim, os problemas de lesões e cresceu na hora certa. Terminou a fase de classificação em terceiro lugar, com cinco reveses em 24 jogos. Números que neste domingo querem deixar para trás.
- Estou sentindo aquele friozinho na barriga que faz o Sidão sempre brigar comigo (risos). Depois do segundo ponto, isso desaparece. Será uma grande final contra uma grande equipe. Queremos quebrar essa sequência, essa hegemonia delas. E para isso, temos que fazer o nosso melhor. Nós crescemos nos playoffs, e o Rio de Janeiro é o time a ser batido. Que vença o melhor.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
Fofão e Dani Lins prontas para a final (Foto: Alexandre Arruda/CBV)
- Fofão é um espelho. É alguém que faz você querer jogar igual. Sempre fui fã. Ver uma jogadora como ela, com essa idade jogando assim, é um incentivo para a gente querer treinar mais. Meu sonho é chegar longe como ela, depois de ter meus filhos. Vou até onde o corpo permitir. É triste saber que vai parar no fim desta temporada (o Rio de Janeiro ainda disputará o Mundial de Clubes). Quando estou ali perto dela na rede, não posso pensar que do outro lado está a Fofão. Penso que quero ganhar. Aí vejo que ela faz alguma coisa e tento fazer igual. Ela tem uma finta de mão e de corpo... Tem a manha, o toque, sabe jogar. Se não está no auge fisicamente, tem a cabeça e a experiência para contornar. Pouco antes das Olimpíadas de 2012, no Grand Prix em São Bernardo, ela me disse para ter tranquilidade, confiar em mim e conquistar meu lugar. É uma responsabilidade muito grande ser levantadora da seleção depois da Fernanda Venturini e da Fofão. Digo que quem ocupar aquele espaço tem que ter muito carinho, tem que cuidar como um filho mesmo. Fofão é uma pessoa maravilhosa e é triste ver que vai parar de jogar - disse Dani.
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Fofão sabia bem o que Dani estava sentindo naquele momento, após a vitória sobre as americanas, de virada, que garantiu o ouro. Tinha sentido na pele a pressão de virar número 1 depois de anos como reserva de Fernanda. Ficou feliz com a atuação e a preocupação de Dani. Acha que foi ali que entendeu que seria a titular da seleção.
- Não somos muito amigas, mas temos muito carinho uma pela outra. Acho que a Dani tem uma personalidade boa, carisma. Gosto muito dela. Agora é uma referência, é a melhor levantadora do Brasil e tem sempre que pensar em melhorar. Se tiver que deixar uma mensagem para ela é que sempre treine muito, se dedique e nunca pense que já sabe tudo. A gente sempre aprende algo todo dia e assim consegue ir longe. Não é fácil se manter em alto nível por tantos anos. Sei que quando estamos ali na rede, ela olha para mim depois de uma jogada como quem diz: "Vou fazer isso também". Eu dou um sorriso. Existe essa rivalidade entre os times (sorri) - afirma Fofão.
Jogadoras do Rio de Janeiro querem título para presentear Fofão (Foto: Divulgação)
Existe e elas gostam. Nas nove vezes em que se enfrentaram pelo título da competição, o Rio de Janeiro levou a melhor em seis. Nesta edição, as atuais campeãs venceram os dois jogos da fase de classificação (3 a 0 e 3 a 2). Com uma campanha que contabiliza apenas uma derrota em 24 compromissos, o time comandado por Bernardinho quer erguer o caneco que considera especial. E Fofão é o motivo. Ela diz que esta foi a temporada para a qual mais se preparou. Tanto a cabeça quanto o corpo. Nos últimos dias, o comportamento foi mudando, e a confusão de sentimentos se instalou. Tem evitado até mesmo ler o tanto de mensagens que não param de chegar na tentativa de se blindar e manter o foco na decisão.
- Não foi fácil, mas foi uma temporada gostosa, divertida. E devo isso a todos do time, que estão muito envolvidos. Ando passando por uma confusão de sentimentos. É uma mistura de tudo, um pouco de ansiedade, quero que chegue logo a final. Só que em cada dia vinha uma coisa na cabeça, e passei a ver que estou fazendo tudo pela última vez na Superliga. Tento não pensar nisso, mas não consigo isolar o pensamento. E tenho pela frente uma grande luta contra um adversário forte e para controlar a minha emoção. Espero que este domingo seja um espetáculo. Aposentadoria é uma palavra forte, que sempre pedi para não falarem perto de mim, mas vou ter que me acostumar a usar daqui a pouco. Vou ser a ex-Fofão e virar a dona Helia (risos). Estou escolhendo o momento de parar e isso poucos atletas têm oportunidade de fazer.
Dani e suas companheiras querem voltar ao alto do pódio (Foto: João Pires/Fotojump)
Dani Lins e suas companheiras respeitam o momento, mas deixam claro que farão o possível para voltarem ao alto do pódio. O último troféu foi conquistado na edição 2011/2012. A levantadora acredita que o time se fechou para superar a fase ruim, os problemas de lesões e cresceu na hora certa. Terminou a fase de classificação em terceiro lugar, com cinco reveses em 24 jogos. Números que neste domingo querem deixar para trás.
- Estou sentindo aquele friozinho na barriga que faz o Sidão sempre brigar comigo (risos). Depois do segundo ponto, isso desaparece. Será uma grande final contra uma grande equipe. Queremos quebrar essa sequência, essa hegemonia delas. E para isso, temos que fazer o nosso melhor. Nós crescemos nos playoffs, e o Rio de Janeiro é o time a ser batido. Que vença o melhor.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
Valdivia pede para treinar, entra na lista e vira opção para a primeira final Mago participa do trabalho deste sábado pela manhã, na arena, e é relacionado pelo técnico Oswaldo de Oliveira para enfrentar Santos, domingo, pelo Paulistão
Valdivia durante treinamento do Palmeiras (Foto: Cesar Greco/Ag Palmeiras/Divulgação)
A presença do meia Valdivia pode ser a grande novidade do Palmeiras na decisão do Campeonato Paulista, neste domingo, às 16h, contra o Santos, na arena. Ele pediu para treinar com o elenco na manhã deste sábado, participou da atividade normalmente e está relacionado para a partida.
O Mago tem um edema no joelho esquerdo. Até a manhã da última sexta, ele alegava sentir dores no local. Por isso, não participou de nenhuma atividade durante a semana e fez apenas tratamento. Dessa forma, foi vetado da primeira partida da final.
Porém, neste sábado o jogador relatou estar em boas condições e participou do treinamento com o restante do elenco, realizado na arena. Assim, foi relacionado por Oswaldo de Oliveira para a concentração.
Caso de fato ele esteja entre os 18 que vão para o jogo, deve começar a partida no banco de reservas, já que não treinou no restante da semana.
Diferentemente do habitual, o Palmeiras não divulgará a lista de relacionados para o confronto. Segundo o clube, foi uma opção do departamento de futebol.
O Verdão recebe o Santos, neste domingo, às 16h, na arena, no primeiro jogo da final do Paulistão. O segundo será no domingo seguinte, na Vila Belmiro.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
Robinho corre no campo, brinca com a bola e segue com chances de jogar Atacante faz movimentação leve durante o trabalho do elenco e dá sinais de que pode estar em campo na decisão deste domingo, contra o Palmeiras
Robinho com a bola durante o treino do Santos, neste sábado (Foto: Ivan Storti/Santos FC)
O Santos faz mistério, mas o atacante Robinho segue com chances de enfrentar o Palmeiras, neste domingo, às 16h, no primeiro jogo da final do Paulistão. Na manhã deste sábado, ele correu pelos campos do CT Rei Pelé durante o treino do time e até brincou com uma bola.
A movimentação do camisa 7 foi leve, mas dá sinais de que ele pode ter condições de entrar em campo na decisão. Robinho se recupera de um edema na coxa esquerda.
Contra o XV de Piracicaba, pelas quartas de final do Paulista, o atacante deixou o gramado com dores na coxa esquerda. No duelo seguinte, diante do São Paulo, ele novamente saiu antes do fim, com um incômodo no mesmo local.
Antes deste sábado, nos demais treinamentos da semana, Robinho havia permanecido apenas na parte interna do CT Rei Pelé, fazendo tratamento intensivo para enfrentar o Palmeiras neste domingo.
Mesmo sem saber se poderá contar com o camisa 7, o Santos vai relacioná-lo para o clássico. Quase todos os jogadores do elenco, até quem não está inscrito no Paulista, irão se concentrar para a decisão - menos Werley, que está com dengue.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
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