Leilão de propina, votos vendidos... o manual de corrupção de Chuck Blazer Réu confesso no escândalo envolvendo a Fifa, ex-secretário geral da Concacaf intermediou casos de suborno nas eleições de sedes dos Mundiais de 1998 e 2010

Chuck Blazer e Joseph Blatter (Foto: Getty) 
 Joseph Blatter e Chuck Blazer em evento na Fifa: americano coleciona infrações (Foto: Getty)


Ele vendeu votos para escolhas de Copa do Mundo. Ele comprou votos para Copas do Mundo. Ele dividiu propina. Ele recebeu comissões. Ele não declarou imposto de renda por dez anos. E ele... foi pego. A casa do extremamente nutrido Charles "Chuck" Blazer, o fanfarrão ex-secretário-geral da Concacaf, caiu em 2011 - quando ele foi abordado no meio da rua pelo FBI e pelo  
IRS, o serviço de imposto de renda americano. Blazer teve que escolher entre ir para a cadeia e colaborar com as autoridades. Blazer se entregou - e entregou tudo o que sabia. Por isso, seu caso é exemplar e oferece uma espécie de "manual da corrupção" de cartolas. 
O Departamento de Justiça americano, responsável pela prisão de sete dirigentes da Fifa, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin, destrinchou em seu relatório as infrações cometidas pelo ex-dirigente, réu confesso em casos que envolvem ainda o ex-presidente da entidade que comanda o futebol nas Américas Central e do Norte, Jack Warner.   
O documento divulgado pelo departamento de Justiça cita que ele "conspirou para enriquecer, oferecendo e aceitando pagamentos ilegais, suborno, propina, e participação em esquema para venda de ingressos para Copas do Mundo”. Nos tópicos, abaixo, é possível identificar as infrações citadas:
PROPINA POR TUDO

SAIBA MAIS
Ponto a ponto: entenda o escândalo na Fifa
Quem é quem: conheça os acusados de envolvimento em esquema de corrupção
Justiça dos EUA investiga contrato entre
CBF e fornecedora de material esportivo
Investigação acusa Marin de receber
mais de R$ 20 milhões em propinas
Empresa de marketing esportivo ganhou contrato quatro dias após ser criada
Investigação diz que ex-candidato à Fifa ofereceu US$ 40 mil por voto em 2011
Jack Warner dança para celebrar
liberdade e se defende: "Sou inocente"
Em 1992, França e Marrocos concorriam para sediar o Mundial de 1998. O relatório relata como Blazer e seu comparsa, o "co-conspirador#1" - que seria Warner - venderam seus votos por US$ 1 milhão. Apesar do esquema, a França foi eleita em 2 de julho de 1992 sede da Copa de 1998. O caso de suborno nunca foi revelado.   
Em 1991, a Concacaf passou a organizar a Copa Ouro, envolvendo países afiliados. Blazer era o representante da entidade e deu início a um contrato com uma grande empresa de mídia mexicana. Na edição de dois anos depois, porém, a situação mudou.   
Em 1993, juntamente com Warner, Blazer iniciou negociações com o co-conspirador#2 (identificado depois como José Hawilla), responsável por uma grande empresa de marketing esportivo da América do Sul. As negociações avançaram e, mediante pagamento de propina, ficou firmado um contrato pelos direitos de TV, rádio, receita de vendas de ingressos, entre outras, para as próximas edições da competição.  


Documento FIFA Blazer (Foto: Reprodução) 

Documento detalha que Blazer enriqueceu aceitando e fazendo pagamentos ilegais (Foto: Reprodução) 


O acordo incluía as disputas de 96, 98, 2000, 2002 e 2003 da Copa Ouro. Neste período, Hawilla e outros representantes de sua empresa enviaram centenas de milhares de dólares para contas associadas a Blazer. Os montantes eram direcionados a entidades diversas controladas pelo americano, como a Sportvertising, nas Ilhas Cayman. Em fevereiro de 2003, após um depósito de US$ 600 mil na conta de sua empresa, ele recebeu o contato de um banco pedindo providências a respeito da origem deste valor.   
Blazer, preocupado,  escreveu para Hawilla:
- Vamos precisar construir um contrato a respeito dessas e de outras transferências.
Pouco depois, Blazer recebeu um valor retroativo por "consultoria" em um acordo entre a Sportvertising e uma "empresa C", com sede no Panamá e também relacionada a bancos nas Ilhas Cayman.
Em muitos momentos em todo esse período, Blazer tratou de dividir com Warner os pagamentos recebidos de Hawilla e da Traffic em propinas. Por exemplo, em 1999, logo após receber US$ 200 mil, ele transferiu, da conta da Sportvertising, US$ 100 mil para conta controlada de Warner. 


Documento FIFA Blazer (Foto: Reprodução) 

Após exigências de banco, Blazer avisa a Hawilla que um novo contrato precisará ser construído (Foto: Reprodução)



COPA DE 2010: LEILÃO DA CORRUPÇÃO E TRAIÇÃO 
Em 2004, Marrocos, África do Sul e Egito disputavam o direito de sediarem a Copa de 2010. Meses antes da votação, como já tinha acontecido em 1992, Chuck Blazer seguiu para o Marrocos para tratar do caso juntamente com Warner, que a esta altura ocupava um cargo ainda maior de oficial do alto-escalão da Fifa, Concacaf e União Caribenha. Em solo marroquino, um representante do comitê organizador ofereceu a Warner US$ 1 milhão pelo voto secreto. Pouco depois, porém, Blazer soube por Warner que havia proposta superior.   
A África do Sul teria, de acordo com a investigação, oferecido US$ 10 milhões em troca de apoio. Em conversa com um terceiro dirigente, identificado como  co-conspirador#3, Blazer entendeu de que esta proposta já tinha sido aceita e que todos deveriam votar nos sul-africanos. Warner confirmou o acerto e prometeu dar US$ 1 milhão para Blazer. Em 15 de maio, a África do Sul foi escolhida para receber a Copa de 2010, e o trio citado indicou ter votado por isso. Faltava, no entanto, o pagamento. 


Documento FIFA Blazer (Foto: Reprodução) 

Oferta de US$ 10 milhões da África do Sul faz Blazer abrir mão de acordo com marroquinos por Copa (Foto: Reprodução)
Com o passar do tempo, Blazer questionou Warner a respeito dos US$ 10 milhões e soube que os sul-africanos não seriam capazes de fazer o pagamento com fundos vindos do governo. A solução foi a transferência para uma organização de futebol comandada por Warner - com fundos direcionados pela própria Fifa. Blazer, porém, continuava sem seu montante, até que ouviu do parceiro que a opção seria um pagamento em parcelas, uma vez que o co-conspirador#3 e outro dirigente também faziam parte do acordo.   
Blazer disse aos investigadores que nunca recebeu o US$ 1 milhão prometido. Entre dezembro de 2008 e maio de 2011, três depósitos bateram em sua conta, totalizando "somente" pouco mais de US$ 750 mil.  



INFO_QUEM É QUEM NA HIERARQUIA DA FIFA 3 (Foto: arte esporte) 

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Racing luta com um a menos, mas empata em casa e cai para o Guaraní Equipe argentina joga segundo tempo com 10 e não consegue gol salvador, ficando no 0 a 0 em Avellaneda. Algoz o Corinthians avança para enfrentar o River Plate

Surpresa da fase de grupos e algoz do Corinthians nas oitavas de final, o Guaraní fez mais uma vítima na Taça Libertadores. Depois de vencer por 1 a 0 na ida, em casa, o time paraguaio segurou o Racing na Argentina, nesta quinta-feira, empatando em 0 a 0 - o suficiente para garantir um lugar na semifinal, na qual o adversário será o River Plate. 


Comemoração Racing x Guaraní-PAR (Foto: Reuters) 

Guaraní avança às semifinais (Foto: Reuters)
Os visitantes tiveram grande chance de sair do estádio Presidente Perón com uma vitória. O Guaraní desperdiçou cobrança de pênalti no fim do primeiro tempo, quando o goleiro do Racing, Saja, foi expulso e deixou seu time com um jogador a menos. Apesar da desvantagem numérica, os argentinos lutaram na etapa final e tiveram chances de gol, parando em boas intervenções do goleiro Aguilar.
Os dois times haviam sido adversários no grupo 8, quando o Racing levou a melhor. Líder da chave com 12 pontos, os argentinos venceram em casa por 4 a 1 e foram derrotados por 2 a 0 no Paraguai - se estes resultados tivessem acontecido no mata-mata, a vaga teria ido para o time de Avellaneda.
Com isso, as semifinais da Taça Libertadores terão times de quatro países diferentes: Brasil, Argentina, Paraguai e México. Todos os jogos serão realizados depois da Copa América. O Guaraní visitará o River Plate no dia 15 de julho, e o jogo de volta ocorrerá no Paraguai uma semana depois. 


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Caso Fifa: propina de US$ 10 milhões para África do Sul sediar Copa Crime teve apoio do governo, e valor foi direcionado a executivos da Fifa, que ajudaram na eleição do país como sede do Mundial de 2010, segundo relatório

 

  


Ter oferecido uma propina maior do que Marrocos ajudou a África do Sul a ser eleita sede da Copa do Mundo de 2010, aponta o relatório do Departamento de Justiça dos Estados Unidos – responsável pela prisão de sete dirigentes da Fifa, incluindo o ex-presidente da CBF José Maria Marin. De acordo com as investigações, os sul-africanos pagaram US$ 10 milhões a executivos da Fifa em troca de votos. O cabeça do esquema, segundo o documento, era o trinitino Jack Warner, ex-presidente da Concacaf. O governo da África do Sul teria participado da movimentação.
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O documento diz que Warner tinha laços com autoridades sul-africanas desde que o país tentou sediar a Copa do Mundo de 2006. Um familiar dele, que a investigação chama de “co-conspirador 14”, teria negociado amistosos de equipes da Concacaf na África do Sul. Ele mesmo, autorizado por Warner, teria recebido em Paris uma mala com 10 mil dólares de um homem tratado como “co-conspirador 15”. Ele é, de acordo com a investigação, um membro do alto escalão da candidatura sul-africana. O documento informa que esse dinheiro foi posteriormente entregue em mãos para Warner em Trinidad e Tobago.

Em maio de 2004, às vésperas da eleição, Warner e o “co-conspirador 1”, que seria o ex-secretário-geral da Concacaf Chuck Blazer, viajaram ao Marrocos, que também pleiteava sediar o Mundial de 2010. Lá, um representante da candidatura marroquina teria oferecido US$ 1 milhão a Warner. 

Foi então, de acordo com o documento, que Blazer tomou ciência de que Warner tinha uma oferta, de US$ 10 milhões, saída do governo da África do Sul, do comitê sul-africano e do alto escalão da própria Fifa, para que a CFU (União Caribenha de Futebol) votasse no país como sede da Copa. O dinheiro seria dividido entre Warner, Blazer e o “co-conspirador 17”. Os dois últimos receberiam US$ 1 milhão cada. 

print relatório (Foto: Reprodução)

Trecho do documento que fala sobre o pagamento de US$ 10 milhões de propina (Foto: Reprodução)



Vencida a disputa, o governo sul-africano, diz o documento, não encontrou meios de enviar o dinheiro prometido. A grana teve que partir da Fifa, de recursos que seriam usados no Mundial, para contas da CFU. O dinheiro partiu em três lotes, saídos de uma conta na Suíça para um banco nos Estados Unidos: US$ 616.000 em 2 de janeiro de 2008, US$ 1.600.000 em 31 de janeiro de 2008 e US$ 7.784.000 em 7 de março de 2008. As contas que receberam o dinheiro eram da Concacaf e da CFU. Era Jack Warner o responsável por elas, via Republic Bank, em Trinidad e Tobago.  


print relatório (Foto: Reprodução) 

Relatório detalha o recebimento dos US$ 10 milhões (Foto: Reprodução)



A investigação aponta que Warner começou a mexer no dinheiro tão logo ele caiu na conta. Em 9 de janeiro, ele teria transferido US$ 200 mil para uma conta pessoal. Em seguida, teria repassado US$ 1,4 milhão para empresários trinitinos. Semanas depois, o mesmo valor caiu em uma conta controlada por Warner. 

O documento mostra que Warner, nos anos posteriores à escolha, repassou US$ 750.000, em três parcelas, ao “co-conspirador 1”, que seria Blazer. 
Suspeitos

A imprensa sul-africana, com base nas informações do relatório, fecha o cerco sobre quem podem ser os "co-conspiradores" 15 e 16. A investigação indica que eles participaram dos comitês das candidaturas de 2006 e 2010. O "Sport 24" indica que apenas três nomes se encaixam no perfil: Danny Jordaan, Tokyo Sexwale e Irvin Khoza. Nenhum deles foi detido.  





INFO_QUEM É QUEM NA HIERARQUIA DA FIFA 3 (Foto: arte esporte) 


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Com títulos e vitórias, Cristóvão sonha criar vínculo: "Vou virar gêmeo do Fla" Em sua apresentação, baiano de 55 anos exalta elenco, fala em evolução e diz que a chegada ao Rubro-Negro mostra que está no caminho certo na carreira de treinador

A personalidade de Cristóvão Borges contrasta com o atual momento do Flamengo, um clube em ebulição após a demissão de Vanderlei Luxemburgo, um time de tropeços em sequência. Mas a voz serena e o jeito tranquilo de ser, características inerentes ao estilo do baiano, de 55 anos, marcaram as primeiras palavras dele como treinador do Rubro-Negro. Ele foi apresentado nesta quinta-feira, no Ninho do Urubu, e não se assustou com o tamanho do desafio. Cristóvão chega ao quarto clube na carreira – já dirigiu Vasco, Bahia e Fluminense –, e o Tricolor, do qual foi demitido em março último, é justamente seu primeiro adversário. Domingo, às 18h30, no Maracanã, é dia de Fla-Flu.
– Fui bem recebido. Estou muito contente, feliz, me sentindo um profissional privilegiado de ter a chance de dirigir esse grande clube. Conheço algumas pessoas, já trabalhei com elas, e as outras me receberam muito bem. Estou muito à vontade, sei o tamanho do clube e vou procurar aproveitar muito bem a oportunidade. 


Cristóvão Borges, apresentação, Ninho do Urubu, Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/ Fla Imagem) 

Primeiro dia e sorrisos: Cristóvão Borges sonha com identificação com o Flamengo (Foto: Gilvan de Souza/ Fla Imagem)

Apesar da habitual serenidade, Cristóvão também lançou mão de frases de efeito e inovou quando perguntado se tinha a cara do Flamengo.
– Tenho a cara do Flamengo. A cara do Flamengo é de vitória, de título, e vim aqui para isso. Vou buscar. Se conseguir, logo vou virar irmão gêmeo do Flamengo.
Tenho a cara do Flamengo. A cara do Flamengo é de vitória, de título, e vim aqui para isso. Vou buscar. Se conseguir, logo vou virar irmão gêmeo do Flamengo". 
Cristóvão Borges
Cristóvão reconheceu que o momento é de cobrança, situação tratado pelo próprio como natural. Ele crê que o atual elenco pode produzir muito mais e, com essa convicção, mostrou-se confiante em tirar o Flamengo das últimas posições da tabela – o time é o 17º colocado, na zona de rebaixamento, com apenas um ponto.
– Estamos sob pressão, porque temos consciência de que a produção da equipe não tem sido compatível com a qualidade que ela tem. Temos que dar a resposta. Jayme, não só dessa vez como das outras vezes, é um treinador que passou pelo clube e recentemente estava trabalhando com esse grupo. Eu tinha algumas dúvidas, pois durante esse tempo fomos adversários. Conversei com ele para saber do dia a dia. Ele estava aqui, então busquei informações. Conheço o Flamengo como adversário, joguei e competi contra, mas tenho que conhecer melhor. A situação não é a esperada, e temos de trabalhar para mudar a situação. O potencial da equipe é grande, não é condizente com a posição que ocupa na tabela. Acredito muito nisso, pelo que vi, pelo que senti jogando contra. Com certeza vamos logo sair dessa situação.
Confira outros tópicos abordados:
Marcelo Cirino como referência?
Não é jogador de referência, mas como é de velocidade, é alto, foi adaptado e jogou assim. Ganha mais uma maneira de jogar. Como referência, fez gols. Isso o completa como atacante, o que é muito bom. A maneira de utilizar vai depender da necessidade. Se precisarmos por dentro ou pelos lados, vamos utilizar.
Demonstração de que está crescendo
É uma grande oportunidade. Senti-me privilegiado, pois estou buscando isso. Procuro fazer da melhor maneira possível, me dedicar e estar preparado para isso. A sequência de trabalho que fiz para estar aqui hoje me dá muito orgulho, é a demonstração de que minha caminhada está correta. Estou muito feliz de comandar o Flamengo, que é um clube onde todo profissional quer estar.
Viagens
Quando fui ver os jogos, foi pelo prazer de ver futebol. A noção tática eu já tinha, estudo o tempo todo. Procuro me atualizar. Aproveitei o tempo para ver os jogos e passear. Vi o que já sabia. Coisas que posso e devo melhorar. Equipe organizada, bem compactada, com disciplina tática. É por aí, é assim que se joga em todo lugar do mundo.
"Irmão gêmeo do Flamengo"
Tenho a cara do Flamengo. A cara do Flamengo é de vitória, de título, e vim aqui para isso. Vou buscar. Se conseguir, logo vou virar irmão gêmeo do Flamengo.
Preparado para adversidades
Enriquece trabalhar com dificuldades. No Vasco foi assim, depois no Bahia. Tivemos problemas, problemas que interferem, mas o saldo é positivo porque consegui realizar muitas coisas. Estou mais bem preparado para poder lidar com essas dificuldades. Tínhamos problemas que interferem muito, mas o saldo é positivo, pois acho que consegui realizar bastante coisas. Hoje, quando chego no Flamengo ou em qualquer clube com dificuldades, chego mais bem preparado.
Tempo até o Fla-Flu

É curtíssimo. Vamos fazer um treino amanhã, aproveitar a véspera do jogo. Serão dois treinos táticos, e não dá para fazer grandes mudanças. Temos jogadores de nível, jogadores  inteligentes. Assimilação é boa, e vamos ter que colocar alguma coisa no jogo.

Pressão da torcida e relação com Jayme

O Flamengo é um clube de uma exigência muito grande, por isso é deste tamanho. Existe a cobrança. Clube cresce por isso. É necessário e importante. O começo (de temporada) não foi bom, estamos vivendo isso no momento. Jayme é um treinador que conhece a equipe, é da casa por muito tempo, uma pessoa maravilhosa. Nos conhecemos, temos amizade de muitos anos. Minha relação é muito legal e assim vai ser. A competência e o conhecimento vão ajudar o nosso trabalho.

Novo patamar na carreira

Só o fato de estar aqui é um avanço. Ganhei alguns degraus, não tenho dúvida. Ser treinador do Flamengo é o desejo de qualquer profissional. Engrandece, valoriza. Mas vai depender do que consegui aqui. Estou motivado, confiante e otimista. Espero que tudo ocorra da melhor maneira para seguir crescendo.

Ficou bem de rubro-negro?

Muito bem. Falei que é a primeira vez que fiquei bem. E é minha segunda vez no Flamengo, fui auxiliar do Ricardo Gomes. Estou feliz por voltar à casa.
Inspiração em Marcelo Oliveira, do Cruzeiro, para vencer certa desconfiança

(Espero) ter a felicidade de caminhar e acontecer algo parecido com o Marcelo no Cruzeiro, que chegou com rejeição e foi bicampeão brasileiro. Para poder ficar todo mundo contente, é que o penso, é o mesmo desejo nosso e da torcida. Jogar bem e ganhar. Quero isso. Se conseguir, vou virar gêmeo do Flamengo.

Diretrizes da direção por resultados

Ninguém falou sobre isso. Nem precisa. Aqui é chegar e chegar para ganhar. Não preciso de aviso nenhum, não.

Estilo calmo pode ajudar na hora da pressão?

Vou saber quando começar a jogar. Todo mundo está querendo, e precisamos de resultado. A calmaria está ligada a isso. Somamos um ponto, é pouco. Precisamos melhorar. Quando melhorar, vai acalmar.

Promessas de reforços
Se essas promessas chegarem, vamos ficar mais fortes. Hoje já poderíamos, e temos de estar melhores do que estamos. Temos que melhorar independentemente disso. Como o campeonato é longo, precisamos ter um grupo numeroso. São dois campeonatos (Brasileirão e Copa do Brasil), duas frentes para título. Temos que ter grupo bom, de qualidade, numeroso, para as mudanças que vamos precisar. Antes de chegar aqui, estava acompanhando. Agora estou aqui e vou ver o que vai acontecer.

Aprova os reforços que o clube tenta?

Nem precisavam me perguntar (risos).

Motivação
No futebol vale o dia a dia. Para frente, estou muito motivado, contente, porque joguei contra o Flamengo. Conversei com eles, disse que vi no começo da temporada fazerem coisas muito interessantes. Potencial existe. Espero que assimilem, gostem e acreditem no que vou propor. 

Vantagem para alguém no Fla-Flu?

Vantagem nenhuma. Não é desvantagem também porque acredito muito no grupo. E da atitude no jogo de ontem, num momento difícil, de pressão. Acho que a partir daí me deixou mais confiante. Estou confiante nessas coisas. Então, não tem vantagem. O que vai imperar é o equilíbrio. Na hora, quem estiver melhor e mais concentrado vai ficar mais forte, e isso pode ser decisivo.

Everton e Cirino. Conta com eles?

Voltaram e treinaram comigo. Espero que corra tudo bem até sábado. Vamos treinar amanhã (sexta-feira) e sábado. Pelo que treinaram hoje (sexta-feira), com certeza vai dar tudo certo. 



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São Paulo convida Ceni para jogar até dezembro e acordo fica próximo Presidente Carlos Miguel Aidar faz oferta para goleiro prorrogar vínculo até o fim do ano e adiar sua aposentadoria. Atual contrato é válido até o dia 6 de agosto


Rogério Ceni São Paulo (Foto: Site oficial SPFC)
Rogério Ceni poderá renovar com o São Paulo até dezembro (Foto: Site oficial SPFC) 

O presidente Carlos Miguel Aidar, do São Paulo, ofereceu a Rogério Ceni nesta quinta-feira um novo contrato até dezembro. O goleiro fez algumas colocações para a diretoria, mas nenhuma delas ligadas aos salários. Na próxima semana, as partes devem acertar o novo vínculo e definir a data de encerramento da carreira do "M1t0" de 42 anos.
Na viagem à Colômbia, Aidar ouviu do novo técnico Juan Carlos Osorio que ele gostaria de contar com o goleiro. O colombiano ex-Atlético Nacional tem chegada prevista ao Brasil para este sábado, véspera do duelo com o Internacional.
Após a vitória por 3 a 0 sobre o Joinville, no último sábado, no Morumbi, Ceni admitiu o desejo de encerrar a carreira jogando em casa. A ideia inicial, então, era de que o goleiro parasse de jogar no dia 26 de julho, contra o Cruzeiro, último confronto no estádio do Tricolor antes do término do atual contrato. 
Em um encontro entre o vice-presidente Douglas Schwartzmann e Ceni, na semana passada, o dirigente se disse favorável à renovação do contrato até dezembro. O ídolo respondeu que isso dependeria da vontade da diretoria.
Pessoas próximas a Aidar defendiam havia algum tempo a ideia de Ceni jogar até o dia 31 de dezembro. Para isso, porém, precisavam convencer o mandatário tricolor. O pai do goleiro, Eurydes Ceni, declarou publicamente apoiar a renovação do filho. 



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PF abre inquérito para investigar corrupção no futebol, diz ministério Ministro da Justiça confirma que investigação será feita em conjunto com o MP para apurar suspeitas de crimes como evasão de divisas e lavagem de dinheiro

 

A Polícia Federal abriu inquérito nesta quinta-feira para apurar se 
foram cometidos no Brasil crimes ligados ao suposto esquema de corrupção no futebol investigado pelo serviço de inteligência norte-americano, o FBI, informou a assessoria do Ministério da Justiça. O inquérito foi instaurado por determinação do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo.  

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De acordo com o ministro, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, foi informado sobre a decisão e ambos vão se reunir nos próximos dias acertar uma atuação conjunta entre PF e Ministério Público Federal na investigação. O processo tramitará na Superintendência da PF no Rio de Janeiro.  


José Eduardo Cardozo ministro da Justiça  (Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil) 

José Eduardo Cardozo confirmou abertura de inquérito nesta quinta-feira (Foto: Elza Fiúza / Agência Brasil)
- Determinamos a abertura de inquérito policial para investigação dos fatos, ou seja, a PF já determinou a abertura, e o inquérito correrá pela Superintendência do Rio de Janeiro, por força da competência da PF local. Por essa razão, vamos apurar, e a orientação do Ministério da Justiça é que as investigações sejam feitas com seriedade. Vamos buscar coletar todas as provas e situações para averiguar se há ocorrência de crimes - afirmou Cardozo na tarde desta quinta no Palácio do Planalto.
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Na última quarta-feira, o ex-presidente da CBF José Maria Marin foi preso acusado de receber propina em relação a direitos de campeonatos dentro e fora do Brasil. O contrato da entidade máxima do futebol brasileiro com uma empresa americana de materiais esportivos também está sob suspeita.
- O Brasil fará sua própria investigação e não cabe a nós pré-julgar absolutamente nada. Vamos aguardar as investigações para termos conclusões a respeito - completou Cardozo.
O Ministério da Justiça informou que, entre os crimes que, em princípio, serão investigados, estão os de evasão de divisas e lavagem de dinheiro. Pela manhã, antes da abertura do inquérito, o ministro afirmou em entrevista coletiva que só poderão ser investigados delitos tipificados pela legislação brasileira.
Também nesta quinta, foi lido no plenário do Senado o requerimento apresentado pelo senador Romário (PSB-RJ) para criação da CPI do Futebol (leia mais no G1). O objetivo será investigar a CBF. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que, nesta sexta-feira, pedirá aos líderes partidários que indiquem os integrantes da CPI para que os trabalhos da comissão possam se iniciar "imediatamente". 



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Marco Polo del Nero deixa Zurique na véspera da eleição presidencial na Fifa

A Fifa confirmou que Marco Polo del Nero, presidente da CBF, deixou Zurique na tarde desta quinta-feira, véspera da eleição presidencial da entidade, em direção ao Brasil. De acordo com a chefe do departamento de comunicação da entidade, Delia Fischer, o dirigente informou a Fifa da viagem. Não foram divulgadas, por enquanto, as razões da saída do dirigente, que é membro do Comitê Executivo.

Del Nero, de qualquer forma, não seria o responsável por votar em nome da CBF. A Fifa informou que nenhum membro do seu Comitê Executivo pode votar na eleição que acontecerá nesta sexta.

 

Presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, na SuíçaDois presidentes de federações estaduais estão na comitiva da CBF em Zurique: André Pitta, de Goiás, e Mauro Carmélio, do Ceará. Em entrevista ao GloboEsporte.com, o cearense afirmou ter sido o escolhido por Del Nero para representar o Brasil na eleição e que votará em "bloco com a Conmebol", mas sem confirmar se o voto será em Joseph Blatter. A Fifa tem 209 associações filiadas, cada uma com direito a um voto.

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Com a viagem, Del Nero perderá uma votação importante do Comitê Executivo: no sábado, a Fifa decidirá se a América do Sul continuará ou não com a repescagem pela quinta vaga na Copa do Mundo. Além do brasileiro, o continente perdeu o uruguaio Eugenio Figueiredo, um dos sete presos na última quinta. Assim, somente o colombiano Luis Bedoya representará a Conmebol na reunião - o que pode ser decisivo para uma derrota e a perda da vaga.

O hotel Baur au Lac, consultado pelo blog, deu duas versões diferentes sobre a saída de Del Nero. Inicialmente, a recepção confirmou o "check out". Minutos depois, em outra ligação, a mesma pessoa afirmou que ele deixou o quarto, mas não fez o "check out". O estabelecimento abriga todos os membros do Comitê Executivo da Fifa que estão em Zurique para o congresso. É também o mesmo local onde foram presas as sete pessoas ligadas à entidade, entre eles o ex-presidente da CBF, José Maria Marin.

Presidente da Fifa desde 1998, Joseph Blatter busca a reeleição nesta sexta-feira. Seu único rival na disputa é o príncipe da Jordânia, Ali bin al-Hussein.

(ERRATA: o blog informou que Del Nero teria direito a voto na eleição da Fifa. Porém, por ser membro do Comitê Executivo da entidade, o dirigente não poderia ser o representante da CBF. A informação foi corrigida às 17h58).

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