Zico cobra ação da Fifa contra Blatter e Platini após novas investigações Pré-candidato ao cargo máximo da entidade, brasileiro pede transparência do Comitê de Ética e lembra punições imediatas a Jack Warner e Mohammed Bin Hammam

Zico segue firme em sua intenção de se tornar presidente da Fifa. Pré-candidato para as eleições que acontecem no ano que vem, o ídolo do Flamengo se manifestou nesta segunda-feira, através de seu perfil oficial no Facebook, e cobrou medidas da entidade máxima do futebol a respeito dasinvestigações envolvendo Joseph Blatter e Michel Platini. Ambos estão na mira da Procuradoria-Geral da Suíça.

 
Zico Carta aberta Fifa (Foto: Reprodução)
- O Comitê de Ética da FIFA não pode se omitir agora! Precisa agir com muita transparência, divulgando todos os seus procedimentos para que as reformas e as eleições da FIFA não sejam contaminadas pela suspeita de corrupção. Democracia e Transparência já! - disse Zico em sua postagem.   Na carta aberta, Zico cobra transparência ao Comitê de Ética da Fifa e lembra que outros membros do Comitê Executivo, como Jack Warner e Mohammed Bin Hammam, foram punidos ao terem seus nomes vinculados ao escândalo deflagrado por autoridades americanas, em maio. O Galinho de Quintino tratou o caso como determinante para evitar suspeitas a respeito do pleito do ano que vem.   
Joseph Blatter foi enquadrado em dois artigos do Código Penal da Suíça, por suspeita de apropriação indébita e má gestão, podendo pegar até dez anos de prisão. Uma das acusações é de um contrato assinado entre o dirigente e o ex-presidente da Concacaf, Jack Warner, em 2005, que teria sido "desfavorável para a Fifa".   
Além disso, Blatter é suspeito de ter feito um "pagamento indevido" no valor de 1,3 milhão de libras (R$ 8 milhões) para o presidente da Uefa. Segundo Blatter e Platini, esse pagamento, questionado pelo jornal inglês “The Telegraph”, foi feito em fevereiro de 2011, com a justificativa de "trabalho feito entre janeiro de 1999 e junho de 2002". A publicação aponta que o francês teria recebido para não disputar as últimas eleições para o cargo máximo da Fifa, deixando o caminho livre para mais uma reeleição do suíço.   
Confira abaixo a carta aberta de Zico:   
Carta Aberta ao Comitê de Ética da FIFA   
O procedimento criminal da Promotoria Suíça contra o Presidente da FIFA requer esclarecimentos imediatos! Ainda mais porque envolve o Presidente da UEFA e pré-candidato à Presidente da FIFA, Michel Platini.   
O Comitê de Ética da FIFA, sem nenhum impulso das autoridades estatais, já tomou providências em relação à outros membros do Comitê Executivo como Jack Warner e Mohammed Bin Hammam.   
O Comitê de Ética da FIFA não pode se omitir agora!    
Precisa agir com muita transparência, divulgando todos os seus procedimentos para que as reformas e as eleições da FIFA não sejam contaminadas pela suspeita de corrupção.   
Democracia e Transparência já!   
Zico 


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Cruzeiro se inspira na torcida e vence o Coritiba, que segue perto do Z-4 Embalado pela cantoria dos cruzeirenses, time de Mano Menezes faz 2 a 0 no Coxa, que segue na 14ª posição. Partida terminou com dez jogadores de cada lado

Jogadores do Cruzeiro comemora gol contra o Coritiba (Foto: Washington Alves/Light Press)  
No embalo da torcida e jogando com mais raça do que técnica, o Cruzeiro venceu o Coritiba, por 2 a 0, na noite deste domingo, no Mineirão, pela 28ª rodada do Campeonato Brasileiro. Os gols foram de Ceará e Willian. Paulo André, do Cruzeiro, e Juninho, do Coritiba, foram expulsos. A partida não foi um exemplo de futebol bem jogado, mas teve duas equipes aguerridas e lutadoras. A Raposa fez valer a força das arquibancadas e se inspirou no grito dos torcedores para retomar as rédeas de um jogo que estava se complicando. O público pagante foi de 22.897 e a renda de R$ 593.675,00.   
A vitória não mudou a posição dos times na tabela. O Cruzeiro segue 13ª colocação. O Coritiba permanece em 14º lugar. A diferença é que, com 36 pontos, a equipe mineira está a cinco da zona de rebaixamento, enquanto a paranaense, com 33, a apenas dois.

Na próxima rodada, os dois times jogam em casa. Sábado, às 18h30 (de Brasília), no Couto Pereira, o Coritiba recebe o Atlético-MG. Domingo, às 16h, Cruzeiro e Grêmio se enfrentam no Mineirão.   
Uma expulsão, um gol
Quando a bola rolou no Mineirão, Cruzeiro e Coritiba pareciam dois times travados e lentos. A fase de estudo, que geralmente dura apenas alguns minutos, rendeu mais do que o usual. Raposa e Coxa tocavam a bola sem objetividade, tentando brechas para atacar, mas sem muito sucesso. A partir dos 20 minutos, o Cruzeiro acordou. E o jogo melhorou muito.   
Alisson já havia perdido uma boa chance, numa boa defesa de Wilson, quando Ceará fez o gol do Cruzeiro, aos 21 minutos. E que golaço! O lateral recebeu na intermediária, deu três passos com a bola e soltou uma patada, bem ao estilo de Nelinho, para abrir o placar no Mineirão. O gol foi muito comemorado por todos os jogadores do Cruzeiro por um motivo especial: foi o segundo de Ceará em 126 partidas com a camisa azul.   
O Coritiba quase empatou, aos 33 minutos. Rafhael Lucas entortou Manoel e soltou a bomba. Fábio fez excelente defesa. A expulsão de Paulo André, aos 41 minutos, animou o time paranaense, que teria todo o segundo tempo para jogar com um jogador a mais.     
Outra expulsão, outro gol
Como era de se esperar, o Coritiba voltou do intervalo em cima do Cruzeiro. O Coxa tentava furar o bloqueio defensivo da Raposa de todas as formas, quando um fator preponderante nos últimos jogos, mais uma vez, ajudou o time da casa a vencer: o incentivo incessante da torcida.
Com um a menos em campo, o Cruzeiro parecia cansado e entregue. Mas os torcedores reacenderam o time, que ganhou forças, foi pra cima e fez o segundo gol. Aos 20 minutos, num contra-ataque iniciado por Manoel, Willian marcou pela sétima vez nas últimas seis partidas. Os torcedores explodiram de vez e ajudaram o Cruzeiro a segurar o resultado e a ficar ainda mais distante da zona de rebaixamento, enquanto o Coxa segue perto do Z-4.
Fábio e Ceará disputam bola contra Guilherme, do Coritiba (Foto: Washington Alves/Light Press) 

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Sport consegue primeira vitória na "Era Falcão" e impede Chape de sair do Z-4 Leão vence bem na Ilha do Retiro, interrompe jejum de três jogos sem vitórias e respira na Série A; time catarinense amarga terceira derrota em cinco partidas

Em duelo que envolvia dois times em mau momento na Série A do Campeonato Brasileiro - Sport e Chapecoense -, melhor para os pernambucanos. Dentro da Ilha do Retiro, neste domingo, a equipe rubro-negra ganhou dos catarinenses por 3 a 0 (gols de Diego Souza, Apodi, contra, e Régis), alcançou a primeira vitória da "Era Falcão" e se afastou do Z-4. Os visitantes, por outro lado, amargaram a terceira derrota em cinco partidas e continuam estacionados na zona da degola da Série A (jejum de triunfos chega a nove jogos).
Na próxima rodada da Série A, o Sport tem um adversário duro pela frente: o Internacional, no Beira-Rio. A partida acontece no próximo sábado, às 18h30. A Chape também não terá vida fácil. Pega o Palmeiras. Para alívio da torcida, porém, o confronto é em casa, na Arena Condá - domingo, às 18h30.
Sport x Chapecoense (Foto: Adelson Carneiro/Pernambuco Press)   
De modo surpreendente, foram os visitantes que começaram melhor. Mesmo fora de casa, o time de Guto Ferreira adotou uma postura ofensiva no início. Tanto que construiu as primeiras boas chances de gol - a melhor delas foi evitada pelo goleiro Danilo Fernandes, aos 16, em chute de Bruno Rangel. À medida que o tempo passou, contudo, o Sport melhorou. E, refeito do susto, passou a incomodar a Chapecoense. O Leão abriu o placar, com Diego Souza, aos 24, e teve oportunidades de ampliar. O que não significa que os catarinenses não criaram situações. Mas, ao final da primeira etapa, a vitória parcial era do time da casa. 
Ao contrário do que aconteceu no início, o Sport foi melhor na segunda etapa. Mais seguro na defesa, conseguiu segurar as perigosas investidas de William Barbio pelo lado direito. Além disso, foi mais perigoso no ataque. No início da etapa, ainda perdeu muitas chances. Mas no fim deslanchou: Apodi marcou, contra, o segundo gol, aos 32, e Régis - que entrou no decorrer do duelo - fez um golaço aos 39 para fechar o placar. A equipe catarinense não teve forças para responder e impedir a vitória rubro-negra. 

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Ceni dá gol de presente a Robinho, e Palmeiras empata clássico "perdido" Após ótima atuação, São Paulo vencia o Choque-Rei até os 47 minutos do segundo tempo. Igualdade mantém Verdão no G-4 e impede Tricolor de voltar ao grupo

Para um, o empate teve o doce sabor da vitória. Para o outro, a igualdade teve o gosto amargo da derrota. O São Paulo dominou a maior parte do clássico contra o Palmeiras neste domingo, no Morumbi. E vencia merecidamente até os 47 minutos, com um gol de Carlinhos. Mas a falha de Rogério Ceni foi fatal. O goleiro saiu jogando errado e levou (outro) gol de cobertura de Robinho, que no Paulistão também tinha feito um golaço no rival. O placar de 1 a 1 manteve o Verdão no G-4, algo que o Tricolor estava conseguindo com o triunfo. Peculiaridades de um Choque-Rei. 
Agora com 45 pontos, o Palmeiras segue na quarta colocação, e o São Paulo, com 43, cai para o sexto lugar na tabela. Pelo Campeonato Brasileiro, os dois voltam a campo apenas no fim de semana. No sábado, às 21h, o São Paulo recebe o Atlético-PR, no Morumbi. E no domingo, às 18h30, o Palmeiras visita a Chapecoense, na Arena Condá, em Santa Catarina.
Antes disso, São Paulo e Palmeiras têm duelos pelas quartas de final da Copa do Brasil no meio de semana. O Tricolor vai ao Rio de Janeiro para encarar o Vasco, no Maracanã, quarta-feira, às 22h. No mesmo dia e horário, o Verdão recebe o Internacional, na sua arena.
Rogério Ceni lamenta, e Robinho comemora (Foto: Marcos Ribolli)  

O jogo
O São Paulo dominou o primeiro tempo, mas não conseguia abrir o placar. Culpa de quem? Da falta de pontaria e de Fernando Prass. Michel Bastos, em duas boas oportunidades, mandou para fora em uma e viu o goleiro palmeirense defender na outra. O Tricolor ainda chegou com Pato, Ganso, Rogério... Mas nada de a rede balançar.
Na melhor chance dos donos da casa, uma polêmica. Após chutão do campo de defesa, Rogério disputou com Prass e chutou para fora. A reclamação dos tricolores é que, nesse lance, o goleiro do Palmeiras tocou a bola com a mão fora da área. O árbitro Anderson Daronco, porém, nada marcou. Se Prass não tivesse desviado, a chance ficaria ainda melhor para o atacante.
Carlinhos, gol, São Paulo (Foto: Marcos Ribolli)Carlinhos comemora o gol do São Paulo no jogo 
(Foto: Marcos Ribolli)
Algo parecido ocorreu com o Palmeiras. Se bola na trave em cabeçada de Robinho já tinha assustado o Tricolor, na reta final do primeiro tempo, Rafael Marques finalizou por cobertura em Rogério Ceni, que estava parado e mandou para fora. O problema é que o árbitro marcou falta de Matheus Reis em Gabriel Jesus e não deu vantagem. Se tivesse dado...
No segundo tempo, o Palmeiras tentou ir mais para o ataque. Conseguiu, mas não levou tanto perigo ao rival. Já o São Paulo, logo com cinco minutos, teve ótima chance com Rogério. Ele bateu forte, rasteiro e viu a bola raspar a trave direita de Fernando Prass. O Verdão não desistiu e continuou tentando surpreender no ataque, mas a resposta do Tricolor foi mais forte.
Aos 15 minutos, Gabriel Jesus teve grande chance na grande área, mas escolheu mal: em vez de avançar e chutar, tentou cruzamento para Rafael Marques. O São Paulo ficou com a bola e armou ótimo contra-ataque. Ganso, então, viu Carlinhos aparecer livre para dominar, ajeitar e chutar colocado, sem chance para Fernando Prass: 1 a 0.
Em vantagem, o São Paulo foi menos ofensivo do que antes. Ajustou a defesa, se expôs menos e controlou as tentativas de reação do Palmeiras. Mas não conseguiu evitar que Rogério Ceni falhasse na saída de bola aos 47 minutos e desse de presente para Robinho fazer o gol de empate do Verdão. Empate com gosto de vitória.
São Paulo, Palmeiras, Barrios (Foto: Marcos Ribolli) 

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Em jogo aberto e com polêmica, JEC e Atlético-MG empatam em 2 a 2 Depois de bronca da torcida e gols desperdiçados no primeiro tempo, times fazem partida franca em que o equilíbrio exemplifica bem, mas não os ajuda no Brasileirão

O empate em 2 a 2 é uma representação precisa do que foi o embate entre Joinville e Atlético-MG neste domingo. Um jogo aberto em que a polêmica de arbitragem no primeiro tempo fica até encoberta pelo espetáculo dos times na Arena. Teve muita bola no segundo tempo e gols. O Galo saltou na frente do placar, e os mandantes conseguiram a igualdade. O resultado, no entanto, não ajuda ninguém. O JEC segue na lanterna, ainda mais distante dos times fora do Z-4, e os mineiros tiveram aumentada a diferença em relação ao primeiro lugar do Brasileiro.
Agora, a sete pontos do líder Corinthians, o Atlético-MG tem outro compromisso como visitante. No sábado, às 18h30, encara o Coritiba no Couto Pereira. O Joinville também atua fora de casa. No domingo, às 11h, enfrenta o Flamengo no Maracanã. O JEC segue na lanterna, com dois pontos atrás do Vasco, o 19º, e a oito dos rivais fora do Z-4.
Joinville x Atlético-MG (Foto: Divulgação/JEC) 
  O jogo
As investidas fulminantes do Atlético-MG no começo do jogo não foram eficazes, pois Giovanni Augusto perdeu duas oportunidades claras até os nove minutos. Depois disso, o Joinville equilibrou, foi para frente e passou a empilhar finalizações que também não encontraram as redes. Porém, foi a arbitragem de Raphael Claus que ganhou destaque. A bronca da boa parte dos 7.486 torcedores no estádio teve proporção maior aos 38, quando a bola teria tocado no braço de Dátolo dentro da área atleticana, e a penalidade máxima não foi marcada. Apesar da bronca, não teria que ser o primeiro pênalti a favor do JEC no campeonato: o balão explodiu no quadril do argentino. 
Cinco minutos depois, Claus anulou – de novo acertadamente – um gol de Marcelinho Paraíba, depois de ajeitada no braço. Até o apito de fim da etapa inicial, teve mais reclamação do que jogo, e o Joinville teve dois expulsos: o técnico PC Gusmão e também seu auxiliar Franco Müeller. A equipe passou a ser orientada pelo preparador físico Alexandre Souza no segundo tempo, mas seguia com a mesma proposta, mais agressiva que os visitantes. O ditado “quem não faz, leva” caiu bem aos seis minutos da etapa final.
Kempes recebeu sozinho na grande área e mandou um chute fraco e fácil para Victor, que rapidamente colocou a bola em jogo. Em poucos segundos, ela estaria nas redes do Joinville, após arremate de Luan. O centroavante se redimiu 10 minutos depois, ao decretar o empate em cabeçada na pequena área. A chuva caiu sobre a Arena Joinville, e o jogo estava aberto. Tanto que ainda teve um gol para cada lado, ambos de quem saiu do banco de reservas. Thiago Ribeiro fez um belo gol, numa patada ao completar um cruzamento, e William Popp deixou tudo igual também num tiro forte e certeiro. O empate define bem a partida muito disputada, mas não serve para ninguém na classificação do Campeonato Brasileiro. 

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Corinthians bate o Figueirense em Floripa e abre sete pontos na liderança Com boa atuação de Jadson, Timão vence e vê Atlético-MG tropeçar no Joinville, também em Santa Catarina. Figueira segue na zona do rebaixamento

Com bela atuação de Jadson, o Corinthians bateu o Figueirense por 3 a 1, na tarde deste domingo, em Florianópolis. Faltando dez rodadas para o fim do Brasileirão (ou seja, com 30 pontos em jogo), o Timão foi a 60, com sete de vantagem sobre o Atlético-MG, que cedeu o empate para o Joinville, também em Santa Catarina. Já o Figueira se complica ainda mais, estacionado nos 28 pontos, na antepenúltima colocação.
Elias, Gil e Renato Augusto fizeram os gols da vitória do Corinthians, mas Jadson foi o nome do jogo. Além de duas assistências, o meia deixou os companheiros frente a frente com Alex Muralha em diversas outras ocasiões. Transitando por todo o campo, sem se restringir ao setor direito, Jadson fez o que quis e saiu aplaudido de pé, aos 30 da etapa final, para a entrada de Danilo, quando a fatura já parecia liquidada - o Timão ainda fez o terceiro aos 37, com Renato Augusto. O Figueirense descontou no fim, com Leandro Silva.
Elias gol Corinthians (Foto: Cristiano Andujar / Ag. Estado) 

O Corinthians tem agora 71,4% de aproveitamento dos pontos. Pelas contas de Tite, o time que mantiver 70% e bater 75 pontos leva o título. Ou seja: faltam cinco vitórias em dez jogos para o Timão ser campeão. Já o Figueirense, se quiser chegar nos sonhados 46 pontos que garantiriam a manutenção na Série A, precisará conquistar 18 nos 30 que seguem em disputa - um aproveitamento de 60%, quase o dobro do que conseguiu no campeonato inteiro (33,3%).
Os dois times voltam a jogar pelo Brasileirão no domingo. O Corinthians encara a Ponte Preta em Campinas, às 16h. No mesmo horário, o Figueirense pega o Goiás, no Serra Dourada. Antes, o Figueira ainda encara o Santos pela Copa do Brasil, quinta-feira, no Pacaembu.
O jogo
Com o campo encharcado, o Figueirense apostava na bola aérea. Só no cinco primeiro tempo foram cinco escanteios. Mas o Corinthians conseguiu neutralizar bem essa jogada e ainda abriu o placar aos 14, com Elias, aproveitando belo passe de Jadson. Quatro minutos depois, Jadson tornou a colocar um companheiro na cara do gol. Desta vez, porém, Vagner Love não conseguiu aproveitar. 
No segundo tempo, Love (duas vezes), Malcom e Renato Augusto desperdiçaram chances claras em 20 minutos. O Figueirense tentava atacar na base do abafa, mas deixava muito espaço para o contra-ataque corintiano. Parecia questão de tempo até que saísse o segundo gol do Timão. E ele veio com Gil, completando cruzamento de Jadson aos 21. Já em ritmo de olé, o Corinthians ainda fez o terceiro, com Renato Augusto, aos 37.O Figueira descontou no fim, com Leandro Silva, numa bola cruzada na área e que espirrou em Danilo. Vitória justa, do único time que tentou jogar. 

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Santos supera ausência de artilheiro, vira sobre o Inter e se aproxima do G-4 Valdívia abriu o placar, mas Marquinhos Gabriel, Gabigol e Leandro fizeram 3 a 1

O G-4 é logo ali. Sem o artilheiro Ricardo Oliveira, suspenso, o Santos não tomou conhecimento do desfalcado Inter e venceu por 3 a 1 na manhã deste domingo, pela 28ª rodada do Brasileirão. Comandado por Lucas Lima, o time de Dorival Júnior soube sofrer. Saiu perdendo com gol de pênalti de Valdívia, mas virou com Marquinhos Gabriel, Gabigol, este também de pênalti, e Leandro.
Com a vitória, o Peixe passou o Inter e mais dois rivais na briga pela vaga à Libertadores 2016. Chegou à quinta colocação, com 43 pontos, mas pode perder postos até a conclusão da rodada. Já o Colorado cai ao menos uma posição, com os mesmos 41.

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O Santos volta a jogar na Vila Belmiro no próximo domingo, às 16h, contra o Fluminense. Já o Inter recebe o Sport no sábado, às 18h30, no Beira-Rio. Antes disso, as duas equipes têm decisões pelas quartas de final Copa do Brasil. O time de Argel enfrenta o Palmeiras na quarta-feira, às 22h, em São Paulo, enquanto os comandados de Dorival Júnior recebem o Figueirense no Pacaembu, quinta-feira, às 21h.
Marquinhos Gabriel comemora gol do Santos contra o Inter (Foto: Fred Casagrande/Estadão Conteúdo) 

Primeiro tempo movimentado

Orquestrado por Lucas Lima, o Santos foi para cima do Inter nos momentos iniciais da partida. O ex-jogador colorado centralizava todas as jogadas de ataque paulista, mas era caçado pelo lateral-direito William, que atuou improvisado no meio de campo. Em uma das subidas do time de Argel, Paulo Ricardo segurou Juan na área, e Heber Roberto Lopes marcou pênalti. Valdívia converteu aos 26.
Mesmo sem o artilheiro Ricardo Oliveira e em desvantagem no placar, o Santos não diminuiu o ritmo e foi premiado logo após a parada técnica devido ao calor. Aos 36, William deu passe errado, Nilson ficou com a bola e lançou Marquinhos Gabriel às costas de Léo. O meia canhoto invadiu a área e chutou cruzado para empatar.
Virada de pênalti e Leandro finaliza
A segunda etapa começou da mesma forma que a primeira. O Santos em cima, o Inter se defendendo. Argel trocou o lateral-direito Léo pelo volante Silva. Com isso, William retornou à posição de origem. Aos 13, após bom passe de Thiago Maia para Lucas Lima, o meia santista foi derrubado na área por Silva. Gabriel cobrou alto, forte, sem chances para Alisson.
Depois de virar o placar, o Peixe colocou o Colorado em seu campo e dominou as ações da partida. Não fez mais pelas boas atuações de Alisson e Paulão na defesa. Aos 43, Leandro pegou sobra da zaga e deu números finais ao jogo. 

inter internacional santos valdívia brasileirão (Foto: Ricardo Duarte / Internacional / Divulgação)

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