Ítalo volta ao Brasil como primeiro campeão olímpico do surfe e já quer surfar

 (Reuters) - Ítalo Ferreira estava tão ansioso para voltar ao Brasil como primeiro campeão olímpico do surfe e encontrar os amigos e a família que não dormiu durante o voo de 13 horas, e agora que voltou para casa já sabe uma das primeiras coisas que deseja fazer: surfar.

Ítalo Ferreira mostra medalha de ouro na chegada ao Brasil© Reuters/CARLA CARNIEL Ítalo Ferreira mostra medalha de ouro na chegada ao Brasil

O surfista de 27 anos desembarcou nesta quinta-feira em Guarulhos (SP) em escala de voo para o Rio Grande do Norte, onde mora com a família na cidade de Baía Formosa, dois dias após conquistar a medalha de ouro na estreia do surfe em Jogos Olímpicos, no Japão.

"Essa é a melhor parte, agora é festejar com meus amigos, minha família, e já tenho que começar a treinar de novo, porque já tem disputa do Mundial em breve", disse o surfista a repórteres no aeroporto.

Campeão mundial da modalidade em 2019, Ítalo atualmente é vice-líder do ranking, atrás do compatriota Gabriel Medina, que terminou em quarto lugar nos Jogos Olímpicos. A próxima etapa do Mundial será no México, a partir de 10 de agosto.

"Amanhã vou estar na água, quando chegar em casa vou surfar com meus amigos e começar a treinar novamente", afirmou. 


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TOKYO 2020: Confira a posição do Brasil no ranking de medalhas das Olimpíadas 2021

 


'Você fez história': Nadia Comaneci exalta Rebeca Andrade por conquista da medalha de prata nas Olimpíadas

 Nesta quinta-feira, a romena Nadia Comaneci, considerada uma das maiores ginastas de todos os tempos, parabenizou Rebeca Andrade pela conquista da medalha de prata nas Olimpíadas de Tóquio. Em postagem feita nas redes sociais, Nadia disse estar orgulhosa e afirmou que a brasileira fez história.

Rebeca Andrade é a primeira brasileira a conquista uma medalha na ginástica artística (Foto: Loic Venance/AFP) © Rebeca Andrade é a primeira brasileira a conquista uma medalha na ginástica artística (Foto: Loic Ve... Rebeca Andrade é a primeira brasileira a conquista uma medalha na ginástica artística (Foto: Loic Venance/AFP) 

- Tão orgulhosa de você e de sua equipe pelo trabalho árduo e dedicação…. Você fez história - publicou Nadia Comaneci.

Ainda na publicação, Nadia mostrou uma foto e lembrou que Rebeca passou pela competição "Nadia Comaneci Invitational", que leva o nome da romena, no começo da carreira.

 - Tudo começou em 2013 aqui em Oklahoma quando Rebeca Andrade venceu como júnior no "Nadia Comaneci Invitational". Tão orgulhosa de seu trabalho árduo. Parabéns, Brasil.

Com o feito, a paulista de Guarulhos e de 22 anos se tornou a primeira brasileira a faturar um pódio no esporte na Olimpíada. Ela somou 57,298 pontos. A americana Sunisa Lee ficou com o ouro, após fazer 57,433, enquanto o bronze foi da russa Angelina Melinkova: 57, 199. Rebeca ainda disputará também as finais no solo e no salto.

Já a romena conquistou três medalhas de ouro, uma de prata e uma de bronze nos Jogos de Montreal, em1976. Nas Olimpíadas de Moscou, em 1980, Nadia conquistou duas medalhas de ouro e duas de prata. 

  

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Mayra Aguiar revela medo e a angústia: 'Foi a conquista mais importante para mim'


 Tóquio - A judoca Mayra Aguiar revelou, logo após conquistar a terceira medalha consecutiva em olimpíadas, nesta quinta-feira, que sofreu com medo e angústia durante a preparação para chegar os Jogos de Tóquio. A atleta, de 29 anos, teve de se recuperar de uma cirurgia no joelho.

"Desculpa, não estou conseguindo falar, estou emocionada. Acho que é a conquista mais importante para mim. Foram difíceis os últimos tempos, bem difíceis, tem que superar, superar de novo e de novo. Não aguentava mais fazer cirurgia, ainda mais no momento que vivemos, tive medo, angústia. Mas continuei", disse Mayra, em entrevista para a TV Globo. 

A primeira judoca a conquistar três medalhas consecutivas em Jogos Olímpicos agradeceu ao apoio de amigos e familiares. "Dar o nosso melhor vale a pena. Estou bem emocionada. Muito importante para mim. Não conseguiria nada sem minha família, me apoiaram em tudo e estavam comigo nos momentos mais complicadas. Obrigada por me apoiar, por me aguentar, eu sou bem chata, às vezes. Energia boa. TPM, cansada, com dor, estava comigo."

A judoca também lembrou dos treinos no solo que a ajudaram na vitória decisiva para a conquista do bronze. "Agradeço meus técnicos, pelo apoio, todos. Que me faz levantar todos os dias. Obrigada por estarem ali. Beijo para o seu Moacir. Me fez amar luta no chão. Pensei: "não vou soltar, tenho potencial para ganhar essa luta". Beijão a todos. Obrigada de coração."

O bronze em Tóquio veio após vitória por ippon sobre a sul-coreana Hyunji Yoon. A judoca chegou a ser perder nas quartas de final pela alemã Anna-Maria Wagner, número 3 do mundo, em luta decidida no golden score. Na repescagem, venceu disputa equilibrada contrAleksandra Babintsevaa , do Comitê Olímpico Russo (ROC). A adversária, porém, recebe três shidos por fugir do combate e Mayra foi declarada vencedora. 


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Brasil ganha da Arábia Saudita com dois gols de Richarlison e avança em 1º lugar do Grupo D


 O Brasil encontrou mais dificuldades do que o esperado, mas confirmou o favoritismo diante da Arábia Saudita, venceu por 3 a 1 e confirmou sua vaga no mata-mata dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Em Saitama, a seleção brasileira deslanchou no segundo tempo e chegou ao triunfo com gols de Matheus Cunha e outros dois de Richarlison, o nome do jogo e o novo artilheiro da competição. O adversário das quartas de final já está definido. É o Egito que terminou em segundo lugar no Grupo C.

Com isso, o Brasil avançou às quartas na liderança do Grupo D, com sete pontos, fruto de duas vitórias e um empate. Os árabes, que balançaram as redes com Al Amri, e mostraram coragem e organização, se despediram da Olimpíada sem pontuar e na lanterna da chave. O outro classificado do grupo foi a Costa do Marfim, que segurou um empate com a Alemanha e eliminou o time europeu, atual vice-campeão olímpico.

O Brasil fez bons 20 primeiros minutos, apertou a saída de bola do adversário e chegou ao seu gol por meio da bola aérea aos 13 minutos. Claudinho bateu escanteio da esquerda e Matheus Cunha apareceu na primeira trave para desviar de cabeça e abrir o placar. Foi seu primeiro gol em Tóquio após oito finalizações. Destaque na jogada para a bola roubada de Antony antes de o time ter dois escanteios e, em um deles, originar-se o gol.

Embora não tenham feito uma grande apresentação, os brasileiros chegarão invictos e com moral para o mata-mata olímpico. Nesta quarta, engrenaram na etapa final à medida que encontraram os espaços na defesa dos árabes.

Pouco produtivo, Antony teve a chance de ampliar o resultado ao receber cruzamento perfeito de Arana, mas mandou de cabeça no travessão. No rebote, Claudinho arrematou em cima da marcação.

Ocorre que o Brasil enfrentou um adversário que, mesmo sem chance de classificação, entrou em campo disposto a surpreender. Os árabes, ao contrário da Costa do Marfim no último jogo, não se intimidaram diante dos brasileiros, subiram a marcação e se arriscaram no ataque.

A seleção brasileira encontrou o gol pelo alto e foi dessa mesma maneira que levou o empate. Aos 26, Diego Carlos saltou, mas não alcançou a bola, e ela sobrou para Al Amri. O zagueiro desviou de cabeça no cantinho, sem chance de defesa para o goleiro Santos.

Arana e Claudinho, dois dos que mais tomaram a iniciativa no primeiro tempo, tiveram uma oportunidade cada para recolocar o Brasil em vantagem, mas o meia cabeceou mal e o lateral soltou uma bomba que fez a curva ao contrário e saiu muito perto da trave esquerda. No fim, Antony ainda perdeu um gol incrível. O jovem atacante do Ajax recebeu passe de Matheus Cunha e, dentro pequena área, desviou devagar para a meta. Mas o goleiro Al Bukhari se jogou nos pés dele para fazer a defesa.

O Brasil melhorou seu desempenho com a entrada de Malcom no intervalo. Jardine colocou o atacante no lugar de Antony, que até conseguiu bons dribles, mas falhou na objetividade e enfeitou demais as jogadas.

Saiu dos pés de Matheus Cunha a melhor oportunidade de gol no segundo tempo. Matheus Henrique concluiu para a defesa do goleiro e, no rebote, com o gol escancarado, Matheus Cunha, bateu de primeira e mandou na trave.

Até que Richarlison apareceu para recolocar o Brasil à frente. A zaga afastou após cobrança de escanteio e a bola sobrou para Bruno Guimarães, que rebateu de cabeça em direção ao camisa 10. O "pombo" desviou de cabeça para as redes.

Jardine oxigenou a equipe ao lançar mão de Reinier, Menino e Gabriel Martinelli no fim da partida. Reinier teve a chance para ampliar após tabelar com Malcom na área, mas parou no goleiro Al Bukhari. Nos acréscimos, Richarlison balançou as redes novamente. Mas Malcom estava impedido na origem do lance e o gol do atacante do Everton não foi validado.

Não fez falta porque Richarlison marcou mais um aos 47 e desta vez valeu. Ele apareceu na pequena área para completar cruzamento rasteiro de Reinier, sacramentar o triunfo em Saitama e assumir a artilharia do torneio olímpico, com cinco gols, ultrapassando o experiente goleador francês Gignac.

FICHA TÉCNICA

ARÁBIA SAUDITA 1 X 3 BRASIL

ARÁBIA SAUDITA - Al Bukhari; Al Dawsari Khalifah, Amri e Hindi; Abdulhamid, Al Faraj (Al Omran), Al Hassan, Al Dawsari Salem, Al Naji (Ghareeb) e Al Shahrani; Al Hamddan (Al Brikan). Técnico: Saad Ali Al Shehri.

BRASIL - Santos; Daniel Alves, Nino, Diego Carlos e Guilherme Arana (Abner Vinícius); Bruno Guimarães (Gabriel Menino), Matheus Henrique e Claudinho (Reinier); Antony (Malcom), Richarlison e Matheus Cunha (Gabriel Martinelli). Técnico: André Jardine.

GOLS - Matheus Cunha, aos 13, e Al Amri, aos 26 minutos do primeiro tempo. Richarlison, aos 30, e aos 47 minutos do segundo tempo.

ÁRBITRO - Bamlak Tessema (Etiópia).

CARTÕES AMARELOS - Guilherme Arana, Al Shahranik, Mukhtar, Khalifah Al Dawsari, Daniel Alves e Gabriel Martinelli

LOCAL - Estádio de Saitama. 


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Ouro de Italo Ferreira faz Brasil subir no quadro de medalhas dos Jogos de Tóquio


 A medalha de ouro do surfista Italo Ferreira levou o Brasil para a parte de cima do quadro de medalhas dos Jogos Olímpicos de Tóquio. Agora, o país ocupa a 14ª posição, entre Taipei e Suíça. O Time Brasil fechou o quarto dia de competição na Olimpíada com cinco pódios. Poderia ter sido mais. Na mesma disputa do surfe, uma medalha era tida como certa por Gabriel Medina, mas ele não ficou nem com o bronze.

Na movimentação das bandeiras no quadro, o que faz os times subirem mais rapidamente são as conquistas em primeiro lugar. O ouro olímpico tem peso maior na somatória, mais até do que a quantidade de conquistas de um país. Por isso que o Japão lidera a corrida, com 10 medalhas de ouro e 18 no total. Os EUA aparecem em segundo lugar, com nove conquistas do ouro olímpico. 

Kosovo, por exemplo, está mais bem colocado em relação ao Brasil mesmo tendo menos pódios, apenas dois até o encerramento desta terça-feira no Japão. Mas suas duas conquistas foram de ouro. A Alemanha, de quem o Brasil ganhou no futebol masculino na estreia, também está à frente do Brasil no ranking, na 10ª colocação, com o mesmo número de medalhas, cinco ao todo. Embora não tenha tido nenhuma prata, seus atletas já festejaram dois primeiros lugares.

Nesta edição dos Jogos, 56 nações já ganharam medalhas. Nossos 'hermanos' argentinos estão com o quadro vazio. As competições em equipe serão definidas mais para o fim da competição. Em breve, depois da natação, as provas de atletismo tendem a premiar muito mais países. Ao todo, os Jogos de Tóquio terão 33 esportes, 50 modalidades e 339 eventos que distribuem medalhas.

O Comitê Olímpico do Brasil vai pagar R$ 250 mil para atletas de esportes individuais que ganharem medalha de ouro. Por enquanto, apenas Italo Ferreira tem direito ao prêmio. 


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Gabriel Medina supera francês e avança às semifinais no surfe

 O Brasil segue vivo na estreia do surfe nos jogos Olímpicos de Tóquio. Gabriel Medina superou o francês Michel Bourez nesta noite e avançou às semifinais da competição. O bicampeão mundial teve uma nota de 15.33, enquanto Bourez conseguiu 13.66. As semis serão na virada desta segunda para terça-feira, com a decisão do ouro sendo disputada às 3h46 (horário de Brasília).

Gabriel Medina fez disputa acirrada com o australiano Julian Wilson (Foto: Olivier MORIN/AFP)© Gabriel Medina fez disputa acirrada com o australiano Julian Wilson (Foto: Olivier MORIN/AFP) Gabriel Medina fez disputa acirrada com o australiano Julian Wilson (Foto: Olivier MORIN/AFP) Além de Medina, o Brasil pode contar com outro brasileiro nas semifinais do surfe masculino. O também campeão mundial Ítalo Ferreira está enfrentando japonês Hiroto Ohhara neste momento na outra chave. Se ele avançar, aumentam as chances de uma dobradinha brasileira no pódio. 
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