Eram dois times desacreditados em campo. Torcidas que desconfiavam de seus atletas e aguardavam ansiosamente por aquela atuação convincente, aquela que mostraria que o fim da temporada poderia ser diferente da anterior. E foi quase isso: na tarde deste domingo, Vitória e Bahia protagonizaram um clássico digno de um clássico. No Barradão, as equipes alternaram os momentos de tensão, atacaram e defenderam, como era esperado por aqueles que sentavam na arquibancada. Não foi o melhor futebol das galáxias, mas rendeu boas emoções a quem sentava e levantava, ansioso, até o último minuto, no estádio: um placar de 1 a 1 construído à base da velha – e eficiente – receita de clássicos.
Dentro de campo, os protagonistas do espetáculo esperavam a oportunidade – e brigaram por ela. Um pouco fora de forma e sob olhares desconfiados, Neto Baiano aproveitou a sua: carrasco do Bahia, o atacante incorporou o espírito do Ba-Vi e não deixou passar a chance de marcar seu segundo gol na temporada. Do outro lado, uma equipe que não se abateu pelas adversidades: com um a menos e atrás no placar, o Bahia correu atrás do prejuízo. Quando chegou a hora, Maxi Biancucchi não se fez de rogado para balançar a rede do ex-clube: na comemoração, um “cala a boca” para a torcida rubro-negra. Sob as metas, outros destaques: inicialmente questionados, os goleiros Fernando Miguel e Jean deixaram o gramado sob olhares surpresos, depois de atuações convincentes.
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Durante os 90 minutos, ainda sobrou espaço para jogadores nervosos, lances polêmicos, desentendimentos e até expulsão – aqueles acontecimentos que dão ao clássico o tom dramático que lhe é pertinente. Antes de a bola rolar, confusão de torcidas do lado de fora do estádio e atuação firme da Polícia Militar – outro elemento lamentavelmente comum a partidas de rivalidade acirrada como um Ba-Vi.
O Leão fecha a rodada na 2ª posição na classificação geral, com nove pontos. O Esquadrão é o sétimo, com sete pontos. Pelo Baianão, o Vitória volta a campo no próximo domingo, quando enfrenta o Juazeirense, no estádio Adauto Morais. O Bahia joga no mesmo dia: recebe o Feirense na Arena Fonte Nova. Antes disso, no entanto, as duas equipes têm compromissos pela Copa do Nordeste: na quarta, o Rubro-Negro vai ao Rio Grande do Norte para enfrentar o América-RN; o Tricolor abre as portas da Fonte para jogar diante do Globo FC.
Pittoni escudero bahia x vitoria (Foto: Eduardo Martins/A Tarde/Futura Press)
Ânimos exaltados, expulsão e gol: 45 minutos com cara de clássico
O primeiro tempo da partida poderia servir como resumo do que se espera de um clássico: ânimos exaltados, chances perdidas, gol e até expulsão. Em um Ba-Vi em que as duas equipes precisavam do resultado para uma espécie de autoafirmação – além dos pontos a mais na tabela do Baianão -, o ímpeto na busca pelo primeiro gol era quase previsível. E o Bahia saiu na frente no quesito iniciativa: com uma formação ofensiva, o Tricolor começou o duelo dando sufoco no rival, que conseguia se defender quando necessário. Em cobrança de falta, Souza quase abriu o placar nos minutos iniciais, e Ednei foi responsável por um belo corte em ataque de Kieza.
Mas o Vitória não ficou atrás por muito tempo. Oportunista e usando a velocidade para sair para o jogo, o Leão marcou o adversário como pôde e tratou de aproveitar a chance quando ela surgiu. Aos 17 minutos, Vander fez jus à boa fase, traçou uma bela jogada pela direita e bateu cruzado. Jean espalmou, mas não contou com o rebote, que Neto Baiano não hesitou em engavetar: o atacante bateu forte e abriu o placar no Barradão.
O Bahia sentiu o baque e esmoreceu. As iniciativas diminuíram, e restou para Titi a última chance aguda do Tricolor na primeira etapa: uma cabeçada certeira, defendida por Fernando Miguel. Mas não foi por isso que a torcida teve vida fácil. Aos 27 minutos, uma confusão atraiu todas as atenções da arquibancada: Neto Baiano e Pittoni se desentenderam na lateral do gramado. O atacante chegou com a perna alta e o volante com o braço esticado. Na jogada dura, Pittoni acabou acertando o rosto do adversário em uma espécie de soco e levou vermelho direto. Os jogadores do Bahia protestaram, mas não teve jeito.
Vira o tempo, e a emoção é a mesma
Se o Vitória terminou o primeiro tempo em vantagem, iniciou a segunda etapa com cara de quem precisava recuperar as energias. Sonolento, apesar de ter um a mais em campo, o Rubro-Negro assistiu às investidas do Tricolor, que contou com a entrada de Bruno Paulista para mudar a cara do jogo a seu favor. Foi de uma jogada do jovem volante que surgiu a primeira chance, desperdiçada por Kieza. Em seguida, Maxi não cometeu o mesmo erro: aos 11 minutos, o argentino aproveitou o rebote após tentativa de Kieza e empatou, de cabeça.
Com o susto da igualdade no placar, o Vitória até acordou, mas não soube aproveitar a vantagem numérica. A equipe voltou a atacar, apesar da falta de criatividade – elemento, aliás, que não foi exclusivo do Rubro-Negro. Até o último minuto, o clássico seguiu envolto naquela tensão tão conhecida pelos torcedores, com direito, inclusive, a chance incrível perdida por Kieza aos 46 e outra de Jorge Wagner, aos 50, que tirou os rubro-negros de seus assentos. Se o futebol apresentado não foi dos de encher os olhos, ao menos o quesito emoção foi preenchido. E o equilíbrio, quase sempre presente em clássicos acirrados, se refletiu no placar eletrônico.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
Muricy Ramalho culpa mudanças no time por fraca atuação em empate Com quatro atletas poupados e um machucado, time sente falta de entrosamento, segundo treinador, que se mostrou irritado em entrevista coletiva em Rio Claro
– O jogo não foi bom. O calor estava forte, o campo ruim, mas os dois times não estiveram dentro do esperado. Como perdemos o entrosamento com as mudanças, acho que o empate foi normal. Temos o melhor ataque do campeonato, é até estranho quando o jogo acaba 0 a 0 – analisou o treinador.
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Na sequência, o técnico foi questionado sobre se a inconstância do time preocupava, já que o próximo adversário será o Corinthians, domingo, no Morumbi, pelo Paulistão. Foi a primeira vez que o técnico mudou sua fisionomia.
– Não, o time será totalmente diferente.
Depois, nova pergunta sobre o fato do time não ter feito uma boa apresentação. Muricy, mais uma vez, foi curto na resposta.
– Não tem nada demais, foi apenas uma má tarde.
Muricy Ramalho esteve impaciente com as perguntas (Foto: Rubens Chiri / site oficial SPFC)
Quando quis falar, Muricy deu sua opinião sobre a contratação do meia Wesley, que estava no Palmeiras e foi anunciado pela diretoria antes do confronto deste domingo.
– É um bom jogador para uma posição que temos necessidade, já que Maicon está de saída. Wesley está há muito tempo sem jogar, o que não é bom, mas rapidamente vai se entrosar com os companheiros – analisou.
O treinador também falou sobre a ausência de Alexandre Pato, que não poderá enfrentar o Corinthians devido a uma cláusula contratual.
– Tem esse problema de contrato, mas já era esperado. Mas pelo momento que ele está vivendo, é claro que atrapalha. Vou procurar um parceiro para o Luis Fabiano – finalizou o treinador.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
TAÇA GUANABARA (1ª FASE) - 7ª RODADA COM CORO POR "WALTER", FLU VENCE, TIRA FLA DO G-4 E ENCERRA SÉRIE DE DERROTAS Atacante entra no fim do jogo e participa de gol de Wellington Silva; mesmo atuando mal, Tricolor passa pelo Resende e volta ao grupo de classificação
A vitória tem um pouco da participação dos poucos mais de mil torcedores tricolores, que pressionaram o técnico Cristóvão e pediram Walter em campo. O atacante atuara pela última vez no próprio Raulino de Oliveira, na derrota por 2 a 1 para o
De resto, o Fluminense mostrou pouco futebol. As melhores lances saíram de chutes de fora da área e em bolas cruzadas para a área. É verdade que Fred, pouco acionado, sofreu pênalti não marcado, mas o desespero levou o torcedor tricolor a pedir em coro a entrada de Walter. Na próxima rodada, um novo clássico para o Fluminense. O time enfrenta o líder Botafogo, domingo, às 18h30, no Maracanã, enquanto o Resende joga no sábado contra o Nova Iguaçu, no Laranjão, às 15h30.
Wellington Silva comemora o gol da vitória, após cruzamento de Waletr (Foto: Nelson Perez / Fluminense)
Rua Giovanni Oliveira
A estreia como titular do garoto Gerson começou promissora. O meia usava a canhota para organizar as jogadas e aproveitava o bom entrosamento com Kenedy para levar o Fluminense à frente. O lance de maior perigo tricolor acabou saindo meio sem querer. Giovanni avançava pela esquerda e cruzou alto. A bola encobriu o goleiro do Resende, bateu no travessão e pouco depois da linha do gol, sem entrar. Se o lateral-esquerdo tricolor ameaçou nesse lance, era pelas costas dele, com a lenta cobertura de Victor Oliveira, que o Resende ameaçava.
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Em bonita jogada, Geovane Maranhão recebeu completamente sozinho – Giovanni se atrasava na recomposição da defesa – e cruzou para Jhulliam completar para o gol, de primeira. Apesar da jogada bem feita, o árbitro acertou ao anular, pois o jogador do Resende estava impedido. Em outro lance curioso, o Fluminense chegou com perigo e quase marcou. Kenedy dominou na canela e a bola acabou à feição para Vinicius. O chute saiu forte, mas não entrou. Era a segunda bola no travessão.
Pênalti em Fred
O Fluminense tinha um domínio maior da partida no início do segundo tempo. Em outro cruzamento, agora pelo lado direito, Fred foi segurado pela camisa pelo zagueiro Rogério. O árbitro não marcou o pênalti, e o atacante tricolor reclamou muito. As bolas perigosas contra Cavalieri saíram de jogadas aéreas. Em uma delas, Henrique desviou para trás e obrigou o goleiro tricolor a voar para evitar o gol contra. E.m outra, Gabriel dominou e girou de voleio, colocando a bola na trave.
Perto dos 30 minutos, Cristóvão atendeu aos torcedores e colocou Walter em campo. O carismático atacante foi bloqueado na primeira finalização e depois viu de perto Henrique errar a cabeçada, mesmo sozinho na área do Resende. O gol do desafogo veio no fim, em toque de Fred para Walter, que pegou de primeira, cruzado, para Wellington Silva escorar para a rede. Foi o gol do "ufa" tricolor. Volta Redonda, dia 18 de fevereiro. Com poucos minutos em campo, o jogador participou do lance do gol, ao chutar de primeira após passe de Fred, para finalização de Wellington Silva – que estava em posição legal.
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Guerrero iguala Tevez, mas admite incômodo com indefinição de futuro Peruano chega aos 46 gols pelo Corinthians e lidera lista de artilheiros estrangeiros. Por outro lado, atacante está ansioso para resolver renovação contratual
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Com vínculo até 15 de julho, o atacante admite incômodo com a situação. A diretoria corintiana aguarda o retorno de viagem do empresário Bruno Paiva para reiniciar as conversas. O Corinthians faz o que pode para blindar Guerrero e deixá-lo tranquilo. Mesmo assim, o peruano quer uma resolução rápida.
– Como já falei, quero ficar no Corinthians. Estou concentrado e ligado nos jogos. Mas é um pouco incômodo, dá uma intranquilidade, não sei o que vai ser do meu futuro, às vezes me desconcentro por alguma outra coisa. Mesmo assim, tento estar sempre ligado – afirmou o centroavante.
A última conversa entre a diretoria e os empresários do atacante foi no ano passado, ocasião em que Guerrero pediu cerca de R$ 18 milhões entre salários e luvas para renovar. O atacante diz que recusou propostas na janela europeia do início do ano para aguardar o Corinthians.
– Não tem nada certo, mas eu já falei que gostaria de ficar aqui. Muitos times me procuraram em janeiro, o Hamburgo (da Alemanha) já queria fechar. Falei para meu empresário esperar um pouco. Estou esperando ainda – disse o atacante.
Guerrero está suspenso para a partida desta quarta-feira contra o San Lorenzo, em Buenos Aires, pela Taça Libertadores, e por isso não viaja à Argentina com o grupo. O peruano foi punido por três jogos pela Conmebol após a expulsão contra o Once Caldas, na Arena, pela primeira fase da competição.
Guerrero comemora o terceiro gol do Timão no Mogi Mirim, seu 46º pelo Timão (Foto: Marcos Ribolli)
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PRIMEIRA FASE - 7ª RODADA SANTOS LEVA SUSTO, MAS ROBINHO FAZ DIFERENÇA NOS 4 A 2 SOBRE O LINENSE Sem volantes em campo por 11 minutos, Peixe leva dois gols em partida dominada, mas Enderson corrige mudança e velocidade do ataque resolve
Robinho comemora primeiro gol do Peixe no Pacaembu (Foto: Marcos Bezerra/Futura Press/Agência Estado)
Destaque para essa "pane" alvinegra numa atuação, em geral, satisfatória. A vitória por 4 a 2 teve boa participação do garçom Lucas Lima, novas demonstrações de talento de Robinho e, mesmo com pouco tempo em campo, o recado de Gabriel para o técnico: quer ser titular.
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O Linense ainda tentava se posicionar em campo quando Lucas Lima bateu falta rapidamente e Robinho achou um ângulo que poucos conseguem para fazer 1 a 0. O segundo gol também teve passe do meia, que recentemente completou um ano de clube. Dessa vez, cobrou escanteio na cabeça de Renato, que mostrou estilo e festejou muito.
A movimentação do Santos empolgou em instantes do jogo, principalmente quando Lucas conseguia fazer Geuvânio e Robinho se aproximarem. Os jogadores "abertos" da equipe não ficaram estáticos. Isso fez com que o Linense se perdesse na marcação e desse espaços.
Tudo estava tão absolutamente sob controle que até o adversário ajudou. Em bom contra-ataque armado por Ricardo Oliveira e Robinho, o camisa 7 cruzou para o 9. Antes que ele tocasse na bola, Bruno Moura desviou para trás, ela tocou na trave e voltou nas mãos de Anderson, que deu um soco... para a rede! Gol contra do goleiro.
Diego, de pênalti, e William Pottker, após cobrança de escanteio, assustaram o Santos no momento em que o veterano Renato era o único jogador de marcação do Peixe em campo. Com tudo restabelecido e Gabriel em campo, as chances voltaram a ser criadas. O reserva lançou Robinho, que passou por Anderson e completou o placar.
Geuvânio recebe marcação do Linense durante vitória do Peixe por 4 a 2 (Foto: Rafael Arbex/Agência Estado)
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Gre-Nal histórico pela paz com torcida mista termina empatado no Beira-Rio Apesar de episódios isolados de organizadas, iniciativa de juntar 2 mil pessoas numa torcida compartilhada dá certo em jogo com cara de Gauchão, mas sem bola na rede
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VC DÁ NOTA: avalie os jogadores do Inter
VC DÁ NOTA: avalie os jogadores do Grêmio
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Apesar de time misto, o Inter entrou como favorito dada a crise técnica do rival. O Grêmio carrega um inglório recorde próprio de não anotar gols nos últimos três duelos seguidos na Arena. Parece, no entanto, que fez bem ao remoçado time tricolor sair de casa. Com menos pressão e cheio de novidades, a equipe de Felipão conseguiu ser superior e colecionar as melhores chances na maioria dos 90 minutos. No final, todavia, o Colorado reagiu e quase achou a vitória.
O 0 a 0 altera pouco a tabela. Inter e Grêmio se mantém, respectivamente, em quarto e oitavo, dentro da zona de classificação às quartas de final. O que muda é a programação. O Grêmio tem uma semana livre para treinos enquanto espera o sábado, quando recebe o Caxias pela nona rodada. Com 100% de suas forças, o Inter dá um tempo no estadual e duela com o Emelec na quarta, também no Beira-Rio, em confronto direto pela liderança de seu grupo na Libertadores. No domingo, visita o Juventude, no Alfredo Jaconi.
Nico Freitas e Yuri Mamute disputam bola no Gre-Nal no Beira-Rio (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
O Gre-Nal começou muito antes de Jean Pierre soar o apito no gramado do Beira-Rio. O pré-jogo foi especial, histórico e, por que não, uma espécie de síntese do próprio clássico que estava por vir. De que sempre se é possível surpreender, fazer diferente, melhorar. A iniciativa de juntar gremistas e colorados numa área mista com 2 mil pessoas espalhou um clima de paz pelas imediações do estádio.
A ponto de a confraternização transcender os limites propostos pela direção vermelha. As ruas de Porto Alegre se transformaram numa prova de que a paz é possível. Apesar da disposição à amizade, houve confronto entre organizadas, com trocas de pedradas e um policial ferido ao cair de um cavalo. Incidente que não manchou o espetáculo visto nas cadeiras do Beira-Rio, com gremistas e colorados sentados lado a lado, num inédito mosaico em azul e vermelho.
Torcida mista foi destaque no clássico no Beira-Rio (Foto: Diego Guichard/GloboEsporte.com)
Se a torcida é um mosaico, Felipão gosta mesmo é de quebra-cabeças. Mandou um time bem diferente a campo. Tornaram-se titulares Matías Rodríguez, Walace, Lincoln e Yuri Mamute. Com equipe mista de olho na Libertadores, Aguirre não utilizou D’Alessandro e alçou novamente Anderson aos 11 iniciais. O ex-gremista parecia pilhado. Não raro, sacudia os braços pedindo vibração aos colorados. Era correspondido. Tudo na paz, como havia sido mais cedo.
O primeiro tempo não teve espaço para violência. Mas lances truculentos são normais desde que Gre-Nal é Gre-Nal. Dois carrinhos mais fortes foram punidos com amarelo, para Marcelo Oliveira e Paulão. O equilíbrio seguiu nas chances de gol. As primeiras oportunidades foram de cabeça, de Fellipe Bastos e Nilmar, ambas sobre as traves. Até os erros pareciam equilibrados. Os experientes Juan e Erazo protagonizaram grotescas pixotadas.
Isso até o Grêmio conseguir encaixar a marcação. E surpreender, fazer diferente, conseguir melhorar em relação a si próprio, como o Gre-Nal tentou ao juntar os diferentes. Nos primeiros minutos, Lincoln, Douglas e Mamute pareciam falar três línguas distintas. Aos poucos, o trio dianteiro de Felipão passou a se entender. Complicou a saída de bolas dos zagueiros rivais e, de quebra, tornou-se perigoso no contragolpe. Em quatro minutos, Lincoln teve duas chances defendidas por Alisson e Mamute bateu cruzado com extremo perigo. De azarão, o Grêmio rumava ao vestiário superior aos mandantes.
Fellipe Bastos é cercado por Dourado e Valdivia (Foto: Lucas Uebel/Grêmio FBPA)
No segundo tempo, voltou com Giuliano, antes cotado a ser titular, na vaga de Araújo. O Inter respondeu com Vitinho no lugar do fominha Valdívia. Nos primeiros minutos, o meia gremista mostrou ser eficaz. Quase marcou após receber de Douglas, que, quem diria, havia desarmado o veloz Vitinho. O Colorado tratava de responder com o esforçado Nilmar. Se faltava perícia para finalizar, sobrava inovação ao camisa 7, dono de dois belos chapéus sobre rivais. Anderson e Vitinho também tentavam sair da mesmice, mas foi, quem diria, Nico Freitas que saiu da sua zona de conforto e, num tiro rasante e potente, por pouco não venceu Grohe.
Se o volante tenta algo diferente, é porque o nível caiu. Aos 32, Douglas teve chance rara no segundo tempo, em falta mal cobrada perto da meia-lua. Sabedor de que as oportunidades estavam escasseando cada vez mais, Felipão foi à loucura. Os erros ofensivos quase custaram caro ao Tricolor. No final, o Inter pressionou como nunca fizera antes e só não foi às redes porque Marcelo Grohe, Erazo e Matías Rodríguez salvaram três lances concretos de abertura de placar. Se ninguém marcou gol, fica a vitória de quem quer um futebol com paz e menos violência. Nesse quesito, a maioria, a despeito de brigões uniformizados, parece ter saído ganhando no Beira-Rio.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
Com os pés no chão, René elogia a aplicação dos jogadores alvinegros Técnico do Botafogo valoriza vitória no clássico ao ressaltar superioridade normal do Flamengo: "Está montado há mais tempo, e o nosso time está junto há 49, 50 dias"
Sete partidas no Campeonato Carioca. Seis vitórias, um empate e a liderança isolada da competição, mantida justamente no clássico contra o Flamengo. Foi o primeiro grande teste do Botafogo em 2015, ano de reconstrução, de trabalho para voltar à Série A do Campeonato Brasileiro. O triunfo por 1 a 0 sobre o arquirrival rubro-negro na tarde deste domingo, no Maracanã, deu a René Simões a sensação que está no caminho certo, mas não foi o suficiente para que o técnico alvinegro saísse exaltado do estádio no dia em que o Rio de Janeiro completou 450 anos. Ele ressaltou o bom trabalho que está sendo feito, mas que ainda falta alguma coisa.
– O Flamengo está montado há mais tempo. Seus jogadores se conhecem mais, têm mais cancha, e o nosso time está junto há 49, 50 dias. Tudo é novo para nós. Ainda bem que trouxemos o time para treinar aqui, foi muito importante. Estava com medo de a equipe dar uma paralisada. Parabenizo o pessoal da análise de desempenho, tínhamos o Flamengo todo mapeado.
René reconhece a superioridade do adversário em parte do jogo, principalmente no primeiro tempo, por isso um outro resultado não seria anormal.
– O Vanderlei usou três sistemas táticos, isso tudo foi estudado, os jogadores receberam orientação, mas por faltar essa experiência, no primeiro tempo, com quatro no meio contra um time de três atacantes, o domínio tinha de ser nosso, mas não foi. Depois que mudei ficamos com três a três, e o Vanderlei fez uma nova mudança no segundo tempo, aí tivemos de nos adaptar. Se o Flamengo ganhasse não seria nenhum absurdo, porque jogou para isso. O Botafogo conseguiu bolas na trave, foi objetivo e criou as oportunidades. O resultado veio da aplicação dos nossos jogadores, mas o volume de jogo foi do Flamengo.
Confira os melhores momentos da coletiva do técnico do Botafogo:
Novas caras
O Tomas eu já sabia. Insisto com o Tomas, com o Gegê... O Jardel é um excelente jogador. Nossas contratações foram feitas com muito cuidado. Agora é montar um time e ver peças de reposição. Saímos satisfeitso por ter visto isso aí. Não foi fácil jogar com o Flamengo, não.
Saída de Diego Jardel
Tínhamos quatro jogadores e não conseguíamos ganhar o meio de campo, então precisava espelhar o adversário. Foi uma opção tática, nada a ver com a lesão. Eu trabalho pensando no grupo, o meu compromisso é com o grupo. Se o Jardel gostou ou não, é problema dele, e ele já ouviu isso no vestiário. No time mando eu. Coloco e tiro a hora que achar melhor. Quando coloco não tenho de dar satisfação, então também não tenho de dar quando tiro. Ele tem de ficar caladinho. Vocês, da imprensa, têm de ajudar nisso. É um fato negativo, não positivo. Levamos de 7 a 1 na Copa, e isso é tudo um contexto. Saiu, saia calado, vá para o vestiário e trabalhe mais.
Festa dos 450 anos do Rio
Emocionei-me ao escutar "Cidade Maravilhosa". Foi muito bonito. Acho que o Vanderlei não se sente menos presenteado também. Quando amamos, cuidamos. É preciso cuidar do nosso Rio de Janeiro. Mas o presentão mesmo foi dia 17 de dezembro, quando vim para o Botafogo.
Sabor especial?
Essa vitória não tem nenhum sabor especial por ter sido contra o Flamengo. Agora vou querer saber os indicadores da equipe, saber no que melhoramos, no que pioramos. A única preocupação era o Maracanã. Alguns estádios você tem de preparar. Se você for levar um time, por exemplo, para jogar no estádio Azteca, tem de preparar. Não digam que eu minimizei jogar contra o Flamengo, mas a minha preocupação era a estreia de muitos no Maracanã.
Saída de Jobson sob provocação
Ele saiu tranquilo, está com a cabeça boa.
De quarta força a líder
Quem fez essa avaliação no início foi absolutamente correta. No seu lugar, eu escreveria que o Flamengo é favorito junto com o Fluminense, e o Botafogo seria quarta força, porque montou o time agora. Talvez o que esteja sendo anormal é o trabalho, a aplicação que o time vem tendo, mas antes era isso mesmo. Para mim, antes seria Fluminense, depois Flamengo, Vasco e Botafogo. Temos de trabalhar muito, sabendo que dificuldades virão, como as que enfrentamos na partida contra Nova Iguaçu. Cada jogo é um jogo.
Pontos positivos e negativos
Eu foco sempre na solução, não no problema. Jogamos contra um favorito ao título. Mostramos muito mais coisas positivas do que negativas, mas claro que houve coisas negativas, e vamos aprender com isso. Foi uma partida muito boa. Jefferson e Paulo Victor fizeram boas defesas. Mas acho que foi um duelo tático muito interessante.
Tomas
Esse jogador fez uma campanha excepcional no Boa Esporte, com 15 gols, e não é comum um meia fazer isso. Ele pertence ao J. Malucelli, e já o conhecia pela Jamaica, quando fui a Coritiba, e ele tinha proposta de São Paulo, que saiu da jogada. Depois de Minas, depois os Emirados Árabes, fiquei muito feliz de ter vindo para o Botafogo. Foram muito corretos. Ainda não demonstrou tudo o que ele pode, porque pode ser mais ainda.
Ambiente do grupo
As vitórias garantem o emprego do treinador, mas o que sustenta o meu trabalho são os indicadores. Claro que a autoestima desses jogadores aumenta. Tivemos de ter muita tranquilidade no intervalo, existia um nervosismo contra o árbitro, existe essa neura de que o árbitro é sempre contra o Botafogo, e disse a eles que não conseguiriam mudar isso se não se acalmassem. O grupo deve estar muito feliz, tem um dia para comemorar, mas na terça-feira o negócio começa quente de novo.
Superstição e novo treino no Maracanã
Não sou supersticioso. Troco tudo, calça, camisa... Preocupação era que a equipe não tinha jogado no Maracanã, e foi bom o contato com a torcida também. Falo de torcida, não de bandidos. Não tem necessidade de vir aqui para treinar antes de jogar com o Fluminense, não. Agora vamos torcer para que o Pimpão já trabalhe conosco na terça, na quarta. A informação que tenho do departamento médico é que ele está evoluindo muito bem.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
– O Flamengo está montado há mais tempo. Seus jogadores se conhecem mais, têm mais cancha, e o nosso time está junto há 49, 50 dias. Tudo é novo para nós. Ainda bem que trouxemos o time para treinar aqui, foi muito importante. Estava com medo de a equipe dar uma paralisada. Parabenizo o pessoal da análise de desempenho, tínhamos o Flamengo todo mapeado.
René reconhece a superioridade do adversário em parte do jogo, principalmente no primeiro tempo, por isso um outro resultado não seria anormal.
– O Vanderlei usou três sistemas táticos, isso tudo foi estudado, os jogadores receberam orientação, mas por faltar essa experiência, no primeiro tempo, com quatro no meio contra um time de três atacantes, o domínio tinha de ser nosso, mas não foi. Depois que mudei ficamos com três a três, e o Vanderlei fez uma nova mudança no segundo tempo, aí tivemos de nos adaptar. Se o Flamengo ganhasse não seria nenhum absurdo, porque jogou para isso. O Botafogo conseguiu bolas na trave, foi objetivo e criou as oportunidades. O resultado veio da aplicação dos nossos jogadores, mas o volume de jogo foi do Flamengo.
Confira os melhores momentos da coletiva do técnico do Botafogo:
Novas caras
O Tomas eu já sabia. Insisto com o Tomas, com o Gegê... O Jardel é um excelente jogador. Nossas contratações foram feitas com muito cuidado. Agora é montar um time e ver peças de reposição. Saímos satisfeitso por ter visto isso aí. Não foi fácil jogar com o Flamengo, não.
Saída de Diego Jardel
Tínhamos quatro jogadores e não conseguíamos ganhar o meio de campo, então precisava espelhar o adversário. Foi uma opção tática, nada a ver com a lesão. Eu trabalho pensando no grupo, o meu compromisso é com o grupo. Se o Jardel gostou ou não, é problema dele, e ele já ouviu isso no vestiário. No time mando eu. Coloco e tiro a hora que achar melhor. Quando coloco não tenho de dar satisfação, então também não tenho de dar quando tiro. Ele tem de ficar caladinho. Vocês, da imprensa, têm de ajudar nisso. É um fato negativo, não positivo. Levamos de 7 a 1 na Copa, e isso é tudo um contexto. Saiu, saia calado, vá para o vestiário e trabalhe mais.
Festa dos 450 anos do Rio
Emocionei-me ao escutar "Cidade Maravilhosa". Foi muito bonito. Acho que o Vanderlei não se sente menos presenteado também. Quando amamos, cuidamos. É preciso cuidar do nosso Rio de Janeiro. Mas o presentão mesmo foi dia 17 de dezembro, quando vim para o Botafogo.
Sabor especial?
Essa vitória não tem nenhum sabor especial por ter sido contra o Flamengo. Agora vou querer saber os indicadores da equipe, saber no que melhoramos, no que pioramos. A única preocupação era o Maracanã. Alguns estádios você tem de preparar. Se você for levar um time, por exemplo, para jogar no estádio Azteca, tem de preparar. Não digam que eu minimizei jogar contra o Flamengo, mas a minha preocupação era a estreia de muitos no Maracanã.
Saída de Jobson sob provocação
Ele saiu tranquilo, está com a cabeça boa.
De quarta força a líder
Quem fez essa avaliação no início foi absolutamente correta. No seu lugar, eu escreveria que o Flamengo é favorito junto com o Fluminense, e o Botafogo seria quarta força, porque montou o time agora. Talvez o que esteja sendo anormal é o trabalho, a aplicação que o time vem tendo, mas antes era isso mesmo. Para mim, antes seria Fluminense, depois Flamengo, Vasco e Botafogo. Temos de trabalhar muito, sabendo que dificuldades virão, como as que enfrentamos na partida contra Nova Iguaçu. Cada jogo é um jogo.
Pontos positivos e negativos
Eu foco sempre na solução, não no problema. Jogamos contra um favorito ao título. Mostramos muito mais coisas positivas do que negativas, mas claro que houve coisas negativas, e vamos aprender com isso. Foi uma partida muito boa. Jefferson e Paulo Victor fizeram boas defesas. Mas acho que foi um duelo tático muito interessante.
Tomas
Esse jogador fez uma campanha excepcional no Boa Esporte, com 15 gols, e não é comum um meia fazer isso. Ele pertence ao J. Malucelli, e já o conhecia pela Jamaica, quando fui a Coritiba, e ele tinha proposta de São Paulo, que saiu da jogada. Depois de Minas, depois os Emirados Árabes, fiquei muito feliz de ter vindo para o Botafogo. Foram muito corretos. Ainda não demonstrou tudo o que ele pode, porque pode ser mais ainda.
Ambiente do grupo
As vitórias garantem o emprego do treinador, mas o que sustenta o meu trabalho são os indicadores. Claro que a autoestima desses jogadores aumenta. Tivemos de ter muita tranquilidade no intervalo, existia um nervosismo contra o árbitro, existe essa neura de que o árbitro é sempre contra o Botafogo, e disse a eles que não conseguiriam mudar isso se não se acalmassem. O grupo deve estar muito feliz, tem um dia para comemorar, mas na terça-feira o negócio começa quente de novo.
Superstição e novo treino no Maracanã
Não sou supersticioso. Troco tudo, calça, camisa... Preocupação era que a equipe não tinha jogado no Maracanã, e foi bom o contato com a torcida também. Falo de torcida, não de bandidos. Não tem necessidade de vir aqui para treinar antes de jogar com o Fluminense, não. Agora vamos torcer para que o Pimpão já trabalhe conosco na terça, na quarta. A informação que tenho do departamento médico é que ele está evoluindo muito bem.
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