Com equipes em ascensão, Ceará e Guaratinguetá duelam no PV Vovô pode se aproximar ainda mais do G-4, enquanto o Guará pode sair da zona de rebaixamento com uma vitória


Ceará e Guaratinguetá fazem nesta sexta-feira, a partir das 21h (de Brasília), no Presidente Vargas, um duelo de times embalados. O momento do Vovô anima. A equipe conquistou 12 dos últimos 15 pontos disputados. Do outro lado, um Guaratinguetá que ainda sofre com a zona de rebaixamento. No entanto, a Garça venceu as três ultimas partidas e, caso surpreenda o Ceará, pode até terminar a rodada fora dela.
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PC Gusmão escondeu o time que entra em campo nesta sexta-feira (Foto: Divulgação / CearáSC.com)
Será que vai manter?
PC Gusmão fez questão de esconder o jogo, ou melhor, o time para a partida contra o Guará. No jogo contra o América-MG, na rodada anterior, acabou surpreendendo e escalando o Vovô com três zagueiros.
O esquema agradou, mas pode ter sido utilizado apenas para dar mais liberdade aos alas Márcio Careca e Apodi (utilizado devido à ausência de Paulo Sérgio). Com o retorno do lateral-direito titular após cumprir suspensão, a permanência de Apodi e do esquema com três zagueiros não estão confirmados.
No último dia de treinos antes da partida, PC Gusmão não fez coletivo, escondendo as possibilidades da imprensa desenhar o time que entraria em campo. O que se sabe é que, além de contar com o retorno de Paulo Sérgio, ele também contará com a volta do volante Juca.
No gol, a mudança é certa. Fernando Henrique cumprirá suspensão e Adilson será o substituto. O desfalque mais importante, no entanto, é no ataque. O vice-artilheiro da equipe, Itamar, sentiu dores no joelho e foi vetado pelo departamento médico. Robert ficará com a vaga.
O Ceará deve ir a campo com a seguinte equipe: Adilson; Luizão, Thiego e Daniel Marques; Apodi (Paulo Sérgio), Juca (Eusébio), João Marcos, Bruninho e Márcio Careca; Mota e Robert.
Alemão dançando Guaratinguetá Guará Tricolor do Vale (Foto: Divulgação)Guaratinguetá sonha em deixar o Z-4 nesta rodada
(Foto: Divulgação)
Guará vem esperançoso
Após três vitórias consecutivas, o técnico interino Carlos Octávio garante que não deve fazer grandes mudanças com relação à equipe que derrotou o Criciúma na última terça-feira.
Sem desfalques, o treinador deve manter a postura ofensiva das últimas partidas. A preocupação de Carlos Octávio está em como parar o rápido ataque cearense. Por isso, o treinador garante pequenas mudanças no estilo de jogo, mas faz mistério.
O combustível extra para motivar a Garça é a possibilidade de sair da zona de rebaixamento. Uma vitória contra o Ceará e uma derrota do ABC contra o Joinville tira o Guará do Z-4 depois de 16 rodadas na zona da degola.
No primeiro turno, o Guará venceu o Ceará por 2 a 1 e, na época, o técnico era Carlos Octávio, que após a partida deixou o clube por problemas de pressão. Após a demissão de Pintado, Carlos voltou ao comando da Garça.
O provável time escalado por Carlos Octávio é: César, Leandro Silva, Igor, Baggio e Renato Peixe; Jonatan, Bruno Formigoni, Keninha, Leandrinho e Marcinho; Alemão. 

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Vladimir de Jesus é o quarto técnico do Guarany de Sobral na Série C Treinador assume a responsabilidade de livrar o Cacique do Vale do rebaixamento na competição


Vladimir passou pelos grandes clubes cearenses como
preparador físico (Foto: Kid Júnior/Agência Diário)
O Guarany de Sobral aposta em Vladimir de Jesus para escapar do rebaixamento na Série C. É o quarto técnico a passar pelo clube na competição. Antes dele, foram Júlio Araújo, Agnaldo Liz e o auxiliar técnico Edson Luiz, que comandou a equipe na última partida, contra o Fortaleza.
Vladimir de Jesus é bem conhecido do futebol cearense. Foi preparador físico nos dois maiores clubes do estado: Ceará e Fortaleza. Neste último, chegou a assumir a equipe interinamente.
Discípulo do treinador Lula Pereira, Vladimir de Jesus levou o São Benedito ao acesso à Primeira Divisão do Campeonato Cearense este ano. O novo técnico foi apresentado na última quarta-feira em Sobral e deve comandar a equipe pela primeira vez contra o Santa Cruz.
O Guarany de Sobral é o lanterna do Grupo A, com apenas quatro pontos conquistados. No próximo sábado, a equipe recebe o Santa Cruz, às 16h30, no Estádio do Junco. 

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Flu passa ileso pela janela europeia, e diretoria avisa: 'Prioridade é o título' Apesar das sondagens, Tricolor segurou seus principais jogadores e ainda conseguiu aliviar a folha salarial negociando atletas sem espaço no elenco


O risco existia, mas o Fluminense soube se planejar em prol de um objetivo maior. E conseguiu passar ileso pela janela de transferências internacionais para diversos países, que fecha oficialmente nesta sexta-feira. Apesar de receber várias sondagens, principalmente pelo trio de Xerém formado por Wallace, Wellington Nem e Marcos Junior, a diretoria tricolor não deu ouvidos aos interesses europeus e avisa: a prioridade total nas Laranjeiras é a conquista do tetracampeonato brasileiro. Atualmente, a equipe do técnico Abel Braga ocupa a vice-liderança do Brasileirão, com 43 pontos conquistados.
Wallace, Wellington Nem e Marcos Junior foram alguns dos jogadores que receberam sondagens na janela de transferências europeias, mas não foram negociados (Foto: Dhavid Normando / Photocamera)
- Conseguimos manter o nosso elenco e vejo isso como positivo. O Fluminense hoje tem vários jovens que despertam o interesse de clubes estrangeiros e aconteceram várias sondagens. Mas seguimos a filosofia do clube que era de mantê-los nesse momento. Se vamos ter sucesso nas futuras janelas eu já não sei dizer. Mas, agora, o objetivo foi alcançado porque a prioridade é o título brasileiro - resumiu o diretor executivo de futebol do Fluminense, Rodrigo Caetano.
O vice-presidente de futebol Sandro Lima também endossou as palavras do companheiro.
- Foi importante conseguir dar continuidade ao projeto. Tivemos sondagens por alguns jogadores como Nem, Marcos Junior, Wallace, mas a diretoria, como já havia prometido, não deixou nenhum jogador do elenco considerado principal sair - resumiu Sandrão.
O lateral-direito Wallace foi o mais assediado, principalmente pelo futebol italiano. Representantes do Napoli chegaram a viajar ao Rio, mas a diretoria tricolor descartou a ofertasem nem sequer ouvir os valores. Wellington Nem, por sua vez, mais uma vez foi procurado por clubes russos. No início da temporada, o Fluminense já havia recusado uma proposta de € 4,5 milhões (R$ 11,5 mi) do CSKA Moscou pelo atacante. A imprensa turca também chegou a noticiar o desejo do Galatasaray em contratar o lateral-esquerdo Carlinhos, mas os dirigentes tricolores garantem que não foram procurados de forma oficial. Vale lembrar que a janela de transferências internacionais para a entrada de jogadores no futebol brasileiro foi antecipada e fechou no dia 20 de julho.
Rival carioca e um dos times que disputam o título com o Tricolor, o Vasco perdeu quatro jogadores importantes na mesma janela: o lateral-direito Fágner (Wolfsburg), os volantes Allan (Udinese) e Rômulo (Spartak Moscou), e ainda o apoiador Diego Souza (Al-Ittihad).
Economia na folha salarial
Além da manutenção do elenco, Flu e Unimed economizaram quase R$ 900 mil em salários com as saídas de Rafael Moura, Souza, Araújo e Martinuccio, todos sem espaço nas Laranjeiras
Além de conseguir manter seus principais jogadores, o Fluminense e a sua patrocinadora, a Unimed, de quebra ainda conseguiram aliviar a folha salarial repassando jogadores que estavam sem espaço no elenco. Com as saídas de Souza (Cruzeiro), Araújo (Náutico), Rafael Moura (Internacional) e o reempréstimo do argentino Martinuccio (desta vez para o Cruzeiro), o Tricolor economizou quase R$ 900 mil só em salários. Sem falar que a venda de He-Man foi fechada por R$ 5,7 milhões.
- Além de ter sido importante conseguir passar ileso pela janela, todos os jogadores que saíram ao longo desse primeiro semestre foram realocados em outros clubes por nosso desejo. A exceção foi o Rafael Moura, que acabou sendo uma negociação boa para todas as partes: jogador, Inter e Flu - disse Rodrigo Caetano. 

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'Nota 7' e ex-rejeitado dão volta por cima e assumem laterais do Grêmio Há três jogos, Pará e Anderson Pico são titulares e ajudam em série positiva de Vanderlei Luxemburgo


Anderson Pico teve boa atuação contra o Vasco
(Foto: Wesley Santos/Agência PressDigital)
As laterais foram as posições em que Vanderlei Luxemburgo mais fez testes no Grêmio. Depois de seis atletas, o treinador, enfim, encontrou a dupla titular. Pará e Anderson Pico, firmados há três jogos, deram a volta por cima. Afinal, conviviam com as desconfianças de um ‘nota 7’ e um ex-renegado.
Pará foi contratado a pedido do treinador. Chegou em um período em que havia outras três opções para a lateral-direita: Gabriel, Edilson e Tony. Não demorou a surgir questionamentos por parte de imprensa e torcida. Aos poucos, deu conta do recado até ao ser improvisado no lado esquerdo.
- Pará não é nota 10, nem nota 4. Será sempre nota 7. Foi campeão da Libertadores na esquerda, mas as pessoas esquecem. Ele é um jogador da minha confiança e está dando a sua contribuição ao Grêmio - disse Luxa após a vitória sobre o Vasco.
Pico foi reintegrado ao Grêmio em junho, um momento de lesão de Julio Cesar – Fábio Aurélio seria contratado posteriormente e se machucaria também. O atleta ganharia mais uma chance após ser rejeitado, por problemas disciplinares, em 2009. Desde então, convive com a luta contra a balança para manter a forma física.
- Anderson está bem, conquistado o espaço. Tem que tirar o cupim das costas e o peitoral. (risos). Mas vamos ajudar ele a tirar. Não gostei dele no Gre-Nal e contra o Coritiba, mas quero um cara que nem hoje (quarta-feira), que marcou muito, deu combate, apareceu -completou o treinador.
A parceria, então, começou com derrota para o Coritiba, mas classificação na Sul-Americana. Prosseguiu com vitórias sobre Internacional e Vasco. Pico está satisfeito:
- Em dois jogos, vou estar livre, leve e solto. O que mais pretendo melhorar é a chegada à linha de fundo e os cruzamentos. Tenho, ainda, que me alimentar bem. A nutricionista me acompanha e eu mantenho o que ela recomenda, com a minha esposa. Sei que tenho que perder, mas isso é tranquilo, tento tirar de letra. Cada dia que passa busco meu 100%.
O Grêmio volta a treinar na tarde desta quinta-feira. Após o trabalho da manhã de sexta-feira, viaja a São Paulo onde, no sábado, enfrenta o Palmeiras. 

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Timão confia em reação contra Galo: 'Não tem nenhum time invencível' Goleiro Cássio e armador Danilo miram duelo frente ao líder Atlético-MG, no Pacaembu, para fazer Corinthians quebrar série sem vitórias no Brasileiro


Cássio durante treno do Corinthians no CT
(Foto: Daniel Augusto Jr. / Agência Corinthians)
Há três partidas sem vencer, o Corinthians tentará reagir no Campeonato Brasileiro contra ninguém menos que o líder. Para supera o Atlético-MG, domingo, a partir das 16h, e voltar a subir na tabela, o Timão aposta tudo na força que obtém ao atuar no Pacaembu.
- Não tem nenhum time invencível. Será um jogo dificílimo. Mas vamos jogar em casa e precisamos impor nosso ritmo para mostrar nossa força. Vamos tentar recuperar os pontos que perdemos – afirmou o goleiro Cássio.
Depois de nove partidas invicto (cinco vitórias e quatro empates), o Corinthians não conseguiu seguir sua fase de crescimento na tabela. A equipe chegou a aparecer na nona colocação, mas voltou a cair. Agora, aparece em 12º lugar, com 25 pontos, 19 abaixo do Galo e nove acima do aquirrival Palmeiras, último a ser rebaixado para a Série B neste momento.
- Os resultados preocupam, principalmente pela forma que foram os três últimos jogos. Jogamos bem, mas perdemos dois e empatamos um – lamentou o meia Danilo.
O técnico Tite, aliás, quer avaliar a condição física de cada jogadores antes de decidir quem será utilizado frente aos mineiros. A escolha dos relacionados será feita apenas após o treino de sábado, no CT Joaquim Grava.
- O importante é que as vitórias voltem. Temos um jogo muito importante contra o líder. Vamos procurar descansar para estar bem no fim de semana – finalizou Danilo. 

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20ª RODADA EM NOITE DE FABULOSO, SÃO PAULO ATROPELA O BOTAFOGO E COLA NO G-4 No jogo de número 200, Luis Fabiano comanda terceira vitória seguida do Tricolor, diante de um rival em queda e preocupado com a lesão de Seedorf


Três vitórias seguidas no Campeonato Brasileiro, com nove gols gols marcados e apenas um sofrido. Pela primeira vez, o São Paulo dá a seu torcedor mostras de que pode brigar na parte de cima da classificação. Diante de um Botafogo bastante desfalcado, o Tricolor comandou a maior parte do jogo, contou com suas principais peças em noite inspirada e venceu com autoridade por 4 a 0, nesta quinta-feira, no Morumbi. Luis Fabiano, que completou 200 jogos pelo São Paulo, Osvaldo, Lucas e Cícero marcaram, diante de um público pagante de 15.244 pessoas, que gerou uma renda de R$ 321.238,00.
Com o triunfo, a equipe comandada por Ney Franco chegou aos 34 pontos e definitivamente colou no G-4 da competição. O time segue na quinta colocação, mas agora apenas um ponto atrás do Vasco, que perdeu para o Grêmio na quarta. Dependendo dos resultados da rodada do fim de semana, o time paulista poderá entrar pela primeira vez no grupo que se classifica para a Taça Libertadores da América.
No Botafogo, a luz amarela foi acesa. O time completou três jogos sem vitória (além do tropeço desta quinta, perdeu para o Atlético-MG e empatou com o Flamengo) e estacionou nos 28 pontos, na oitava colocação. E, se não bastassem os oito desfalques que Oswaldo de Oliveira teve nesta partida, a equipe ainda corre o risco de ficar sem sua principal estrela, o holandês Seedorf, que deixou a partida no segundo tempo com um incômodo na coxa esquerda.
Os dois times voltam a jogar no domingo pelo Campeonato Brasileiro. Às 16h (de Brasília), o São Paulo encara o Bahia, que luta contra o rebaixamento, em Salvador. Já o Botafogo recebe o Coritiba, outro que foge da degola, às 18h30m, no Engenhão.
Lucas, São Paulo x Botafogo (Foto: Wagner Carmo / Vipcomm)Lucas e Seedorf, estrelas de São Paulo e Botafogo em campo (Foto: Wagner Carmo / Vipcomm)
Gol fabuloso desmonta esquema botafoguense
De um lado, o São Paulo entrou com sua força máxima pela primeira vez desde que Ney Franco foi contratado. Do outro, Oswaldo de Oliveira, que não contava com oito peças do elenco, montou o Botafogo no 4-5-1, apostando no meio-campo para valorizar ao máximo a posse de bola e tentar surpreender no contra-ataque. Com cinco minutos, o planejamento traçado pelo técnico carioca foi por água abaixo. Foi o tempo que demorou para que a parceria entre Jadson, o maior garçom do Campeonato Brasileiro, e Luis Fabiano acabasse em vantagem no marcador. O Fabuloso recebeu do camisa 10, limpou Brinner, passou por Jefferson e rolou para a rede: 1 a 0 para o Tricolor. Foi o décimo gol do centroavante são-paulino, um dos artilheiros da competição, ao lado de Fred, do Fluminense.
O Botafogo ficou atordoado. O time errava passes em demasia, tanto que mal conseguiu avançar além do meio-campo nos primeiros 15 minutos. Seedorf era bem vigiado por Denilson, enquanto Paulo Assunção era a sombra de Renato. Márcio Azevedo, uma importante alternativa de apoio, não podia subir, já que tinha de se preocupar com o avanço de Lucas nas suas costas. O tempo passava, e o Tricolor seguia soberano em campo. Aos 15, Luis Fabiano, em nova jogada individual sobre Brinner, chutou por cima do gol carioca. Aos 23, Lucas só não marcou o segundo porque Jefferson fez grande defesa.
Irritado, Oswaldo de Oliveira resolveu inverter a posição dos seus zagueiros na área. Brinner foi para a esquerda e Fábio Ferreira, para a direita. Aos 25, o Botafogo reclamou de um pênalti não marcado pelo juiz Jean Pierre Gonçalves Lima. Cidinho caiu diante da marcação de Rhodolfo dentro da área, mas a arbitragem mandou o jogo seguir.
Nos últimos 15 minutos, o jogo melhorou. O Botafogo adiantou sua marcação e finalmente conseguiu sair para o jogo. Elkeson retornou para buscar o jogo e Seedorf, mais recuado, passou a articular a equipe. Aos 43, na única jogada perigosa da equipe carioca, o camisa 10 passou como quis por Toloi e cruzou na medida para Elkeson, que ajeitou para Renato. Rogério Ceni se antecipou e fez a defesa. O São Paulo respondeu em lances de Maicon, Jadson e Lucas, mas em todos Jefferson trabalhou muito bem.  
Luis Fabiano e Fabio Ferreira, São Paulo x Botafogo (Foto: Wagner Carmo / Vipcomm)Luis Fabiano chuta, observado de perto por Fabio Ferreira (Foto: Wagner Carmo / Vipcomm)
Botafogo volta melhor, mas São Paulo mata o jogo
No segundo tempo, o Botafogo começou bem, comandou as ações, mas foi o São Paulo, em dois ataques, quem definiu a partida. O time carioca chegou duas vezes nos primeiros seis minutos, período no qual a defesa do São Paulo, pela primeira vez na partida, cometeu falhas. Em ambos os lances, Rogério Ceni trabalhou bem e evitou o gol em cabeçada de Elkeson e chute de Renato.
Preocupado com o começo titubeante da equipe, Ney Franco resolveu mexer. Aos dez, ele sacou Paulo Assunção e colocou Osvaldo em campo. O time passou a atuar no 4-2-3-1. Maicon foi recuado para volante, Lucas e Osvaldo foram posicionados cada um em uma ponta, Jadson ficou como meia centralizado, e Luis Fabiano permaneceu como referência na frente.

maiores goleadas

última goleada entre os times
SPO 3 x 0 BOT
09/11/2006
maiores goleadas do Campeonato Brasileiro 2012
01SPO 4 x 0 BOT30/08/2012
02GRE 4 x 0 FIG19/08/2012
03CFC 4 x 0 CRU19/08/2012
Em sua primeira jogada, Osvaldo deu tranquilidade para o São Paulo em campo. Aos 13, no primeiro ataque da equipe, Jadson recebeu de Maicon e deu nova assistência para Luis Fabiano, que bateu de pé direito. Jefferson fez novo milagre e, no rebote, Osvaldo só empurrou para a rede: 2 a 0. Quando o Botafogo assimilava o segundo golpe, veio o terceiro. Aos 15, Lucas recebeu de Luis Fabiano, avançou superando a marcação e, em chute de fora da área, colocou no canto direito, aumentando a festa no Morumbi.
O jogo estava definido. Oswaldo de Oliveira fez duas alterações no Botafogo, sacando Cidinho e Lennon e colocando Willian e Gabriel, respectivamente. A situação, que já era ruim, piorou: Seedorf sentiu um incômodo na coxa esquerda e precisou ser substituído. Jéferson Paulista entrou no seu lugar.
No São Paulo, Ney Franco aproveitou a tranquilidade da partida para dar ritmo de jogo ao volante Wellington, que voltou a disputar uma partida oficial após seis meses, tempo em que ficou parado por causa de uma grave lesão no joelho esquerdo.
Nos 15 minutos finais, o Tricolor, que contou com a entrada de Cícero na vaga de Luis Fabiano, diminuiu bastante seu ritmo. O Botafogo, a todo custo, tentava ao menos diminuir a vantagem. Mas a bola teimou em não entrar até o fim. A melhor chance botafoguense ocorreu aos 36, quando Rogério Ceni fez grande defesa em falta de Elkeson.
Ainda deu tempo para o São Paulo fazer mais um. Aos 43, Cícero lançou Osvaldo e correu para a área. O atacante driblou Jefferson e, com calma, levantou a cabeça e viu a presença do meia, que, com um leve toque de primeira, completou para o gol vazio.
Jadson, Luis Fabiano e Lucas comemoram gol do São Paulo  (Foto: Wagner Carmo / Vipcomm)        Varjota   Esportes - Ce.           /           Globoesporte

20ª RODADA FLA EMPATA COM O SPORT, POR 1 A 1, E DORIVAL É XINGADO PELA PRIMEIRA VEZ Goleiros Felipe e Magrão fazem grandes defesas em Volta Redonda (RJ), e resultado não muda muito a vida dos dois rubro-negros no campeonato


Num jogo em que o técnico Dorival Júnior foi xingado de burro por torcedores do Flamengo pela primeira vez, e os goleiros Felipe, do time carioca, e principalmente Magrão, do Sport, trabalharam muito e bem, os rubro-negros ficaram no 1 a 1 nesta quinta-feira, no estádio Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ). O resultado foi ruim para os dois times, principalmente para o da casa: o Fla está em décimo lugar no Campeonato Brasileiro, agora com 27 pontos, e o Leão pernambucano continua na zona de rebaixamento, em 18º, com 16. Ibson abriu o marcador para o time da casa e Felipe Azevedo empatou para os visitantes, ambos no primeiro tempo.
Dorival foi insultado no início do segundo tempo, quando colocou Liedson no lugar de Cáceres. A renda somou R$ 111.310,00, com 6.035 pagantes (8.142 presentes).
Na próxima rodada, o Flamengo vai a Porto Alegre para enfrentar o Inter, no Beira-Rio, neste domingo, às 16h (de Brasília).
- O torcedor veio a campo esperando uma grande partida, criou-se uma expectativa de que o time conquistaria a vitória com facilidade, mas futebol não é assim. Sabíamos que teríamos um jogo amarrado, truncado, um dos mais difíceis - comentou o técnico Dorival Júnior.
O Sport recebe, também às 16h deste domingo, o Santos, na Ilha do Retiro.
- Estamos lutando muito. Já evoluímos nos últimos três jogos. Hoje, nós saímos perdendo, mas conseguimos o empate e isso mostra que podemos fazer um segundo turno melhor - disse o goleiro Magrão.
Toma lá, dá cá
Com uniforme em tons cinzentos, tendo na camisa fotos de torcedores que pagaram R$ 250 cada um e a do goleiro Magrão, que completava 400 jogos pelo clube, o Sport surpreendeu com uma marcação adiantada. Com a equipe na zona de rebaixamento, a intenção era tentar roubar uma bola na saída para o jogo da defesa rubro-negra, quedesfalcada de Marcos González, tinha Welinton e Marllon na zaga. No início pouco conseguiu e ainda abriu espaços para os contra-ataques do Fla. Num deles, Thomás fez boa jogada pela esquerda e serviu Ibson, que da meia-lua completou de trivela para abrir o marcador, aos 13 minutos. Este foi o primeiro gol do camisa 7, em 18 jogos, desde que voltou ao clube da Gávea.
Thomás tenta passar por Renan no ataque do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
A marcação do time pernambucano deu resultado seis minutos depois. Marllon errou um passe, Moacir deu um drible sensacional em Cáceres e passou para Hugo, que dentro da área pela esquerda bateu colocado. A bola tocou na trave esquerda de Felipe, e Felipe Azevedo, atento, se jogou para completar de pé canhoto para a rede: 1 a 1. Este gol foi o primeiro do Sport em 757 minutos (sete jogos sem marcar) e que o Fla levou com Cáceres em campo. Foi a quinta partida do paraguaio com a camisa do Rubro-Negro carioca.
Após o gol, os visitantes mantiveram sua estratégia e contaram com a instabilidade dos anfitriões. Mesmo assim, na base da raça e com a boa opção de Thomás no lado esquerdo o Flamengo ainda criou algumas boas oportunidades. Porém, excesso de vontade também atrapalha: num lance curioso, Thomás e Ramon cobraram, com bolas diferentes, uma lateral no campo do time carioca ao mesmo tempo. Além disso, o Fla cometeu muitos erros de passe no meio do campo, o que facilitou o trabalho do Sport, que teve maior posse de bola (52% a 48%), mas perdeu Renan, machucado, aos 40. Ele foi substituído por Tobi.
Dorival é xingado, melhora time, mas Magrão brilha
Na volta do intervalo o técnico Dorival Júnior disse que no primeiro tempo o Flamengo atuou fora de suas características, insistindo nas jogadas pelo meio e carregando muito a bola. Mas, logo após o Sport perder uma ótima chance com Felipe Azevedo, o treinador vendo seu time com um meio de campo sem criatividade e Negueba sem dar continuidade a uma jogada sequer, resolveu mudar o time no início do segundo tempo. Porém, a entrada de Liedson no lugar de Cáceres, que havia levado outro drible por entre as pernas, desta vez de Hugo na origem do gol desperdiçado pelo time pernambucano, fez a torcida rubro-negra xingar o técnico de burro.
A equipe carioca passou a jogar toda à frente, teve ótima chance com Vagner Love após chute de Luiz Antônio, mas ficou vulnerável demais na sua defesa. E num contra-golpe, aos 14, Moacir cruzou bem da direita e Felipe Azevedo, livre, cabeceou para Felipe fazer grande defesa. Quatro minutos depois, Hugo quase marcou, demonstrando que o time mais equilibrado tática e emocionalmente em campo era o Sport.
Vagner Love, Flamengo x Sport (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Vagner Love tenta a arrancada e é marcado de perto por Diego Ivo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
Os treinadores, então, resolveram modificar suas equipes antes da metade do segundo tempo e ficou melhor para o Fla. Dorival pôs Adryan e Bottinelli nos lugares dos apagados Thomás e Negueba, respectivamente, para ver se arrumava a sua equipe. Por outro lado, Waldemar Lemos modificou seu ataque, com as entradas de Henrique no lugar de Gilsinho e Gilberto, no de Felipe Azevedo.
O panorama da partida voltou ao do início da etapa final: o Fla no ataque e o Sport, no contra-ataque. A equipe da Gávea passou a pressionar e a ter mais chances de gol, mas Magrão, com a camisa 400, fez duas defesas espetaculares em chutes de Liedson e Bottinelli e impediu o segundo do Fla. A equipe carioca dominou a segunda metade da etapa final, ainda teve a vantagem de ter um jogador a mais quando William Rocha foi expulso, aos 44, após entrada duríssima em Léo Moura, mas embora tenha melhorado, não conseguiu fazer o gol da vitória. Apesar de não tet resolvido muito, ficou menos mal para a equipe de Recife, que levou um ponto para casa e ganhou uma posição na tabela de classificação. 

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