Pescaria, família e praia: Zé Roberto curte férias sem descuidar do físico Camisa 10 do Grêmio ainda reserva tempo para cuidar da forma e dedica uma hora e meia aos exercícios na academia


O que fazer nas férias? Aproveitar a família, descansar, pescar, jogar futevôlei, sem se descuidar da forma física. Esta é a receita do meia Zé Roberto, que desfruta o dezembro no Litoral Norte de São Paulo sem a rotina estafante de treinos e jogos que marcou o segundo semestre do Grêmio em 2012.
Zé Roberto joga futevôlei para manter a boa forma física (Foto: Divulgação / TXT Assessoria)
O tempo livre serve para o gremista recuperar as energias despendidas após quase 18 meses sem tirar férias. O meia chegou ao Tricolor gaúcho em junho após defender o Al Gharafa, do Catar. No litoral paulista desde antes do Natal, onde permanecerá até a véspera do Ano-Novo, o camisa 10 tenta curtir ao máximo a mulher e os três filhos, algo que fica impossibilitado durante a temporada em virtude das viagens e rotina de jogos.

– Isso tudo está sendo muito importante para mim. Eu precisava descansar o corpo e a mente. A alma eu alimento todos os dias. Estava sentindo falta de dedicar meu tempo só para a minha família. Ficar com a esposa, brincar com os filhos. Estou muito feliz. Gosto de lugares tranquilos, sossegados.
 
Zé Roberto meia Grêmio (Foto: Divulgação / TXT Assessoria)Zé Roberto mostra o resultado da farta
pescaria  (Foto: Divulgação / TXT Assessoria)
Se a rigidez do período em que está defendendo o Grêmio diminui, não pense que o armador abandona os cuidados com o corpo. A forma física do camisa 10 é mantida com uma hora e meia de musculação e corridas diariamente na academia.

Experiente, Zé Roberto entende que a manutenção de uma série de exercícios o auxilia para iniciar os trabalhos visando à temporada seguinte. Até porque ele sabe de suas responsabilidades para conduzir a equipe de Vanderlei Luxemburgo na luta pelo tricampeonato da Libertadores.

– Nunca fiquei um mês completamente parado. Isso ajuda na hora de voltar. A pré-temporada sempre é desgastante. Quanto mais o seu corpo estiver adaptado ao esforço, menor será o desgaste e melhorará o rendimento técnico. Temos um ano importante pela frente e quero estar pronto desde o início.

Se o futebol está longe, a bola continua ligada ao armador. Os finais de tarde são reservados por Zé Roberto ao futevôlei. Quando não está na areia, “ataca” em outras frentes. A pescaria é um dos hobbys do camisa 10, embora o mesmo admita que o talento no gramado não é repetido com a vara e o anzol:

– Eu gosto de pescar. E muito, mas essa garoupa (foto) não fui eu não! Tiro a foto e depois brinco que pesquei (risos).

Zé Roberto é presença certa na reapresentação gremista no dia 3 de janeiro. O meia renovou o vínculo com o Tricolor até o final de 2013, mas ele poderá ser prorrogado caso o time de Luxa conquiste vaga na Libertadores para 2014. Até o momento, o camisa 10 atuou em 33 partidas oficiais, tendo marcado quatro gols e dado sete assistências. 

 Varjota   Esportes - Ce.           /           Globoesporte

Túlio supera marcação de Odvan, marca duas vezes e chega a 995 gols Atacante, que teve até gol anulado nos 4 a 1 sobre o Rio Branco-RJ, desencanta e fica a cinco do milésimo, segundo suas contas


Papai Noel demorou, mas chegou para Túlio Maravilha. Depois de duas tentativas frustradas, contra Boavista-RJ e Cachoeiro-ES, o atacante, que havia pedido um gol ao bom velhinho, finalmente conseguiu marcar os seus primeiros gols depois de seu retorno ao Botafogo. Nesta quinta-feira balançou as redes duas vezes contra o Rio Branco-RJ, de Campos (ambos de pênalti). Com isso, chegou aos 995, segundo suas contas. O jogador ainda teve um gol anulado, que causou revolta na torcida. O árbitro da partida assinalou falta para o Botafogo depois do Maravilha ter marcado em chute de longa distância. Os alvinegros pediam que fosse dada a lei da vantagem, mas o juiz não interpretou dessa forma. O Glorioso venceu por 4 a 1 (Yguinho e Bernardo completaram o placar para o Bota; Diego Maurício descontou).
Túlio comemora com a torcida o seu 995º gol (Foto: Thiago Fernandes / Globoesporte.com)
- Valeu a pena pedir ao Papai Noel esses gols. Eu queria fazer o gol chuvisco, mas acabei fazendo também o gol goiabada. São os nomes em homenagem ao pessoal de Campos, que me recebeu bem demais - disse Túlio, com o estilo irreverente de sempre.
O jogo marcou um confronto interessante. Túlio tinha um marcador especial pelo lado do Rio Branco. O zagueiro Odvan, conhecido do público carioca por ter jogado muitos anos no Vasco - e que atuou pelo Botafogo também -, foi o encarregado de tentar evitar os tentos do artilheiro, relembrando um duelo comum no fim dos anos 90.
Apesar de o jogo ser considerado oficial por envolver dois times reconhecidos por suas federações e ter súmula e venda de ingressos, o duelo foi tratado desde o início como uma grande festa. A começar pelo fato de o Rio Branco não ter escalado o seu time, mas ter emprestado o seu uniforme para transformar uma tradicional pelada organizada pelo jogador Wederson em duelo oficial. Com isso, o time da casa entrou com uma escalação de atletas nascidos em Campos, como o atacante Diego Maurício, criado no Flamengo.
A partida ficou longe de lotar as arquibancadas do estádio Godofredo Cruz, embora o público tenha enchido metade do estádio. Todos torciam pelo Botafogo. Nenhum torcedor do Rio Branco foi apoiar a equipe que vestia o uniforme do time.
Gol anulado, chances desperdiçadas e pênaltis
Túlio começou a partida recebendo total atenção dos seus companheiros. E logo aos 4 minutos conseguiu balançar as redes, em um chute de fora que o goleiro adversário não conseguiu evitar, apesar do arremate fraco. Contudo, o juiz invalidou o gol ao marcar falta para o Botafogo no lance, não se valendo da lei da vantagem Os protestos da torcida foram imediatos.
Mas a paciência alvinegra parecia ser pequena com o próprio time. Após três boas chances desperdiçadas por Túlio, todas na pequena área, os torcedores diminuíram o apoio e passaram até a aplaudir algumas boas jogadas do adversário. O Rio Branco só não conquistou de vez a simpatia dos torcedores, porque Diego Maurício dançou após marcar o primeiro gol da noite, aos 41 minutos do primeiro tempo. Os alvinegros consideraram a comemoração um deboche e vaiaram o atacante.
A saída para o intervalo foi quase em silêncio. Os torcedores pouco se manifestaram. Mas tudo mudou logo no início da segunda etapa. De novo, o juiz anulou um gol de Túlio que, sem querer, viu a bola bater em seu corpo e parar no fundo das redes após um escanteio. Mas desta vez a falta foi marcada dentro da área. Pênalti convertido pelo atacante, que vibrou muito junto dos companheiros.
Túlio gol Botafogo (Foto: Thiago Fernandes / Globoesporte.com)Túlio comemra o seu primeiro gol contra o Rio Branco-RJ (Foto: Thiago Fernandes / Globoesporte.com)
Antes de voltar ao centro do campo, Túlio trocou a chuteira que tem a inscrição 994 pela 995. Mas pouca gente conseguiria ver tal detalhe na escuridão que tomou conta do estádio Godofredo Cruz. Como o jogo começou 18h30m (meia hora depois do previsto), o segundo tempo foi todo disputado à noite. E os refletores do estádio não foram suficientes para iluminar com qualidade o campo.
Mesmo assim, ninguém deixou de ver o gol incrível que Túlio perdeu. Debaixo das traves, sem goleiro, o atacante isolou o chute. Antes, desperdiçou outras duas boas chances, chutando uma para fora e outra demorando demais a finalizar. Entretanto, os garotos do Botafogo pareciam dispostos a ajudar muito o artilheiro a fazer a festa. Bernardo e Yguinho, este último pegando rebote de Túlio, viraram o placar.
Mas a torcida queria era gol do artilheiro. E ele veio. Aos 45 do segundo tempo, Túlio recebeu na área, driblou o goleiro e foi derrubado. Outro pênalti marcado. Outro pênalti convertido. Na comemoração, cerca de cem pessoas que já tinham invadido o campo, se juntaram ao atacante, que correu para o alambrado.
- Estou ansioso mesmo. Foram dois jogos sem marcar, acabei perdendo chances que não costumo perder. Teve até um Inacreditável Futebol Clube. Mas o que interessa é que eu marquei dois. Estou com 995. E 95 lembra alguma coisa? Lembra o título brasileiro de 18 anos atrás.
O Botafogo ainda não definiu os próximos adversários para o projeto do milésimo gol de Túlio, mas negocia com cidades de outros estados para realizar partidas na segunda quinzena de janeiro. 

   Varjota   Esportes - Ce.          /            Globoesporte

'Não gostaria de estar nesta situação', diz Ari Rezende sobre crise no Sergipe Presidente interino fala sobre os desafios de, assim como em 2010, assumir o comando do colorado para apagar incêndio. 'É hora dos amigos aparecerem'


Visivelmente abalado, Ari Rezende, agora presidente interino do Sergipe, comandou sua primeira reunião como mandatário do clube colorado nesta quinta-feira. O encontro iniciou-se duas horas antes da possível prestação de contas do ex-presidente, Genisson Silva, que não aconteceu.
Ser o bombeiro do 'incêndio' no Complexo João Hora não é novidade para o professor. Em 2010, ele também comandou o clube interinamente, após justiça intervir no clube e acabar com o mandato de Antônio Soares da Mota, o Motinha.
- É uma situação difícil. Sem dinheiro, patrocínio e com apenas 14 jogadores contratados. Não gostaria de estar nesta situação novamente. Meu desejo é ver o clube forte, mas aconteceu e é hora de mostrar nosso amor pelo Sergipe. E é só por amor mesmo. Agora é a hora de os amigos aparecerem para mudar esta história - disse Ari Rezende.
Ari Rezende diz que não queria estar nesta situação (Foto: João Áquila, GLOBOESPORTE.COM)
Apesar dos motivos serem diferentes, Ari Rezende encontra semelhanças na intervenção judicial de 2010 com a renúncia de Genisson Silva em 2012: disputar uma competição sem dinheiro. O time estreia no Campeonato Sergipano dia 13 de janeiro, no Batistão, contra o América.
- Em 2010 todos lembram como foi nossa campanha no Nordestão. Assumimos o clube após briga judicial. Fomos obrigados a participar do torneio, caso contrário, teríamos que pagar multa de 500 mil reais, acabamos em último. Desta vez é um pouquinho diferente, mas a dor é a mesma. Faltam menos de 20 dias e só temos 14 jogadores - lembrou o presidente interino.
Não gostaria de estar nesta situação novamente"
Ari Rezende, presidente interino do Sergipe
Com as turbulências, a pergunta que ecoa no João Hora é: como fica o clube com a nova administração. Tudo indica que Sidrack Marinho, Joaquim Feitosa e alguns assessores não vão continuar. Mas o presidente interino prefere analisar as contas de Genisson Silva para depois decidir o futuro dos funcionários. Apenas os jogadores, o técnico e o preparador físico estão garantidos.
- Vou conversar com Genisson Silva, preciso analisar sua administração para saber o que está acontecendo. Depois disso é que vamos tomar as devidas providências. Enquanto isso, todos continuam em seus cargos - afirmou.
Um dos idealizadores da campanha de Genisson Silva em 2011, Ari Rezende acredita ele vai continuar ajudando o clube. Viu como positivo seu mandato de 18 meses e fala em mágoa do ex-comandante.
Conselheiros se reúnem com técnico Givanildo Sales (Foto: João Áquila, GLOBOESPORTE.COM)Ari Rezende se reúne com técnico Givanildo Sales (Foto: João Áquila, GLOBOESPORTE.COM)
- Confio em Genisson. Apesar das campanhas dentro de campo, ele fez um trabalho que parecia impossível. Resolveu 70% das dívidas do clube e deixou bem encaminhado os outros 30%. Ficou magoado com algumas pessoas, mas sei do seu amor por este clube e ele vai continuar nos ajudando. 

       Varjota  Esportes - Ce.          /           Globoesporte

Eduardo Bandeira de Mello toma posse e prega 'conduta responsável' Patricia Amorim entrega o comando do Flamengo para a nova diretoria, que terá o desafio de conduzir o clube no próximo triênio


Nesta quinta-feira, a Gávea viveu um dia que marca o início de uma nova era, agora sob o comando do presidente Eduardo Bandeira de Mello, que tomou posse para substituir Patricia Amorim, a comandante nos últimos três anos. A nova diretoria começa efetivamente a trabalhar a partir do dia 2 de janeiro. Patricia esteve presente na solenidade, realizada no Salão Nobre, para passar o bastão. Além deles, compuseram a mesa o novo vice geral, Walter D'Agostino e o presidente e vice do Conselho Deliberativo, Delair Dumbrosck e Rodrigo Dunshee de Abranches.
Patricia Amorim passa o bastão para Eduardo Bandeira de Mello (Foto: Marcelo Carnaval / Ag. O Globo)
Em seu discurso de posse, Eduardo Bandeira de Mello se emocionou ao agradecer aos familiares e companheiros que ajudaram em sua eleição.
- Estou muito feliz, emocionado de estar aqui tomando posse como presidente do Flamengo.  - Nosso grande desafio é transformar a campanha vitoriosa em administração vitoriosa, com muito profissionalismo, dedicação e trabalho. Não podemos decepcionar essa massa. Temos que retribuir o carinho com vitórias dentro do campo e fora dele. Agora que começa a parte que vai nos chamar mais para a responsabilidade. Fora de campo começa o nosso principal desafio. Se dentro de campo nós sofremos com o time, fora de campo a situação é mais preocupante. Hoje o Flamengo tem a justa fama de clube mau pagador, não tem transparência, não tem qualidade na governança, chega a ser irresponsável no papel de contribuinte. Temos penhoras motivadas por não pagamentos. É uma situação que não podemos permitir. Como vamos poder cobrar dos nossos atletas conduta responsável se não damos a contrapartida? Nós estamos assumindo o Flamengo agora, adoramos o futebol, temos compromisso com esportes olímpicos e com o bem estar do sócio do Flamengo. Não vamos descansar enquanto não conseguimos equacionar esse passivo que não é só financeiro. É ético. É moral - discursou e recebeu muitos aplausos.
Fora de campo começa o nosso principal desafio. Se dentro de campo nós sofremos com o time, fora de campo a situação é mais preocupante."
Eduardo Bandeira de Mello
Depois de o novo presidente assinar o documento de posse, Patricia Amorim também discursou e, igualmente emocionada, deu boa sorte a Eduardo Bandeira de Mello. Ela também lhe deu de presente um relógio de comemoração dos 30 anos do título mundial do Flamengo.

- Esse é o momento da passagem, procuramos fazer o menos traumática e mais transparente possível. Recebam os votos de boa sorte, sucesso, determinação. Foi um desafio grande, precisa-se de muita coragem e confiança. Temos a confiança que tudo vai dar certo. Me coloco à disposição para tudo que for preciso. Agradeço por minha família não ter desistido de mim. Agradeço ao Flamengo por existir na minha vida. Procurei fazer o melhor, desculpem os erros e que os acertos sejam verificados. Cheguei ao fim desses três anos, não desisti, não é fácil. Agradeço por cada minuto aqui. Dedico o último dia a minha família, que pretendo reconquistar novamente - disse Patricia Amorim.
Nas eleições realizadas no dia 3 de dezembro, Eduardo Bandeira de Mello teve larga vantagem em relação a Patricia Amorim: 1.414 votos, contra 914. Ele teve a candidatura confirmada apenas no dia 9 de novembro. O empresário de 59 anos, formado em administração de empresas, assumiu o lugar que era de Wallim Vasconcellos, que foi impugnado (o candidato não possuía cinco anos de vida associativa no clube). O novo presidente tem carreira de 25 anos como executivo do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), e é sócio do Flamengo há 34 anos e fez parte do Conselho de Administração entre 2007 e 2009.
Eduardo Bandeira posse novo presidente do Flamengo (Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)Eduardo Bandeira de Mello durante sua posse
(Foto: Alexandre Vidal / Fla Imagem)
A diretoria eleita do Flamengo deve iniciar em janeiro uma minuciosa auditoria nas finanças rubro-negras. A intenção é saber a real situação em que o clube se encontra para que se possa fazer um planejamento preciso de reestruturação. Um time de executivos que compôs a chapa vencedora nas urnas servirá como base de apoio para Eduardo Bandeira.
Zico, uma das principais bandeiras da chapa azul, liderada por Mello, não esteve presente no evento, já que nesta quinta ele organizou o tradicional "Jogo das Estrelas", em São Paulo. O Galinho não tem um cargo na nova diretoria, mas será membro de um conselho gestor que irá ditar os rumos do Rubro-Negro.
Confira como será formada a nova diretoria do Flamengo:
Presidente: Eduardo Bandeira de Mello
Vice-Presidente: Walter D'Agostino
Presidente do Conselho de Administração: Maurício Gomes de Mattos
Presidente do Conselho Deliberativo: Delair Dumbrosck
Vice-presidente de Marketing: Luiz Eduardo Baptista "Bap"
Vice-Presidente de Futebol: Wallim Vasconcellos
Vice-Presidente de Finanças: Rodrigo Tostes
Vice-Presidente de Negociação da Dívida: Carlos Langoni
Vice-Presidente Jurídico: Flávio de Araújo Willeman
Vice-Presidente de Planejamento: Rodolfo Landim
Vice-Presidente de Patrimônio: Alexandre Wrobel
Vice-Presidente de Esportes Olímpicos: Alexandre Póvoa
Vice-Presidente de Comunicação: Gustavo Oliveira
Vice-Presidente de Relações Externas: Flávio Godinho
Vice-Presidente de Administração e TI: Cláudio Pracownik
Vice-Presidente do Fla-Gávea: José Carlos Dias
Vice-Presidente de Remo: José Maria Sobrinho
Vice-Presidente de Secretaria: Rafael Strauch 

  Varjota   Esportes - Ce.            /               Globoesporte

Jogo das Estrelas: Zico luta muito, mas passa em branco no empate Com um gol no fim, Conca evita que time do Galinho perca no Morumbi. Lucas se despede de são-paulinos antes da apresentação ao PSG


Em sua penúltima participação no Jogo das Estrelas, que organiza desde 2004, Zico tentou de tudo para balançar a rede no Morumbi. Acertou a trave, parou em defesas do goleiro Ricardo Berna, desperdiçou oportunidades que não perderia em seu tempo de Flamengo. Mas não saiu derrotado de campo. Na partida beneficente realizada na noite desta quinta-feira, os Amigos do Zico empataram por 4 a 4 com as Estrelas do Brasil.
- Vai perder gol assim lá... Errei muito. O gol estava pequeninho - brincou o Galinho.
A 9ª edição do jogo beneficente serviu também como a despedida de Lucas do Morumbi e dos torcedores são-paulinos. Na noite do próximo domingo, o meia viaja para o Qatar, onde vai se apresentar ao Paris Saint-Germain, que treina no país.
Foi o segundo Jogo das Estrelas consecutivo no estádio do São Paulo. O ídolo eterno da torcida do Fla antecipou que somente disputará a partida mais uma vez, em 2013, no Maracanã, quando completará 60 anos.
- Os joelhos já não estão aguentando mais (...) Vou ter que ficar com o joelho no gelo o dia inteiro.
Zico lutou bastante, mas não conseguir balançar a rede no Jogo das Estrelas (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)
Convidado especial do Galinho, Gustavo Kuerten não participou da partida, mas foi a campo e deu o pontapé inicial. Guga voltou a sentir dores no quadril, problema que o fez se aposentar do tênis em 2008. E confirmou que vai se submeter a uma cirurgia no local no início de 2013.
De olho na vitória no jogo que organiza, Zico escalou em seu time um meio-campo e ataque formados exclusivamente por jogadores em atividade: Lucas, Ganso, ConcaMarcos Assunção e Emerson Sheik. E bastaram dois minutos para o time do organizador abriu o placar. Zico acionou Gabriel pela direita. O lateral cruzou para Sheik, que chutou sem defesa para Zetti.
O eterno camisa 10 do Fla demonstrou que, aos 59 anos, enquanto o fôlego permite, mantém a velha categoria. Aos 19 minutos, o Galinho fez ótimo lançamento para Lucas. O agora ex-são paulino cabeceou rente à trave. Em seguida, Lucas retribuiu o presente para Zico, deixando-o livre diante de Zetti. Mas o Galinho acabou chutando para fora. E se penitenciou, dando cascudos na própria cabeça. Antes, o dono da festa já havia acertado a trave direita da meta adversária.
Lucas no jogo das Estrelas  (Foto: Marcos Ribolli / Globoesporte.com)Lucas se despediu do Morumbi antes da viagem
para a França (Foto: Marcos Ribolli/Globoesporte)
Coube ao lateral-direito Gabriel ampliar o marcador, após receber um ótimo passe de Ganso, aos 28. Após três gols corretamente anulados, o time das Estrelas do Brasil descontou aos 34, com Amoroso, após driblar dois marcadores. E empatou antes do intervalo, com uma cabeçada de Viola. O campeão mundial de 1994 virou o marcador aos três minutos do segundo tempo.
No segundo tempo, Zico se esforçou para deixar o seu gol. Mas sentiu o cansaço e o peso da idade. Em uma das melhores chances, completou para fora um belo passe do filho Thiago Coimbra. E parou três vezes em Ricardo Berna, que defendeu bombas do Galinho.
Quem conseguiu empatar o jogo foi um outro camisa 10: Paulo Henrique Ganso, acertando um chute rasteiro de fora da área aos 22.
Ibson recolocou as Estrelas do Brasil na frente, aos 35. E Zico ainda teve três ótimas chances de deixar o seu. Em duas, concluiu para fora, frente a frente com Berna. E parou no goleiro do Flu, que defendeu a conclusão do ex-jogador aos 43.
Coube ao argentino Conca evitar que o anfitrião deixasse o campo derrotado, empatando o jogo com um belo chute aos 45.
Amigos do Zico 4 x 4 Estrelas do Brasil

Amigos do Zico: Victor (Tadeu), Gabriel, Fábio Luciano, André Cruz e Wladimir (Milton Cruz); Marcos Assunção, Conca, Paulo Henrique Ganso e Zico; Lucas e Emerson Sheik.
Estrelas do Brasil: Zetti (Ricardo Berna), Correa, Juninho (Sérgio Soares) (Wellington), Fernando e Rubens Júnior (Caio Soares); Vampeta, Ibson e Amoroso (Dinei); Dinei (Amaral) (Rodrigo), Cláudio Adão e Viola.
Gols: Emerson, aos dois minutos do primeiro tempo; Gabriel, aos 28; Amoroso, aos 34; Viola, aos 41; Viola, aos três do segundo tempo; Ganso, aos 22; Ibson, aos 35; Conca, aos 45. 

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Brasil Afora: clube conserva orgulho de ser o primeiro Cruzeiro de Minas Time de Honório Bicalho, bairro de Nova Lima, a 30 quilômetros de Belo Horizonte, mantém lembrança somente para os que viveram a história


É difícil encontrar alguém que nunca tenha ouvido falar do Cruzeiro Esporte Clube. A agremiação de Belo Horizonte, que nasceu como Palestra Itália, no dia 2 de janeiro de 1921, foi fundada por membros da comunidade italiana da capital mineira. Porém, durante a Segunda Guerra Mundial, um decreto-lei proibiu que entidades, estabelecimentos e instituições brasileiras usassem termos que remetessem à Itália. O país, ao lado de Alemanha e Japão, fazia parte do Eixo, grupo de países combatido pelas forças aliadas. Dessa forma, o Palestra passou a se chamar Cruzeiro e sofreu modificações também no uniforme. O vermelho e o verde deram lugar ao azul e ao branco, uma homenagem à seleção italiana.
Entrada do campo do Cruzeiro de Honório Bicalho (Fotos: Gabriel Medeiros / Globoesporte.com)
Em 70 anos de história como Cruzeiro, foram muitos títulos. Em 1976 e 1997, o time conquistou a América, ao vencer a Taça Libertadores. Em 1991 e 1992, chegou ao bicampeonato da Supercopa. Campeonatos Brasileiros foram dois, em 1966 e 2003, sem esquecer, é claro, dos quatro títulos da Copa do Brasil. É difícil não conhecer um time que já teve ídolos como Tostão, Dirceu Lopes, Nelinho, Raul Plasmann, Roberto Batata, Sorín, Ronaldo Fenômeno, Alex... É difícil não conhecer o grande clube celeste de Belo Horizonte. Mas o que dizer de um outro Cruzeiro, o de Honório Bicalho? Será que os fãs de futebol conhecem o primeiro Cruzeiro de Minas Gerais?
Ele foi fundado em 8 de março de 1932, por mineiros de Nova Lima, cidade localizada a 30 quilômetros de Belo Horizonte. Lá surgiu o Cruzeiro Futebol Clube. A região de Honório Bicalho, bairro onde fica o campo do clube, sempre recebeu muitos fiéis, que faziam peregrinações religiosas. Quando atingiam o topo de algum morro, fincavam uma cruz no local, que se chamava cruzeiro. Como o campo ficava ao lado de vários morros e, consequentemente, de vários cruzeiros, resolveram batizar o clube com o nome de Cruzeiro Futebol Clube. Naquela época, a equipe surgiu como uma alternativa para os torcedores da região, mas, com as dificuldades, não conseguiu se manter entre os profissionais do estado.
Antônio Lelis, ex-jogador e ex-presidente do Cruzeiro de Honório Bicalho (direita), ao lado do zelador Antônio Carlos (Foto: Gabriel Medeiros / Globoesporte.com)Antônio Lelis, ex-jogador e ex-presidente do clube 
(dir.), ao lado do zelador Antônio Carlos
De geração para geração
Mas um time de futebol não costuma ficar muito tempo sem um rival. E com o Cruzeiro não foi diferente. Já no início da década de 1940, durante a Segunda Guerra Mundial, surgiu o Aliados, equipe de futebol também de Honório Bicalho. O nome do grande rival teve influência da guerra, que devastava a Europa. Como acreditavam que o Cruzeiro era um inimigo, resolveram batizar o clube com o nome de Aliados, para que, assim como nos campos de batalha, o novo time pudesse derrotar a equipe adversária. A rivalidade, que começou há 70 anos, continua até hoje.
- Ainda há a rivalidade. Acho que é o que existe de mais bonito, lembrou, entre sorrisos, Antônio Leles, ex-jogador e ex-presidente do Cruzeiro Futebol Clube.
De geração a geração, o primeiro Cruzeiro de Minas Gerais sobrevive. A cor verde, diferentemente do azul do xará famoso, segundo os mais antigos, se deve à natureza exuberante da região de Honório Bicalho. A paixão pelo futebol e, claro, pelo clube, é passada de pai para filho. Com Romero Ari, atual presidente do clube, a história não aconteceu de forma diferente. Filho de um ex-jogador e ex-dirigente do Cruzeiro, Romero cresceu no campo que ficava próximo de casa. Como ele mesmo gosta de dizer, alternava a rotina entre a escola e as partidas com os amigos.
- Meu primeiro contato com o Cruzeiro foi na infância. Desde criança, está no sangue. Meu pai foi presidente e atleta, e eu não tinha muita escolha. Estou aqui desde pequeno, desde criança mesmo. Nasci e praticamente fui criado dentro desse campo. Quando era criança, brincava aqui. O bairro era muito mais tranquilo, menor, praticamente uma vila. Vínhamos para o campo, não existia alambrado, era campo aberto. Então, até mesmo por morar próximo do campo, vivia aqui. Era da escola para o campo, do campo para a escola.
Escudo do Cruzeiro de Honório Bichalho (Foto: Gabriel Medeiros / Globoesporte.com)Escudo do Cruzeiro de Honório Bichalho
O contato com o futebol era diário. Nas categorias de base, virou lateral-direito, mas também sabia atuar no meio-campo. Depois disso, até atuou nos juniores do Villa Nova, equipe de Nova Lima, mas o trabalho fez com que largasse o futebol. O presidente, no entanto, garantiu que era bom jogador.
- Era bom de bola. Há alguns registros históricos. Na época, tinha muita necessidade de trabalhar e fiz a opção pela Mineração Morro Velho. Aí, abandonei.
Hoje, Romero não trabalha mais na mineração. Divide o tempo entre o cargo de funcionário público na prefeitura e presidente do Cruzeiro. Para ele, o tempo de jogador era muito mais tranquilo que os atuais, em que tem de administrar o time.
- Carregamos uma responsabilidade com o social, com a tradição do clube. Sabemos que, hoje em dia, para estar à frente de uma instituição, tem que estar preparado para tudo e disponibilizar boa parte do seu tempo, da sua vida. Se deixar, morre. Graças a Deus, temos um poder de renovação muito grande. São famílias, pessoas que já jogaram aqui e têm o interesse de dar continuidade. A responsabilidade é muito grande.
Caminho do vestiário para o campo do Cruzeiro de Honório Bicalho (Foto: Gabriel Medeiros / Globoesporte.com)Caminho que leva do vestiário para o campo
Sem comprovação 
As instalações do clube são modestas. A sede social, construída na década de 1960, é pequena e está fechada para reforma. Como o próprio Romero Ari reconhece, o time nunca teve uma estrutura adequada para, por exemplo, conservar toda a documentação histórica. Assim, os documentos eram guardados na casa do presidente e mudavam de mãos sempre que uma nova pessoa assumisse o clube. Em 1997, durante uma enchente na região, a maioria dos registros históricos foi perdida, o que impossibilita a comprovação oficial de que o Cruzeiro de Honório Bicalho é o primeiro de Minas.
- Perdemos praticamente toda a história. O principal era a ata de fundação, que podia comprovar a existência e o nascimento do clube. Mas existem pessoas antigas, até mesmo ex-presidentes, que tiveram acesso ao documento. Na transição de uma diretoria para outra, o presidente entregava os documentos dentro de uma caixa.
O campo, o mesmo desde a fundação do clube, é pequeno e possui uma estrutura bem simples, apenas cercado por grades. Perto delas, fica o bar do Cruzeiro, que só abre em dias de jogos. São dois vestiários pequenos para as equipes e um para o trio de arbitragem. Não é fácil manter o clube, ainda mais quando a ajuda depende de voluntários, da renda do bar nos dias de jogos e das locações do campo.
- É esse o campo, o mesmo campo de 1932. Nunca tivemos outro. Fiz um levantamento documental na prefeitura e descobri que tínhamos, de área, 27 mil metros quadrados. Hoje, está muito reduzido, em função do crescimento desordenado. Para manter o Cruzeiro, conto com um quadro de voluntários, pessoas antigas, que já trabalharam aqui e assumem a herança de pai para filho. Eles têm isso aqui como uma paixão. Além dos voluntários, temos a fonte de renda, que é a movimentação do bar em dias de jogos, além das locações de campo. O Villa Nova treina uma vez por semana aqui.
Presidente do Cruzeiro de Honório Bicalho com jogador revelado no clube (Foto: Gabriel Medeiros / Globoesporte.com)Presidente Romero Ari com Marcelo, volante 
revelado no clube e hoje jogador do Villa Nova
Futuro
O Cruzeiro, embora nunca tenha sido um clube profissional, ainda hoje disputa torneios. A principal competição da qual participa é o Campeonato Amador de Nova Lima, do qual é tricampeão. Porém, não existe um time fixo, com treinos regulares, justamente pelo fato de os jogadores precisarem trabalhar. É difícil montar um time às vésperas de uma competição, com pouco entrosamento para disputar campeonatos.
Com todas as dificuldades, as categorias de base são a grande preocupação do Cruzeiro Futebol Clube. O objetivo, além de formar cidadãos conscientes, é encontrar algum jogador para ser aproveitado em um time profissional. Caso do volante Marcelo, revelado em Honório Bicalho e hoje integrante do elenco do Villa Nova, também de Nova Lima.
- Aqui não tem preto, branco, gordo ou magro. Aqui, todos os garotos, desde que estejam devidamente cadastrados e liberados com condições médicas para praticar o esporte, podem participar. Mas, naturalmente, absorvemos jogadores de qualidade, destacou o presidente Romero Ari.
O Cruzeiro do interior, com todas as dificuldades, segue sua vida. Os responsáveis buscam, de todas as formas, garantir condições para que o clube possa crescer. De qualquer forma, mesmo sem o brilhantismo histórico do xará de Belo Horizonte, mantêm o orgulho de ser o primeiro Cruzeiro de Minas Gerais. 

          Varjota  Esportes - Ce.             /                Globoesporte

Vevé minimiza preparação tardia do Aracruz: 'Futebol não é ciência exata' Treinador acredita que mesmo iniciando sua pré-temporada apenas em 02 de janeiro, Dragão pode vencer a Copa do Campeões do ES e o Capixabão


Vevé, técnico do Aracruz: 'Futebol não é ciência
exata' (Foto: Arquivo/Cedoc/A Gazeta)
Bicampeão capixaba dirigindo o São Mateus em 2009 e 2011, Vevé foi o treinador escolhido pelo Aracruz para comandar o time que tenta manter o título estadual no ano que vem. Só que como o elenco está de férias até o dia 02 de janeiro, data que começa a pré-temporada do Dragão, o técnico ainda não teve muito contato com o grupo e tem ficado mais responsável por auxiliar a comissão técnica e diretoria nas contratações.
Técnico vencedor e adepto do "estilo Muricy Ramalho", que gosta sempre de exaltar a importância dos treinos, Vevé sabe que a pressão pelo bicampeonato será grande, mas não foge da responsabilidade dirigindo o atual campeão.
- Vamos, sim, tentar manter o título, mas não podemos nos esquecer dos adversários. O futebol capixaba é muito nivelado, então não adianta falar que vamos chegar a algum lugar e não trabalhar para isso. Para o trabalho dar certo é necessário que haja entrega dos jogadores. Futebol não é uma ciência exata, mas acho que a gente tem um bom grupo, com jogadores experientes. Basta agora que todo mundo esteja com o mesmo pensamento e, principalmente, se doe para o time e para os nossos objetivo - defende Vevé.
Nada de se afobar com a Copa dos Campeões
Apesar de o Capixabão começar no dia 25 de janeiro, o time já terá compromisso uma semana antes. Na sexta-feira, dia 18, às 20h15, o Aracruz recebe a Desportiva no jogo único da final da Copa dos Campeões Espírito Santo, no estádio do Bambu, o que pode sacrificar ainda mais a pré-temporada, que será pequena, se comparada com a maioria dos times da elite estadual. Vevé, porém, não parece preocupado com essa demora para que o time volte aos treinamentos.
- É claro que a gente vai começar atrás de algumas equipes, mas isso é muito relativo. Em 2009 fui campeão com o São Mateus e o time só começou a treinar 10 dias antes do estadual começar, por exemplo. Então, não fico muito preocupado com isso. Não vamos estar no mesmo nível da Desportiva na final, mas isso não é motivo para achar que não podemos ganhar - completa Vevé. 

       Varjota  Esportes - Ce.           /           Globoesporte

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