© Gazeta Press Ainda há indefinição em relação ao futuro do treinador Mauricio Barbieri
Ainda não há consenso sobre qual caminho tomar em relação ao comando do futebol rubro-negro, mas uma possibilidade que ganhou força nesta quinta-feira é a contratação de um coordenador técnico para atuar junto ao treinador Maurício Barbieri e ao auxiliar, Maurício Souza. A outra, não necessariamente nesta ordem de prioridade, é a demissão da comissão que está longe de ser descartada.
O presidente Eduardo Bandeira de Mello já está de volta ao Rio. Ele ficou a manhã em São Paulo discutindo o assunto com o vice Ricardo Lomba e com o diretor de futebol, Carlos Noval. O grupo diverge sobre qual o melhor caminho. Estudam as duas possibilidades e quais seriam os nomes para cada caso. Quem contratar no caso de a opção ser um coordenador. Ou quem contratar no caso de a decisão ser pela demissão da comissão.
O trabalho de Barbieri é bem avaliado internamente, mas os dirigentes não encontram o diagnóstico que explique porquê o time sucumbe em momentos cruciais. Como fazer o time render mais em situações de pressão. Postura tática ou comportamento e perfil de elenco? Problemas que têm origem bem antes da chegada do treinador.
Barbieri e Maurício Souza não são contrários à contratação de um profissional para auxiliá-los com o grupo. Mais do que isso, têm explicitado que precisam de apoio dentro do vestiário e fora dele, também. A necessidade de ter alguém que possa referendar publicamente o respaldo que os dirigentes dizem que dão. Alguém que desempenhasse no Flamengo um trabalho parecido com o que Raí e Lugano fazem no São Paulo.
Com alguém que possa dividir responsabilidades, o treinador estaria livre para seguir o trabalho, dividindo as decisões com uma equipe maior e que os auxilie no diálogo com os jogadores. O discurso para fora também é uma queixa que já foi levada aos dirigentes, por uma comissão que se vê muito exposta. Na coletiva pós-eliminação para o Corinthians, isso ficou mais claro, pelo fato de nenhum dirigente rubro-negro ter decido falar com a imprensa.
Mas o problema não surgiu após a eliminação. Já vem sendo sentido durante os tropeços logo após a volta da Copa do Mundo. O momento foi parecido com o vivido na eliminação na Libertadores. Ao serem questionados, o comando "bancou", usando o linguajar do futebol, o trabalho, mas somente ao serem questionados. Não se antecipou em dizer isso publicamente à imprensa, deixando a dupla exposta.
Alguns momentos corroboraram esse sentimento de exposição, entre eles, o discurso de que o time não podia poupar jogadores em nenhuma das três competições que participava. Durante muitas rodadas, o treinador era quem respondia sobre esta decisão. Até que após a eliminação, ao ser perguntado sobre como se dava este processo, disse: "o treinador não é soberano para tomar decisão sozinho".
Embora fosse óbvio, ficava claro ali que o técnico fazia questão de dividir esta responsabilidade publicamente.
Distante apenas três pontos do líder do Brasileiro, os dirigentes têm pouco tempo para decidir. E ainda há uma última chance de acertar.
Varjota Esportes - Ce. / MSN.
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