Os planos de contratações do Paris Saint-Germain podem ser frustrados. Nesta terça-feira, a Uefa (União das Federações Europeias de Futebol) decidiu reabrir a investigação de fair play financeiro em cima das contas do clube francês.
Com isso, os registros de transferências do líder da Ligue 1 nas últimas temporadas serão revisados pela Câmara de Controle Financeiro da Uefa, o que pode colocar em risco as negociações planejadas pela equipe na janela de janeiro.
Inicialmente, o PSG conseguiu evitar sanções em 2015, 2016 e 2017, e ainda conseguiu arrecadar quase 50 milhões de euros (R$ 240,53 milhões) com as vendas de Javier Pastore, Yuri Berchiche, Odsonne Edouard e Jonathan Ikone para não se complicar.
No entanto, mesmo depois que esses quatro atletas foram negociados, a Uefa decidiu revisar os balanços do time, apesar de ter anunciado anteriormente que os parisienses não seriam punidos pelas transferências das últimas janelas.
"O PSG foi notificado sobre a decisão da Câmara de Controle Financeiro de revisar o caso", confirmaram os franceses, em um comunicado à imprensa.
"Como sempre, o clube continuará se comunicando de maneira colaborativa com os órgãos competentes e irá ceder à Câmara de Controle Financeiro todo tipo de informação que ela considere necessária", garantiu.
As regras de fair play financeiro buscam impedir os clubes de gastaram mais dinheiro do que conseguem gerar, de forma que o mercado da bola não seja "distorcido" por dólares e euros vindos do exterior, como no caso do PSG, que é financiado pela Qatar Sports Investments.
Os clubes considerados culpados de desrespeitar as regras da Uefa podem sofrer diversos tipos de punição, deste multas até o impedimento de contratar por uma ou mais janelas, ou até mesmo a exclusão de competições como a Champions League e a Liga Europa.
Uma revisão completa das contas do PSG pode levar meses, o que pode impedir o time de fazer contratações na janela de fevereiro, enquanto as investigações são conduzidas.
A equipe está sob a lupa da Uefa principalmente desde setembro de 2017, depois da contratação de Neymar, então do Barcelona, pelo valor recorde de 222 milhões de euros.
Depois, ainda chegou Kylian Mbappé, do Monaco, em um empréstimo com obrigação de compra por 180 milhões de euros.
A Uefa não irá considerar a contratação dos dois atletas até sua revisão anual do ano que vem. Neste meio tempo, o PSG, que acredita que será considerado inocente, tentará anunciar novas formas de arrecadação, como patrocínios, até o fim da temporada, de forma a atender as regras de fair play financeiro pelas chegadas de Neymar e Mbappé.
A equipe de Paris já começou a levantar fundos na última janela de transferências, vendendo o meia Gonçalo Guedes para o Valencia por 40 milhões de euros (R$ 192,42 milhões, em agosto).
Varjota Esportes - Ce. / MSN.
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