Corinthians supera o Bahia e volta a vencer depois de oito jogos Com o resultado, time alvinegro também quebra um jejum de quatro partidas sem marcar gols

 SÃO PAULO - A paz parece que está voltando ao Corinthians. Com uma postura em campo totalmente diferente das últimas partidas, o time paulista derrotou o Bahia por 2 a 0, nesta quarta-feira, no estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim (SP), pela 25.ª rodada do Campeonato Brasileiro, e voltou a vencer depois de oito jogos, colocando fim a jejum que já durava mais de um mês.
Com os dois gols, os primeiros após três jogos de seca, levaram o Corinthians a se afastar da zona de rebaixamento e a se aproximar um pouco dos primeiros colocados. Agora é o nono com 34 pontos, a sete do Atlético Paranaense, que abre a zona de classificação à Copa Libertadores. O Bahia, com 32 pontos, está na 13.ª posição.



Para tentar confirmar a reação, o Corinthians terá uma pedreira pela frente na próxima rodada. No domingo, em Belo Horizonte, jogará contra o Atlético Mineiro, no estádio Independência. O Bahia buscará a reabilitação contra a Ponte Preta, também no domingo, na Arena Fonte Nova, em Salvador.
O JOGOO primeiro tempo da partida foi de baixíssimo nível técnico. Erros seguidos de passes, lançamentos sem nenhuma direção, muita trombada, número excessivo de faltas, algumas violentas, e muitas discussões entre os jogadores predominaram na etapa. O Corinthians ainda tinha contra si inicialmente o nervosismo e a ansiedade decorrentes da má fase. Naturalmente, o Corinthians, empurrado pela torcida - que ovacionou o técnico Tite antes do início da partida, em um sinal claro de apoio - buscou pressionar no início. O Bahia, então, marcava forte tentando não dar espaços. Teve, por algum tempo, a tarefa facilitada pela deficiência corintiana na armação das jogadas.
Único encarregado de fato da armação, Danilo não conseguia criar boas jogadas. Com isso, os lançamentos diretos desde a defesa eram a opção para tentar municiar os atacantes Emerson, Alexandre Pato e Guerrero. Mas não estava dando certo. O Bahia, porém, cometia muitas faltas bobas na intermediária, que permitiam cruzamentos altos sobre a sua área e ajudavam o Corinthians a conseguir escanteios. E foram por meio de escanteios que o time enfim conseguiu voltar a vencer.
O fim do jejum de gols chegou aos 20 minutos, depois de uma jogada ensaiada. Emerson cobrou um escanteio da direita para a entrada da pequena área, onde o volante Guilherme, que voltava à equipe, cabeceou em direção de Guerrero. O centroavante se antecipou aos zagueiros e marcou de cabeça. Aos 40, em novo escanteio da direita, foi a vez de Cleber cabecear sem marcação no canto direito de Marcelo Lomba para fazer o segundo.
Na segunda etapa, o Corinthians foi mais precavido e não teve tanta intensidade quanto na primeira. Poucas chances foram criadas, mas Cássio não teve trabalho algum na sua meta. Enfim, após 31 dias, a vitória veio e a paz está voltando.
FICHA TÉCNICA
CORINTHIANS 2 x 0 BAHIA
CORINTHIANS - Cássio; Edenilson, Felipe, Cleber e Alessandro; Ralf, Guilherme (Maldonado) e Danilo; Alexandre Pato, Emerson (Romarinho) e Guerrero (Jocinei).Técnico: Tite.
BAHIA - Marcelo Lomba; Madson, Lucas Fonseca, Titi e Jussandro; Feijão, Hélder e Marquinhos Gabriel (Wangler); William Barbio (Rafael Miranda), Wallyson (Obina) e Fernandão. Técnico: Cristóvão Borges.
GOLS - Guerrero, aos 20, e Cleber, aos 40 minutos do primeiro tempo.
CARTÕES AMARELOS - Danilo, Edenilson e Emerson (Corinthians); Helder, Wallyson, Feijão, William Barbio e Lucas Fonseca (Bahia).
ÁRBITRO - André Luiz de Freitas Castro (GO).
RENDA - R$ 223.758,00.
PÚBLICO - 9.917 pagantes (10.003 no total).

LOCAL - Estádio Romildo Ferreira, em Mogi Mirim (SP).  


                    Agência Estado              /              Varjota  Esportes - Ce

Santos vence, reage no Brasileirão e afunda São Paulo Com um a menos durante todo o segundo tempo, time santista faz 3 a 0 e alcança a sexta colocação


SÃO PAULO - Em busca da regularidade no Brasileirão, o Santos voltou a vencer na noite desta quarta-feira ao superar o rival São Paulo por 3 a 0 no clássico disputado na Vila Belmiro. Edu Dracena, Thiago Ribeiro e Léo, nos instantes finais, garantiram a reação do time santista no campeonato e afundaram a atual equipe de Muricy Ramalho, ex-treinador do Santos, na tabela. Mais tranquilo, o Santos chegou aos 36 pontos e alcançou o provisório 6º lugar, mais próximo do G4 e cada vez mais distante da temida da zona de rebaixamento. De quebra, o triunfo no clássico fortaleceu a situação do contestado técnico Claudinei Oliveira à frente da equipe, pelo menos pelas próximas semanas.
Em situação oposta, o São Paulo segue com uma campanha anêmica, mesmo depois da chegada de Muricy. Nesta quarta, sofreu a terceira derrota consecutiva. O que é ruim pode ficar pior nesta quinta. Se o Vasco vencer o Internacional, o time paulista terminará a rodada dentro da zona de rebaixamento, com apenas 27 pontos.Na próxima rodada, o São Paulo vai tentar iniciar a recuperação diante do o Vitória, sábado, no Morumbi. O Santos entrará em campo no dia seguinte para duelar com a Portuguesa, no Canindé.


O JOGO 
No reencontro de Muricy Ramalho com a Vila Belmiro, o Santos fez valer o mando de campo no primeiro tempo e deu poucas chances ao time comandado pelo seu ex-treinador. A equipe santista aproveitou certa apatia do São Paulo para tomar a iniciativa e criar as principais jogadas da etapa inicial. Com ligeira superioridade, confirmou o domínio no placar aos 22 minutos ao ser premiado pela insistência. A bola balançou as redes no terceiro de três levantamentos seguidos na área são-paulina. No primeiro, Willian José cruzou fechado e Rogério Ceni afastou o perigo.
A cobrança de escanteio, na sequência, exigiu nova boa defesa do goleiro, que espalmou para fora. Mas, no terceiro levantamento, Edu Dracena não perdoou. Veio de trás entre os zagueiros e cabeceou para o fundo das redes. O segundo gol quase surgiu em seguida, quando Thiago Ribeiro invadiu a área sem marcação, mas bateu em cima de Rogério. Acuado, o São Paulo se concentrou na defesa e só levou perigo em dois lances no primeiro tempo. Aos 11, Luis Fabiano bateu forte dentro da área, quase na marca do pênalti, mas parou na grande defesa de Aranha. E, nos acréscimos, Douglas desperdiçou chance incrível ao completar rebote, dentro da pequena área, por cima do travessão. A jogada havia sido iniciada em forte chute de Rodrigo Caio, de fora da área.
Depois da oportunidade desperdiçada, o São Paulo resgatou parte do ânimo com a expulsão do inexperiente Alison nos minutos finais do primeiro tempo. Ele fez falta dura em Douglas no ataque santista e levou o cartão vermelho. Com a mais em campo, os visitantes começaram melhor o segundo tempo e ensaiaram uma pressão sobre a zaga santista. No entanto, cercavam a área dos anfitriões, sem produzir no ataque. Aranha teve pouco trabalho. Sem o mesmo ímpeto do primeiro tempo, o Santos atacava a conta-gotas. Porém, com muito mais eficiência que o rival. Aos 14, Cicinho arrancou pela direita e cruzou rasteiro na área. Thiago Ribeiro bateu de direita e venceu Rogério Ceni: 2 a 0.
O Santos vencia mesmo com um jogador a menos graças ao nervosismo crescente do São Paulo em campo. O time de Muricy abusava da troca de passes e não finalizava. Ganso quase não aparecia no jogo. Jadson, e depois Maicon, tampouco fizeram diferença na armação. O time anfitrião, por sua vez, esperava o melhor momento para atacar. A nova chance surgiu aos 44 minutos, quando Cicinho empreendeu nova arrancada pelo lado direito. Desta vez, cruzou na área para Léo. O veterano, que acabara de entrar, concluiu para as redes com tranquilidade, confirmando a vitória convincente dos santistas no clássico.
FICHA TÉCNICA:
SANTOS 3 x 0 SÃO PAULO
SANTOS - Aranha; Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca, Cícero e Leandrinho (Everton Costa); Thiago Ribeiro (Léo) e Willian José (Renê Júnior). Técnico: Claudinei Oliveira.
SÃO PAULO - Rogério Ceni; Douglas, Edson Silva (Aloísio), Paulo Miranda e Reinaldo; Rodrigo Caio, Wellington, Jadson (Maicon) e Ganso; Osvaldo (Lucas Evangelista) e Luis Fabiano. Técnico: Muricy Ramalho.
GOLS - Edu Dracena, aos 22 minutos do primeiro tempo. Thiago Ribeiro, aos 14, e Léo, aos 44 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Luis Fabiano, Cícero, Thiago Ribeiro e Aranha.
CARTÃO VERMELHO - Alison.
ÁRBITRO - Ricardo Marques Ribeiro (Fifa/MG).
RENDA - R$ 210.816,00.
PÚBLICO - 7.788 pagantes.

LOCAL - Estádio da Vila Belmiro, em Santos (SP).  


           Agência Estado               /                Varjota   Esportes - Ce

Flamengo derrota Coritiba fora e respira na tabela Com o resultado, time carioca alcança a 11.ª colocação

CURITIBA - Nem mesmo a estreia do técnico Péricles Chamusca foi capaz de reverter a falta de vitórias do Coritiba nesta quarta-feira. O time paranaense não resistiu aoFlamengo e foi derrotado por 2 a 0, no Estádio Couto Pereira, em Curitiba, pela 25ª rodada do Campeonato Brasileiro. O time carioca não vencia o rival no estádio há 15 anos. Ao encerrar o jejum, com gols de André Santos e Wallace, o Flamengo respirou na tabela e chegou aos 33 pontos, mais distante da zona de rebaixamento. O Coritiba, por sua vez, estacionou nos 31 e ainda segue ameaçado pela zona da degola, mesmo depois da chegada do novo treinador. Abalado pelos últimos resultados, o Coritiba não conseguiu reagir nesta quarta e manteve as mesmas falhas de marcação na frente e no meio-campo, sobrecarregando a defesa. Já o Flamengo tocava a bola com calma e fazia poucas investidas ao ataque, mas mantinha o controle do jogo.
Coritiba ficou instável após gol - Divulgação
Divulgação
Coritiba ficou instável após gol
Aos 12, Paulinho deu um perigoso chute e exigiu uma boa defesa de Vanderlei. Aos 20, o time da casa deu o troco, em bola que Robinho cabeceou para fora mesmo com Paulo Victor batido no lance. Os cariocas exploravam bastante o lado direito do Coritiba e, aos 46 minutos, João Paulo avançou pela esquerda e lançou André Santos, que girou sobre a zaga e tocou no canto esquerdo de Vanderlei. As duas equipes voltaram iguais para a segunda etapa, mas foi o Flamengo quem surpreendeu aos quatro minutos, quando Carlos Eduardo cobrou falta pela esquerda, a zaga rebateu e Chicão cruzou para o centro da área que encontrou Wallace livre para cabecear e ampliar o placar.
O gol deixou o Coritiba instável e, aos 37 minutos, o volante Germano, que já estava com um cartão amarelo, foi expulso de campo após um carrinho violento. O time da casa não se acertava em campo e as entradas de Maykon no ataque e Emerson no meio-campo pouco adiantaram. Com um jogador a mais, o Flamengo apenas administrou o resultado e segurou o placar até o apito final. Depois do fim da partida, o meia Alex não soube explicar a decadência da equipe e o fraco futebol apresentado no Couto Pereira. "Não tem explicação, tem que seguir nosso trabalho, tem jogo, domingo, tem jogo na quarta", reclamou. Na próxima rodada, o Flamengo vai fazer o clássico com o Vasco, domingo, no Estádio Mané Garrincha, em Brasília. Já o Coritiba fará o duelo tradicional com o Atlético Paranaense, no mesmo dia, no Estádio Durival de Britto, em Curitiba.
FICHA TÉCNICA:
CORITIBA 0 x 2 FLAMENGO
CORITIBA - Vanderlei; Victor Ferraz, Luccas Claro, Chico e Diogo; Germano, Marcos Paulo (Emerson Santos), Robinho e Alex; Vítor Júnior (Maikon) e Bill (Lincoln). Técnico:Péricles Chamusca.
FLAMENGO - Paulo Victor; Léo Moura, Chicão, Wallace e João Paulo; Amaral, André Santos (Cáceres), Carlos Eduardo (Luiz Antônio) e Elias; Hernane (Marcelo Moreno) e Paulinho. Técnico: Jayme de Almeida.
GOLS - André Santos, aos 46 minutos do primeiro tempo; Wallace, aos 4 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Bill (Coritiba); Chicão (Flamengo).
CARTÃO VERMELHO - Germano (Coritiba).
ÁRBITRO - Paulo César de Oliveira (Fifa/SP). 
RENDA - R$ 265.357,00.
PÚBLICO - 12.287 pagantes.

LOCAL - Estádio Couto Pereira, em Curitiba (PR).   


   Agência Estado          /            Varjota  Esportes - Ce.

Ceará supera o Icasa e fica mais perto do G4 na Série B Equipe alcança os 38 pontos e fica a cinco da zona de acesso à Série A

FORTALEZA - O Ceará chegou de vez na briga por uma vaga no G4 da Série B. Na noite desta terça-feira, na Arena Castelão, em Fortaleza, venceu o Icasa por 1 a 0, pela 26ª rodada do campeonato, graças ao gol solitário marcado por Lulinha, aos cinco minutos do segundo tempo. O jogo foi muito brigado, com os dois times tendo um jogador expulso ainda no primeiro tempo. Com a vitória, o Ceará chegou aos 38 pontos, cinco pontos a menos do que o quarto colocado Sport. Já o Icasa continua com 39 pontos, mas acumula dois jogos sem vitória.
Ceará superou Icasa em jogo nervoso no Castelão - Divulgação
Divulgação
Ceará superou Icasa em jogo nervoso no Castelão
Com menos de 30 minutos de jogo, já tinham sido distribuídos seis cartões amarelos. E aos 32, dois jogadores foram expulsos (um de cada lado): Rogerinho e Luiz Otávio, que já tinham se estranhado, receberam o segundo amarelo e foram para os vestiários mais cedo. Mas a rede só balançou aos cinco minutos do segundo tempo. Após cobrança de falta de Ricardinho, João Ricardo vacilou e Lulinha entrou em velocidade, só desviando para as redes. O gol acomodou o Ceará, que ficou fechado na defesa. Mas o Icasa não conseguiu ameaçar.
Na próxima rodada da Série B, o Icasa entra em campo na sexta-feira, quando recebe o Guaratinguetá em Juazeiro do Norte. E o Ceará enfrenta o ASA no sábado, em Arapiraca.
FICHA TÉCNICA:
CEARÁ 1 x 0 ICASA
CEARÁ - Fernando Henrique; Marcos, Gustavo, Diego Ivo e Helder Santos; João Marcos, Ricardinho, Rogerinho e Lulina (Diogo Orlando); Mota (Dinelson) e Magno Alves (Léo Gamalho). Técnico - Sérgio Soares.
ICASA - João Ricardo; Luiz Otávio, Naylhor, Preto Costa e Neilson; Da Silva (Gilmak), Elanardo (Roberto), Geraldo (Chapinha) e Gustavo Goiano; Tadeu e Juninho Potiguar. Técnico - Sidney Moraes.
GOL - Lulinha, aos cinco minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO - Wladyerisson Silva Oliveira (CE).
CARTÕES AMARELOS - Diego Ivo, Diogo Orlando, Rogerinho e Mota (Ceará); Luiz Otávio, Juninho Potiguar, Naylhor, Chapinha, Tadeu e Elanardo (Icasa).
CARTÕES VERMELHOS - Rogerinho (Ceará); Luiz Otávio (Icasa).
RENDA - RS 229.110,00.
PÚBLICO - 13.315 pagantes (14.359 no total).
LOCAL - Arena Castelão, em Fortaleza (CE). 



                 Agência Estado           /             Varjota   Esportes - Ce.

Náutico marca nos acréscimos e bate Ponte Preta fora de casa Com o resultado, time paulista perde oportunidade de colocar pressão nos times fora da zona de rebaixamento

CAMPINAS - Casa cheia, pressão, placar em vantagem. A Ponte Preta não conseguiu aproveitar os fatores favoráveis para conseguir se recuperar no Campeonato Brasileiro. Na noite desta terça-feira, pela 25ª rodada, o time campineiro perdeu para o lanterna Náutico, por 2 a 1, de virada, no Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas, e se complicou na classificação. O time pernambucano marcou o gol da vitória aos 47 minutos do segundo tempo.
Com o resultado, a Ponte Preta perdeu oportunidade de colocar pressão nos times que estão fora da zona de rebaixamento e segue na vice-lanterna com 22 pontos. Já o Náutico venceu a segunda seguida - tinha batido o Coritiba, por 3 a 0 - pela primeira vez no Brasileirão, mas ainda segue em último lugar, agora com 17 pontos.
O primeiro tempo foi de um time só. Empurrada por sua torcida, que compareceu em bom número, a Ponte foi para cima desde o começo. Com a marcação adiantada e botando pressão no meio-campo, o time da casa seguiu em cima do adversário, mas pecava nas finalizações, pois a maioria das jogadas acabavam com os volantes finalizando. Foi assim com Alef e Fellipe Bastos, que perderam boas chances para marcar.
No final do primeiro tempo, a Ponte voltou a pressionar e o goleiro Ricardo Berna apareceu. Em menos de um minuto, o camisa 1 fez duas boas defesas. A primeira em cobrança de falta de Fellipe Bastos, em seguida em cabeçada de Rildo. No último lance da primeira etapa, porém, saiu o gol dos anfitriões. Uendel e Fellipe Bastos fizeram a triangulação pelo lado esquerdo. O lateral recebeu livre e cruzou rasteiro para o artilheiro William, que se antecipou João Felipe e abriu o placar aos 45 minutos.
Na volta dos vestiários, o Náutico foi quem começou assustando. Baraka tentou recuar de cabeça para Edson Bastos, mas deu nos pés de Oliveira. O atacante, no entanto, bateu por cima do gol. Pelos lados da Ponte, Rildo foi quem tirou o time de trás. O atacante levava vantagem contra os zagueiros do Náutico, mas falhava nas finalizações.
A Ponte dominava, mas foi o Náutico quem balançou as redes. Aos 35 minutos, Maikon Leite fez jogada pela direta e cruzou. A bola passou por Oliveira e sobrou para Hugo, que havia acabou de entrar, mandar para as redes. O atacante teve a chance da virada logo em seguida. Ele recebeu cruzamento rasteiro, mas finalizou para fora, dentro da pequena área e com o goleiro Edson Bastos batido.
No final do jogo, a Ponte Preta aumentou a pressão. William teve a oportunidade de colocar os donos da casa na frente, mas errou o alvo. Do outro lado, Maikon Leite lançou Hugo, que bateu para boa defesa de Edson Bastos. No rebote, o próprio atacante bateu de perna esquerda e calou o Moisés Lucarelli aos 47 minutos.
A Ponte Preta volta a campo já na próxima quinta-feira, contra o Atlético-MG, no Estádio Independência, às 19h30, em jogo atrasado da oitava rodada. No final de semana, o time campineiro tem o Bahia, no domingo, às 18h30, na Arena Fonte Nova, em Salvador. O Náutico encara o líder Cruzeiro, no mesmo dia, às 16 horas, na Arena Pernambuco, na grande Recife.

FICHA TÉCNICA:
PONTE PRETA 1 x 2 NÁUTICO
PONTE PRETA - Edson Bastos; Artur, Ferron, Diego Sacoman e Uendel; Baraka (Leonardo), Alef, Fellipe Bastos e Adrianinho (Elias); Rildo (Adaílton) e William. Técnico: Jorginho Campos.
NÁUTICO - Ricardo Berna; Maranhão, João Filipe, Leandro Amaro e Bruno Collaço (Dadá); Elicarlos, Derley (Hugo), Martínez e Tiago Real (Diego Morales); Maikon Leite e Oliveira. Técnico: Marcelo Martelotte.
GOLS - William, aos 45 minutos do primeiro tempo. Hugo, aos 35, e Maikon Leite, aos 47 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Leandro Amaro, Maranhão e Martínez (Náutico); Artur e Uendel (Ponte).
ÁRBITRO - Antônio Denival de Morais (PR).
RENDA - R$ 44.098,00.
PÚBLICO - 12.625 pagantes.

LOCAL - Estádio Moisés Lucarelli, em Campinas (SP).  


 Estadão  /            Varjota  Esportes - Ce.

Palmeiras derrota Oeste e segue com folga na liderança Alviverde é superior fora de casa e vence com gols de Leandro e Serginho em Rio Preto

 SÃO PAULO - O
Palmeiras iniciou com vitória a série de seis jogos que disputará fora de casa nas próximas rodadas da Série B do Campeonato Brasileiro. Em São José do Rio Preto, no Estádio Teixeirão, o líder da tabela não precisou fazer muito esforço para vencer o Oeste por 2 a 0 e ampliar seu domínio na competição. Leandro e Serginho, nos acréscimos, marcaram os gols da partida, válida pela 26ª rodada.

O 18º triunfo nesta Série B manteve a posição favorável do Palmeiras na tabela. O time chegou aos 59 pontos e segue com 10 de vantagem sobre a Chapecoense, vice-líder. Agora, ampliou para 17 a diferença de pontuação para o 5º colocado, o Joinville. Se evitar tropeços nos próximos cinco jogos que fará longe da torcida, o Palmeiras deve encaminhar com facilidade o retorno à Série A.
Para a próxima rodada, contudo, o técnico Gilson Kleina terá ao menos três baixas importantes: Valdivia, Henrique e Leandro. Os dois primeiros levaram o terceiro cartão amarelo, enquanto o atacante foi expulso de campo. Eles não enfrentarão o ABC, em Natal, no sábado.
O JOGO
Como vem sendo recorrente nas últimas rodadas, o Palmeiras não encontrou dificuldade para impor seu futebol desde o início da partida. Diante de um adversário que tenta se afastar da zona de rebaixamento, o time de Gilson Kleina logo dominou o congestionado meio-campo e passou a criar boas chances de gol.
Aos 11 minutos, Valdivia escapou pela esquerda, tentou driblar o marcador e quase abriu o placar. A bola rebateu na defesa e exigiu boa defesa de Fernando Leal. Na sequência do lance, depois da cobrança de escanteio, Leandro cabeceou com perigo e a bola passou rente à trave esquerda do goleiro.
Cinco minutos depois, o mesmo Valdivia iniciou jogada pela direita, na frente da área do Oeste, e acabou deixando Leandro de cara para o gol. O atacante mostrou tranquilidade na finalização ao driblar goleiro e marcador antes de empurrar para as redes.
O gol aos 16 minutos desarmou a estratégia do Oeste de jogar no contra-ataque. E deixou o Palmeiras em situação confortável, a ponto de deixar o time tranquilo demais no ataque. O setor ofensivo abusou de perder boas chances de gol no fim do primeiro tempo. Aos 34, Wesley acertou o pé da trave, em chute de fora da área. E, aos 45, Valdivia tentou bater colocado dentro da área e acabou errando o alvo.
O Palmeiras voltou do intervalo com a mesma postura do primeiro tempo. Criava boas oportunidades no ataque quando queria e raramente levava sustos na defesa. Aos 4, Wesley tabelou com Valdivia e bateu com perigo. Fernando Leal espalmou. Aos 19, Valdivia ameaçou o gol do Oeste em cabeçada rente ao travessão.
No entanto, o Palmeiras reduzia o ritmo gradualmente até deixar o jogo sonolento. A torcida só acordou aos 24 minutos, quando Leandro e o goleiro do time da casa se envolveram em confusão dentro da área do Oeste e foram expulsos de campo. O clima esquentou entre os dois times e o árbitro distribuiu cartões amarelos na etapa final.
Enquanto o jogo ficava mais pegado, a qualidade diminuía. E a torcida teve pouco motivo para vibrar com a bola rolando. Foi somente nos instantes finais que Serginho, que acabara de entrar em campo, recebeu lançamento e bateu na saída do goleiro, garantindo a vitória palmeirense, aos 47 minutos do segundo tempo.
FICHA TÉCNICA: 

OESTE 0 x 2 PALMEIRAS

OESTE - Fernando Leal; Eric, Ligger, Dezinho e Piauí (Arnaldo); Adriano Alves, Everton Dias, Bruno Batata e Lelê; Pablo (Paes) e Jheimy (Bruno Nunes). Técnico: Ivan Baitello.
PALMEIRAS - Fernando Prass; Wendel, Vilson, Henrique e Juninho; Márcio Araújo, Charles (Eguren), Wesley e Valdivia (Vinícius); Leandro e Alan Kardec (Serginho). Técnico: Gilson Kleina.
GOLS - Leandro, aos 16 minutos do primeiro tempo. Serginho, aos 47 minutos do segundo tempo.
CARTÕES AMARELOS - Everton Dias, Jheimy, Piauí, Valdivia, Adriano Alves, Charles, Henrique.
CARTÕES VERMELHOS - Fernando Leal, Leandro.
ÁRBITRO - Marcelo Aparecido de Souza (SP).
RENDA - Não disponível.
PÚBLICO - 19.133 pagantes.
LOCAL - Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto (SP).  


 Agência Estado                /            Varjota   Esportes - Ce.

             

Carrasco, Gilberto revela que não foi para o Timão por causa do pai Atacante da Portuguesa diz que desejava jogar no Corinthians em 2011, mas seu pai, então seu procurador, preferiu que ele fosse para o Inter

Ele fez três gols no Corinthians no domingo, foi eleito o craque da rodada e ajudou a Portuguesa a se afastar da zona de rebaixamento do Brasileirão. Com 11 gols no campeonato, Gilberto vem fazendo uma boa temporada na Lusa e revelou no"Arena SporTV" os motivos que atrapalharam sua negociação com o Timão em 2011 e acabaram o levando ao Internacional na época.
Após o Pernambucano daquele ano, o atleta, então no Santa Cruz, seria negociado com o Corinthians. As mudanças na transação causaram revolta entre os dirigentes do clube paulista. Gilberto diz que ele realmente queria ter ido para o Timão, mas que seu pai, que era então seu procurador, intermediou o acerto entre as diretorias do Inter e do clube pernambucano.
 - Não é verdade que eu estava no aeroporto vindo para São Paulo e resolvi ir para Porto Alegre. O que aconteceu é que eu estava próximo de acertar com o Corinthians, queria vir para o clube e considerava que estava tudo acertado. Mas eu teria que que sair brigado do Santa Cruz e meu pai não aceitou. Eu aceitaria porque queria vir para o clube. O Corinthians não queria pagar a multa, ele queria que eu pagasse a multa, se não me engano de R$ 350 ou 355 mil. E depois sem vínculo com o Santa, assinasse com o Corinthians. Nessa mesma época, o Inter, através do Chumbinho (Newton Drummond), diretor do clube, acertou com o meu pai e diretamente com o presidente do Santa Cruz. Meu pai que me disse que a proposta do Inter era boa para mim - explicou o atacante.
O atacante luso quase defendeu o Corinthians e ironicamente acabou virando carrasco do Timão
(Foto: Alessandra Colturato/ SporTV.com)
Gilberto disse que inicialmente ficou insatisfeito, já que tinha dado sua palavra aos paulistas.
 - Na época eu fiquei bravo, por que eu sou do tipo que quando eu falo uma coisa, eu cumpro! Até briguei com o meu pai, disse ao Chumbinho que não iria por que já tinha um acerto com o Corinthians e que minha palavra era mais importante do que qualquer coisa - afirmou.
O pai de Gilberto acabou convencendo o filho que a tranferência para o Colorado também seria boa para o jogador e que era preciso também ouvir a proposta dos gaúchos. Depois de esfriar a cabeça, acabou convencido pelo pai.
 - Claro que tinha interesse em jogar no Inter, é um time grande. E o salário era melhor também. Mas agora um tempo depois, a verdade que eu não dei certo no Inter - revelou o artilheiro.
Depois de sair do Santinha, quase ir para o Timão, e terminar no Colorado, ele já foi emprestado duas vezes, a primeira para o Sport e agora para a Lusa. O alagoano Gilberto afirma que a prioridade no momento é afastar o risco de queda da Portuguesa. E não pensa em jogar em outro clube em 2014.
 -  Primeiro a gente tem que sair dessa bagunça. Está todo mundo colado, e um deslize e o time volta lá para baixo. E é uma briga para conseguir sair de novo. Para só depois sonhar com a Libertadores e a gente sabe que a gente pode sonhar. Eu não tenho proposta ainda de nenhum outro clube. Primeiro estou a fim de tirar a Portuguesa dessa confusão, depois penso no objetivo pessoal da artilharia e outras coisas. Estamos melhorando, tinha uma desorganização, que o Guto Ferreira aos poucos foi colocando no lugar, chamando os líderes como Correa, Valdomiro, Moisés, Souza e eles foram se acertando - afirmou o tranquilo centroavante. 

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