Flamengo e Cruzeiro se reencontram 11 meses após final com remanescentes sendo menos da metade dentre os titulares

Em 27 de setembro de 2017, Cruzeiro e Flamengo decidiram a Copa do Brasil no Mineirão. Após um 1 a 1 no Maracanã, com gols de Paquetá e De Arrascaeta em 7 de setembro, um 0 a 0 em Belo Horizonte levou a decisão para os pênaltis. Com Thiago Neves fechando a conta, o campeão estava em casa.
Naquela ocasião, muito diferente do cenário atual, ambas equipes lutavam apenas em tal frente. O Flamengo já havia caído na Copa Libertadores, eliminado na primeira fase; o Cruzeiro sequer havia se classificado. No Brasileiro, viam de longe o Corinthians caminhar para o título e o Palmeiras tentar alcançá-lo.
Hoje, o cenário é outro - e muito por conta dos novos rostos. Oito titulares, somando as duas equipes, daquela final, seguem titulares. Fábio, Léo, Henrique, Robinho e Thiago Neves pelo Cruzeiro. Réver, Cuellar e Diego pelo Flamengo.

Cruzeiro

O clube mineiro conseguiu sustentar boa parte dos principais jogadores da final de 2017.
Começando pelo goleiro Fábio, um dos ídolos do torcedor, a confiança embaixo das traves.
A dupla de zaga, que era formada por Murilo e Léo, agora tem um novo nome, e um dos melhores da posição no futebol brasileiro. Desde sua chegada do Vasco, Dedé não havia conseguido ter sequência por conta de inúmeras e seguidas lesões. Porém, agora, o defensor está 100% e é o principal atleta de defesa do time.
Dedé, jogador do Cruzeiro, durante partida contra o Palmeiras
© Gazeta Press Dedé, jogador do Cruzeiro, durante partida contra o Palmeiras

Nas laterais, duas novidades. Em 2017, Ezequiel e Diogo Barbosa ocupavam a posição. Diogo foi para o Palmeiras, e agora sua posição é ocupada por Egídio, bicampeão brasileiro no clube mineiro. Já Ezequiel, segue na Toca da Raposa, mas é reserva de Edílson, campeão da Libertadores pelo Grêmio no ano passado.
A dupla de volantes de Mano Menezes perdeu uma peça, mas não a qualidade. Henrique, um dos preferidos do torcedor, segue intocável na posição. Seu companheiro na final era Hudson, agora, titular no São Paulo. Quem ocupa, hoje, a vaga do volante que foi ao Morumbi é Lucas Silva. Lucas chegou a transferir-se para o Real Madrid, mas foi repatriado.
Fechando o meio, Mano segue usando três homens, mas a equipe teve algumas mudanças. No título de 2017, Rafinha, Robinho e Thiago Neves formavam a linha de 3. Agora, quem ocupa a vaga de Rafinha é Arrascaeta, banco na temporada passada.
O comando do ataque cruzeirense teve dois reforços fortíssimos para 2018. Fred, um dos principais artilheiros do futebol brasileiro, deixou o Atlético-MG para jogar no rival. Porém, ainda no começo da temporada, o matador sofreu grave lesão.
De Arrascaeta comemora seu gol com o companheiro Thiago Neves durante partida do Cruzeiro
© Gazeta Press De Arrascaeta comemora seu gol com o companheiro Thiago Neves durante partida do Cruzeiro

Figurando entre os titulares na última decisão da Copa do Brasil, Raniel deve, pelo menos, começar a partida no banco de reservas. Apesar de suas ótimas atuações, algumas vezes entrando e marcando gols, o jovem atacante não é absoluto.
Recentemente, além de Fred, outro nome muito conhecido no futebol brasileiro chegou ao clube. Hernán Barcos, com passagens por Palmeiras e Grêmio, chegou e já dominou a posição de homem-gol. Possivelmente, será o responsável pelos arremates precisos diante do Flamengo.

Flamengo

O Flamengo, ao contrário do Cruzeiro, mudou bastante seus 11 iniciais.
Uma das peças mais contestadas do antigo elenco carioca era Alex Muralha. Na decisão, o goleiro foi muito questionado por pular em todas as cobranças de pênalti para o mesmo lado.
Para solucionar o problema embaixo das traves, o Flamengo buscou o brasileiro Diego Alves que, hoje, é uma das peças fundamentais da boa temporada.
Diego Alves durante partida pelo Flamengo© Gazeta Press Diego Alves durante partida pelo Flamengo
A dupla de zaga no vice-campeonato tinha dois nomes de peso no futebol brasileiro. Rever, campeão da Libertadores pelo Atlético-MG, segue no time. Já Juan, que não conseguiu retomar o futebol de alto nível, perdeu a titularidade. Para seu lugar, o titular no jogo desta quarta deve ser Léo Duarte, defensor formado na base carioca.
Os laterais daquele jogo ainda fazem parte do plantel, mas não como principais. Pará, na direita, e Trauco, na esquerda, deram espaço para Rodinei e Renê, que estavam na decisão, porém, no banco.
O único volante de ofício é Gustavo Cuellar, ponto central do estilo de jogo implementado por Barbieri. Titular também na temporada passada, é peça unânime no time.
Mais próximo de Cuellar, está uma das sensações recentes do futebol nacional, Lucas Paquetá. Muito versátil e com extrema dedicação, tanto na marcação quanto no ataque, Paquetá é, possivelmente, o único jogador do elenco sem um substituto altura.
O problema é que, para o jogo desta quarta, o camisa 11 está suspenso. Para seu lugar, os nomes mais cotados são Jean Lucas, e o recém-chegado Piris da Motta.
O meia-central é Diego, titular na final de 2017, porém, muito contestado naquele ano após baixas atuações. Cabe ao camisa 10 organizar o time e municiar os jogadores mais avançados.
Diego, jogador do Flamengo, comemora seu gol com os companheiros de equipe Everton Ribeiro e Rodinei© Gazeta Press Diego, jogador do Flamengo, comemora seu gol com os companheiros de equipe Everton Ribeiro e Rodinei
Pelos lados, Éverton Ribeiro e Marlos Moreno são os prováveis, ambos contratados na atual temporada.
Uma opção para o treinador seria recuar Éverton para fazer a função de Paquetá, com a entrada de Vitinho no time, assim mantém o poder ofensivo tradicional que o torcedor ficou acostumado.
Por fim, Uribe deve ser o matador. Com Guerrero de saída do clube, o colombiano tem como sombra o jovem Lincoln, mas provavelmente começa entre os titulares. 

  Varjota Esportes - Ce.         /              MSN.

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