A anulação do mandato de Alexandre Campello, por conta de fraudes durante o pleito em 2017, agitou ainda mais os bastidores políticos do Vasco. Com novas eleições programadas para 8 de dezembro, os grupos de oposição e situação já começam a se organizar em suas respectivas chapas, visando a disputa presidencial ao fim de 2018.
Se entre os oposicionistas a decisão judicial foi muito celebrada, a notícia caiu como uma "bomba" aos olhos de jogadores e comissão técnica. A situação de instabilidade política criou um impasse na obtenção do empréstimo de R$ 31 milhões junto à emissora detentora dos direitos de transmissão, que adiantaria as cotas referentes ao ano de 2019 para que o Vasco pudesse quitar os salários restantes da atual temporada.
Como noticia o UOL Esportes, uma vez que o acordo entre emissora e clube foi selado com garantias de quitação apresentadas por Campello, hoje impugnado, o credor não tem "segurança jurídica" para liberação do empréstimo. Tal situação criou um clima de incerteza nos bastidores, bastante criticado pelos atletas cruzmaltinos ao final da partida contra o Paraná.
Maxi López, por exemplo, declarou que o ambiente político conturbado estava influenciando negativamente o desempenho da equipe, discurso endossado pelo treinador Alberto Valentim. As falas não caíram bem aos olhos de torcedores e ídolos históricos do clube, que entenderam as falas como "transferência de responsabilidade"pelo mau rendimento. Felipe, ex-jogador cruzmaltino e ligado ao grupo de oposição "Sempre Vasco", foi um dos que se manifestaram contrariamente às falas dos jogadores. Confira:
Diante deste cenário, o Vasco, na figura de Alexandre Campello, pediu a revogação da liminar que anulou as eleições, alegando que a impugnação da candidatura traria graves problemas financeiros ao clube. O recurso ainda será analisado em segunda instância.
Varjota Esportes - Ce. / MSN.
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