Alonso conquista vitória em 24 Horas de Daytona marcadas por caos e temporal. Farfus triunfa na GTLM

#10 Konica Minolta Cadillac DPi-V.R. Cadillac DPi, DPi: Fernando Alonso© Grande Prêmio #10 Konica Minolta Cadillac DPi-V.R. Cadillac DPi, DPi: Fernando Alonso

Sete meses depois de vencer as 24 Horas de Le Mans e faturar a segunda coroa do automobilismo, Fernando Alonso triunfou em mais uma importante prova do endurance mundial. Na esteira de um domingo (27) caótico, o bicampeão mundial de F1 alcançou a vitória nas 24 Horas de Daytona ao lado de Kamui Kobayashi, Jordan Taylor e Renger van der Zande, a bordo do Cadillac DPi #10 da equipe Wayne Taylor Racing. O espanhol começou bem sua vida pós-F1 em 2019.

A corrida foi encerrada com bandeira vermelha — acionada cerca de duas horas antes do fim — pela falta de condições seguras da pista. Depois de muita expectativa sobre a retomada ou não da prova, os comissários optaram pelo encerramento das 24h de Daytona, confirmando assim o triunfo do Cadillac #10. Ao todo, apenas 13h41min16s da corrida foram disputadas em bandeira verde.
Augusto Farfus, chamado de última hora pela BMW para substituir Tom Blomqvist, venceu na classe GTLM ao lado de Connor De Phillippi, Phillip Eng e Colton Herta. Uma vitória dedicada a Charly Lamm, seu chefe de equipe na equipe Schnitzer na campanha que culminou com a conquista do título da Copa do Mundo de GT no último mês de novembro, em Macau.
O temporal nas horas finais tornou a pista impraticável e proporcionou duas bandeiras vermelhas: uma pouco antes do amanhecer e a segunda acionada com duas horas para o fim da corrida. Vários carros escaparam da pista e aquaplanaram, e a visibilidade era muito restrita, o que tornava a corrida muito perigosa.
As últimas horas das 24h de Daytona foram um verdadeiro caos por conta da chuva torrencial que fez com que as condições da pista fossem as mais críticas possíveis e trechos como a curva 1 e a Bus Stop estivessem quase impraticáveis e muito perigosos. Não apenas os protótipos, mas os GT também tinham muitas dificuldades para realizar as voltas sem escorregar.
A dramática luta pela vitória na classificação geral reservou um grande duelo entre Felipe Nasr e Fernando Alonso no molhado em Daytona. Com duas horas para o fim, as rodadas eram muitas, mas a prova seguia com bandeira verde, em que pese as muitas intervenções com bandeira amarela durante a disputa.
As condições climáticas impediram o que seria um grande duelo pela vitória entre Alonso e Felipe Nasr, que disputaram a liderança nas horas finais da corrida. O brasileiro estava na frente, mas foi uma das muitas vítimas de aquaplanagem na curva 1, deixando o caminho livre para Alonso assumir a primeira posição pouco antes da interrupção da corrida.
Rubens Barrichello, com toda sua experiência no automobilismo, ressaltou o quão perigosa estava a pista e alertou para o risco de um grave acidente caso a prova fosse retomada. No fim das contas, os comissários de prova entenderam que não havia segurança suficiente para que a corrida tivesse sequência, encerrando assim a disputa com bandeira vermelha.
Nasr completou uma grande jornada em Daytona na segunda colocação, compartilhando o volante do Cadillac #31 da equipe Action Express com o compatriota Pipo Derani, que também liderou a corrida, e o norte-americano Eric Curran. 
Helio Castroneves foi mais um brasileiro no pódio ao terminar as 24 Horas de Daytona em terceiro ao lado de Alexander Rossi e Ricky Taylor com o Acura #7 da equipe Penske. O quarteto da equipe Core Autosport, formado por Jonathan Bennett, Colin Braun, Romain Dumas e Loïc Duval, terminou a disputa em quarto lugar a bordo do Nissan DPi #54.
Rubens Barrichello finalizou em quinto com o Cadillac #85 da equipe JDC-Miller ao lado de Misha Goikhberg, Tristan Vautier e Delvin DeFrancesco. E Christian Fittipaldi encerrou uma trajetória de 38 anos no automobilismo neste domingo em Daytona. Dono de três vitórias na mais clássica prova do endurance norte-americano, o filho de Wilson Fittipaldi lutou muito ao lado de Filipe Albuquerque e João Barbosa a bordo do Cadillac #5 da Action Express. Christian encerra assim uma carreira muito digna nas pistas.
#10 Konica Minolta Cadillac DPi-V.R. Cadillac DPi, DPi: Fernando Alonso© Grande Prêmio #10 Konica Minolta Cadillac DPi-V.R. Cadillac DPi, DPi: Fernando Alonso
A esvaziada classe LMP2, que teve apenas quatro carros inscritos, terminou com a vitória da tripulação do Oreca #18 da DragonSpeed, formada por Pastor Maldonado, Sebastián Saavedra, Rodolfo González e Ryan Cullen. Mesmo com uma forte batida sofrida pelo colombiano Saavedra no fim, o conjunto conseguiu confirmar a vitória.
Na GTLM, depois de a Porsche dominar boa parte da corrida, a vitória acabou ficando mesmo com a BMW, que é operada nos Estados Unidos pela equipe RLL, chefiada por Bobby Rahal. Em segundo ficou a Ferrari 488 GTE da equipe Risi Competizione, com quarteto formado por Davide Rigon, Miguel Molina, Alessandro Pier Guido e James Calado. O pódio foi completado pelo time do Ford GT #67 da Ganassi, formado por Ryan Briscoe, Richard Westbrook e Scott Dixon.
Um destaque especial para Alessandro Zanardi. O italiano protagonizou momentos emocionantes a bordo da BMW M8 #24 com volante adaptado ao piloto, compartilhada também por Chaz Mostert, Jesse Krohn e John Edwards. Mesmo com problemas no carro, o quarteto conseguiu completar a disputa nesta tarde.
A classe GTD, que contou com o maior número de carros inscritos — 23 —, teve a vitória da equipe GRT Grasser, com Mirko Bortolotti, Rik Breukers, Chris Engelhart e Rolf Ineichen. A Riley Motorsport, que contou com Felipe Fraga, Jeroen Bleekemolen, Luca Stolz e Ben Keating a bordo do Mercedes AMG GT3, chegou a liderar a categoria ao longo da prova e finalizou em sétimo, duas posições à frente da tripulação da equipe brasileira Via Italia, formada por Marcos Gomes, Victor Franzoni, Chico Longo e o italiano Andrea Bertolini.
A equipe toda feminina da Heinricher Racing/Meyer Shank foi formada por Bia Figueiredo, Simona de Silvestro, Katherine Legge e Christina Nielsen. O quarteto teve boa participação ao longo da disputa a bordo do Acura NSX GT3 #57, mas foi uma das vítimas das condições críticas da pista nas horas finais. O conjunto finalizou em 13º na GTD e em 33º no geral. E Daniel Serra, que compartilhou o volante da Ferrar 488 GT3 da Spirit of Race com Paul Dalla Lana, Mathias Lauda e Pedro Lamy, não completou a prova. 
  
  Varjota Esportes - Ce.           /              MSN.

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