BMG revela valor de patrocínio e Corinthians se defende em nota

Corinthians findou um jejum de 21 meses sem um parceiro que ocupasse o espaço em sua camisa destinado ao patrocinador máster com o acordo firmado junto ao Banco BMG há uma semana. Na ocasião, Luis Paulo Rosenberg, diretor de marketing do clube, confirmou o recebimento adiantado, e à vista, de R$ 30 milhões.
Em entrevista coletiva na última terça, o presidente Andrés Sanchez e o acionista maior do banco mineiro, Ricardo Guimarães deram mais detalhes sobre o contrato e anunciaram a participação corintiana em 50% do valor a ser obtido a partir de então em produtos do BMG. Por isso, inclusive, os cartolas alvinegros suplicaram pela adesão da Fiel. Andrés, aliás, chegou a usar tom misterioso. “A cada 200 mil contas abertas, vocês vão ver o que vai acontecer”.

O Corinthians não tinha um patrocinador máster desde abril de 2017 (Foto: Sergio Barzagui/Gazeta Press)
BMG revela valores
Nessa sexta-feira, porém, o próprio Banco BMG publicou em seu site oficial detalhes ainda apenas especulados. O documento, por exemplo, afirma que o valor fixo a ser recebido pelo Corinthians pela exposição da marca em sua camisa é de R$ 12 milhões.
Portanto, para adiantar R$ 30 milhões ao Timão, R$ 18 milhões a mais do que o valor mínimo, a própria instituição mineira aposta que terá um lucro a partir de R$ 36 milhões nos produtos que irão remeter à parceria até o fim desse ano.

(Reprodução documento publicado no site do BMG)
Timão se defende
Em nota oficial, o Corinthians se mostrou incomodado com a divulgação dos valores e se defendeu com a alegação de que os R$ 30 milhões adiantados, à vista, foram cruciais para o clube concluir suas contratações a fim de reforçar a equipe.
A nota também comemora o fato do Corinthians ter conseguido uma participação elevada na participação dos lucros (50%) e minimiza a questão do valor fixo ser de ‘apenas’ R$ 12 milhões.
2 ou 5 anos?
Gazeta Esportiva havia antecipado que o contrato entre Corinthians e o Banco BMG seria válido por duas temporadas. Mas, na entrevista coletiva de terça, a parceria foi revelada com uma duração de cinco anos.
O texto do documento publicado no site do banco mineiro nessa sexta, entretanto, não garante o acordo total pelo período. “(…) objeto será a concessão de patrocínio master, na modalidade esportiva de futebol masculino profissional e de base, com exclusividade da posição peito frontal, pelo prazo máximo de 5 (cinco) anos, podendo ser negociada condição comercial para prazo inferior”.
O Corinthians também se referiu aos cinco anos de vínculo, em sua nota oficial publicada nessa sexta, no que diz respeito a participação dos lucros gerados pela base de torcedores do clube.
A reportagem da Gazeta Esportiva mais uma apurou que o acordo entre Corinthians e BMG tem duas vertentes, como já ficou claro: a exposição da logomarca na camisa; e a parceria negocial.
Sendo assim, os prazos, como tantos outros conceitos dos contratos, são distintos. O vencimento de cinco anos dado no acordo sobre participação em produtos que os torcedores poderão aderir não vale para o contrato firmado pela exposição da marca na área nobre da camisa alvinegra, este firmado, inicialmente, por duas temporadas, com a possibilidade de uma prorrogação automática. 

 Varjota Esportes - Ce.         /             Gazeta Esportiva.

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