Vice do Barça culpa Neymar por inflacionar o mercado: 'Gastaríamos menos com reposições'


 
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A conturbada saída de Neymar ainda não foi esquecida pelos dirigentes do Barcelona. O vice-presidente do clube, Jordi Mestre, criticou a postura do jogador e seu pai na negociação e colocou em sua responsabilidade o aumento nos gastos no mercado.
Neymar deixou o Barça em agosto quando o Paris Saint-Germain pagou sua rescisão contratual, o transformando no jogador mais caro da história do futebol em uma transferência de 222 milhões de euros (R$ 893,1 milhões).
Como consequência desta negociação, o clube catalão se viu na obrigação de ir ao mercado repor a perda, e teve de gastar muito mais do que o arrecadado no brasileiro. Sabendo do alto poder de compra, as pedidas foram acima do normal e o Barça se viu sem opções a não ser aceitar.
Ousmane Dembélé veio primeiro após ser liberado pelo Borussia Dortmund por 105 milhões de euros (R$ 422,6 milhões), podendo chegar a 145 milhões (R$ 583,5 milhões) com cláusulas. Nesta janela foi a vez de Philippe Coutinho chegar até a 166 milhões de euros (R$ 668,1 milhões).
Mestre disse que as cifras chegaram a níveis tão altos porque Neymar não foi honesto com o clube, e preferiu “brincar de gato e rato” com o Barça.
“O que me machucou mais foi do que jeito que aconteceu”, disse ao diário Sport. “Nós todos estávamos em viagem conversando com ele e seu pai, e eles não foram transparentes”.
“Se ele viesse para nós e falasse que queria ir embora, como fizeram Fábregas, Pedro, Alexis Sánchez e Mascherano, nós teríamos chego a um acordo.
“O que não pode ser feito é tumultuar tudo. Ele brincou de gato e rato conosco. Não nos disse nada. Se tivesse feito, PSG teria contratado ele por menos dinheiro e também nos custaria menos para assinar com as reposições também”.
“O comportamento de Neymar criou uma inflação no mercado. Teríamos economizado bastante dinheiro e repercussão na mídia”, falou.
Ao perceber a situação, o Barcelona decidiu não ativar a cláusula obrigatória que determinava um bônus ao jogador caso chegasse a uma renovação contratual com o clube até o final de 2016.
Em agosto, Neymar acionou a Fifa alegando o não-pagamento do bônus e deu seu depoimento ao tribunal na última semana, exigindo o depósito de 26 milhões de euros (R$ 104,7 milhões).
A resposta do Barcelona veio em seguida, processando o PSG por quebra de contrato.
“Chegou a um ponto em que vimos para onde as coisas estavam indo, então dissemos a ele que não pagaríamos o bônus de sua renovação contratual”.
“Estou convencido de que é por causa disso que ele não revelou mais nada [porque queria o bônus]. E eu fico irritado sobre isso. Agora vamos ao tribunal e o juiz decidirá”.
Apesar da irritação, Mestre entende que o desejo de Neymar em deixar o Barcelona era válido. O dirigente concorda com a ideia de que o brasileiro nunca seria a estrela da equipe enquanto Messi estivesse jogando.
“Neymar viu que ele nunca seria o número um enquanto Messi estivesse no Barcelona”, disse.
“E evidentemente, existe apenas um Messi. Ele percebeu que para atingir esse patamar no mundo teria que deixar o Barça e acho bastante justo que ele pense assim”, concluiu. 

 Varjota Esportes - Ce.         /           MSN.

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