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Após a carta divulgada por Paulo Nobre - em que acusa Mauricio Galiotte, seu sucessor e atual candidato à reeleição, de traição e questiona os rumos da parceria com a Crefisa -, o presidente se manifestou. O atual mandatário acredita que a divulgação do manifesto foi motivada por causa das eleições presidenciais no clube alviverde, que serão realizadas em 24 de novembro.
"Paulo Nobre teve papel fundamental e foi importante. Contribuiu numa crise profunda. Temos respeito por ele. Ele tem os argumentos dele e as versões. Eu tenho a minha versão. Não é o momento de entrar em detalhes. Temos um jogo que vale o título hoje. Estamos às vésperas de eleição. Esse tipo de situação acontece. Futuramente poderemos esclarece ao torcedor", disse, à rádio Transamérica.
Ele falou sobre a mudança no estatuto do Palmeiras para que o mandato presidencial passe a ter três anos, ao invés de dois. Galiotte admitiu que pode mudar futuramente a data das eleições no clube, pois elas coincidem com a reta final do Brasileiro.
“É o tempo necessário para implementar plano de gestão e os principais clube do mundo trabalham assim. O Palmeiras tem que andar rumo a modernidade. Isso é para o clube. Ano sim e ano não tem eleição. É produtivo? Olha o que está acontecendo hoje, com vazamentos de informações confidenciais a clube. Situações como hoje ajudam a quem?”, questionou.
O atual mandatário também a versão de que teria pedido para Paulo Nobre para que o ex-presidente trabalhasse escondido na atual gestão do clube.
"Uma série de inverdades. Não é hora de entrar em polêmica que não vai agregar nada ao clube. Como você enxerga um ex-presidente trabalhando escondido? Eu prefiro tratar isso posteriormente. Teremos um momento oportuno".
Depois de falar sobre a proximidade que teve com Galiotte, Nobre afirmou ter sido traído ainda no fim de seu mandato, no caso que envolvia a carta assinada por Mustafá Contursi afirmando que Leila Pereira, da Crefisa, era sócia do clube desde 1996, e não desde 2015, quando comprou um título.
"A Leila votou dia 26 de novembro quando fui eleito. É importante que os torcedores tenham todas as informações. A Leila votou quando fui candidato e isso responde. Temos eleições dia 24, o que talvez explique um dos motivos da carta", alfinetou Galiotte.
Veja outros trechos da entrevista:
Chegada de Felipão: “Palmeiras tinha bons números até o meio do ano. Tinha convicção que precisávamos mudar o comando para mudar a postura dos atletas em campo. Quando pensei no treinador o nome do Felipão surgiu e tive total certeza que precisava dele no Palmeiras. No começo ele se surpreendeu e aceitou nosso convite. Fizemos a melhor escolha. Mudamos atitude dos jogadores e o vestiário mudou, estamos perto do título. Será extremamente importante para nossas história e torcedor. Foi fundamental essa mudança”.
Permanência de Mattos: “A ideia é manter o Mattos e o Felipão. As críticas vão existir sempre, mas nós temos que ter convicção que estamos no caminho certo. A minha ideia é manter todos no departamento de futebol, com continuidade teremos muito sucesso. Já conversamos e ele tem a ideia de ficar. Temos que aguardar o sábado e se aso continuarmos a ideia é que todos os integrantes do departamento fiquem”.
Rompimento com a FPF: "Palmeiras respeita a quem respeita o Palmeiras. O que aconteceu no paulistinha deste ano fomos desrespeitados,. Palmeiras não tem relacionamento nenhum com a federação. Vamos trabalhar o campeonato regional este ano de forma estratégica. Dependendo do jogo se tiver que jogar com um grupo mais novo, mesclar. Enfim, vamos tratar isso. Vamos usar o torneio como preparado porque teremos competições muito importantes. O campeonato perdeu relevância. Ele foi transformado em um paulistinha. Não respeitou o Palmeiras, não será respeitado".
Acordo com a Globo: "Existe a chance de ficarmos fora da TV aberta. Nós passamos para Rede Globo baseada nos indicadores do Palmeiras. Nossa negociação é técnica e estivemos reunidos com eles. Ainda não tivemos evolução, não existe nada disso [acordo]".
Varjota Esportes - Ce. / MSN.
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