Em meio aos 21 asiáticos do elenco do Sanfrecce Hiroshima no Mundial de Clubes, está um brasileiro, que sabe bem o que a Taça Libertadores significa para um time sul-americano. Revelado pelo Figueirense, o atacante Douglas é um dos destaques da grande surpresa da competição até o momento, que superou Auckland City e Mazembe para alcançar as semifinais, onde enfrentará o River Plate nesta quarta-feira. E, como bom vizinho dos hermanos, o jogador de 27 anos tem noção de que é preciso muito mais do que empolgação para superá-los no campo.
- Vou defender as cores do meu time. Estamos dentro de casa, representando o Japão no Mundial. Então, vamos fazer o melhor, e se possível dar a vida dentro de campo, para tentar chegar à final. É um sonho que todo mundo aqui tem. A gente vai dar tudo. Independentemente de rivalidade Brasil x Argentina, eu não quero perder, não - afirmou Douglas, eleito o melhor jogador da estreia de seu time no torneio.
Ao comentar a tranquila vitória por 3 a 0 sobre o Mazembe, que garantiu a vaga nas semifinais, Douglas deixou claro que o segredo do Sanfrecce é confiar em seu esquema tático: uma defesa compacta e concentrada, com rapidez nos avanços ao ataque. Segundo ele, é desta forma que a equipe de Hiroshima joga tradicionalmente - tendo conquistado quatro das últimas oito edições do Campeonato Japonês.
- Esse foi um ano que cresci na carreira. Fomos campeões japoneses, chegamos no Mundial e estamos na semifinal. Vamos jogar contra um grande time e vai ser uma luta grande. Creio que vá ser um bom jogo para o torcedor. E a felicidade de estar jogando uma partida que o mundo todo vai ver. Então, só resta entrar em campo, se divertir e fazer o time vencer. É um momento importante, depois de um ótimo momento com a conquista do título japonês, jogar contra o River, campeão da Libertadores. Então, vai marcar, e espero que marque com uma vitória.O brasuca acompanhou tudo de perto, mas fora do clube. Depois de deixar seu país natal há cinco anos, Douglas construiu sua carreira no futebol japonês passando por clubes da primeira e da segunda divisão nacionais. Emprestado ao Sanfrecce até o fim do ano, ele curte o momento ímpar de sua trajetória.
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Sem participar do Mundial de Clubes há 19 anos, a torcida do River Plate encarou uma viagem de 24 horas para fazer uma bela festa no Japão. Porém, por mais que a imprensa argentina fale em cerca de 15 mil fãs em terras nipônicas, Douglas leva fé que nada vai barrar o apoio que o torcedor japonês dará para o Sanfrecce, independente de rivalidades nacionais. A partida ocorre em Osaka, terra do Gamba, eliminado pelo time de Hiroshima nas semifinais do Campeonato Japonês, o que o atacante acha que não será problema.
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Sem participar do Mundial de Clubes há 19 anos, a torcida do River Plate encarou uma viagem de 24 horas para fazer uma bela festa no Japão. Porém, por mais que a imprensa argentina fale em cerca de 15 mil fãs em terras nipônicas, Douglas leva fé que nada vai barrar o apoio que o torcedor japonês dará para o Sanfrecce, independente de rivalidades nacionais. A partida ocorre em Osaka, terra do Gamba, eliminado pelo time de Hiroshima nas semifinais do Campeonato Japonês, o que o atacante acha que não será problema.
- Com certeza o estádio vai estar lotado. Soubemos que pelo menos 16 mil estão chegando, mas a gente tem mais do que isso, a gente está em casa. Com certeza o torcedor japonês que vier ao estádio vai torcer para nós. Mesmo tendo tirado o Gamba, o pessoal aqui tem esse respeito e gosta de futebol. Então, nossa torcida vai ser maior - apostou.
Um dos inúmeros brasileiros que constroem carreira no futebol asiático sem grandes feitos no futebol nacional, Douglas parece não levar fé que seu futuro profissional possa estar no local onde nasceu, uma vez que sua esposa gosta do Japão, e sua filha já até mesmo fala o idioma. O atleta também diz que já consegue se comunicar após tanto tempo.
- Não falo bem, mas dá para se virar. Já me adaptei. A comunicação em campo é tranquila, porque a gente já se entende. Do futebol, já falo tudo, e o pessoal também é gente boa. São pessoas de bom coração, e isso facilita muito. Aprendi conversando, no treino, trocando informação com o massagista quando estava machucado. Não estudei, o que aprendi foi tudo decorado. Fui aumentando meu vocabulário japonês, mas de vez em quando eu erro ainda.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
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