Ex-São Cristóvão lembra de "fuga" de Ronaldo contra o Fla: "Nunca jogava" Primeiro parceiro de ataque do Fenômeno, que comemora 40 anos nesta quinta-feira, lembra de "artes" do ex-atacante e diz: "Contra o Fla, só chegava no segundo tempo"

Ronaldo e Grilo, São Cristovão (Foto: Arquivo Pessoal)Ronaldo e Grilo (à direita) jogaram juntos entre 1989 e 1983 (Foto: Arquivo Pessoal)

























Romário, Bebeto, Rivaldo, Vieri e Raúl foram alguns dos muitos companheiros de ataque que Ronaldo teve ao longo da carreira. Mas o primeiro a atuar ao lado do Fenômeno, que comemora 40 anos nesta quinta-feira, foge de qualquer personagem renomado e atende por um nome para lá de desconhecido: Clayton Grilo. Ele formou dupla de ataque ao lado de Ronaldo na base do São Cristóvão entre 1989 e 1993, tempo suficiente para guardar algumas recordações, como a "fuga" do ex-atacante da Seleção de jogos contra o Flamengo, time pelo qual nunca escondeu ter torcido. 
- Ele não gostava de jogar contra o Flamengo (risos). Contra o Flamengo, ele sempre chegava no segundo tempo. Todo jogo ele falava que a mãe não o tinha acordado. Ele nunca jogava mesmo - disse o ex-jogador, que ainda lembrou outras astúcias do Fenômeno àquela época.
- Têm várias histórias com ele. Naquele tempo tinham aquelas sungas que o pessoal falava que era sunga de saco de batata. Eu sempre ia para o treino com ela, e aquele "safado" sempre puxava e rasgava (risos). Teve uma outra vez que a gente estava num jogo do São Cristóvão, quando ele falou "Olha o carro", aí foi e jogou cal em mim - recordou Grilo.
Clayton Grilo, aliás, esteve junto na primeira conquista na carreira de Ronaldo: a Copa Mané Garrincha, de 1992 - na ocasião, Grilo foi o melhor jogador do torneio, e Ronaldo foi o artilheiro da competição. Na temporada seguinte, no entanto, seguiram caminhos distintos. Ronaldo seguiu para o Cruzeiro, fez parte da Seleção que faturou o tetracampeonato mundial em 1994 e se mandou para a Europa, onde defendeu PSV, Barcelona, Inter de Milão, Real Madrid e Milan. 
Clayton Grilo e Ronaldo, São Cristovão (Foto: Arquivo Pessoal)
Já Clayton Grilo conheceu o lado mais penoso do futebol: seguiu para Grêmio em 1993, chegou a fazer parte do título gaúcho daquele ano, mas não conseguiu despontar e, a partir daí, passou por clubes pouco conhecidos do Brasil e do exterior, como Atlético de Três Corações-MG, Anartosis, do Chipre, Deportivo, do Panamá, Capela-CE, Central-CE e Olímpico-SE.
Após diversas desilusões no mundo da bola e após uma lesão séria no joelho, decidiu encerrar a carreira cedo, aos 29 anos de idade. Há dez, é dono de um projeto social chamado Centro de Oportunidade ao Talento, o COT, localizado em São Gonçalo. No próximo dia 10 de dezembro, aliás, vai receber alguns ex-companheiros dos tempos de Grêmio como Roger e Danrley e amigos como Diego Souza (Sport), Sérgio Gomes, Cadão e Cidu (do Friburguense).
Clayton Grilo São Cristovão (Foto: Arquivo Pessoal)Hoje aos 40 anos, Grilo é dono de um projeto social em São Gonçalo (Foto: Arquivo Pessoal)
- Eu me sinto feliz por tudo o que o futebol me deu. Passei por vários estados, conheci vários países, conheci muita gente boa, viajei de avião. Hoje, o meu projeto vai completar 10 anos e, cara, vai vir até o Danrley, o Roger, que jogaram comigo no Grêmio, uma galera do Friburguense, como o Bidu, Cadão, Sérgio Gomes. Então fico feliz - disse Grilo, que ainda não se desfez da lembrança do último encontro com o Fenômeno.
- A última vez que falei com ele foi em um jogo da Seleção contra a Argentina no Mineirão, pelas Eliminatórias da Copa (em 2004). Acho que foi a última vez. Ele até disse que iria fazer um gol para a minha filha.  

  Varjota  Esportes - Ce.            /             Globoesporte.

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