“Barça e Madrid: não mais os reis do Mambo”.
Esse foi o título de uma reportagem do diário Sport, da Espanha, se referindo aos dois gigantes. E mesmo restando algumas semanas até o fim da janela de transferências, por enquanto Real Madrid e Barcelona não abriram os cofres para contratações multimilionárias como no passado.
O time madrilenho apresentou Vinicius Jr. e o goleiro Andryi Lunin como principais contratações, dois adolescentes que basicamente só não eram desconhecidos nos seus países de origem. Já o Barcelona perdeu Antoine Griezmann, que preferiu ficar no Atlético de Madrid por 10 milhões de euros a mais em salários.
É fato que é surpreendente os dois times não fazerem o mesmo barulho que antes, mas também é compreensível. Barcelona (600 milhões de euros) e Real Madrid (400 milhões de euros) se preparam para as renovações de seus estádios.
Há quem diga que o Real Madrid está “pegando leve” nesta temporada para investir em Neymar em 2019-2020. Mas desde 2014-15, o Real lucrou 55 milhões de euros a mais em vendas do que em compras.
De acordo com o site “transfermarkt.com”, desde 2014 o Real é apenas o 13º time que mais gastou em transferências (371 milhões de euros), menos da metade do que o City “torrou” no mesmo período (897 milhões de euros).
Eden Hazard, segundo especulações, poderia chegar por 120 milhões de euros. Courtois não seria tão caro. Mas caso o Real não contratasse ninguém, seria a quarta janela consecutiva sem uma contratação explosiva no mercado.
Tanto Barça quanto o Real ganham muito dinheiro, mas também gastam muito.
O clube catalão registrou na temporada 2017-18 ganhos de 914 milhões de euros – um recorde -, mas também gastou como nunca antes: 882 milhões de euros. E boa parte do lucro veio pelos 220 milhões de euros da venda de Neymar para o Paris Saint-Germain.
E apesar de ter vendido Neymar, o Barcelona ainda precisa terminar de pagar os jogadores que comprou para substituí-lo.
50 milhões de euros já foram pagos por Philippe Coutinho em janeiro, mais 35 milhões no começo de julho e ainda serão necessários mais 35 milhões no ano que vem.
Eles pagaram 70 milhões de euros por Ousmane Dembelé no ano passado e terminaram de pagar os 35 milhões restantes agora.
O maior problema do Barcelona segue sendo a folha de pagamento. Em outubro de 2017, o clube divulgou que 84% da arrecadação da entidade estava sendo utilizada para pagar salários. Segundo as regras financeiras do estatuto do Barça, esse número não pode ser maior do que 70%.
E mesmo não gastando os 100 milhões de euros previstos para adquirir Griezmann, o Barcelona precisa vender. Nomes como Jasper Cillessen, Douglas, Mina, Vidal, Andre Gomes e Rafinha estão entre os que já estão sendo oferecidos a clubes ao redor do mundo. Paulinho já se foi para a China e aliviou um pouco a folha salarial.
O clube catalão já contratou uma empresa para ajudar no financiamento de 600 milhões de euros da renovação do Camp Nou, que além do aumento de 5 mil lugares (indo para 105 mil) na capacidade ainda prevê a construção de hotel, restaurantes e lojas ao redor do estádio, além de uma reforma na arena multiuso do Barça, onde acontecem os jogos de basquete, handebol, hóquei e futsal.
Os 400 milhões que o Real Madrid pretende gastar para reformar o Santiago Bernabéu, num projeto que também inclui um plano de urbanização ao redor da arena.
Mesmo sem gastar tanto como antes, o Real venceu quatro das últimas cinco Uefa Champions League, enquanto o Barça ganhou a Liga e a Copa do Rei.
Os dias de Barça e Real dominando o mercado acabaram e podem nunca mais voltar. Pelo menos até o fim das construções de seus novos estádios.
© Fornecido por ESPN Ex-goleiro do Zorya Luhansk chega ao clube merengue com 19 anos Varjota Esportes - Ce. / MSN.
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