No tênis, número 1 do Brasil passa de fase e desafia bicampeão paralímpico Top 20 do mundo, Daniel Rodrigues despacha chileno e na segunda rodada encara japonês Shingo Kunieda, ouro em Pequim e em Londres e atual 6º lugar do ranking

Principal tenista do país no masculino, Daniel Rodrigues abriu atropelando o torneio de tênis em cadeira de rodas da Paralimpíada do Rio. Dono de dois títulos de simples no ano (Indian Wells e Copa Bahia), o atleta de 29 anos contou com um forte apoio dos torcedores na quadra central do Centro Olímpico de Tênis, localizado dentro do Parque Olímpico, e derrotou nesta sexta-feira o chileno Robinson Mendez, por 2 sets a 0, com direito a pneu na primeira parcial: 6/0 e 6/4.
- Essa vitória foi emocionante. A torcida... nunca joguei assim, e em casa foi fantástico. A torcida é como um jogador que está ali dentro ajudando. Tem um nervosismo, de fazer o primeiro jogo na quadra central, dá aquele frio na barriga. Mas eu consegui dosar isso e ganhar o jogo, que é o mais importante - avaliou Daniel.
Descrição da imagem: Daniel Rodrigues tênis adaptado Paralimpíada Rio 2016 (Foto: André Durão)
Número 18 do mundo, o mineiro tem um páreo duro pela frente, já na segunda rodada dos Jogos. Ele encara Shingo Kunieda, atual bicampeão paralímpico e 6º colocado no ranking da Federação Internacional de Tênis (ITF). O japonês não precisou disputar a primeira fase por ser um dos 12 melhores cabeças de chave da competição.
- Agora é esperar o próximo adversário (Shingo Kunieda), que era o número 1 do mundo. É um cara que já ganhou as duas últimas Paralimpíadas. É se preparar, contar de novo com a torcida, que faz muita diferença, e buscar sempre a vitória - disse o tenista brasileiro.
Daniel nasceu com má formação na perna direita, 20 centímetros menor que a esquerda. Praticante do tênis em cadeira de rodas desde os 19 anos, ele decidiu amputar a perna em 2013 após sofrer com complicações de uma cirurgia que fez para tentar reverter o quadro. Passado o procedimento, ele conquistou o bronze no individual e a medalha de prata de duplas nos Jogos Parapan-Americanos de Toronto, em 2015, ano em que alcançou também seu melhor ranking de simples (17º lugar).
Tênis adaptado Mauricio Pomme X Kamil Fabisiak Paralimpíada Rio 2016 (Foto: André Durão)Descrição da imagem: Maurício Pommê tenta chegar na bola contra polonês (Foto: André Durão)
Mais brasileiros em quadra
Um dos mais experientes tenistas da delegação brasileira, Maurício Pommê (61º) perdeu na primeira rodada, superado pelo polonês Kamil Fabisiak (20º) pelas parciais de 6/1 e 6/2. O paulista de 46 anos, que ficou paraplégico ao cair do telhado de sua academia, segue no Rio para a chave de duplas. Ele e Carlos "Jordan" Santos estreiam contra os coreanos Ho Won Im e Ha-Gel Lee.
Rafael Medeiros (36º), que perdeu o movimento das pernas aos 2 anos de idade por conta de um cisto na medula, também não passou da estreia. Ele caiu diante do americano Steve Baldwin (80º) pelas parciais de 6/2, 4/6 e 6/3. O atleta mineiro ainda disputa as duplas junto com Daniel Rodrigues. Os dois entraram direto nas oitavas de final e jogam contra os cabeças de chave 5 Tom Egberink e Maikel Scheffers, da Holanda.
No quad (para atletas que têm deficiência também nos membros superiores), o Brasil está representado pela primeira vez em Paralimpíadas. Ymanitu Silva, que ficou tetraplégico após um acidente de carro em 2007, passou pelo britânico Jamie Burdekin por 2 sets a 1, parciais de 6/2, 2/6 e 6/1. O tenista catarinense joga as quartas de final contra o sul-africano Lucas Sithole, cabeça de chave 3.
Yamanitu Silva tênis adaptado Paralimpíadas Rio 2016 (Foto: André Durão)
O outro representante do país na categoria é Rodrigo Oliveira, atleta que teve meningite após o nascimento e ficou sem os movimentos das pernas e do lado esquerdo do corpo. O brasiliense estreia ainda nesta sexta-feira, contra o japonês Mitsuteru Moroishi.
A partir de 18h30 (de Brasília), são realizados as partidas da sessão noturna da quadra central. A goiana Rejane Cândida e a pernambucana Natália Mayara estreiam diante das americanas Dana Mathewson e Kaitly Verfuerth, em duelo válido pelas oitavas de final das duplas femininas. Em seguida, o piauiense Carlos Santos, o "Jordan" (27º), que teve atrofia nas pernas fruto de uma sequela de poliomelite aos 2 anos de idade, fecha a programação diante do espanhol Martin de la Puente (26º). 

 Varjota  Esportes - Ce.            /              Globoesporte.

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