Bruno Lousada e Paulo Fávero - estadão.com.br
RIO - O brasileiro Anderson Silva entrou na sala de entrevistas sob muitos flashes e com um terno bem alinhado. Usando óculos e carregando o cinturão de campeão do peso médio, ele conversou nesta quinta-feira com 250 jornalistas de diversas partes do mundo que vieram ao Rio de Janeiro para mais uma edição do UFC.
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Mas desta vez Anderson não queria ganhar os holofotes com frases fortes e provocações. Não entrou no clima de revanche com o japonês Yushin Okami, última pessoa a vencê-lo, em janeiro de 2006. No sábado colocará sua invencibilidade em jogo diante do algoz, mas espera manter o cinturão. "Luta é luta e acho que estou bem treinado. Espero dar um bom espetáculo", disse.
Em outras oportunidades, principalmente quando enfrentou Demian Maia, Chael Sonnen e Vitor Belfort, suas palavras foram mais duras. Mas desta vez está sendo diferente.
"É um esporte de contato, existe uma rivalidade saudável, mas a polêmica sempre acontece, principalmente quando se torna alguém que todos querem lutar contra", avisou.
Anderson preservou Okami de seus comentários e o japonês também não entrou no grupo dos desafetos do brasileiro. Ficou no seu canto, respondeu poucas questões e apenas vestiu uma bandeira do Flamengo quando pediram que usasse, para tirar fotos e criar uma rivalidade com o corintiano Anderson.
PRECONCEITOUm dos brasileiros participantes do card principal do UFC Rio, a ser realizado no sábado na Arena HSBC, na Barra da Tijuca, o lutador Maurício Shogun não tem dúvida: o preconceito contra o MMA (artes marciais mistas, na sigla em inglês) está perto de acabar.
"O evento deste sábado vai mudar a maneira como o país vê o nosso esporte, porque só tem alguma restrição quem nunca assistiu a uma luta", argumentou. "Depois do UFC Rio tudo vai ser diferente. O povo brasileiro vai poder ver que o esporte é sério e que o evento é um verdadeiro espetáculo."
Shogun vai enfrentar o americano Forrest Griffin e se diz pronto para o combate. Confiança não lhe falta. "Fiquei três meses em Los Angeles e estou muito feliz de estar lutando no Brasil. É um sonho realizado."
Ele sabe que, se vencer, vai dar um passo importante para a disputa do cinturão dos meio pesados. "Depois da luta vejo o que eu faço, não penso em cinturão ainda." No momento, o que mais lhe interessa é o duelo com o norte-americano.
FIM DA CARREIRA?Um dos maiores pesos pesados de todos os tempos, o baiano Minotauro, de 35 anos, pode se despedir do UFC se for mal no duelo contra o americano Brendan Schaub, no sábado, na Arena HSBC. Nesta quinta, no Hotel Copacabana Palace, o presidente da franquia, Dana White, deu a entender que a luta vai ser decisiva para o brasileiro. Depois do combate, o dirigente vai definir se Minotauro vai continuar disputando a competição.
"Isso depende de como vai rolar a luta. Depois eu também preciso conversar com ele. Temos que ver como vai rolar para ver o que vai acontecer", disse Dana White. Embora esteja em baixa no UFC e há um ano não suba no octógono, como o ringue é chamado, por causa de uma série de contusões, Minotauro não jogou a toalha e disse que "ainda tem muita lenha para queimar".
"A aposentadoria é uma decisão que cabe a mim. Sei o tempo de parar. Tenho crédito no MMA", argumentou, demonstrando irritação com o assunto.
Apesar da necessidade de ir bem contra Brendan Schaub, Minotauro fez questão de minimizar essa pressão. Afirmou estar pronto para o combate e ressaltou estar feliz por lutar no País pela primeira vez na carreira. "Vou competir na frente da minha filha, do meu pai e todo o pessoal vai me ver. Vou encarar essa pressão como um apoio a mais."
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Mas desta vez Anderson não queria ganhar os holofotes com frases fortes e provocações. Não entrou no clima de revanche com o japonês Yushin Okami, última pessoa a vencê-lo, em janeiro de 2006. No sábado colocará sua invencibilidade em jogo diante do algoz, mas espera manter o cinturão. "Luta é luta e acho que estou bem treinado. Espero dar um bom espetáculo", disse.
Em outras oportunidades, principalmente quando enfrentou Demian Maia, Chael Sonnen e Vitor Belfort, suas palavras foram mais duras. Mas desta vez está sendo diferente.
"É um esporte de contato, existe uma rivalidade saudável, mas a polêmica sempre acontece, principalmente quando se torna alguém que todos querem lutar contra", avisou.
Anderson preservou Okami de seus comentários e o japonês também não entrou no grupo dos desafetos do brasileiro. Ficou no seu canto, respondeu poucas questões e apenas vestiu uma bandeira do Flamengo quando pediram que usasse, para tirar fotos e criar uma rivalidade com o corintiano Anderson.
PRECONCEITOUm dos brasileiros participantes do card principal do UFC Rio, a ser realizado no sábado na Arena HSBC, na Barra da Tijuca, o lutador Maurício Shogun não tem dúvida: o preconceito contra o MMA (artes marciais mistas, na sigla em inglês) está perto de acabar.
"O evento deste sábado vai mudar a maneira como o país vê o nosso esporte, porque só tem alguma restrição quem nunca assistiu a uma luta", argumentou. "Depois do UFC Rio tudo vai ser diferente. O povo brasileiro vai poder ver que o esporte é sério e que o evento é um verdadeiro espetáculo."
Shogun vai enfrentar o americano Forrest Griffin e se diz pronto para o combate. Confiança não lhe falta. "Fiquei três meses em Los Angeles e estou muito feliz de estar lutando no Brasil. É um sonho realizado."
Ele sabe que, se vencer, vai dar um passo importante para a disputa do cinturão dos meio pesados. "Depois da luta vejo o que eu faço, não penso em cinturão ainda." No momento, o que mais lhe interessa é o duelo com o norte-americano.
FIM DA CARREIRA?Um dos maiores pesos pesados de todos os tempos, o baiano Minotauro, de 35 anos, pode se despedir do UFC se for mal no duelo contra o americano Brendan Schaub, no sábado, na Arena HSBC. Nesta quinta, no Hotel Copacabana Palace, o presidente da franquia, Dana White, deu a entender que a luta vai ser decisiva para o brasileiro. Depois do combate, o dirigente vai definir se Minotauro vai continuar disputando a competição.
"Isso depende de como vai rolar a luta. Depois eu também preciso conversar com ele. Temos que ver como vai rolar para ver o que vai acontecer", disse Dana White. Embora esteja em baixa no UFC e há um ano não suba no octógono, como o ringue é chamado, por causa de uma série de contusões, Minotauro não jogou a toalha e disse que "ainda tem muita lenha para queimar".
"A aposentadoria é uma decisão que cabe a mim. Sei o tempo de parar. Tenho crédito no MMA", argumentou, demonstrando irritação com o assunto.
Apesar da necessidade de ir bem contra Brendan Schaub, Minotauro fez questão de minimizar essa pressão. Afirmou estar pronto para o combate e ressaltou estar feliz por lutar no País pela primeira vez na carreira. "Vou competir na frente da minha filha, do meu pai e todo o pessoal vai me ver. Vou encarar essa pressão como um apoio a mais."

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