Em jogo de tudo ou nada, Atlético-PR vence o Ceará e acirra a briga no Z-4 O triunfo impede que o Furacão se afaste da disputa para escapar da segundona. Já o Ceará, segue sem vencer e se afunda no Brasileirão


Na partida considerada como um marco na parte inferior da tabela, o Atlético-PR se deu bem e venceu o Ceará, por 1 a 0, na Arena da Baixada, mantendo forte a esperança de conseguir sair da zona de rebaixamento nas últimas sete rodadas do Brasileirão.
O meia rubro-negro Paulo Baier foi o responsável pela quinta partida sem vitória do Vozão, ao marcar o único gol da partida, ainda no primeiro tempo, após uma cobrança de falta.
O duelo foi considerado como vital pelas duas equipes. No lado atleticano, o técnico Antônio Lopes chegou a dizer que era uma “partida de 600 pontos”. Para o goleiro cearense Fernando Henrique, era a partida mais importante do Ceará na competição.
A partida foi marcada pela velocidade das duas equipes, ansiosas por um resultado positivo. O visitante chegou com uma formação defensiva, com quatro volantes. Já o Furacão contou com o retorno do experiente Cleber Santana, que soube dar boa movimentação à meia-cancha rubro-negra.
Com o triunfo, o Furacão acirra a disputa da Z4. Com 31 pontos, o Atlético-PR permanece na 18ª posição, enquanto o Ceará estaciona nos 32, entrando na incômoda briga para continuar na primeira divisão.
O Furacão enfrenta o Santos, no próximo sábado, às 18h (de Brasília), na Vila Belmiro. No mesmo dia e horário, o Vozão recebe o Fluminense, no estádio Presidente Vargas.
Paulo Baier abriu o placar na Arena da Baixada (Foto: Agência Estado)
Briga de volantes
A disputa começou centralizada pelos sete volantes das duas equipes. O Ceará, sem vencer há quatro partidas, entrou com um propósito defensivo, pronto para explorar os contra-ataques, com os volantes Eusébio, João Marques (atuando como zagueiro), Careca e Michel.
No lado atleticano, Antonio Lopes escalou três volantes: Marcelo Oliveira, Deivid e, o mais ofensivo, Cléber Santana. E quem deu mais trabalho nos minutos iniciais foi o Furacão. Com um meio-campo rápido e através dos avanços pela esquerda com Héracles, o anfitrião chegou com perigo.
Tanto que aos seis minutos, o Atlético-PR envolve a defesa do Vozão. Héracles chuta, Fernando Henrique espalma e Nieto, de voleio, balança a rede. Gol anulado pelo árbitro Sálvio Spindola, que interpretou como falta do argentino sobre o zagueiro Daniel Marques.
Postado de maneira defensiva, só restava ao Ceará arrematar de fora da área. Em uma boa chegada, o atacante Washington mandou uma bomba, que passou à direita de Renan Rocha, assustando os torcedores atleticanos.
Mas a onda ofensiva atleticana passou e duas situações predominaram no jogo: a cera do arqueiro cearense Fernando Henrique e o abatimento da zaga rubro-negra. Desde o começo da partida, o goleiro do Vozão deixou bem claro que o empate era um bom resultado, atrasando a partida a cada tiro de meta e irritando a massa atleticana.
Por outro lado, a equipe visitante chegava com perigo, aproveitando as falhas na linha defensiva do Atlético-PR, que definitivamente batia cabeça. Mas nada que o paizão Paulo Baier não resolvesse. Aos 32 minutos, o meia do Atlético-PR cobrou uma falta perfeita pelo lado direito do ataque rubro-negro. Fernando Henrique não saiu do lugar, assistindo o primeiro gol válido do Furacão.
Jogo equilibrado
No retorno do intervalo, o técnico Estevam Soares realizou uma troca de volantes no Alvinegro: tirou Careca e colocou Rudinei, que atuou mais avançado. Em campo, o jogo não começou com o mesmo vigor, se concentrando principalmente na meia-cancha. O Ceará assustava mais nas bolas paradas, com ênfase aos escanteios, onde o jogo aéreo do Vozão era superior.
Observando a queda de rendimento no Rubro-Negro, Antônio Lopes arriscou: tirou o volante Marcelo Oliveira (que já tinha um cartão amarelo) e colocou o meia Marcinho, que voltava de lesão.
A diferença foi nítida. O Furacão passou a ter um toque de bola mais refinado e com qualidade. Quase que o atacante Guerrón marcou o segundo, após passar por três marcadores.
Mas a melhora atleticana passou em menos de cinco minutos. Com bom apoio dos dois laterais, com destaque para Boiadeiro, o Ceará acuou o Atlético-PR no campo de defesa e bombardeou a zaga. Para dar uma força na ofensiva cearense, Soares também partiu para o tudo ou nada. Tirou o lateral Vicente e colocou o atacante Marcelo Nicácio, algoz do Furacão na partida do primeiro turno.
Para tentar dar mais tranquilidade e garantir a vitória, Lopes retrancou o Furacão e colocou Edilson e Wendel, tirando Wagner Diniz e Nieto. No lado alvinegro, Estevam Soares sacou o destaque Boiadeiro para dar uma chance a Egídio.
Mas nada tirou a alegria dos torcedores atleticanos que foram apoiar o Furacão, com faixas de incentivo, como "lute até o fim". Para os mais de 50 cearenses que estavam na Arena, restou aguardar as sete rodadas finais em busca de uma reação. No total, 12.183 torcedores pagantes acompanharam o duelo, para uma renda de R$ 164.040. 
  Globoesporte.com   /   Varjota  Esportes.

Nenhum comentário:

Postar um comentário