Árbitro da Fifa apita jogo no interior do Amazonas com uniforme emprestado Equipamento de trabalho do mineiro Ricardo Marques fica em conexão de voo em São Paulo. Meterial chega 30 minutos depois ao local do jogo


O árbitro Fifa, de Minas Gerais, Ricardo Marques Ribeiro, de 33 anos, responsável pelo jogo entre Nacional e Princesa, válido pela final do returno do Campeonato Amazonense, teve que emprestar uniforme e equipamento para apitar o jogo. Isto porque seu material de trabalho (apito, chuteira, cartão, roupas etc) foi esquecido em São Paulo, após conexão do voo da companhia aérea Azul, que o trazia para Manaus.
Árbitro Ricardo Marques teve que emprestar uniforme para apitar o jogo (Foto: Adeilson Albuquerque)
Apesar das circunstâncias, os apetrechos chegaram ao aeroporto Internacional Eduardo Gomes, na capital amazonense, na Zona Oeste da cidade. Porém, só depois de 30 minutos do encerramento do confronto, na tarde deste sábado (11), no estádio Gilberto Mestrinho, na cidade de Manacapuru (a 86 quilômetros de Manaus), é que o material que seria utilizado pelo juiz chegou. E, tudo, graças ao taxista Jerry Cleuber da Silva Correia, de 23 anos.
Taxista com uniforme do árbitro Ricardo Marques (Foto: Adeilson Albuquerque)Taxista foi de Manaus até Manacapuru levar o
uniforme (Foto: Adeilson Albuquerque)
- Um dos responsáveis pelo setor de bagagens da empresa Azul deixou a mala no nosso ponto de taxi, que fica no aeroporto, e pediu para que eu trouxesse aqui para Manacapuru e a entregasse ao árbitro Ricardo. Ele disse que era a roupa do árbitro. E aí ele pagou o frete e pediu que eu viesse o mais rápido possível pra cá, pois o juiz iria precisar da roupa. Senão, ele não trabalharia no jogo. Ele não apitaria. Então, eu “voei” e tirei uma hora e meia do aeroporto até Manacapuru – contou, lamentando não ter chegado a tempo.
O jovem motorista salientou que já atua na profissão há mais de três anos e que ainda não tinha vivenciado algo parecido.
- Apesar do pouco tempo como taxista, essa situação foi bastante inusitada. Eu jamais imaginaria que eu ia ter que fazer isso, ainda mais, levar a roupa de um juiz da Fifa. E olha que eu já vivi alguns imprevistos e improváveis casos que você possa imaginar – sublinhou.
Árbitro Ricardo Marques (Foto: Adeilson Albuquerque)Ricardo disse que por ser magro ajudou a conseguir uniforme emprestado (Foto: Adeilson Albuquerque)
Procurado pelo GLOBOESPORTE.COM/AM, após o embate, o mineiro Ricardo Marques disse que o fato ocorrido no interior do Amazonas não foi a primeira vez que aconteceu com ele.
- Já aconteceu outras vezes, sendo que minha bagagem sempre chegou a tempo da partida. E esta foi a primeira vez que ela não chegou a tempo. Porém, graças a Deus, deu tudo certo, pois a comissão estadual de arbitragem arrumou uma roupa que coube muito bem em mim. Esta é a vantagem de ser magrinho – sorriu o árbitro que pertence ao quadro Fifa desde 2009 e que usou todo o equipamento (roupa, sapato, apito, cartão) do árbitro amazonense, Odson Santos da Silva. 

 Varjota  Esportes - Ce.          /           Globoesporte

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