© Fluminense FC Gustavo Scarpa durante treinamento do Fluminense, em abril de 2017
Em votação realizada nesta quinta-feira, a SEDI-II (Seção Especializada em Dissídios Individuais II) do TRT-RJ (Tribunal Regional do Trabalho do Rio de Janeiro) negou, por 8 votos a 3, o pedido de mandado de segurança feito pelos advogados do meia Gustavo Scarpa.
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Eles requeriam que o atleta, que atualmente está vinculado ao Fluminense, pudesse retornar ao trabalho e defender o Palmeiras, que o contratou em janeiro deste ano, até que a decisão em 1ª instância do tribunal carioca seja divulgada.
Com isso, o atleta continuará na mesma situação em que está hoje e terá que esperar sair a sentença da juíza Dalva Macedo, 70ª Vara do Trabalho, sem sequer frequentar as instalações palestrinas.
O atleta também não vem treinando nas Laranjeiras e aguarda o resultado do julgamento desde abril.
E como a questão segue indefinida na Justiça, aliás, o "Verdão" ainda não pagou as luvas que havia combinado com Scarpa e seu estafe.
Até agora, o meia embolsou apenas o primeiro mês de salário no "Verdão", mais o valor proporcional dos dias trabalhados no segundo mês, até que a Justiça cassou a liminar e o impediu de seguir momentaneamente em ação pela equipe palestrina.
O Palmeiras, por sua vez, impôs prazo de carência de 60 dias para iniciar o pagamento das luvas e comissões que, com salários, somarão aproximadamente 6 milhões de euros (R$ 27,82 milhões, na cotação atual) em três anos.
Como antes desses dois meses a Justiça obrigou Scarpa a se afastar do clube paulista e voltar ao Fluminense, porém, o time alviverde não chegou a depositar a quantia mais elevada acertada na assinatura do contrato.
O CASO SCARPA
Após conseguir liberação na Justiça no início do ano por meio de uma liminar, Gustavo Scarpa foi anunciado pelo clube do Palestra Itália em 15 de janeiro, com a equipe pagando 6 milhões de euros (R$ 26,12 milhões, na cotação atual) em luvas.
Ele fez oito partidas pelo time paulista até 11 de março, quando atuou pela última vez coma a camisa verde, marcando dois gols em vitória sobre o Ituano, pelo Campeonato Paulista.
Em 15 de março, porém, a liminar que o permitir jogar pelo "Verdão" foi derrubada pelo TRT-RJ, e o jogador voltou a ser vinculado ao Fluminense.
Seus advogados tentaram um recurso no TST (Tribunal Superior do Trabalho), em Brasília, mas viram o pedido ser negado.
Desde então, o caso aguarda nova resolução no TRT-RJ para saber qual será o destino de Scarpa.
Enquanto isso, o atleta está em Hortolândia, no interior de São Paulo, onde nasceu, sem jogar pelo Flu.
Para se manter em forma, treina com um preparador físico particular, já que não pode utilizar as instalações da Academia de Futebol do Palmeiras, e chegou até a disputar partidas amadoras de futsal em campeonatos da região.
No processo contra o Flu, Scarpa cobra mais de R$ 9 milhões do clube carioca. O valor se refere a salários, férias e 13º atrasados, além de parcelas não recolhidas do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço).
Varjota Esportes - Ce. / MSN.
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