Amanda Romanelli - O Estado de S. Paulo
HEUSDEN - O meeting da pequena cidade de Heusden, na Bélgica, foi o local escolhido pela russa Yelena Isinbayeva para marcar seu retorno às pistas. A recordista mundial do salto com vara não disputa uma competição há cinco meses, quando se despediu da temporada em pista coberta, e não participa de provas ao ar livre desde setembro de 2009. Neste sábado, a partir das 14 horas (de Brasília), enfrentará adversárias inexpressivas para tentar voltar ao topo.
Yelena saltou pela última vez em 12 de fevereiro, na cidade de Donetsk (Ucrânia), quando alcançou 4,85 m, a segunda melhor marca do mundo na temporada em pista coberta – a russa foi superada pela americana Jennifer Suhr, que saltou 1 cm a mais.
Desde então, Yelena manteve-se reclusa. Não disputou o Campeonato Europeu, em março, por causa de uma misteriosa doença, e, em abril, anunciou uma mudança de impacto em sua carreira: rompeu a parceria com o técnico Vitaly Petrov (o mentor do ucraniano Sergei Bubka) para voltar a treinar com o russo Evgeniy Trofimov, o homem que a revelou para o atletismo. Também não disputou as seletivas russas para o Mundial de Daegu (Coreia do Sul), em agosto - acabou poupada pela Federação de Atletismo de seu país.
Em entrevista à TV belga VRT, Isinbayeva falou sobre seu discreto retorno e motivo de ter escolhido o Meeting de Heusden. “Eu adoro a Bélgica, porque foi o lugar onde eu conquistei alguns de meus recordes”, disse. "Meu objetivo é assumir a liderança do ranking mundial", garantiu, sobre o lugar atualmente ocupado pela alemã Martina Strutz, que saltou 4,78 m na terça-feira.
Yelena também comentou os períodos de afastamento das pistas – em 2010, ela não disputou a temporada outdoor. “Eu precisava encontrar motivação. O próximo ano será muito especial, já que teremos a Olimpíada de Londres. E eu não sou uma máquina; preciso descansar de vez em quando”, falou, bem humorada.
Antes da aposentadoria, marcada para 2013, a russa tem dois objetivos: conquistar o tricampeonato olímpico e retomar o título mundial. Em 2009, no Mundial de Berlim, terminou a final em último lugar depois de queimar todos os seus saltos. Dona da marca de 5,06 m, viu a polonesa Anna Rogowska ficar com o ouro ao saltar apenas 4,75 m. No ano seguinte, a russa também fracassou – desta vez, no Mundial de pista coberta, em Doha (Catar). Saltou mal nas qualificatórias, com resultados que quase a tiraram da decisão. Na briga por medalhas, errou novamente e ficou em 4º lugar, com ouro para a brasileira Fabiana Murer (4,80 m).
Yelena admitiu que o tempo em que ficou fora das pistas e a mudança de técnico foram essenciais para que sua motivação fosse retomada. “Perdi em Berlim, perdi em Doha e meus resultados estavam piorando. Algo precisava ser feito”, admitiu. “Estou tentando manter meu brilho e a alegria (em saltar). Em alguns anos, estarei aposentada e agora estou tentando aproveitar cada momento, cada competição, porque sentirei falta de tudo isso.”
Alexander Natruskin/Reuters - 6/2/2011
Isinbayeva compete neste sábado às 14 horas (de Brasília)
Desde então, Yelena manteve-se reclusa. Não disputou o Campeonato Europeu, em março, por causa de uma misteriosa doença, e, em abril, anunciou uma mudança de impacto em sua carreira: rompeu a parceria com o técnico Vitaly Petrov (o mentor do ucraniano Sergei Bubka) para voltar a treinar com o russo Evgeniy Trofimov, o homem que a revelou para o atletismo. Também não disputou as seletivas russas para o Mundial de Daegu (Coreia do Sul), em agosto - acabou poupada pela Federação de Atletismo de seu país.
Em entrevista à TV belga VRT, Isinbayeva falou sobre seu discreto retorno e motivo de ter escolhido o Meeting de Heusden. “Eu adoro a Bélgica, porque foi o lugar onde eu conquistei alguns de meus recordes”, disse. "Meu objetivo é assumir a liderança do ranking mundial", garantiu, sobre o lugar atualmente ocupado pela alemã Martina Strutz, que saltou 4,78 m na terça-feira.
Yelena também comentou os períodos de afastamento das pistas – em 2010, ela não disputou a temporada outdoor. “Eu precisava encontrar motivação. O próximo ano será muito especial, já que teremos a Olimpíada de Londres. E eu não sou uma máquina; preciso descansar de vez em quando”, falou, bem humorada.
Antes da aposentadoria, marcada para 2013, a russa tem dois objetivos: conquistar o tricampeonato olímpico e retomar o título mundial. Em 2009, no Mundial de Berlim, terminou a final em último lugar depois de queimar todos os seus saltos. Dona da marca de 5,06 m, viu a polonesa Anna Rogowska ficar com o ouro ao saltar apenas 4,75 m. No ano seguinte, a russa também fracassou – desta vez, no Mundial de pista coberta, em Doha (Catar). Saltou mal nas qualificatórias, com resultados que quase a tiraram da decisão. Na briga por medalhas, errou novamente e ficou em 4º lugar, com ouro para a brasileira Fabiana Murer (4,80 m).
Yelena admitiu que o tempo em que ficou fora das pistas e a mudança de técnico foram essenciais para que sua motivação fosse retomada. “Perdi em Berlim, perdi em Doha e meus resultados estavam piorando. Algo precisava ser feito”, admitiu. “Estou tentando manter meu brilho e a alegria (em saltar). Em alguns anos, estarei aposentada e agora estou tentando aproveitar cada momento, cada competição, porque sentirei falta de tudo isso.”

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