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Com um pouco mais de volume de jogo, o Coelho encontrou dificuldades para penetrar na defesa catarinense, o que obrigou os atacantes Fábio Júnior e Alessandro a saírem da área para tentar criar as jogadas. Com o congestionamento de jogadores no meio-campo, os goleiros Neneca e Wilson praticamente não foram exigidos no primeiro tempo.
Os donos da casa só conseguiram chegar ao ataque, aos 21, com um chute cruzado do atacante Júlio Cesar, mas o goleiro do América-MG trabalhou bem pela primeira vez. Com a ausência de atletas de criatividade, a partida perdeu em qualidade técnica, com excesso de bolas levantadas na área.
Quando algo diferente acontecia era em arremates de média, longa distância, como ocorreu aos 25, com o petardo de Thiago Carleto, que explodiu no travessão do Figueirense. Após este lance, já foi possível ouvir as primeiras vaias dos torcedores no Orlando Scarpelli, em uma clara demonstração de revolta com o futebol apresentado pelo Figueira.
Aos 36, quando conseguiu trocar bases com um pouco mais de qualidade, Alessandro rolou com açúcar para Rodriguinho, que da risca da grande área, disparou um tiro certeiro para inaugurar o placar no Orlando Scarpelli. Com o placar favorável, o Coelho administrou o restante do primeiro tempo e foi para o vestiário vencendo.
Insatisfeito com o rendimento do time, o técnico Jorginho fez duas alterações no intervalo, promovendo as entradas de Fernandes e Pittoni, para as saídas de Elias e Túlio, deixando a equipe catarinense mais ofensiva. Mas, apesar das mudanças, o Figueirense errou muitos passes e encontrou problemas com a saída de bola.
Já o América-MG atuou de forma mais cautelosa, mas sem deixar de lado a postura agressiva, que marcou a atuação da equipe na primeira etapa. Aos dez minutos, Neneca trabalhou bem em cobrança de falta de Júlio César e evitou o empate dos donos da casa.
A partir dos 20 minutos, na base do abafa, o Figueirense intensificou a pressão em cima do Coelho, que recuou as linhas de marcação e passou a explorar apenas as jogadas de contra-ataque. Aos 24, Júlio César cobrou falta com violência e acabou surpreendendo o goleiro Neneca para igualar o marcador e dar mais emoção para a partida.
Com o empate do Figueira, a forte marcação que foi a tona do primeiro tempo desapareceu, e os dois times passaram a buscar o gol da vitória com mais afinco. Aos 32, o atacante Aloísio quase conseguiu em toque por cobertura virar o jogo. No minuto seguinte veio a resposta do América-MG com Thiago Carleto, que assustou Wilson em chute de fora da área.
Aos 37, na primeira bobeada da zaga americana no jogo, o atacante Júlio César completou para o gol, para virar o jogo no Orlando Scarpelli e levar o torcedor do Figueira à loucura. O triunfo acabou com um jejum de vitórias em casa do Figueirense, que durava desde agosto, quando o clube superou Botafogo.
Gazetaesportiva.com / Varjota Esportes.

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