Fernando Prass, a jornal, explica saída 'como não queria' do Palmeiras e diz: 'As pessoas têm pressa de construir e destruir ídolos'

Fernando Prass durante treino do Palmeiras, na Academia de Futebol © Cesar Greco/Ag Palmeiras Fernando Prass durante treino do Palmeiras, na Academia de Futebol
Fernando Prass não esconde de ninguém que deixou o Palmeiras contra seu desejo.
E foi esse sentimento que ele reforçou em entrevista concedida à Folha de S. Paulo desta quinta-feira (12). 
"Não saio da maneira que eu queria porque eu queria ficar aqui. Minha ideia era continuar ao menos mais um ano", reafirmou.
E uma das razões para que ele quisesse ficar é acreditar que joga por pelo mais um ano em bom nível.
"Quando você chega a uma certa idade, até por respeito ao clube, não vai dizer que vai jogar por mais dois ou três anos. Mas mais um ano eu jogo tranquilamente, disse.
Prass afirma que se surpreendeu com o carinho da torcida quando do anúncio de sua saída do Palmeiras. 
"Enquanto você está jogando, é difícil ter essa percepção. Você ganha, é elogiado, perde, é criticado. Mas, agora, quando decretou a minha saída, fiquei impressionado com a repercussão. Agora que eu estou percebendo melhor o carinho que a torcida tem por mim", revelou.
Citando D'Alessandro, no Inter, e Geromel, no Grêmio, Prass explicou como entende a questão da idolatria. 
"Hoje se fala muito superficialmente em ídolo. O cara pode ser um craque dentro de campo e não ser ídolo. Não tem uma fórmula ou um perfil, cada pessoa tem a sua maneira, e aí vai da empatia. Têm pessoas com uma postura excelente, grandes jogadores, mas que não têm a química com a torcida", diz.
"É difícil encontrar um ídolo novinho. Para falar em ídolo mesmo o cara tem de construir uma história. Não dá para pegar um menino e dizer que ele é ídolo. Você vai estar sendo leviano. Precisa de um tempo para consolidar uma idolatria", acrescentou, indagado se um ídolo precisaria necessariamente ser um atleta com maior rodagem. 
"O mundo está mudando. Hoje é tudo mais rápido. A informação se transmite mais rápido, então a necessidade de criar conceitos e dar opiniões é instantânea. As pessoas têm pressa de construir e de destruir ídolos também", afirmou.  

 Varjota Esportes - Ce.        /           MSN.

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