Um mês após aposentar esquema, Adilson testa novo setor ofensivo Jogo sem gols com a Ponte Preta, pela Série B, foi o último em que o técnico armou o time com três volantes; desde então, foram quatro vitórias, uma derrota e um empate

Há exatamente um mês, no empate por 0 a 0 com a Ponte Preta, pela Série B do Campeonato Brasileiro, Adilson Batista utilizava pela última vez o esquema com três volantes: Guiñazu, Aranda (antes de se machucar era Pedro Ken) e Fabrício. Contestado pela torcida e com a necessidade de montar um meio-campo com maior capacidade de criação, o treinador aposentou o formato. Desde então, o Vasco venceu quatro partidas consecutivas, foi derrotado uma vez e empatou outra: 13 pontos, que deixaram a equipe no G-4 da competição.

- É evidente que tenho que criar alternativas. Elas acabam mudando de um jogo para o outro. Até em função de contratações e lesão, vai mudando. É natural. Muda adversário, muda competição. Já jogamos com dois na frente, um na frente, três na frente, três volantes. O esquema vai mudando em função daqueles que entraram e fizeram por merecer a permanência também. Sai Dakson, entra outro. Esses da linha de três nunca trabalharam juntos. Agora tem a volta do Douglas, e queremos ver o rendimento - disse o técnico.
Kleber e Douglas são as únicas duas peças com vaga cativa no time recentemente (Foto: Marcio Alves / Agência O Globo)


O novo esquema tirou de Douglas a sobrecarga de ser o único meia criativo do time. Agora, apesar de continuar como ponto de referência das principais jogadas, o camisa 10 tem ao seu lado outros jogadores. Lesões e suspensões fazem com que o treinador mude os titulares constantemente. A primeira opção pareceu dar certo: Dakson atuou bem nas vitória por 1 a 0 sobre o Paraná; Thalles e Kleber formaram a dupla de ataque.

Depois, com a ausência de Thalles, que estava servindo à seleção brasileira sub-20, Adilson optou por deixar Kleber na frente e formar uma linha de três no setor ofensivo, com Douglas centralizado atrás. Contra o ABC - vitória por 2 a 1 -, Lucas Crispim ocupou a direita ao lado do camisa 10 e de Dakson. Diante do Náutico, triunfo por 1 a 0, no Recife, o mesmo trio. Mas Crispim se machucou e deu lugar a Guilherme Biteco.
O esquema vai mudando em função daqueles que entraram e fizeram por merecer a permanência também. Esses da linha de três nunca trabalharam juntos. Agora tem a volta do Douglas, e queremos ver o rendimento 
Adilson Batista
Em uma das melhores apresentações do Vasco na temporada, na vitória por 2 a 0 sobre o Ceará, em São Januário, Dakson, Douglas e Biteco repetiram a fórmula. Novamente, um obstáculo impediu a sequência: o primeiro sofreu uma pancada no tornozelo e segue se recuperando, o que obrigou Adilson a aplicar uma nova mudança. Na derrota por 2 a 1 para o Vila Nova, Douglas, Biteco, Edmílson e Kleber iniciaram o jogo. Contra o Icasa, na última sexta-feira, mais modificações. O uruguaio Maxi Rodríguez estreou e, com a suspensão do camisa 10, Montoya e Jhon Cley, que vinham tendo poucas oportunidades, ganharam as vagas.

A dança das cadeiras continua, agora por outra competição. Nesta terça-feira, o Vasco recebe o ABC em São Januário, pelo jogo de ida das oitavas de final da Copa do Brasil. A escalação indicada por Adilson Batista surpreendeu os torcedores positivamente. A nova linha de três será testada com Douglas, centralizado na armação, com Montoya e Maxi. Kleber estará na frente.

Thalles já retornou da Seleção sub-20 após a conquista do Torneio de Cotif e treinou junto ao grupo vascaíno no CFZ, na segunda-feira. Adilson Batista, porém, disse que optou por deixá-lo no banco de reservas no jogo desta terça-feira para observar o esquema treinado. 

O Vasco recebe o ABC na noite desta terça, em São Januário, às 19h30 (de Brasília). A partida é válida pela ida das oitavas de final da Copa do Brasil.  



   Varjota  Esportes - Ce.             /             Globoesporte.

Nenhum comentário:

Postar um comentário