Se tiver que ocorrer alguma paralisação vamos comunicar com a devida antecedência para que ninguém seja prejudicado.
Marco Antônio Martins
Tal item garante aos árbitros o repasse de 0,5% dos valores de transmissão da TV. Todas as assembleias estão marcadas para começar às 19h30 (horário de Brasília). A previsão é que o resultado seja divulgado por volta das 21h. Mesmo que uma paralisação seja aprovada, o presidente da Associação Nacional dos Árbitros de Futebol (Anaf), Marco Antônio Martins, afirmou que a rodada do próximo fim de semana nas Séries A, B, C e D não sofrerá nenhuma alteração.
- A rodada do fim de semana nas Séries A, B, C e D do Campeonato Brasileiro está garantida, pois a escala de arbitragem já sai na tarde desta quinta-feira e a gente não quer atrapalhar ninguém. Para o fim de semana está tudo mantido. Se tiver que ocorrer alguma paralisação, vamos comunicar com a devida antecedência para que ninguém seja prejudicado.
O presidente da Anaf acredita num grande comparecimento dos árbitros e assistentes. Segundo ele, a manifestação da última quarta-feira foi muito importante para o movimento. Na ocasião, os quartetos de arbitragem das sete partidas válidas pela 18ª rodada fizeram um minuto de silêncio no centro do campo e levantaram a placa que indica substituições com os números zero e cinco, em referência ao item da MP do Futebol vetado pelo poder executivo sobre o direito de arena. A única exceção foi na partida entre Internacional e Fluminense, no Beira-Rio, onde apareceu o número da Medida Provisória (671) para não parecer provocação ao clube gaúcho, que vinha de derrota por 5 a 0 para o arquirrival Grêmio.
Marco Antônio Martins, presidente da Anaf, elogiou postura dos árbitros na rodada (Foto: Daniel Mundim)
- A mobilização de ontem à noite (quarta-feira) foi histórica e mostrou que a arbitragem brasileira está unida. Tivemos a preocupação de não prejudicar os espetáculos. O protesto foi realizado antes de a bola rolar, e os jogos não atrasaram. A iniciativa teve uma repercussão muito positiva na mídia. Todo mundo apoiou. Acho que conseguimos chamar a atenção para as condições de trabalho dos árbitros. Houve muita repercussão em virtude de como anda a atividade de árbitro no Brasil. Só tenho que agradecer aos árbitros e assistentes, que tiveram coragem e entenderam a importância de participar do movimento. Não posso afirmar com exatidão como será o nível de comparecimento dos árbitros e assistentes nas assembleias, mas no meu estado, Santa Catarina, a participação vai ser em massa. Nos demais, não deverá ser diferente.
Na última segunda-feira, o presidente da Anaf, acompanhado de membros de sua diretoria e dos árbitros Péricles Bassols (RJ) e Marcelo de Lima Henrique (PE), esteve reunido com o presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, para expor a posição da classe. Apesar de se posicionar contrária à uma paralisação, a entidade máxima do futebol brasileiro é favorável à uma negociação para debater a reivindicação. Segundo Marco Antônio é difícil fazer uma previsão sobre o que será decidido nas assembleias, pois quem vai decidir são os próprios árbitros, mas ele acredita que independente do resultado a classe não vai desistir dos seus objetivos.
Enquanto não sentarmos para conversar sobre o assunto, o movimento não vai parar.
Marco Antônio Martins
- Enquanto não sentarmos para conversar sobre o assunto, o movimento não vai parar. Muita gente achava que não haveria este protesto, que não teríamos força para fazer isso, mas aconteceu. Nossa intenção é esgotar todas as formas de diálogo antes de partir para uma greve. Vamos esperar o resultado das assembleias para retomar a negociação
Num primeiro momento, a reivindicação vai ficar centrada na questão do direito de arena para a mobilização não perder o seu foco. No entanto, os árbitros pretendem discutir outros temas como patrocínio nos uniformes e melhores condições de trabalho.
- Nossa luta não é apenas pelo aspecto financeiro. Desejamos, entre outras coisas, que ninguém exerça a profissão sem diploma e sem as condições mínimas de trabalho para que a gente possa gerir a nossa própria carreira.
O Brasil tem cerca de 85 mil árbitros, incluindo o das ligadas amadoras, que também têm direito a voto de acordo com o estatuto de cada sindicato. Deste total, aproximadamente 600 são filiados à CBF, enquanto outros cinco mil são ligados às federações estaduais.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.
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