Tá em casa: Galo se impõe no Maraca e bate o Flu de um R10 apagado Mineiros jogam no Rio como se estivessem em Belo Horizonte, fazem 2 a 1 e seguem na perseguição ao líder Corinthians. Tricolor não consegue voltar ao G-4


A força do Atlético-MG em Belo Horizonte é mais do que conhecida. Mas o Galo também cisca no terreiro do vizinho. E canta alto. Neste domingo, no Maracanã, o vice-líder do Brasileirão mostrou força e se refez da eliminação precoce na Copa do Brasil. Derrotou o Fluminense como se jogasse no Independência. Veio, viu e venceu: 2 a 1. Os tricolores têm muito a lamentar. Principalmente por Ronaldinho Gaúcho. Ídolo do Galo, o camisa 10 tricolor decepcionou em sua sexta aparição pelo Flu. Mesmo após a pausa para melhorar a condição física, não evoluiu. Ao contrário. Caminhou em campo a maior parte do tempo e foi substituído aos 22 da etapa final quase sem ser notado e sem deixar saudade. A idolatria que conquistou em Belo Horizonte ainda está longe das Laranjeiras. 

Atlético-MG; Patric (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)
Patric comemora o gol da vitória do Galo no fim do jogo (Foto: André Durão/GloboEsporte.com)


O Atlético-MG chega aos 42 pontos, continua na vice-liderança, quatro atrás do Corinthians. O Fluminense desperdiça a chance de se manter no G-4. Pior: cai de quarto para sexto e está com 33 pontos. As duas equipes voltam a jogar no meio de semana. O Tricolor enfrenta o Corinthians, na Arena Corinthians, em São Paulo, às 22h. Uma hora antes, o Galo recebe o Atlético-PR no Independência, em Belo Horizonte.  

Um sujeito estranho entra na sua casa, senta no seu sofá, com o pé na mesa de centro, e você faz o quê? Aceita? O Fluminense aceitou. À vontade no Maracanã, o Atlético-MG jogou como se estivesse em Belo Horizonte e ditou o rimo no primeiro tempo. Sem correria, suave, mas eficiente. Chegou algumas vezes até abrir o placar, aos 22, com Giovanni Augusto, de cabeça. Sem correria, mas lentos demais, estavam os tricolores. Até chegaram bem pelas pontas, mas em ritmo sonolento. Ronaldinho Gaúcho, no reencontro com o Galo, seu último clube no Brasil, caminhou em campo e nada criou. A melhor chance foi de Jean, mas o chute saiu alto demais. O Flu voltou do intervalo com o meia Gerson em campo. Com Ronaldinho ainda apagado, quem descolou um lançamento preciso foi o zagueiro Gum. Arriscou e encontrou Wellington Paulista livre para empatar, no primeiro minuto. O que se esperava a partir dali era um jogaço. Que nada. Não tivemos nada além de um jogo morno, quase frio. Mas não terminou assim. Patric, que entrara no segundo tempo, fez 2 a 1 para os mineiros, aos 37, e decidiu.         



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