VERSÃO IMPRESSA Às vésperas de estreia, Leão ainda procura definir time titular Maturação campeonato cearense não foi suficiente para Rogério Ceni encontrar melhor formação do Fortaleza para a série B. Técnico ainda sofre muitos questionamentos do torcedor


 
TÉCNICO ROGERIO CENI: treinador continua à frente do Leão do Pici para a Série B JULIO CAESARTÉCNICO ROGERIO CENI: treinador continua à frente do Leão do Pici para a Série B JULIO CAESAR

Desde o primeiro treino que comandou, ainda em dezembro do ano passado, até o dia da decisão do Campeonato Cearense, no último domingo, Rogério Ceni teve 103 dias como técnico do Fortaleza.  
Nesse tempo, colocou o Leão em campo 20 vezes, duas em amistosos e outras 18 pelo Estadual. Não repetiu nenhuma escalação de forma consecutiva e mudou o time várias vezes. 
Mantido no cargo pela diretoria, o ex-goleiro estreia com o Leão na Série B do Campeonato Brasileiro sexta-feira, diante do Guarani, e a incógnita do que deve ser lançado a campo é a mesma da primeira partida oficial da temporada. Das críticas da torcida ao trabalho desenvolvido por Ceni até aqui, a principal está sobre a falta de padrão do time. Ele não conseguiu definir o melhor esquema tático de saída para o Leão, tampouco delimitou um elenco titular.

Ora utilizou três zagueiros, ora jogou com quatro homens de ataque. A falta de um meia de criação não foi empecilho para um 4-3-3 Jogar sem um volante de marcação, protegendo a zaga, foi algo admissível para Ceni, pelo menos até a bola rolar e a pressão sufocar a defesa tricolor. 
Tanto na arquibancada quanto no time existem incertezas sobre quem pode começar jogando a cada duelo. As peças realmente fixas são poucas. Afora o goleiro Marcelo Boeck, somente Diego Jussani, Tinga e Gustavo podem ser considerados titulares, já que atuaram em mais de 80% das partidas até aqui. 
Pesam também sobre Ceni críticas sobre o jogo ofensivo da equipe, que abusa de bolas cruzadas para a grande área, quase sempre para o atacante Gustavo, artilheiro do Brasil, com 16 gols. A disparidade de gols marcados entre o camisa 9 do Leão e seus companheiros de ataque é gritante — Bruno Melo, Tinga e Leonan vêm na sequência dele, com três gols —, o que pode causar uma dependência. 
“O Gustavo não é um jogador de sair (da grande área), proteger e driblar, mas de último toque. Nós jogamos com uma linha de três e dois pontas, então temos circulação pelo meio, chegada na linha de fundo e penetração”, justifica Ceni. “Mas precisamos concordar que são 16 gols no campeonato com o Gustavo”, ele diz, “e isso é algo de se respeitar dentro da maneira como a gente joga”.

LEÃO 
“O Gustavo não é um jogador de sair (da grande área), proteger e driblar, mas de último toque”, disse Rogério sobre o papel do atacante 

varjota esportes - ce.        /      o povo. BRENNO REBOUÇAS

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