© NELSON ALMEIDA/AFP/Getty Images Marco Polo Del Nero e José Maria Marin mandavam no futebol brasileiro na época
No dia 8 de julho de 2014 a seleção brasileira sofreu a maior derrota de sua história, caindo nas semifinais da Copa do Mundo por 7 a 1 contra a Alemanha.
Quatro anos depois, a maioria dos jogadores presentes naquele “desastre” já se recuperou. Titulares naquela partida, Marcelo e Fernandinho disputaram a Copa da Rússia, assim como Paulinho e Willian, que entraram no decorrer daquela derrota, e Daniel Alves, que ficou no banco de Maicon, só não disputou o Mundial da Rússia por causa de uma lesão.
Já entre aqueles que participaram da derrota sem calçar chuteiras, a situação é diferente. Confira o que fazem hoje alguns deles:
José Maria Marin – Presidente da CBF na época, Marin hoje mora em Nova York, mas não por vontade própria. Menos de um ano depois da derrota, no dia 27 de maio de 2015, o cartola foi preso pelo FBI em uma ação realizada em Zurique.
Depois de passar cinco meses preso na Suíça, ele foi extraditado para os Estados Unidos, onde foi condenado por seis crimes de corrupção no futebol. Registrado com o número 86356053 no Centro de Detenção Metropolitana do Brooklyn, ele aguarda sua sentença, que deve sair em agosto.
Marco Polo Del Nero – O cartola foi indicado, em 2012, para substituir Ricardo Teixeira no Comitê Executivo da Fifa, e assistiu a Copa de 2014 já eleito para assumir o cargo de Marin. Seu reinado, contudo, foi breve.
Depois da ação que prendeu Marin, Del Nero jamais deixou o Brasil, por medo de ser preso após seu nome ser citado em diversos depoimentos. Depois de ser afastado da presidência, ele foi banido pela Fifa, mas conseguiu fazer seu sucessor, Rogério Caboclo.
Carlos Alberto Parreira – Campeão em 1994, Parreira assumiu a função de coordenador técnico da equipe após a demissão de Mano Menezes, em 2012. O cargo foi criado para substituir o de diretor de seleções, que era de Andrés Sanchez.
Depois do 7 a 1, Parreira anunciou sua aposentadoria, mas voltou à CBF em 2016 para compor um comitê de reformas do futebol brasileiro após os escândalos com os mandatários, e está na Copa de 2018 como observador técnico da Fifa.
Luis Felipe Scolari – 21 dias depois do 7 a 1, Felipão foi anunciado como o novo treinador do Grêmio. Neste retorno, sua maior conquista foi a goleada por 4 a 1 sobre o Internacional no Campeonato Brasileiro.
Em maio de 2015 ele pediu demissão e, no mês seguinte, assumiu o Guangzhou Evergrande, da China, onde ficou por 2 anos e meio. Atualmente está sem emprego, passando por um período sabático.
Flávio “Murtosa” – Conhecido como fiel escudeiro do treinador, Murtosa seguiu com Felipão para a China, assim como Antônio Carlos Pracidelli. Atualmente está desempregado.
José Luiz Runco – Depois de 16 anos na seleção brasileira, Runco passou mais um ano no Flamengo – completando 34 anos de clube – e se desligou do futebol.
Paulo Paixão – Preparador físico que integrou a comissão técnica da seleção com Dunga e Felipão, Paixão teve que conviver com a dor da perda de seu filho, Anderson Paixão, uma das vítimas da queda do avião da Chapecoense, em 2016.
Seu último trabalho foi no Atlético-MG, com Oswaldo de Oliveira, quando acabou sendo demitido junto com o treinador no começo deste ano.
Rodrigo Paiva – Ex-Flamengo e assessor de Ronaldo, Paiva tornou-se assessor de imprensa da seleção brasileira em 2002 e ficou no cargo até o fim de seu contrato, após o Mundial de 2014. Hoje ele é diretor de comunicação da Riotur e fez todo o trabalho de assessoria do Carnaval carioca, tendo que explica a ausência do prefeito Marcelo Crivella.
Thiago Larghi – Analista de desempenho da equipe brasileira, Larghi é um exemplo de sucesso. Depois de deixar a seleção, ele acompanhou Oswaldo de Oliveira no Sport, no Corinthians e também no Atlético-MG, clube que acabou assumindo o comando de forma interina após a queda do técnico, e foi efetivado no último dia 25. Aos 37 anos ele é o mais novo técnico da eleite do futebol brasileiro.
Rodrigo Lasmar – Trabalhando sob supervisão de José Luiz Runco em 2002, 2006 e 2014, Lasmar é o único dos três médicos da Copa do Brasil a seguir na CBF. Em 2015 ele se tornou vice-presidente da Comissão Nacional de Médicos do Futebol, e é quem tem o contato direto com os médicos dos clubes dos jogadores da seleção.
Foi Lasmar o responsável pela cirurgia no quinto metatarso do pé direito de Neymar, realizada em março.
Varjota Esportes - Ce. / MSN.
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