O trabalho de Tite, iniciado no segundo semestre de 2016, ainda com a CBF sob o comando de Marco Polo del Nero, hoje banido do futebol pela Fifa, é bem avaliado pela nova diretoria da entidade. Os dirigentes consideram que o técnico e seus pares implementaram conceitos modernos de preparação e planejamento e que o trabalho ainda é de alto nível.
Rogério Caboclo, atual CEO da entidade e futuro presidente da CBF – assume em abril do próximo ano –, é que está à frente das conversas com o empresário de Tite, Gilmar Veloz. Um contato preliminar foi rascunhado e outros ocorrerão nos próximos dias, já no Brasil.
Caboclo, aliás, faz questão de ser ele o negociador da CBF. Afinal, se o treinador renovar pelo período pretendido, ele será o presidente em exercício. Tanto ele quanto outros cartolas da CBF, porém, entendem que ajustes precisarão ser feitos no planejamento da seleção – considerando-se o que foi feito até agora, quando Tite e o coordenador Edu Gaspar tiveram atendidos sem questionamento seus pedidos. Algumas reivindicações, ideias e planos, a partir de agora, só serão efetivados após ampla discussão com os novos dirigentes.
A Alemanha renovou com Löw mesmo após ser eliminada na primeira fase. Tite lembrou que assumiu a seleção nas Eliminatórias, quando o time amargava sexto lugar – diz ter aceito de “coração aberto”. No ano passado, havia revelado que gostaria de fazer um trabalho de longo prazo. Se for mantido até 2022, será a primeira vez que um treinador continuará à frente da seleção desde Zagallo entre 1970 e 74. Telê foi o técnico em 1982 e 86, mas não de maneira seguida.
Varjota Esportes - Ce. / MSN.
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