O Comitê Organizador da Copa de 2014 já escolheu os tipos de grama que serão usados nos estádios que estão sendo construídos ou reformados para os jogos. Preocupado com o clima brasileiro, o COL optou pela chamada Bermuda, que será o modelo padrão por se adaptar melhor ao país. Em entrevista ao "Jornal Nacional", o agrônomo Breno Couto disse que ela é especifica para o calor.
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Nas sedes de São Paulo, Porto Alegre e Curitiba, os campos terão, em menor quantidade, algumas espécies de grama de inverno, que são mais finas e apresentam um crescimento mais acelerado.
Para Maristela Kuhn, agrônoma do COL, o grande desafio é superar a mudança causada pelas coberturas que serão colocadas nos estádios. Afinal, as gramas precisam de sol.
- O desafio maior pra nós aqui no Brasil é a questão das coberturas. Está se criando um ambiente fechado, aonde a grama vai reagir de uma maneira diferente. Isso predispõe o gramado a ser mais fraco, cheio de algas, suscetível a doenças.
Outra preocupação é com as chuvas. Para superar os obstáculos, a drenagem será a vácuo. Em caso de um temporal, a água é sugada com uma eficiência quatro vezes maior que a drenagem convencional. O sistema também funciona no sentido inverso, injetando ar de baixo para cima, o que refresca a grama e a torna mais saudável.

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