
A vitória do Ceará sobre o Fortaleza por 2 a 1 na primeira partida da final do Campeonato Cearense reverteu a vantagem que o Tricolor havia conseguido na semifinal. Assim, um empate no próximo domingo, novamente na Arena Castelão, dará o título ao Alvinegro. Ao Leão do Pici, a única forma de conquistar o título é vencendo por qualquer placar.
A nova condição foi comemorada pelo técnico Marcelo Chamusca. “Tivemos uma atuação muito consistente, principalmente no sentido de construção ofensiva. O primeiro tempo nosso foi um muito forte. Criamos muitas oportunidades e tivemos efetividade na conclusão”, analisou. E prosseguiu: “No segundo tempo, não. O jogo mudou. A gente soube sofrer no início e depois que começou a encaixar os contra-ataques o jogo ficou arriscado para o Fortaleza e, aí sim, a gente pecou um pouquinho nas finalizações. Poderíamos ter aberto uma vantagem maior”. O treinador ressaltou ter ficado contente com o desempenho e projetou foco na recuperação dos jogadores para a partida decisiva.
O atacante Felipe Azevedo foi outro que preferiu salientar a vitória e elogiou o Fortaleza. “Tomamos o gol no final do jogo, mas eles têm méritos também na partida. O goleiro deles foi muito bem, o Matheus. Ele fez defesas difíceis, a bola fica viva nesse gramado e ele foi bem. Agora é descansar e pensar no domingo”.
Já o lateral Tinga, do Fortaleza, ainda na saída do gramado, foi enfático na avaliação do desempenho do seu time. “Se não fosse o nosso primeiro tempo desastroso, com certeza teríamos conseguido um resultado melhor”.
O jogador aproveitou para defender o técnico Rogério Ceni das vaias e dos gritos de “burro” que ouviu no segundo tempo, quando a partida estava 2 a 0 para o Ceará e ele fez entrar o meio-campista Alípio na vaga do atacante Léo Natel. “Rogério Ceni não é burro. Tivemos dois erros nos gols que tomamos. O que temos que fazer agora é nos preparar bem para conseguir esse título”. (Fernando Graziani)
Varjota Esportes - Ce. / O Povo.
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