SAIBA MAIS
Se o Guarani ficasse mais um jogo sem vencer na Série C do Campeonato Brasileiro, o peso cairia quase todo sob os ombros de Silas. Mas, em vez de vilão, ele deixou o gramado do Nabi Abi Chedid, em Bragança Paulista, nesta segunda-feira, como herói. Após perder chance clara no primeiro tempo, ele se redimiu na etapa final ao fazer o gol da vitória alviverde por 1 a 0, pela 13ª rodada do Grupo B. O atacante colocou fim a um jejum pessoal sem marcar que durava desde 11 de maio. Acabou também o jejum de seis partidas sem vitória do Bugre. Por fim, encerrou a passagem da equipe pela zona de rebaixamento. Já o Juventude perdeu o duelo e a chance de entrar no G-4 da chave.
O resultado alivia a crise que o Guarani atravessa. Com 15 pontos, o time assume a oitava colocação e joga o São Caetano, com 12, para a degola, na vice-lanterna. O cenário também é complicado fora de campo no Brinco de Ouro. Quarta-feira é um dia decisivo para a sequência da temporada. É quando os jogadores vão descontar os cheques nominais recebidos como pagamento de parte do salário atrasado de junho. Caso a dívida não seja sanada, existe a possibilidade de greve. Do lado do Juventude, a derrota estacionou a equipe com 17 pontos.
A noite, que terminou com a sensação de alívio, não começou bem para o Guarani. O técnico Vagner Benazzi, que faria sua estreia, ficou fora do banco de reservas por estar suspenso após pegar seis partidas de gancho quando comandava o Paysandu, na Série B do ano passado. Como havia cumprido dois confrontos ainda no Papão, precisava cumprir o terceiro antes de o clube entrar com pedido de efeito suspensivo. Sem contar o fato de jogar em Bragança Paulista com portões fechados. O alvará do Brinco de Ouro expirou. A ausência de torcida é por conta da punição do STJD devido a briga entre organizadas do clube no empate por 1 a 1 com o Madureira, no dia 3 de maio, em Americana.
Guarani e Juventude voltam a campo sábado. O Bugre terá pela frente o Guaratinguetá, em Barueri, às 16h, enquanto que os gaúchos recebem o Macaé, às 18h30.
O jogo
Mais na base da vontade do que da organização, o Guarani tomou a iniciativa. Fumagalli era o jogador mais participativo do Bugre. Foi dele a primeira chance, em uma cabeçada. O Juventude entrou em campo com a estratégia de primeiro se defender para, depois, tentar o contra-ataque. Mas o volume de jogo dos campineiros permitiu que os gaúchos exercessem apenas a primeira parte do combinado no vestiário. O Guarani chegava com frequência à área, mas tinha dificuldade para dar o último passe. Quando conseguiu, em jogada de profundidade de Leleco, Silas desperdiçou chance incrível, de frente para o gol, com Airton já caído. A oportunidade perdida aumentou a pressão sobre o atacante e também sobre o Guarani para o segundo tempo.
O nível técnico da partida caiu muito no início da etapa final. Aquele Guarani determinado em pressionar o Juventude deu lugar a um time apático. Mesmo com a queda de rendimento do Bugre, o Juventude não se arriscava, tampouco ameaçava Wanderson. A postura do Juventude permitiu que o Guarani se recuperasse dentro da partida. Permitiu que Silas tivesse a chance para se redimir do lance no primeiro tempo. Em cruzamento de Pedro Henrique, Fumagalli desviou, e o atacante colocou a cabeça para abrir o placar, aos 23 minutos. Na sequência, cada time perdeu um jogador: Ramos, do Guarani, e Matheus, do Juventude, foram expulsos. O Juventude ainda esboçou uma pressão, mas o Bugre se fechou e garantiu o resultado sem sustos.
Varjota Esportes - Ce. / Globoesporte.

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