Em jogo suado no Beira-Rio, D'Ale incendeia e Inter é campeão gaúcho Caxias abriu o placar, Paulo Sérgio defendeu pênalti, mas Sandro Silva e Damião marcaram para o Inter


leandro damião internacional gol caxias (Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS)Leandro Damião comemora gol do título
(Foto: Ricardo Duarte / Agência RBS)
Em jogo suado, o Inter venceu o Caxias por 2 a 1, na tarde deste domingo, no Beira-Rio, e garantiu o título do Campeonato Gaúcho. Depois de um primeiro tempo apático, em que a equipe grená saiu na frente com Michel, D’Alessandro entrou no segundo e ajeitou o time. Sandro Silva e Leandro Damião viraram o placar. Paulo Sérgio, destaque em campo, ainda evitou um pênalti cobrado por Nei.
Mesmo com as cicatrizes da eliminação na Libertadores, o Inter iniciou com o mesmo time que foi derrotado por 2 a 1 contra o Fluminense, com Oscar em campo. Só que desta vez, a maior atração ficou no banco. Recuperado de lesão na coxa esquerda, o diferencial técnico do time, D’Alessandro, ficou entre os suplentes.

Da mesma forma, o Caxias também optou por manter a mesma formação que enfrentou o Inter no Centenário, quando abriu o placar com Mateus, mas deixou empatar na segunda etapa, com Oscar.
Agora, até o final do ano, é tudo Brasileirão para o Inter. No próximo final de semana, estreia contra o Coritiba, domingo, no Beira-Rio. Já o Caxias se foca totalmente na série C.
O jogo
Em casa, o time de Dorival Júnior tratou de se postar ao ataque, dificultando a saída de bola adversária. Já a equipe de Mauro Ovelha não só aceitou a pressão colorada, como tratou de explorá-la. Nesse caso, ninguém explorava melhor os contra-ataques do que o garoto Wangler, de 19 anos. Aos 6 minutos, arrancou em velocidade pela ponta direita, mas viu o cruzamento ser freado por Índio. Na sequência, após cobrança de escanteio, desferiu potente chute de fora da área, bem espalmado por Muriel.

De forma tímida, o Inter tentava avançar, mas não era realmente efetivo. Com pouca, criatividade, via-se uma equipe burocrática em campo, talvez ainda afetada pela derrota na Libertadores. Os poucos arremates a gol eram de fora da área, como com Nei, Dátolo e Oscar. Nenhum, no entanto, que levasse efetivamente perigo a Paulo Sérgio.
Michel comemora o gol marcado para o Caxias contra o Inter (Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)
Crise na bola aérea
Em um problema evidenciado contra o Fluminense, o Inter voltou a sofrer com a boa aérea defensiva. Aos 26, Vanderlei desviou cobrança de escanteio e, na zona do segundo poste, encontrou Michel em movimento retilíneo uniforme em direção ao gol: 1 a 0. Na comemoração, o lateral deu um saldo seguido de soco no ar. Naquele momento, o Caxias tinha a vantagem.

A partir de então, quem esperava para assistir Oscar e companhia, via o garoto Wangler tomar conta da partida. Driblava com maestria e acertava a maioria dos passes. Com personalidade, a revelação grená mostrava a cada toque ser um jogador de grande futuro. Aos 38, bateu com categoria a média distância e só não viu a bola entrar graças a mão salvadora de Muriel.

Já o Inter abusava da ligação direta. Dessa forma, uma única e verdadeira chance, antes do árbitro apitar para o intervalo. Dentro da grande área, Damião ajeitou com o peito e Índio, como centroavante, fez um belo giro de canhota, mas por cima do travessão.
- O primeiro tempo foi confuso – resumiu Giovanni Luigi, ao fazer uma análise perfeita do desempenho colorado na primeira etapa.
 
Final do Gauchão entre Inter e Caxias (Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)Oscar e Guiñazu cercam a jogada
(Foto: Diego Guichard/GLOBOESPORTE.COM)
Dorival fez duas alteração para a volta do Intervalo. Colocou D’Alessandro e Dagoberto nas vagas de Dátolo e Tinga, respectivamente, e solicitou uma “mudança de atitude”. Quando o camisa 10 se juntou ao grupo reunido no centro do gramado, a torcida explodiu em alegria. Estava no centrado camisa 10, o capitão do time, a esperança de empatar o jogo e evitar um vexame.

A presença de D’Ale deu um gás a mais no time colorado. Logo no primeiro cruzamento, Paulo Sérgio se atrapalhou com a bola e Damião chutou em cima da zaga. No segundo, o argentino lançou e o camisa 9 desviou por cima. O Inter parecia lúcido pela primeira vez na partida.

Pênalti desperdiçado
E aos cinco minutos, Oscar foi derrubado na área. Pênalti. Quando todos esperavam que D’Ale fosse para a cobrança, Dorival ordenou que Nei efetuasse a cobrança. Na lateral do campo, o gringo conversava com o treinador, quando o lateral cobrou mal e Paulo Sérgio evitou o empate.
 
Paulo Sérgio era um gigante sob a meta. Aos 11, Oscar soltou quase na pequena área e desviou para o chão, como manda qualquer treinador. Só que o camisa 1 jogou a vida em um lance e conseguiu novamente evitar o gol, em cima da linha. Da mesma forma, espalmou cabeçada de Moledo, na grande área.

A partida girava em alta rotação, na base do desespero pelos dois lados: o Caxias na defesa e o Inter nas jogadas ofensivas.

Torcida intervém
Talvez por coincidência, o Inter chegou ao empate quando a torcida vermelha berrava mais do que nunca. Inspirado pelo rugido da arquibancada, Oscar se livrou de Fabinho e rolou para a área. A bola sobrou para Sandro Silva, o volante hoje mais titular do time, mas que ainda não tem a situação definida. Cercado, conseguiu achar um espacinho para chutar e vencer o gigante adversário.

O Inter descobria então que Paulo Sérgio não era imbatível. E o segundo gol não demorou a surgir. Após cruzamento de Fabrício, Damião pulou soberano no primeiro poste e fez aquele que seria o gol do título. 
  
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