Falcão e Palmeiras não chegam a acordo; Adilson vira a bola da vez Tempo de contrato e alta pedida salarial emperram acerto. Adilson Batista, que está desempregado, é o novo alvo da diretoria palmeirense


Falcão não chegou a um acordo com o Palmeiras
(Foto: Fabio Castro/Agência Estado)
Depois de Emerson Leão (São Caetano), Jorginho (Bahia), Gilson Kleina (Ponte Preta) e Dorival Júnior (Flamengo), o quinto técnico a ser procurado pelo Palmeiras e não chegar a um acordo é Paulo Roberto Falcão, que está desempregado. A diretoria ofereceu a ele um contrato até dezembro, já que haverá eleições presidenciais em janeiro. O treinador respondeu que não topava, já que queria um vínculo até o fim do ano que vem. Outro motivo para não haver acordo foi a pedida salarial de Falcão: R$ 500 mil mensais, o que assustou a diretoria, apesar de o treinador anterior, Luiz Felipe Scolari, ter salário de R$ 700 mil.
Assim, as negociações foram encerradas, após uma terceira conversa, na noite desta terça-feira. 
Adilson Batista, que também está desempegado, passa, com isso, a ser o nome da vez - ironicamente, foi o treinador indicado pelo seu antecessor, Luiz Felipe Scolari. Cristóvão Borges, recentemente dispensado do Vasco, seria o sétimo na lista.
No programa Cartão Verde, da TV Cultura, Falcão explicou como foram as negociações com o Palmeiras.
- O acerto não aconteceu. No domingo à noite o presidente Arnaldo Tirone me ligou, até achei que era trote. Mas depois que tive a confirmação que era ele, combinamos que ele enviaria dois representantes para falar comigo em Porto Alegre. E assim foram a advogada Rita (Cossentino) e o diretor financeiro Marcos (Bagatella). Coloquei para eles as minhas necessidades. Disse que queria um 2013 inteiro, independentemente de onde o Palmeiras estivesse, apesar de a situação (no Brasileiro) ser ruim. Mas isso não me assusta. A ideia era ter um trabalho continuado, mesmo se caísse para a Série B, para participar de um ano importante para o Palmeiras, com Arena e Libertadores. Eles voltaram para São Paulo e agora, há cerca de meia hora, a doutora Rita me ligou e disse que o Palmeiras não tem condições de oferecer contrato maior que três meses, por conta da eleição em janeiro. Então, assim, encerramos as negociações - disse Falcão.
Desempregado, Adilson está morando em Curitiba (Foto: Alexandre Lozetti / Globoesporte.com)
A diretoria ainda não se pronunciou publicamente sobre a recusa de Falcão. Nesta quarta-feira, Adilson Batista deve ser procurado. Se não houver acordo, Narciso seguirá como técnico interino. O próximo jogo do Palmeiras será no sábado, em Florianópolis, contra o Figueirense, outro time que luta para não cair. 



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