Pena de quatro jogos tira Neymar da Copa América; CBF pode recorrer Conmebol condena atacante por agressão verbal ao árbitro e diz que houve tentativa de agressão física. Recurso da CBF pode reduzir pena a três jogos

Neymar durante treino da Seleção em Santiago (Foto: Mowa Press)
 Neymar não poderá atuar mais nesta Copa América, CBF pode recorrer (Foto: Mowa Press)
Neymar está, a princípio, fora da Copa América. A Conmebol anunciou no começo da noite desta sexta-feira a suspensão de quatro jogos ao atacante. Após o apito final do chileno Enrique Osses, no jogo entre Brasil e Colômbia, ele agrediu o zagueiro Murillo com uma cabeçada, mas o que agravou sua situação foi o fato de ter esperado pelo árbitro no túnel que dá acesso ao vestiário. Houve insultos e, de acordo com um relatório do delegado da partida, não considerado no julgamento, Neymar chegou a puxar a manga da camisa de Osses enquanto o xingava.
O craque brasileiro, também multado em 10 mil dólares, está fora da partida deste domingo, contra a Venezuela, e também das quartas, semifinal e final do torneio (ou decisão do terceiro lugar), caso a equipe avance. Neste sábado, os fundamentos da decisão serão publicados e, a partir disso, a CBF poderá recorrer. No entanto, na melhor das hipóteses, a suspensão de Neymar cairá para três jogos, pena mínima que o faria voltar apenas na final, se o Brasil chegar até lá.   
Como se trata de um torneio de prazos curtos, o recurso será avaliado por apenas uma pessoa, o equatoriano Guillermo Saltos, presidente da Câmara de Apelações da Conmebol. Caso a seleção brasileira seja eliminada da Copa América antes que Neymar termine de cumprir sua pena, ela será transferida para a próxima edição do torneio.   
Ou seja, se o atacante continuar suspenso por quatro jogos e o Brasil for eliminado nas quartas de final, por exemplo, ele não poderá entrar em campo nas duas primeiras partidas da Copa América do ano que vem, edição especial do centenário do torneio, que será disputada nos Estados Unidos.
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A reunião desta sexta-feira teve a presença do vice-presidente do tribunal, o uruguaio Adrián Leiza, e do boliviano Alberto Lozada. O presidente Caio César Vieira Rocha não participou por ser brasileiro, assim como os membros Carlos Tapia, chileno como o trio de arbitragem, e Orlando Morales, colombiano como Carlos Bacca, atacante que empurrou Neymar e foi suspenso por dois jogos, além de receber uma multa de cinco mil dólares. Membros dos mesmos países de réus não podem participar da decisão.   
- Foi uma decisão muito discutida, muito analisada. Foi difícil chegar a um consenso porque éramos apenas dois membros, não havia um terceiro para desempatar a questão. Não fosse a agressão feita ao árbitro, um oficial da partida, a pena teria sido menor. Isso foi o mais grave. A proposta inicial era de aplicar a pena máxima, de cinco jogos, mas achamos muito pesada - afirmou Lozada, que revelou que a bolada em Armero após o apito final, fato desencadeador da confusão, não foi considerada como agressão ou indisciplina por parte de Neymar.   
O boliviano explicou também que o relatório do delegado da partida não foi considerado no julgamento porque a súmula é o documento oficial. Mas disse que o fiscal encontrou Osses bastante chateado no túnel. Ao perguntar o motivo, o árbitro lhe relatou os puxões e palavrões proferidos pelo jogador brasileiro.   
- Se ele tivesse ficado em silêncio, o castigo seria menor - completou Lozada.
  A sentença só foi divulgada mais de uma hora depois de ser decidida pelo Tribunal, que se recusou a dar qualquer informação antes de a CBF ser notificada. 



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