Corrente por Lugano aumenta no São Paulo, e Leco admite "pensar melhor" Presidente revela movimento favorável ao retorno do zagueiro uruguaio e diz que novo cargo o obriga a considerar a possibilidade de tentar contratar ídolo da torcida


Lugano São Paulo (Foto: Rubens Chiri /  Site oficial SPFC)
Desde que foi eleito presidente do São Paulo, há três dias, Carlos Augusto de Barros e Silva ouviu inúmeras vezes uma palavra: Lugano. O nome do zagueiro uruguaio não sai de sua sala no Morumbi. Chega por vozes externas, de torcedores, mas também internas, de aliados que veem no retorno do zagueiro a possibilidade de resgate de valores que a equipe perdeu nos últimos anos. Nem tanto técnicos, mas principalmente relacionados à garra e força de vontade.
O movimento deu certo. Leco, hoje, considera bastante a possibilidade de levar de volta ao Morumbi um dos maiores ídolos recentes da torcida.
O dirigente, assim como os ex-técnicos Juan Carlos Osorio e Muricy Ramalho, o vice de futebol Ataíde Gil Guerreiro e o ex-presidente Carlos Miguel Aidar, não era favorável à contratação do jogador, hoje no Cerro Porteño, do Paraguai. Entre todos os citados, Osorio foi o único que teve coragem de admitir publicamente e justificar a razão de não ter aprovado a volta de Lugano.
Só que tantas citações fizeram Leco reconsiderar sua posição. O novo presidente se informou sobre o momento técnico de Lugano no Cerro – líder do Campeonato Paraguaio com um ponto à frente do Olímpia, a três rodadas do fim – e, juntamente ao departamento de futebol, composto por Ataíde, Gustavo Vieira de Oliveira e Rubens Moreno, analisa a possibilidade de contratá-lo.
Venho recebendo uma crescente onda de interesses sobre a figura dele (Lugano). Não posso ficar indiferente porque não sou mais dono de mim. Agora, o São Paulo é meu dono 
Leco, presidente do São Paulo
– Estamos analisando. Nos últimos três dias, venho recebendo uma crescente onda de interesses sobre a figura dele. Isso está me obrigando a, diferentemente do que eu sentia há uns dias atrás, ter que pensar melhor no caso. Não posso ficar indiferente porque não sou mais dono de mim. Agora, o São Paulo é meu dono – afirmou Leco, eleito com 138 votos contra 36 de seu opositor, Newton do Chapéu.
– Num primeiro momento, tive uma reação que hoje já não é a mesma. Hoje, estou analisando outros aspectos, a relação custo-benefício no seu todo, porque há ônus e bônus.
Lugano deixou o São Paulo rumo ao Fenerbahçe em 2006. Antes, conquistou, em 2005, o Paulistão, a Libertadores e o Mundial. Destacou-se em todos, inclusive tecnicamente, mas foi considerado o símbolo de valentia daquela equipe. Depois da equipe turca, atuou no PSG (FRA), Málaga (ESP), West Bronwich (ING) e Häcken (SUE), antes de chegar ao Cerro. Também foi capitão da seleção uruguaia nas Copas do Mundo de 2010 – quando a equipe perdeu a semifinal para a Holanda – e 2014, antes de se machucar, e na conquista da Copa América de 2011.
A entrevista completa com o presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, em que ele fala mais sobre a possibilidade da volta de Lugano, além da situação financeira do São Paulo, de Rogério Ceni, Luis Fabiano, Alexandre Pato, Doriva, e também de política, será publicada amanhã, sábado de manhã, no GloboEsporte.com.
 Leco Presidente do São Paulo (Foto: Alex Silva/Estadão Conteúdo) 


 

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