FBI informa: Marin deve ser extraditado algemado e em voo comercial


José Maria Marin convocação seleção brasileira
O FBI, a Polícia Federal americana, respondeu ao blog a respeito do procedimento para extradição de indivíduos presos no exterior, caso de José Maria Marin, ex-presidente da CBF, que está detido em Zurique, na Suíça desde o dia 27 de maio. Em audiência nesta quarta-feira, ele concordou com a extradição para os Estados Unidos. Por email, uma porta-voz do FBI informou que a pessoa em processo de extradição é considerada prisioneira e, portanto, é obrigatório o uso de algemas. A porta-voz também confirmou que, geralmente, o transporte é feito em voos comerciais. A extradição deve ocorrer dentro de um prazo de 10 dias.

- Indivíduos sendo extraditados e viajando com agentes do FBI são considerados sob custódia e, portanto, algemados durante o transporte. Em geral, sim, o transporte é usualmente feito em voos comerciais regulares - respondeu o FBI, por email.

Marin concordou com a extradição em audiência com a Justiça Federal da Suíça (FOJ, na sigla em inglês). Segundo a defesa do brasileiro, que contestava a extradição, a medida foi tomada para reduzir o tempo de prisão na Suíça pois, caso continuasse apelando, o processo poderia durar quatro ou cinco meses.

No comunicado, a FOJ ressalta que ele é acusado de receber e repartir propinas com outros dirigentes, referentes a cessão de direitos sobre edições da Copa América e da Copa do Brasil. A FOJ afirmou que não dará detalhes sobre data e horário da entrega do brasileiro para as autoridades americanas.

Dos sete presos em Zurique no dia 27 de maio em operação que deflagrou uma crise sem precedentes na Fifa, somente Jeffrey Webb, ex-presidente da Concacaf e ex-vice-presidente da Fifa, concordou com a extradição. Em solo americano, Webb negociou acordo para responder à primeira fase do processo em liberdade condicional, vigiado pelo FBI. Pagou US$ 10 milhões (cerca de R$ 40 milhões). Marin deve tentar acordo semelhante. Ele possui um apartamento em Nova York, onde corre o processo. 


  
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