O presidente do Auto Esporte, Watteau Rodrigues, foi mantido na presidência do clube, mesmo tendo sido acusado, por alguns dos membros da diretoria, de autoritário e de querer vender o alvirrubro. O dirigente só assegurou sua permanência no time automobilista depois que aceitou a imposição do Conselho Deliberativo para a paralisação do processo de regularização do terreno do Estádio Mangabeirão e a decisão de que o patromônio não poderá ser vendido daqui a três anos.
A área que compreende o CT do Auto Esporte chegou às mãos da equipe por conta de uma permuta feita com o Estado pelo terreno antigo do alvirrubro, que ficava na região do atual distrito industrial. A negociação foi feita na epóca do governo de Tarcísio Buriti e até o momento o espaço não está em nome do clube.
Durante a reunião, Watteau defendeu a regularização da área para que o clube possa dispor dela para acordos, como locação ou a venda da mesma. No entanto, o conselheiro e advogado do clube, José Caetano, defendeu a tese de que se o Magabeirão for regularizado acabará sendo leiloado por conta das dívidas trabalhistas do Macaco Autino.
- Por que essa pressa de regularização? Não podemos esperar mais um pouco? Até porque para se regularizar o espaço será preciso R$ 350 mil. Você tem esse dinheiro, Watteau? Acredito que não. Então quem está por trás disso? Ninguém dá dinheiro sem nenhum interesse – protestou Caetano, sugerindo que Watteau estaria agindo com o interesse de vender o patrimônio do clube.
O presidente se defendeu dizendo que o Auto precisa sair do modelo amador de administração. De acordo com ele, o Alvirrubro não pode depender das verbas públicas para pagar as contas e precisa gerar renda de alguma forma.
- Eu não estou querendo vender o Auto Esporte. Mas uma padaria vende pão, um restaurante vende comida e um time de futebol? Vende jogadores. Nós não estamos fazendo isso. Precisamos investir na base. Revelar atletas para consumo próprio, para empréstimos e para venda. O que temos hoje não dá para fazer isso – disse Watteau, se defendendo das acusações.
Em meio às declarações do presidente, Caetano afirmou que Watteau Rodrigues não tinha moral. Pois estava entravando a negociação do aluguel de uma parte do terreno do CT a uma rede de supermercado de João Pessoa.
- Eles já nos adiantaram R$ 120 mil pelo aluguel da parte onde ficava a antiga Estação Forró. O presidente travou de todas as maneiras que pôde o alvará de construção do mercado. Isso não pode acontecer. Esse aluguel vai nos render R$ 10 mil por mês. O que não paga as nossas contas, mas já ajuda – disse o advogado do clube.
Para rebater a acusação, Watteau afirmou que a entrega deste alvará depende da legalização da área. De acordo com o mandatário, enquanto o espaço não estiver regularizado a prefeitura não cederá a licença.
Após a troca de farpas e explanações dos argumentos, o presidente do Conselho Deliberativo, José Benedito, propôs a votação para a paralisação do projeto, que teve aprovação unânime. Ficou decidido ainda que o terreno não poderá ser vendido até que o clube consiga sanar suar dívidas trabalhistas.
No final da reunião, Watteau falou sobre a decisão do conselho.
- Agora o Auto Esporte vai continuar nesta pendenga que está. Eu tenho um projeto para o clube, que, com essa decisão soberana do Conselho, terei que adiar - finalizou o presidente do alvirrubro, que não revelou qual projeto seria esse.
varjota Esportes - Ce. / Globoesporte
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